Investigação da Derf identificou os suspeitos por imagens de segurança; prejuízo causado à instituição social é estimado em R$ 20 mil.
A atuação integrada das Polícias Civil e Militar resultou, nesta terça-feira (28), na prisão preventiva de um casal investigado pelo furto de equipamentos e ferramentas pertencentes a um projeto social que atende crianças com transtorno do espectro autista (TEA), no bairro Baú, em Cuiabá.
Os mandados de prisão foram expedidos pela Justiça após representação da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) da Capital, responsável pela investigação do caso. As ordens judiciais, que tramitavam sob sigilo, foram cumpridas por equipes da Polícia Militar na região central da cidade.
O crime ocorreu na madrugada de 4 de maio deste ano. Segundo as investigações, o casal, formado por uma mulher de 48 anos e um homem de 44, ambos em situação de rua, arrombou o portão da instituição e levou dois aparelhos de ar-condicionado novos, equipamentos de som e diversas ferramentas utilizadas em uma obra de reforma do espaço.
Entre os objetos furtados estavam microfones, mesa de som, cabos, carrinho de mão, parafusadeira, martelete, furadeira, lixadeira, extensões elétricas, brocas e outras ferramentas. O prejuízo estimado é de aproximadamente R$ 20 mil.
Durante a apuração, investigadores analisaram imagens de câmeras de segurança instaladas nas proximidades do projeto, que flagraram o casal transportando os materiais furtados, inclusive utilizando o carrinho de mão levado do próprio canteiro de obras. As gravações permitiram identificar a participação de cada um dos envolvidos.
Em depoimento ao delegado responsável pelo caso, Hugo Abdon, os suspeitos confessaram o crime. Eles relataram que parte das ferramentas foi vendida por R$ 200 para comprar drogas e informaram que abandonaram os aparelhos de ar-condicionado após perceberem a aproximação de uma viatura policial.
Após o cumprimento dos mandados, os dois foram encaminhados à sede da Derf, onde passaram pelos procedimentos legais e permaneceram à disposição da Justiça. A Polícia Civil segue com as diligências para localizar e recuperar os objetos que ainda não foram encontrados.


