A versão final da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, enviada pelo prefeito Abilio Brunini (PL) à Câmara Municipal, trouxe uma surpresa que movimentou os bastidores da política cuiabana: o gabinete da vice-prefeita, coronel Vânia (Novo), simplesmente não existe mais na peça orçamentária. Em 2025, o gabinete contava com R$ 3.847.364,00.Na primeira versão da LOA para 2026, o valor caiu para R$ 3.339.741,00.No substitutivo final, porém — desapareceu.Não há um único centavo destinado ao funcionamento da vice-prefeitura. A decisão acendeu um alerta político e levantou uma pergunta inevitável: Por que Abilio continua enfraquecendo sua própria vice-prefeita? A coronel Vânia: gestora, militar, liderança feminina e peça-chave na vitória eleitoral A coronel Vânia não chegou à política por acaso.Ela tem: anos de carreira na segurança pública; histórico de gestão e comando respeitado; forte presença feminina em um espaço dominado por homens; papel central na campanha que elegeu Abilio. Foi apresentada à sociedade como parceira estratégica, futura gestora, figura de confiança. Nos primeiros meses de governo, assumiu duas pastas: Secretaria de Assistência Social; Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob). Em ambas, trabalhou, entregou, apresentou projetos.Em ambas, foi exonerada pouco tempo depois — sem explicações convincentes. E o ciclo de isolamento só aumentou: Abilio publicou uma portaria proibindo a vice de representar o município; retirou a autonomia que ela buscava ao tentar reabrir a estrutura da vice-prefeitura; agora, zera o orçamento, impedindo qualquer funcionamento administrativo. Para quem ajudou a conquistar a vitória eleitoral e prometeu governar “de mãos dadas”, o contraste não poderia ser maior. Vereadora reage: “ele esvaziou totalmente a vice-prefeitura” A vereadora Maysa Leão (Republicanos) criticou duramente a decisão no plenário: “Como mulher, não posso deixar passar isso. Ele esvaziou totalmente a verba da vice-prefeitura.” Ela questionou situações básicas: “A vice-prefeita vai ter onde sentar? Vai poder pegar um café? Vai ter assessoria? Vai ter condições de trabalhar?” E lembrou a importância simbólica e política de Vânia para a campanha: “Ela foi eleita junto com ele, esteve em toda a propaganda, aparecia ao lado do prefeito. Hoje está silenciada por decreto e, agora, silenciada pela falta de orçamento.” O que explica esse isolamento? O governo municipal não apresentou justificativas formais — o que aumenta as especulações. Entre os analistas, três movimentos se destacam: 1. Retirada de protagonismo Sem orçamento, sem equipe e proibida de representar a prefeitura, a vice perde capacidade de atuação. 2. Controle total do governo nas mãos do prefeito Ao impedir que a vice tenha estrutura própria, o prefeito centraliza decisões e reduz qualquer influência paralela. 3. Conflitos internos desde o início da gestão As trocas nas secretarias, divergências de visão e desgaste público indicam que a relação política se deteriorou. A pergunta que ecoa nos bastidores – e que precisa ser respondida – é: Por que Abilio isola justamente a mulher, coronel, gestora e vice-prefeita que ajudou a elegê-lo? Conhecendo a coronel Vânia — e por que as barreiras não vão pará-la Apesar do isolamento político, a coronel Vânia construiu sua trajetória enfrentando desafios, liderando equipes e superando barreiras muito maiores que disputas administrativas. É reconhecida por: firmeza técnica, disciplina, perfil conciliador, sensibilidade social, capacidade de gestão, e profundo respeito pela cidade. E quem acompanha sua carreira sabe: dificuldades não a paralisam — fortalecem. Mesmo com orçamento zerado, restrições e tentativas explícitas de limitação, nada indica que a vice-prefeita irá se calar ou recuar. Pelo contrário: Ela continuará trabalhando, dialogando e buscando alternativas para contribuir com uma gestão que faça bem à querida Cuiabá. Porque, para além da política, o compromisso da coronel Vânia é — e sempre foi — com as pessoas.
