Presidente da Assembleia Legislativa afirma que pesquisas proporcionais têm peso limitado e defende que a entrega do mandato, o apoio das lideranças e a confiança do eleitor serão determinantes na disputa por uma vaga em 2026.
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (Podemos), afirmou que recebeu com naturalidade o resultado da pesquisa espontânea de intenção de voto para deputado estadual, na qual aparece como o parlamentar mais lembrado pelos eleitores. Apesar da liderança no levantamento, ele destacou que o desempenho nas urnas dependerá, sobretudo, do trabalho desenvolvido ao longo do mandato e da relação construída com a população.
Segundo Russi, aparecer entre os nomes mais lembrados é um indicativo positivo, mas não representa garantia de vitória. Para o deputado, o fator decisivo será a capacidade de demonstrar aos eleitores as ações realizadas nos últimos quatro anos e a importância da continuidade do mandato.
O parlamentar também ponderou que pesquisas voltadas às eleições proporcionais possuem características diferentes das disputas majoritárias, como as de governador ou prefeito. Na avaliação dele, esse tipo de levantamento serve como um termômetro da lembrança do eleitor, mas não reflete, necessariamente, o resultado final da eleição.
Max Russi lembrou que, em pleitos anteriores, nunca ocupou a primeira colocação em pesquisas espontâneas, embora sempre figurasse entre os candidatos mais citados. Para ele, a força das lideranças políticas que o acompanham, a presença do mandato em diferentes regiões do Estado e a prestação de contas do trabalho realizado terão influência maior no momento da escolha dos eleitores.
A pesquisa do Instituto Data Index foi realizada entre os dias 1º e 4 de julho, com 1.600 eleitores em Mato Grosso. No levantamento espontâneo para deputado estadual, Russi foi citado por 3,14% dos entrevistados. O estudo possui nível de confiança de 95%, margem de erro de dois pontos percentuais e está registrado na Justiça Eleitoral sob o número MT-04153-2026.
Com a aproximação das eleições, a disputa pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa promete ser uma das mais concorridas dos últimos anos, reunindo atuais deputados, ex-prefeitos, ex-secretários e outras lideranças políticas em busca de uma vaga no Parlamento estadual.


