A Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta terça-feira (24), reunião ordinária para discutir os desafios da saúde mental no estado e os números alarmantes de suicídios em Cuiabá e no Brasil. A médica psiquiatra do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), Olicélia Poncioni, foi convidada para palestrar sobre o tema e apresentou dados que acendem um alerta sobre a urgência de políticas públicas na área. Segundo ela, nos primeiros quatro meses deste ano houve um aumento de 30% nos casos de suicídio em Cuiabá, em comparação com o mesmo período do ano passado. “Se no ano passado os dados já eram alarmantes, este ano esse crescimento é assustador. Se continuar nesse ritmo, esse número vai dobrar em pouco tempo. É uma emergência de saúde pública”, alertou a psiquiatra. A especialista destacou que entre 20% e 30% das consultas em serviços de emergência estão diretamente relacionadas à saúde mental, com aumento expressivo nos casos de depressão, ansiedade e transtornos psicóticos. Ela também lembrou que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 450 milhões de pessoas no mundo são acometidas por transtornos mentais, que representam 12,3% das causas de invalidez no planeta. Ainda segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 1 milhão de pessoas morrem por suicídio todos os anos no mundo, o que significa uma morte a cada 40 segundos no mundo e uma a cada 45 minutos no Brasil, totalizando mais de 2.160 mortes por dia no país. A faixa etária de pessoas que cometem suicídios está entre 17 a 29 anos. As mulheres apresentam tentativas, mas os homens são os mais concretizam o ato. A médica defendeu que o caminho para enfrentar esse cenário começa na atenção primária, ou seja, nos postos de saúde e nas unidades básicas de saúde dos bairros. “Se o paciente chega no postinho, fala com o agente de saúde e não encontra acolhimento ou atendimento adequado, ele não tem para onde ir. Muitos nem têm dinheiro para o transporte. É na saúde básica que começa a prevenção. Se a gente agir na base, com certeza teremos menos internações e menos emergências psiquiátricas no HMC”, afirmou. Para Olicélia, o debate na ALMT é fundamental. “Se a Assembleia, que é nossa casa legislativa, não abrir os olhos para isso, quem vai? É daqui que saem as articulações com os governos estadual, federal e municipal. Por isso eu trouxe propostas e projetos de prevenção para que algum deputado abrace essa causa. Estamos lidando com vidas e é urgente”, reforçou. O presidente da Comissão de Saúde, deputado Paulo Araújo (PP), reforçou a fala da médica e fez um alerta sobre a dificuldade de acesso a serviços especializados. “O que ela nos trouxe é gravíssimo. Estamos vivendo uma verdadeira pandemia de transtornos mentais, e o sistema não está preparado. Falta assistência básica, formação de profissionais, faltam psiquiatras tanto na rede pública quanto na privada. Isso é uma questão de saúde pública urgente. O Brasil não tem uma rede de saúde mental capaz de dar conta da demanda. Faltam Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), e políticas públicas, precisamos agir rápido”, defendeu. O parlamentar reforçou que o problema é global, mas que é possível começar a enfrentá-lo com ações concretas no estado. “A cada 40 segundos uma pessoa tira a própria vida no mundo. No Brasil, é a cada 45 minutos. Esses números são devastadores. Estamos falando de pais, mães, filhos, jovens, idosos, famílias inteiras destruídas. Precisamos de políticas públicas consistentes, mais investimento e formação de profissionais na área da saúde mental”, concluiu.
