Levantamento da Percent mostra pulverização entre os candidatos e 47,1% dos eleitores sem nome definido na pesquisa espontânea
A disputa pelas oito cadeiras destinadas a Mato Grosso na Câmara dos Deputados aparece pulverizada e ainda sem definição clara, conforme levantamento do instituto Percent. Na pesquisa espontânea, em que os eleitores citam livremente o nome de sua preferência, 47,1% dos entrevistados não apontaram nenhum candidato, indicando elevado índice de indecisão no período que antecede as eleições.
Entre os nomes lembrados, o deputado federal Fábio Garcia (União Brasil) aparece com 4% das citações. Na sequência estão o coronel Assis (PL), com 3,5%; a coronel Fernanda (PL), com 3,3%; e Juarez Costa (Republicanos), com 3,1%.
O levantamento também mostra a presença de candidatos que buscam conquistar uma cadeira na Câmara e de ex-parlamentares que tentam retornar ao Legislativo federal. Irajá Lacerda (PSD) aparece com 3% das citações, seguido pelo ex-deputado federal Nilson Leitão (PP), com 2,9%, e por Emanuelzinho (PSD), com 2,8%.
Na sequência, aparecem César Roveri (Podemos), ex-secretário de Segurança Pública de Mato Grosso, com 2,4%, e a ex-deputada federal Rosa Neide (PT), com 2,3%. O deputado Nelson Barbudo (PL) registra 2,1%, enquanto Virginia Mendes (União Brasil) soma 2%.
Além dos percentuais atribuídos individualmente aos candidatos, o levantamento chama atenção para o elevado número de eleitores que ainda não manifestaram preferência. Brancos e nulos representam 1% das respostas.
Por se tratar de uma pesquisa espontânea, os entrevistados não recebem uma lista de nomes antes de responder. Dessa forma, os números refletem os candidatos que estavam na lembrança dos eleitores no momento da entrevista e podem sofrer alterações até a votação.
A pesquisa Percent foi realizada entre 26 e 29 de setembro, com 1.200 eleitores de Mato Grosso. A margem de erro é de 2,83 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números MT-09025/2026 e BR-07647/2026.
Os dados retratam as intenções de voto no período em que as entrevistas foram realizadas e não representam, portanto, uma previsão do resultado das urnas.