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Polícia Civil mira ex-dirigentes do IMAFIR-MT por suspeita de movimentações financeiras superiores a R$ 1 milhão

Ação cumpre mandados contra ex-dirigentes do instituto e bloqueia acessos bancários; investigação apura suspeitas de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica.

A Polícia Civil deflagrou, nesta terça-feira (25.8), a Operação Mandato Espúrio, em Cuiabá, para investigar suspeitas de irregularidades na administração do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT). A ação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica atribuídos, em tese, ao ex-presidente e ao ex-diretor da entidade.

Durante a operação, equipes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá cumpriram dois mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar. Também foram determinadas medidas cautelares para bloquear contas bancárias e suspender os acessos dos investigados às contas do instituto, que é tratado como vítima e colabora com as investigações.

As ordens judiciais foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias – Polo Cuiabá, com base nos elementos reunidos durante o inquérito policial. A apuração teve como foco atos de gestão e movimentações financeiras realizadas em um período marcado por disputas envolvendo a representação legal do IMAFIR-MT.

Segundo a investigação, um ex-dirigente teria realizado operações financeiras mesmo após a existência de acordo homologado judicialmente e de decisão que restringia sua atuação na presidência e a prática de atos em nome da entidade. Os investigadores também apuram alterações estatutárias, conflitos internos pela administração e movimentações patrimoniais destinadas a pessoas físicas e empresas ligadas à gestão do instituto.

Conforme os levantamentos realizados pela Derf, as transações consideradas suspeitas ultrapassam R$ 1 milhão. Entre elas está uma transferência de aproximadamente R$ 774 mil para uma conta pessoal e para uma empresa pertencente ao então diretor executivo do IMAFIR-MT. Outra operação, no valor de R$ 270 mil, teria sido destinada a um escritório de advocacia.

Além das buscas, a Justiça determinou a suspensão e a desativação dos perfis de acesso, credenciais eletrônicas, tokens, certificados digitais, assinaturas eletrônicas e outros mecanismos utilizados pelos investigados para movimentar as contas bancárias do instituto, incluindo a chamada Chave J.

Com as medidas, os investigados ficam impedidos de realizar ou autorizar pagamentos, transferências, operações via Pix, aplicações, resgates e demais movimentações financeiras em nome do IMAFIR-MT.

A operação também busca recolher documentos, computadores, celulares e registros contábeis que possam contribuir para esclarecer as contratações, autorizações bancárias e a destinação dos recursos. O material apreendido será submetido à análise e perícia pela Polícia Civil e poderá auxiliar na conclusão do inquérito e em eventual indiciamento dos envolvidos.

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Alex Rabelo de Araújo
Jornalista — DRT 3336

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