Polícia Civil apreende alto valor em dinheiro durante buscas contra grupo especializado em estelionato contra jogadores de futebol
A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu na manhã desta terça-feira (24.6) mandados de busca e apreensão e de prisão, na Operação Falso 9, deflagrada pelas Polícia Civis de Rondônia (RO) e do Paraná (PR), para desarticular um esquema de estelionato milionário contra jogadores de futebol de times brasileiros e uma instituição financeira, por meio de fraudes na portabilidade de salários. Foram expedidos 33 mandados judiciais, sendo 22 de busca e apreensão domiciliar, nove de prisão preventiva e dois de prisão temporária, em Almirante Tamandaré (PR), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Lábrea (AM) e Porto Velho (RO). A operação conta com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Em Cuiabá, duas ordens judiciais, sendo um mandado de prisão e um de busca e apreensão, contra um alvo de 28 anos, foram cumpridas pelos policiais a Delegacia Especializada de Estelionato e Outras Fraudes, em uma residência no bairro São Sebastião. No local, foram apreendidos aparelhos celulares, máquinas de cartão de crédito, além de uma caixa com grande quantidade de dinheiro em espécie. O valor apreendido ainda está sendo contabilizado, mas é possível que ultrapasse R$ 400 mil. Modus operandi A investigação teve início em janeiro deste ano, após o setor de prevenção à fraude de uma instituição financeira identificar irregularidades em operações de portabilidade salarial de atletas. Os criminosos abriam contas bancárias com documentos falsos e dados de jogadores de futebol. Pouco tempo depois, solicitavam a portabilidade do salário do verdadeiro titular dos dados para a conta fraudulenta. Assim que os valores eram recebidos, os golpistas transferiam o dinheiro para outras instituições financeiras, compravam produtos e serviços ou faziam saques em caixas eletrônicos, dificultando o rastreamento e a recuperação dos valores. O montante total desviado ultrapassa R$ 1 milhão, dos quais R$ 135 mil foram recuperados e bloqueados preventivamente. Após a detecção da fraude, a instituição financeira corrigiu imediatamente a vulnerabilidade e ressarciu as vítimas, que não tinham conhecimento do golpe, e identificaram, ainda, que, entre os criminosos beneficiários identificados, estão pessoas jurídicas com sede em Cuiabá (MT) e Porto Velho (RO), além de indivíduos, que receberam, juntos, mais de R$ 287 mil.
Secretarias de Saúde e Segurança Pública firmam parceria para agilizar atendimentos pré-hospitalares em MT
As Secretarias de Estado de Saúde e de Segurança Pública assinaram, na manhã desta terça-feira (24.6), um Termo de Cooperação para a implantação do Sistema Estadual de Atendimento Pré-Hospitalar em Mato Grosso. A parceria vai ofertar um serviço mais rápido, completo e eficiente à população. “Nós temos absoluta convicção de que essa nova modalidade de serviço, que começa a migração nos próximos dias, vai trazer uma melhora substancial de rapidez, de eficiência, além das tecnologias que nós estaremos incorporando”, afirmou o governador Mauro Mendes, durante a formatura de 102 bombeiros temporários no curso de Atendimento Pré-Hospitalar, no Palácio Paiaguás. Com a cooperação entre instituições, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) passa a fazer parte do Centro Integrado de Operações da Segurança Pública (Ciosp) de Mato Grosso. Dentre os objetivos da implementação, estão: ampliar a cobertura de atendimento e regulação na Baixada Cuiabana; diminuir o tempo-resposta às chamadas; qualificar o atendimento pré-hospitalar por meio da integração das forças de atendimento (Samu, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e etc); otimizar os recursos públicos e ofertar um serviço pré-hospitalar digital. “Essa iniciativa de cooperação coloca o cidadão no centro, como foco principal. A gente sai de 14 para 23 municípios no atendimento do Samu. Logo mais, adicionaremos mais 10 municípios a essa cobertura. A nossa meta é reduzir em 50% o tempo de resposta do atendimento aos pacientes que precisam dessa assistência”, explicou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo. Já o secretário de Estado de Segurança Pública, coronel PM César Roveri, destacou que o Ciosp pode colaborar para o aprimoramento do atendimento pré-hospitalar. “Nós temos muita tecnologia envolvida nesse atendimento [do Ciosp], com rádio digital, e o médico dentro dessa sala vai poder falar para qualquer local do estado de Mato Grosso, podendo dar assistência para os nossos bombeiros e otimizar o atendimento, melhorar a qualidade desse atendimento. No final do dia, o que importa é o cidadão ser bem atendido, pelo Bombeiro, pela Polícia Militar, pela Polícia Civil, pela Politec”, declarou. A transição iniciará em 25 de junho, mas a ativação da nova estrutura no Ciosp só ocorrerá a partir de 7 de julho. A mudança não afetará os atendimentos, que continuarão sendo prestados pelo número 192. Também compuseram o dispositivo o deputado estadual Paulo Araújo; o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Flávio Glêdson Bezerra; a delegada geral da Polícia Civil, Daniela Maidel; e o diretor-geral da Politec, Jayme Trevisan.