Fábio Garcia diz que candidatura de Jayme ao governo será discutida “no momento adequado” dentro do União Brasil
O secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia (União Brasil), afirmou que o senador Jayme Campos (União) ainda não comunicou oficialmente ao partido sua pré-candidatura ao governo de Mato Grosso. Apesar disso, Garcia classificou como legítima a manifestação pública do senador e ressaltou que qualquer filiado da sigla tem o direito de se apresentar como pré-candidato. “É legítimo que o Jayme se coloque como pré-candidato” Ao comentar o vídeo publicado por Jayme nas redes sociais, Garcia foi explícito ao reconhecer o direito do senador: “Eu vi um vídeo do senador Jayme Campos no Instagram, onde ele se coloca como pré-candidato ao governo. É legítimo da parte do Jayme. Ele é senador da República, membro do partido, e qualquer filiado pode se colocar como pré-candidato aos cargos em disputa no próximo ano.” Mesmo com o reconhecimento, o secretário deixou claro que a discussão oficial ainda não começou. Decisão interna será tomada “no momento adequado” Fábio Garcia destacou que o União Brasil tratará do assunto no tempo certo e que não há qualquer definição interna: “Esse debate será feito internamente e no momento adequado.” A fala expõe, nos bastidores, a resistência da ala alinhada ao governador Mauro Mendes (União), que já declarou apoio ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) como seu sucessor. Jayme critica demora do União e diz que não recuará O próprio Jayme Campos afirma que sua decisão é respaldada pela cúpula nacional do União Brasil. Segundo ele, prefeitos, vereadores e diretórios municipais pressionam pela candidatura própria. O senador também disse que só recebeu convite para disputar o Senado novamente depois que fracassou a tentativa de aliança do União com o PL para apoiar Pivetta. Mauro Mendes manda recado No mesmo dia em que Jayme lançou sua pré-candidatura, o governador Mauro Mendes comentou a movimentação sem citar nomes, mas enviando um recado direto: “Existem pré-candidaturas de pessoas que têm mais de 30 anos na política. Espero que o Estado não erre, porque já pagamos um preço muito caro com gente inexperiente e desonesta em um passado muito próximo.” O que está em disputa A fala de Fábio Garcia reafirma o cenário:— Jayme se coloca publicamente;— O União Brasil estadual resiste;— A ala de Mauro Mendes trabalha pela candidatura de Pivetta;— O partido terá de enfrentar um debate interno inevitável nas próximas semanas. Por enquanto, Jayme mantém o discurso de que não recuará, enquanto Fábio Garcia reforça que a decisão será colegiada e tomada apenas “no momento adequado”.
STF anula decreto e libera descontos de consignados em MT
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, determinou a suspensão do decreto legislativo nº 79/2025, que impedia descontos de empréstimos consignados de servidores do Estado. A decisão atende a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) da Confederação Nacional do Sistema Financeiro (Consif) que alegou ser inconstitucional a medida dos parlamentares. O decreto da Assembleia Legislativa havia interrompido por 120 dias a cobrança de contratos de crédito consignado, cartão consignado de benefício, Crédito Direto ao Consumidor (CDC) e outras operações de crédito de servidores públicos estaduais que ultrapassem 35% da renda. Além de citar inconstitucionalidade, a confederação afirmou que o decreto invade competência da União sobre regulamentação de serviços financeiros.O ministro destacou que, embora o Estado possa ter tido boas intenções ao buscar a proteção do consumidor, a competência para legislar sobre o sistema financeiro e os contratos bancários é, de fato, da União. Além disso, a suspensão dos contratos, inclusive com a vedação de juros e multas, gera um “regime de privilégio creditício desproporcional e irrazoável” em favor dos servidores, com alto risco de impacto negativo para o sistema financeiro nacional.“Ante o exposto, com fundamento no art. 10, §3º, da Lei nº 9.868/1999, e no art. 21, inciso V, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, concedo a medida cautelar, ad eferendum do Plenário, para suspender a eficácia do Decreto Legislativo nº 79, de 2025, do Estado do Mato Grosso”, é a decisão.Assim, os descontos mensais serão retomados no Estado. O decreto Publicado em 6 de novembro de 2025, o Decreto Legislativo nº 079/2025, suspendia por 4 meses a cobrança dos cartões de crédito consignado, cartões de benefício, créditos diretos ao consumidor (CDC), firmados por servidores públicos estaduais. Pelo decreto fica proibido qualquer tipo de desconto em folha ou em conta corrente que, ultrapassem 35% da remuneração líquida do servidor. Apuração de irregularidades Durante os 120 dias de suspensão, uma força-tarefa deverá auditar todos os contratos e credenciamentos de instituições financeiras que operam com crédito consignado no Estado. O grupo será coordenado pela Controladoria-Geral do Estado (CGE) e deverá apresentar um relatório detalhado à Assembleia Legislativa com indícios de fraudes, irregularidades contratuais e práticas abusivas. Entre os pontos que serão apurados estão: • ofertas irregulares de empréstimos disfarçados de cartões de crédito; • juros abusivos; • falta de registro das operações no sistema Registrado, do Banco Central; • e falta de transparência nas informações apresentadas aos servidores.
