Cinco bovinos morreram em uma propriedade rural da Gleba Rio Vermelho após testarem positivo para a doença; Indea-MT reforça vacinação e medidas de prevenção na região.
O Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) confirmou cinco casos de raiva animal em bovinos de uma propriedade rural localizada na região da Gleba Rio Vermelho, em Rondonópolis. Diante da ocorrência, equipes do órgão iniciaram uma investigação e estão percorrendo propriedades próximas para adotar medidas de prevenção e evitar a disseminação da doença.
Ao todo, 139 propriedades rurais da região serão notificadas para que os produtores realizem a vacinação dos rebanhos e reforcem os cuidados sanitários. A medida busca ampliar a proteção dos animais e reduzir o risco de novos casos.
De acordo com o Indea-MT, o proprietário percebeu a morte de cinco bovinos em um curto período e acionou um médico-veterinário particular. Amostras dos animais foram coletadas e encaminhadas para análise laboratorial, que confirmou a presença do vírus da raiva em todos os casos.
A raiva é uma doença infecciosa grave causada por vírus do gênero Lyssavirus e pode atingir diferentes espécies de mamíferos, inclusive seres humanos. Nos rebanhos, a transmissão está frequentemente relacionada à ação de morcegos hematófagos infectados, que podem transmitir o vírus por meio da mordedura.
Entre os sinais que podem levantar suspeita da doença nos animais estão alterações de comportamento, dificuldade de locomoção e salivação excessiva. A orientação é evitar qualquer contato direto com animais que apresentem sintomas suspeitos e comunicar imediatamente os órgãos responsáveis para que sejam adotadas as providências necessárias.
Nos seres humanos, a transmissão ocorre principalmente pelo contato da saliva de animais infectados com mordidas, arranhaduras ou lambeduras. Por isso, situações de possível exposição exigem atendimento médico imediato para avaliação e adoção das medidas de prevenção indicadas.
O Indea-MT reforça a importância da vacinação dos animais e da comunicação de casos suspeitos. A atuação conjunta entre produtores, profissionais veterinários e órgãos de defesa sanitária é fundamental para controlar a ocorrência e impedir que a doença avance para outras propriedades.