Max Russi cobra respeito à mineração e critica desmonte do setor em MT
Presidente da Assembleia reage à extinção da Metamat e alerta para avanço de garimpos ilegais e omissão estatal O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (PSB), levantou um forte alerta sobre o desmonte das políticas públicas voltadas à mineração no estado. A crítica veio após a decisão do governador Mauro Mendes (União) de extinguir a Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat), transferindo a pauta mineral para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec). “Não concordei lá atrás e continuo sem concordar. Esse setor precisa ser fortalecido e não tratado de forma discriminatória como está acontecendo”, disparou Max Russi, ao comentar a nova estrutura da Sedec, que hoje abriga a área apenas como uma adjunta. Setor com potencial gigantesco, mas abandonado O parlamentar destacou que a mineração em Mato Grosso tem um potencial de crescimento tão expressivo quanto o agronegócio, mas sofre com falta de investimentos, desorganização institucional e ausência de políticas públicas consistentes. “Queremos explicações sobre o uso das taxas de arrecadação e o que foi feito nos últimos anos. O trabalho da Sedec nesse setor foi mal conduzido, mal feito. Vamos abrir esse debate de forma séria com toda a sociedade”, afirmou. Omissão favorece ilegalidade e violência Durante entrevista, Max Russi também apontou os riscos que a falta de presença do Estado tem gerado: avanço de garimpos ilegais, atuação de facções criminosas e conflitos armados em áreas de exploração mineral. “A presença da Polícia Federal e da Polícia Militar nos garimpos clandestinos é fundamental. Quem atua na ilegalidade precisa ser retirado, porque prejudica quem trabalha certo”, reforçou. 📍A Terra Indígena Sararé, entre Conquista D’Oeste, Nova Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade, lidera o ranking nacional de invasões garimpeiras ilegais, com cerca de 5 mil garimpeiros atuando na região. Relatos de conflitos e assassinatos também são recorrentes, especialmente em Pontes e Lacerda. “Quem é ilegal, não é garimpeiro, é bandido”, sentenciou Max Russi, ao defender os empreendimentos regulares do setor. Governo defende decisão, mas ALMT promete resposta firme Apesar das críticas, o secretário César Miranda defendeu a extinção da Metamat, alegando que a decisão foi respaldada por lei aprovada pela própria Assembleia em 2019. “Tentamos de tudo. Chegamos à conclusão de que a secretaria tem estrutura para gerir a política mineral”, disse Miranda. Max Russi, no entanto, reafirmou o compromisso da Assembleia Legislativa com o setor. “Essa discussão será feita com profundidade. A mineração não pode ser invisibilizada. Precisamos construir uma política mineral que valorize o desenvolvimento sustentável, respeite o meio ambiente e dê segurança jurídica e institucional para quem quer produzir corretamente”, finalizou.
Operação Safra 3 escancara rombo de R$ 20 milhões no agronegócio mato-grossense
Esquema criminoso infiltrava fazendas, falsificava documentos e desviava grãos em larga escala A manhã desta terça-feira (24) marcou mais um capítulo de uma das maiores investigações contra o crime organizado no setor do agronegócio em Mato Grosso. A Polícia Civil, por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), deflagrou a terceira fase da Operação Safra, com foco em desmontar um grupo especializado no furto e desvio de cargas de grãos, especialmente soja e milho. O prejuízo já ultrapassa R$ 20 milhões. Ao todo, foram 63 ordens judiciais cumpridas nas cidades de Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Sapezal, Tangará da Serra e Cuiabá, incluindo: 19 mandados de busca e apreensão 22 bloqueios de contas bancárias 5 indisponibilidades de imóveis 17 bloqueios de veículos As ordens foram expedidas pela 5ª Vara Criminal de Sinop, com base em provas levantadas nas fases anteriores da operação. O esquema: roubo com crachá O grupo criminoso se infiltrava nas próprias fazendas. Funcionários de confiança, como balanceiros, gerentes e operadores de carga, eram aliciados para liberar caminhões sem nota fiscal ou qualquer registro oficial. O grão era retirado diretamente dos silos — à luz do dia — sem levantar suspeita. Depois, as cargas seguiam para empresas já investigadas em Cuiabá, onde eram “esquentadas” com notas frias. A operação envolvia ainda núcleos de falsificação documental e lavagem de dinheiro. “Era uma logística bem estruturada, com divisão de tarefas e uso de tecnologia para burlar controles. Um crime de alto impacto”, explicou o delegado Gustavo Belão. Impacto bilionário disfarçado Só nesta fase, os investigadores estimam R$ 4,5 milhões em prejuízo direto. Mas o rombo real pode ser muito maior. “Grande parte das cargas furtadas não era registrada, o que dificulta mensurar o dano total”, acrescentou Belão. Nas fases anteriores, foram identificadas mais de 152 cargas desviadas, com mais de 6 milhões de quilos de grãos furtados e R$ 16,3 milhões em perdas a transportadoras e seguradoras. Ao somar os valores, a operação já revelou danos acima de R$ 20 milhões para o agronegócio — um dos setores mais estratégicos da economia mato-grossense. O agronegócio na mira do crime A Operação Safra 1 foi deflagrada em 2021, desarticulando um grupo baseado em São Paulo. Em 2022, veio a fase 2, que aprofundou as conexões regionais e a atuação nos bastidores logísticos do Estado. Agora, a fase 3 mira diretamente nos beneficiários financeiros dos crimes e no confisco de bens adquiridos com o lucro ilícito. Casas, caminhões e contas recheadas estão na mira da Justiça. Quem perde é o produtor, o consumidor e o Estado Mais do que uma fraude milionária, a Operação Safra expõe como a cadeia produtiva do agronegócio está vulnerável a fraudes internas. O crime se profissionalizou, e o prejuízo recai sobre quem planta, colhe, transporta e consome. 🚨 O recado é claro: o agronegócio precisa blindar seus bastidores. Monitoramento, auditoria e segurança são tão estratégicos quanto tecnologia no campo.
💊 Plano caro, consulta longe: usuário paga o preço enquanto a guerra interna na Unimed escancara a crise da saúde
Enquanto milhares de cuiabanos enfrentam demora para marcar consultas, filas de espera e planos de saúde cada vez mais caros, uma nova operação policial revelou os bastidores de um conflito interno que pode estar custando caro a quem realmente importa: o usuário. Na manhã desta terça-feira (24), a Polícia Civil deflagrou a Operação Short Code, que investiga uma campanha de difamação contra a atual diretoria da Unimed Cuiabá. O objetivo era minar a imagem da gestão que assumiu após uma auditoria identificar um rombo de R$ 400 milhões deixado pela antiga administração. 💬 “Cada vez que tento marcar uma consulta, empurram pra semanas depois. E olha que pago plano de saúde! Fica difícil cuidar da saúde assim”, relata um cliente da Unimed, que preferiu não se identificar. A operação, coordenada pela Delegacia de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), cumpriu mandados em Cuiabá e Aparecida de Goiânia (GO). As investigações apontam que um grupo ligado à antiga gestão da cooperativa usou disparos massivos de mensagens SMS com acusações anônimas para atacar a nova diretoria. O nome usado nas mensagens: “Edmond Dantès”, personagem fictício conhecido por buscar vingança. As mensagens continham links hospedados fora do país, dificultando a responsabilização. Empresas como Infobip, MaxxMobi, Ótima Technology e MEX10 Digital foram utilizadas no envio dos conteúdos. Os pagamentos pelos serviços foram rastreados até pessoas com vínculos diretos com a antiga diretoria. 🔍 O que parece uma briga de bastidores entre diretores e ex-diretores acaba refletindo no bolso e na saúde do cidadão comum. Quem depende da Unimed para exames, cirurgias ou especialidades vive um cenário de incertezas, muitas vezes sem conseguir o atendimento com a agilidade esperada. “A gente paga um plano esperando ter atendimento digno. Mas enquanto estão ocupados com ataques, quem sofre é a população”, desabafa outro usuário, frustrado com a demora para conseguir atendimento de oftalmologia. 👉 A crise da saúde suplementar em Cuiabá precisa ir além das manchetes policiais. Mais do que disputas internas, é hora de olhar para quem mantém o sistema funcionando: os usuários, os médicos e os profissionais da saúde, que merecem respeito, transparência e acesso justo.
