A Comissão de Indústria, Comércio e Turismo da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta terça-feira (24), sua primeira reunião ordinária de 2026, com a análise de 16 projetos de lei em tramitação. A maioria das propostas recebeu aval dos parlamentares: foram 14 aprovações, uma rejeição e um pedido de vista para aprofundamento.
Os trabalhos ocorreram na sala Deputado Oscar Soares e foram conduzidos pelo deputado Júlio Campos (União), que presidiu a reunião diante da ausência do titular da comissão, Chico Guarnieri (PSDB), licenciado. Participaram de forma remota os deputados Janaina Riva (MDB) e Vamir Moretto (Republicanos).
Entre os principais pontos da pauta, estiveram iniciativas voltadas ao fortalecimento do turismo e à valorização da produção regional. Segundo Júlio Campos, as propostas refletem a necessidade de ampliar a visibilidade de Mato Grosso, especialmente no ambiente digital, considerado estratégico para atrair visitantes e movimentar a economia.
Um dos projetos que chamou atenção foi o que reconhece Barra do Garças como a Capital Mato-Grossense do Turismo Ufológico, reforçando a identidade turística do município e explorando um nicho já associado à região. Também avançaram propostas ligadas à educação turística nas escolas e ao incentivo ao empreendedorismo digital comunitário, com foco na promoção de destinos locais.
Outro destaque foi a criação de programas voltados à segurança e à organização do setor, como o “Turismo Consciente, Natureza Protegida”, além de iniciativas que tratam do turismo feminino seguro e da regulamentação de atividades como o balonismo.
Na área econômica, os deputados aprovaram projetos que estimulam o comércio e a indústria, incluindo políticas de encadeamento produtivo e incentivo à experiência comercial presencial. Medidas de acessibilidade, como a adoção de senhas sonoras e em braille em sistemas de atendimento, também foram contempladas.
Por outro lado, o colegiado decidiu rejeitar a proposta que obrigava estabelecimentos do setor alimentício a treinarem funcionários na manobra de Heimlich, sob a justificativa de que a medida poderia gerar custos excessivos.
Já o pedido de vista foi solicitado para um projeto que prevê a obrigatoriedade de supermercados e atacadistas darem destaque a produtos mato-grossenses. A intenção, segundo os parlamentares, é avaliar melhor os impactos da proposta sobre o setor antes de uma decisão final.
Ao final da reunião, Júlio Campos avaliou que o conjunto de matérias analisadas aponta para um esforço de modernização e fortalecimento da economia estadual, com foco na valorização das potencialidades locais e no crescimento sustentável do turismo.