Passagens aéreas em Mato Grosso estão entre as mais caras do país e chegam a custar 15% a mais que a média nacional
Viajar de avião em Mato Grosso continua pesando no bolso. Passageiros que embarcam nos aeroportos do estado pagam, em média, 15,16% a mais do que pagadores do restante do Brasil, segundo dados atualizados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Enquanto a tarifa média nacional de outubro de 2025 ficou em R$ 630,33, o valor médio pago em Mato Grosso alcançou R$ 725,90 — quase R$ 100 a mais por bilhete. Centro-Oeste segue entre as regiões mais caras para voar A Anac reforça que o comportamento não é isolado: historicamente, as regiões Centro-Oeste e Norte apresentam tarifas mais altas devido a: menor oferta de voos; longas distâncias percorridas; custos operacionais elevados; baixa competitividade entre companhias. O comparativo por empresa aérea mostra que todas as principais companhias cobram mais caro em Mato Grosso: 🔹 Azul — média nacional: R$ 720,36 | MT: R$ 807,26🔹 GOL — nacional: R$ 720,36 | MT: R$ 858,40🔹 Latam — nacional: R$ 720,36 | MT: R$ 884,07 Em todas elas, o aumento ultrapassa os R$ 100 em relação à média brasileira. Menos tarifas promocionais para quem embarca em MT Outro dado preocupante do painel tarifário: No Brasil, 51,9% das passagens são vendidas por até R$ 500. Em Mato Grosso, esse índice cai para apenas 44%. Ou seja, os passageiros mato-grossenses têm menos acesso a promoções. O custo por quilômetro voado também mostra desequilíbrio: Brasil: R$ 0,4975/km Mato Grosso: R$ 0,5154/km Preço alto e serviço falho: passageiros relatam transtornos Apesar de pagarem mais caro, usuários relatam problemas frequentes em voos envolvendo o Aeroporto Marechal Rondon, como atrasos, cancelamentos e extravios. “Cheguei de madrugada com as malas destruídas”, relata empresário O empresário Gustavo Oliveira enfrentou quase 12 horas de atraso para chegar de volta a Cuiabá, após uma conexão alterada no Rio Grande do Sul. Ele deveria desembarcar na terça (9), mas só chegou às 3h da madrugada do dia seguinte — e ainda teve as malas danificadas. “Descaso total. O passageiro precisa exigir documentação de atraso, como determina a Resolução 400 da Anac”, criticou. Família perde viagem inteira após mudança repentina de voo A empresária Camila Zanotto Surian Marchiore, 45 anos, também enfrentou prejuízos. A companhia alterou o horário do voo poucas horas antes do embarque, fazendo com que ela e a família chegassem ao destino somente à noite do dia 12 — inviabilizando um evento empresarial previsto em Barra de São Miguel (AL). Sem alternativas de voo e com reservas já pagas, a família não conseguiu viajar. “Foi um prejuízo enorme. Programamos tudo ao longo do ano. Perdemos hospedagem, deslocamentos e o compromisso”, relatou. Mercado é livre, diz Anac, mas fatores locais elevam preço A Anac explica que o mercado é livre desde 2001 e que vários fatores determinam as tarifas, incluindo: concorrência entre empresas; demanda local; infraestrutura aeroportuária; custo do QAV (querosene de aviação). Ainda assim, Mato Grosso segue entre os estados mais caros para voar — e com os passageiros mais insatisfeitos.