Reajuste sem aviso: passagem entre Cuiabá e Várzea Grande sobe para R$ 5,95 e revolta passageiros
Quem saiu de casa na manhã desta segunda-feira (23) foi surpreendido com um aumento de 20,27% no valor da tarifa do transporte coletivo intermunicipal entre Cuiabá e Várzea Grande. A passagem, que custava R$ 4,95, agora custa R$ 5,95. A medida foi aprovada pela Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Mato Grosso (Ager) e já está em vigor, impactando diretamente mais de 21 mil passageiros por dia. O problema? Nem passageiros, nem motoristas foram avisados oficialmente sobre o reajuste. Na frente de muitos coletivos, a placa com o valor antigo ainda estava visível. A Associação dos Usuários de Transporte Coletivo de Mato Grosso (Assut-MT) criticou a decisão e principalmente a forma como foi comunicada — às vésperas de um feriado prolongado, dificultando ainda mais o acesso à informação. “Foi um aumento feito no escuro. Sem aviso, sem preparo, sem respeito com o trabalhador que depende do transporte todos os dias”, afirmou Pedro Aquino, presidente da Assut-MT. O auxiliar de serviços Diogo Santana, 23, foi um dos que sentiram o impacto sem saber o motivo. “Passei o cartão e só percebi agora com você. Ninguém avisou nada.” A falta de comunicação oficial é apontada como uma falha grave. “Nem os motoristas sabiam. A gente precisa de aviso nos ônibus, nos terminais. As pessoas ficaram perdidas”, desabafou a técnica em enfermagem Eduarda Alencar, que depende do transporte para trabalhar em Cuiabá. “Meu vale-transporte é contado. Agora, não vai cobrir até o fim do mês. É revoltante esse aumento do nada.” Motoristas confirmam que também foram pegos de surpresa. “Fiquei sabendo agora com você. Não recebemos nenhuma orientação para informar os passageiros”, contou um condutor, que preferiu não se identificar. No Terminal André Maggi, um dos principais pontos de embarque, a confusão foi geral: funcionários, usuários e até motoristas relatavam desconhecimento do reajuste. 💬 E um detalhe importante: se a tarifa aumentou, os usuários também esperam que o transporte melhore. Ônibus mais modernos, com ar-condicionado funcionando, menos superlotação e mais frequência. “Se o preço subiu, o serviço precisa acompanhar. Está mais do que na hora de renovar a frota e oferecer mais dignidade para quem depende do transporte coletivo”, destacou Pedro Aquino.
De volta ao jogo: Paulo Miranda é o novo reforço do Mixto para a Série D
Zagueiro com passagens por Grêmio, São Paulo e futebol europeu retorna aos gramados após dois anos e promete liderança no elenco alvinegro O Mixto Esporte Clube anunciou oficialmente a contratação do experiente zagueiro Paulo Miranda, de 36 anos, para reforçar o elenco na sequência da Série D do Campeonato Brasileiro. Com uma trajetória marcada por conquistas e passagens por grandes clubes do Brasil e da Europa, o defensor chega para ser uma peça-chave na defesa do Tigre. Natural de Piraí do Sul (PR), Paulo Miranda estava afastado dos gramados há dois anos e agora assume o desafio de retomar sua carreira defendendo as cores do Alvinegro da Vargas. O zagueiro acumula em seu currículo atuações por Grêmio, São Paulo, Bahia, Juventude, Náutico e pelo Red Bull Salzburg, da Áustria, onde também conquistou títulos e experiência internacional. Com ele, o Mixto ganha mais que um defensor. Ganha um atleta rodado, com bagagem em competições nacionais e internacionais, campeão da Copa Sul-Americana e da Recopa Sul-Americana, títulos conquistados com o São Paulo e o Grêmio. Já tem data para estrear O técnico Lucas Isotton não perdeu tempo e já relacionou o zagueiro para o confronto contra o Ceilândia, neste sábado (28), em Brasília, pela 10ª rodada da Série D. A expectativa é que Paulo Miranda já reforce o sistema defensivo da equipe, que busca uma reação na tabela. Mixto quer virar a chave na competição Após altos e baixos no início da Série D, o Mixto aposta na experiência de Paulo Miranda para trazer equilíbrio e liderança dentro de campo. A contratação reforça o compromisso da diretoria em buscar reforços de peso para qualificar o grupo e manter vivas as chances de classificação. A torcida agora aguarda ansiosa pela reestreia de Paulo Miranda nos gramados — e espera que ele seja o pilar da defesa que o time tanto precisa nesta reta decisiva da competição.
Será o fim dos caciques em Mato Grosso? Ou eles ainda têm força para comandar a política em 2026?
