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Presos infiltrados aterrorizam ala LGBTQIA+ no presídio de Várzea Grande

A ala LGBTQIA+ do Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, deveria ser um espaço de proteção. No entanto, denúncias apontam que pelo menos oito presos infiltrados estariam impondo medo e violência no local, ocupado atualmente por 60 reeducandos.

Segundo relatos, o grupo se apresenta como liderança de facção criminosa e pratica extorsões contra familiares de outros detentos, exigindo valores que chegam a R$ 5 mil sob ameaça de morte. Além disso, também seriam responsáveis pelo tráfico de drogas dentro da unidade, comercializando maconha, cocaína e drogas sintéticas.

Extorsões e ameaças constantes

Cartas enviadas à reportagem por reeducandos relatam torturas e cobranças de valores para garantir a sobrevivência.
Uma das vítimas contou ter sido mantida sob violência e ameaças por quatro dias, até que a família conseguisse R$ 5 mil:

“Estou com medo de morrer. Todo dia sofro ameaças. Venho suplicar por socorro, me ajudem pelo amor de Deus”, escreveu.

Outro reeducando afirmou que os criminosos controlam o Raio 4, área destinada aos LGBTQIA+:

“Eles não são LGBTQIA+, mas estão infiltrados aqui para nos oprimir e expandir a facção. Um deles é líder do Comando Vermelho, responsável por distribuir drogas e ordenar os salves.”

Mães também são alvo

Familiares relatam que sofrem chantagens do grupo. Uma mãe contou que os criminosos pediram inicialmente R$ 5 mil para poupar a vida do filho preso. Sem condições de pagar, ela foi obrigada a negociar até chegar a R$ 1 mil.

“Aqui fora não temos a quem recorrer, porque lá dentro nada muda. Nossos filhos é que pagam pelas consequências”, desabafou.

Medo de novas mortes

O clima de terror revive a lembrança de Thiago Henrique Varcondi, conhecido socialmente como Gabi, reeducanda trans de 37 anos morta em julho de 2024 após ser brutalmente espancada na mesma unidade. Gabi chegou a ser internada em estado grave no Pronto Socorro de Várzea Grande, mas morreu três dias depois.

As denúncias atuais pedem que o Raio 4 seja ocupado apenas por LGBTQIA+, sem a presença de faccionados:

“Eles nos agridem e nos levam para o isolamento, enquanto os criminosos continuam impunes. Precisamos de proteção para que não aconteça outra tragédia como a da Gabi.”

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