Barbudo afirma que Flávio pacifica a direita e acende alerta na esquerda após anúncio da pré-candidatura
O deputado federal Nelson Barbudo (PL-MT) avaliou que a indicação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como pré-candidato à Presidência colocou fim a um período de incertezas dentro da direita e devolveu ao ex-presidente Jair Bolsonaro o protagonismo sobre a definição do nome para 2026. Segundo Barbudo, nos últimos meses o ambiente interno do PL nacional era marcado por divergências de versões e especulações, já que diversos pré-candidatos buscavam sinalizações de Bolsonaro e cada encontro gerava uma interpretação distinta. “Acabou a fofoca de bastidor” Barbudo afirma que esse cenário desgastava a autoridade política do ex-presidente e alimentava tensões internas. Com o anúncio definitivo de Flávio Bolsonaro, ele acredita que o partido recupera estabilidade. “Cada um que ia conversar com o Bolsonaro saía com uma notícia diferente. Isso tirava o protagonismo dele como líder da direita. Tinha muita diferença nas conversas. O Bolsonaro colocou o Flávio, acabou a fofoca de bastidor”, afirmou. “Não há garantia absoluta, mas o jogo mudou” Embora apoie a escolha, Barbudo admite que ainda não existe certeza total de que Flávio será mantido como o nome final do PL na disputa presidencial. “Garantia 100%? A gente não sabe. Ainda tem muita coisa para passar debaixo da ponte, muita negociação”, ponderou o parlamentar. Primeira pesquisa acende alerta na esquerda, diz deputado Barbudo afirma que aliados se surpreenderam com o desempenho inicial do senador na primeira pesquisa divulgada após o anúncio da pré-candidatura. Segundo ele, Flávio apareceu em empate técnico com o principal nome da esquerda — resultado que, em sua avaliação, gerou reação imediata no campo adversário. “A primeira pesquisa deu empate técnico. O pessoal da esquerda está tremendo, está tremendo com certeza. Isso mostra que ele tem competitividade e pode chegar ao segundo turno tranquilo. E nós vamos chegar e vamos decidir a eleição”, disse. Cenário ainda em construção O movimento oficializa um novo capítulo nas articulações da direita para 2026 e reposiciona Flávio no tabuleiro presidencial, agora com aval público do pai e líder do PL. Enquanto isso, parlamentares aliados avaliam os próximos passos do partido e observam como a candidatura será recebida pelo eleitorado e pelas demais legendas que compõem a base bolsonarista. O MT Urgente seguirá acompanhando os desdobramentos.
Indicação de Flávio Bolsonaro à Presidência divide lideranças em MT; Max Russi vê candidatura como forte e com potencial de crescimento
A confirmação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como pré-candidato à Presidência da República, feita no fim de semana pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, provocou reações distintas entre lideranças políticas de Mato Grosso. A escolha, que contrariou setores da direita que aguardavam um nome de maior amplitude nacional, movimentou os bastidores e gerou avaliações divergentes sobre o impacto eleitoral do anúncio. Max Russi acredita na indicação e destaca força do nome O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (PSB), adotou uma postura pragmática e demonstrou confiança na escolha feita pelo PL nacional. Para ele, Flávio Bolsonaro é um nome relevante dentro da direita e tende a entrar na disputa com força política. “É um candidato da direita, uma candidatura importante. Eu acreditava que seria outra pessoa pelo PL, mas é um nome forte. O PL é um partido estruturado em Mato Grosso, e essa candidatura tende a vir robusta”, avaliou o presidente da ALMT. A fala de Max Russi reforça que, apesar do elemento surpresa, a aposta no senador pode consolidar a unidade da direita e movimentar as bases bolsonaristas no país. Lideranças veem impacto, mas divergem sobre alcance nacional O deputado Júlio Campos (União Brasil) reconheceu que a decisão mexeu imediatamente com o cenário político, provocando — segundo ele — um verdadeiro “sacolejo” nacional. No entanto, ponderou que Flávio ainda não possui capilaridade suficiente para liderar uma disputa presidencial neste momento. “Ele é equilibrado, mas não tem ressonância nacional. A direita esperava que o escolhido fosse Tarcísio de Freitas. Havia consenso entre PL, Republicanos, União Brasil e Podemos para uma grande frente”, afirmou o parlamentar. Júlio não descarta que a indicação possa ser estratégica, funcionando como uma carta de negociação do PL com outros partidos da direita: “Talvez seja uma candidatura provisória para negociações. Mas ainda é cedo. Vamos aguardar.” Oposição vê estratégia para pressionar o Congresso Do outro lado, o deputado Lúdio Cabral (PT) interpretou o lançamento como uma ação calculada do grupo bolsonarista para interferir em votações no Congresso Nacional. “O lançamento da pré-candidatura do Flávio Bolsonaro é uma chantagem do clã Bolsonaro ao Centrão para aprovar a dosimetria e a anistia. As movimentações da extrema-direita são ruins e nocivas à democracia”, afirmou. Cenário segue em construção Enquanto aliados reforçam a legitimidade da escolha e a oposição aponta manobras políticas, a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro inaugura uma nova fase nas articulações da direita para 2026. Com o apoio público de Jair Bolsonaro e o reconhecimento de lideranças como Max Russi, a expectativa agora é acompanhar: como o PL organizará sua estrutura nacional; se a candidatura será mantida ou ajustada ao longo do processo; e qual será a recepção do eleitorado diante de um nome que, até então, não era tratado como favorito. O MT Urgente segue monitorando os próximos movimentos.