O envelhecimento das lideranças tradicionais, o avanço das redes sociais e o surgimento de uma nova geração colocam em xeque o domínio dos velhos nomes da política mato-grossense Com a chegada de 2026, uma pergunta inevitável ecoa nos bastidores da política estadual: a era dos caciques está mesmo chegando ao fim? Ou eles ainda vão provar que política se faz com grupo consolidado, articulação de bastidor — e muita sola de sapato? O que é certo é que o jogo mudou — e mudou rápido. Estruturas partidárias que antes garantiam vitórias agora enfrentam ceticismo. A tradição familiar já não assegura reeleição. O eleitor se tornou mais crítico, mais conectado e muito mais exigente. As redes sociais deram protagonismo a vozes que antes não tinham espaço, enquanto os bastidores políticos precisaram se adaptar à nova dinâmica digital. O desgaste da velha guarda e o peso do tempo Mato Grosso foi, por décadas, palco de lideranças históricas, verdadeiros construtores da política regional. Porém, muitos desses nomes enfrentam hoje não apenas o desgaste político, mas também o desafio de lidar com um eleitorado mais jovem e menos fiel às tradições partidárias. Carlos Bezerra (MDB), ex-governador e ex-senador, influente por mais de 40 anos, não conseguiu emplacar um herdeiro político direto. O MDB, antes um dos pilares da política estadual, hoje busca uma nova identidade. Julio e Jaime Campos, nomes históricos de Várzea Grande, construíram uma base sólida ao longo dos anos. Jaime, atualmente senador, já foi governador e prefeito. Mas a ausência de uma nova liderança familiar consolidada lança dúvidas sobre a continuidade do clã nas próximas eleições. Pedro Taques, ex-senador e ex-governador, tem tentado se reposicionar após derrotas duras nas urnas. Conhecido por seu discurso combativo, hoje encontra dificuldade para se reconectar com as bases populares. Wilson Santos, que já foi vereador, prefeito de Cuiabá, deputado estadual e federal, também enfrenta o peso da longa trajetória. O capital político, antes seu maior trunfo, agora precisa ser convertido em algo novo para continuar relevante. Jonas Pinheiro, falecido em 2008, e outros ícones como Dante de Oliveira e Silval Barbosa, não conseguiram estabelecer sucessores políticos dentro de suas famílias, encerrando seus ciclos históricos sem continuidade geracional. A exceção é José Riva, ex-presidente da Assembleia Legislativa, que conseguiu consolidar sua filha, Janaina Riva, como uma das maiores forças da nova geração. Com forte atuação parlamentar, presença em debates sociais e habilidade de comunicação digital, ela é cotada para o Senado ou até o Governo de Mato Grosso em 2026. Redes sociais, engajamento e linguagem direta: a nova política chegou O eleitor de hoje não quer só promessas: ele quer proximidade, prestação de contas e presença. As redes sociais se tornaram um palanque permanente. Sai o comício e entra o reels. Sai o discurso longo e entra o vídeo de 30 segundos com mensagem certeira. Candidatos que dominam a linguagem digital e têm posicionamento firme em causas relevantes ganham espaço com velocidade. Os influenciadores políticos locais, os vídeos virais, os podcasts e até os memes se tornaram armas eleitorais tão poderosas quanto uma coligação tradicional. Quem representa essa nova geração de líderes? Max Russi Presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi tem perfil agregador, transita com desenvoltura entre lideranças de diferentes espectros ideológicos e é visto como nome de consenso para 2026. Sua habilidade de articulação política, postura institucional e projetos voltados ao desenvolvimento regional o colocam como possível sucessor do governador Mauro Mendes. Fábio Garcia Deputado federal eleito em 2022 e atual secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia é peça-chave na engrenagem do governo estadual. Jovem, articulado e com experiência na área econômica, ele representa o perfil técnico-político que agrada ao eleitor urbano, empresarial e moderado. Léo Bortolin Ex-prefeito de Primavera do Leste, atual presidente da AMM (Associação Mato-grossense dos Municípios), Léo se destaca por sua gestão inovadora, boa comunicação e proximidade com os prefeitos. Com forte inserção municipalista, deve disputar uma vaga na ALMT em 2026 com boas chances de vitória. Gilberto Cattani Deputado estadual em ascensão, Gilberto Cattani tem ganhado espaço com um discurso direto, linguagem popular e defesa de valores conservadores. É um dos principais nomes da direita em Mato Grosso e defensor declarado do ex-presidente Jair Bolsonaro. Cattani tem se posicionado fortemente a favor do agronegócio, da agricultura familiar, da valorização da educação infantil e da liberdade econômica. Além disso, ele tem apoiado eventos como a FEMODA-MT e a EXPOMULTI-MT, que fomentam o varejo e impulsionam a geração de empregos e tributos no estado. Seu estilo combativo e próximo do eleitorado o torna um nome promissor para 2026. Emanuel Pinheiro e Emanuelzinho: a força do legado familiar Mesmo diante de críticas e desgastes, Emanuel Pinheiro mostrou fôlego ao eleger seu filho, Emanuelzinho, como deputado federal. O feito demonstra que, quando há estrutura local e capital político bem cultivado, ainda é possível resistir às ondas de renovação. Agora, a dúvida é: Emanuel Pinheiro será candidato em 2026 ou liderará estrategicamente a campanha do filho rumo a um novo cargo? De qualquer forma, o sobrenome Pinheiro segue em evidência na capital. As urnas de 2024 deram o recado As eleições municipais de 2024 foram um divisor de águas. Em Várzea Grande, reduto tradicional, os candidatos da velha guarda foram surpreendidos por nomes mais jovens, com discurso renovado. O mesmo ocorreu em Rondonópolis, onde a “vitória certa” dos caciques foi revertida nas urnas por campanhas ágeis e conectadas com a população. Esses resultados mostram que o eleitor quer mais do que passado: ele quer futuro. Quer propostas claras, linguagem acessível, resultados mensuráveis e um representante que fale sua língua — especialmente nas redes sociais. Será o fim — ou o recomeço dos que sabem se reinventar? Os caciques ainda têm trunfos valiosos: grupo político consolidado, influência institucional e décadas de história. Mas isso já não basta. Por outro lado, os novos nomes surgem com estratégia, agilidade, comunicação digital e domínio de pautas atuais. E o mais importante: falam diretamente com um eleitor mais informado e menos influenciável por cabos eleitorais e alianças partidárias antigas.
Prefeitura percorre 15 bairros com operação Cata-treco esta semana
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), está executando, entre os dias 23 e 28 de junho, uma força-tarefa da operação Cata-treco. A ação de limpeza urbana vai beneficiar 15 comunidades da capital com a coleta gratuita de objetos inservíveis, promovendo o descarte correto e contribuindo para a eliminação de focos de sujeira e proliferação de vetores. O cronograma semanal da iniciativa prevê a passagem das equipes por diferentes regiões todos os dias. Nesta segunda-feira (23), os trabalhos tiveram início pelos bairros Jardim dos Ipês, Jardim Califórnia e Condomínio Coxipónes. Ao longo da semana, os serviços chegarão ainda aos bairros Itapajé, Pedra 90, Jardim Cuiabá, Santa Amália, Alvorada, Novo Colorado, entre outros. A coleta é realizada por uma equipe de aproximadamente 20 profissionais da Limpurb, sempre a partir das 7h da manhã. Os moradores devem deixar os itens a serem recolhidos em frente às residências, de forma organizada e com fácil identificação. São aceitos móveis como sofás, camas, armários, colchões, mesas, cadeiras e eletrodomésticos fora de uso, como geladeiras e fogões. Itens como restos de poda, vidros, pilhas, baterias, pneus, entulhos e latas de tinta não são recolhidos pela operação e devem ser encaminhados aos ecopontos da cidade. Além do mutirão semanal, a população também pode solicitar o serviço em datas específicas, por agendamento. Os pedidos podem ser feitos pelos números (65) 3645-5518 ou WhatsApp (65) 99243-6502. Confira o roteiro completo de atendimento da semana: – Segunda-feira (23): Jardim dos Ipês, Jardim Califórnia, Condomínio Coxipónes – Terça-feira (24): Itapajé, Jardim dos Pinheiros, Jardim Cuiabá – Quarta-feira (25): Santa Amália, Pedra 90, Sonho Meu – Quinta-feira (26): Alvorada, Novo Colorado – Sexta-feira (27): Distrito do Coxipó do Ouro, Distrito de Piquizeiro – Sábado (28): Jardim Aquarius, Dr. Fábio I e II A operação Cata-treco é parte das ações contínuas da Prefeitura para manter a cidade limpa, promover saúde pública e oferecer melhores condições de bem-estar à população cuiabana.