“Precisamos ensinar nossos filhos a respeitar as mulheres e denunciar esses crimes”, afirma governador
Durante o evento Laço Branco, nesta quarta-feira (10/12), o governador Mauro Mendes afirmou que é preciso ensinar desde cedo às crianças o respeito às mulheres e a importância de denunciar casos de agressão. Mauro anunciou que todas as escolas estaduais passarão a tratar o tema da violência contra a mulher como disciplina obrigatória a partir de 2026. “Não adianta jogar o problema para debaixo do tapete. Temos que ter coragem de falar sobre isso, de ensinar desde cedo aos nossos filhos o que é respeito. E ensinar que é preciso denunciar esse tipo de crime, inclusive no 181, que garante o anonimato”, reforçou. O evento Laço Branco foi promovido pelo Governo de Mato Grosso em parceria com o Tribunal de Justiça e Assembleia Legislativa. A iniciativa visa conscientizar a população masculina sobre o combate à violência contra a mulher. “Homens precisam entender que sua covardia vai ter consequência. Há um sentimento geral de impunidade, e isso tem resultado no aumento desse tipo de crime. Mas a lei endureceu para mais de 40 anos de prisão, com progressão de regime só depois de cumprir 55% da pena. Ou seja, é no mínimo 20 anos na cadeia. Nós precisamos mudar essa cultura de violência. É falar disso nas escolas, nas casas, nos grupos de amigos”, pontuou. O governador registrou que, apenas em 2025, a Segurança Pública de Mato Grosso conseguiu na Justiça mais de 17.100 medidas protetivas em favor das vítimas. Destas, em 99,96% dos casos, as mulheres foram efetivamente protegidas. “Nós tínhamos só duas Patrulhas Maria da Penha, hoje temos 41. Criamos 28 núcleos especializados, temos nove Delegacias da Mulher, botão do pânico, Sala Lilás, auxílio-aluguel de R$ 800 para as vítimas, e uma força policial preparada para agir. Todos os feminicídios em Mato Grosso foram esclarecidos e os autores presos e entregues à Justiça”, destacou. Também participaram do evento: o vice-governador Otaviano Pivetta; a senadora Margareth Buzetti; o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi; os deputados estaduais Chico Guarnieri, Carlos Avallone, Max Russi e Diego Guimarães; os secretários de Estado Fabio Garcia (Casa Civil), Cesar Roveri (Segurança), Cesar Miranda (Desenvolvimento Econômico), Allan Kardec (Ciência e Tecnologia), Vitor Hugo (Justiça), David Moura (Cultura e Esporte); o juiz Jamilson Haddad; o procurador-geral do Estado, Francisco Lopes; o presidente da Fiemt, Silvio Rangel; entre outras autoridades.
Após críticas e crises na Educação, Abílio recua e busca nome de peso para reorganizar a pasta
Depois de quase um ano marcado por conflitos com profissionais da educação e sucessivas mudanças no comando da Secretaria Municipal de Educação, o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), decidiu reforçar sua equipe com um nome experiente e já reconhecido no cenário educacional de Mato Grosso. O novo integrante é Sílvio Fidelis, ex-secretário de Educação de Várzea Grande nas gestões de Lucimar Campos e Kalil Baracat, e que também comandou a pasta em Nobres. A escolha surpreende pela mudança de postura do prefeito, que no passado criticou com frequência as gestões em que Fidelis atuou — mas agora o traz como peça-chave para reorganizar a Educação de Cuiabá. Recuo estratégico após um ano de crise Em 2025, Abílio acumulou desgaste expressivo com a categoria. Entre os fatores: duas trocas no comando da Educação; protestos e manifestações de profissionais; fusão das secretarias de Educação, Esporte e Cultura, criticada por servidores; dificuldade em estabilizar a gestão e avançar em projetos essenciais. A entrada de Fidelis é vista como movimento para reconstruir a credibilidade da pasta e dar fôlego à gestão municipal rumo a 2026. Foto revela bastidores e confirma mudança na equipe A nomeação veio à tona após o atual secretário de Educação, Amauri Monge, publicar uma foto no Instagram ao lado do prefeito e de Fidelis. Minutos depois, uma fonte do Palácio Alencastro confirmou ao MT Urgente que o ex-secretário assumirá o cargo de secretario executivo da Educação. Com isso, Fidelis passa a ocupar a segunda função mais importante da pasta, diretamente ligado à formulação, execução e acompanhamento das políticas educacionais. Expectativa: reorganização, diálogo e estabilização Nos bastidores, a chegada de Fidelis é interpretada como: reforço técnico para acelerar projetos; tentativa de reduzir tensões com educadores; medida para estabilizar uma pasta que enfrentou instabilidade durante todo o ano; estratégia para entregar resultados mais sólidos em 2026. Com ampla experiência em gestão educacional, Fidelis deve atuar como articulador técnico e apoiar Amauri Monge na reorganização da rede. O MT Urgente seguirá acompanhando os desdobramentos A expectativa agora é observar: quais mudanças Fidelis implementará nos primeiros meses; se a entrada dele resultará em melhora no diálogo entre prefeitura e categoria; como a nova dupla conduzirá a pasta em 2026, ano de grande pressão administrativa e política. O MT Urgente continuará acompanhando e trazendo atualizações sobre a reestruturação da Educação em Cuiabá.
Operação integrada interdita peixarias e apreende mais de duas toneladas de pescado irregular em Cuiabá
Uma operação integrada entre órgãos municipais, estaduais e federais interditou, nesta terça-feira (9), três peixarias que atuavam irregularmente em Cuiabá. A ação resultou na apreensão de mais de duas toneladas de pescado sem comprovação de origem e na condução de três pessoas às autoridades policiais. A força-tarefa atendeu a uma demanda do Ministério Público Estadual (MPE) e mobilizou equipes da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), Vigilância Sanitária, Polícia Judiciária Civil (PJC), Indea/MT, Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras, Procon Municipal e Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT). Primeira interdição: empresa clandestina no Centro América O primeiro estabelecimento interditado estava localizado na Rua M, no bairro Centro América. Técnicos da Vigilância Sanitária constataram que o local: não possuía registro no Indea/MT; operava sem licenças ambientais e sanitárias; descumpria sanções administrativas anteriores; havia mudado de endereço sem atualização do alvará; apresentava divergências estruturais incompatíveis com a autorização vigente. Diante das irregularidades, a empresa foi notificada para regularização. Mais de 2 toneladas apreendidas pela Polícia Civil Ainda no Centro América, equipes da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) apreenderam 2.184,3 kg de pescado armazenado em quatro caixas térmicas. Entre as espécies recolhidas estavam: pacu (ventrecha), matrinxã, tucunaré, lambari, tambacu. Parte do pescado não tinha identificação de origem. Foi constatada a prática de diversas atividades proibidas, como: recebimento de pescado com vísceras; evisceração, filetagem e corte sem autorização; embalagem e armazenamento irregulares; exposição de produtos sem informações obrigatórias ao consumidor. As equipes também identificaram falta de condições higiênico-sanitárias. Nos fundos do estabelecimento, um córrego em Área de Preservação Permanente (APP) recebia despejo direto de esgoto, caracterizando possível crime ambiental previsto nos artigos 54 e 60 da Lei nº 9.605/98. Uma pessoa foi conduzida à delegacia. Outras duas interdições no Praeirinho No bairro Praeirinho, dois boxes que funcionavam em área pública e sem alvará foram interditados. A Secretaria Municipal de Ordem Pública lavrou Autos de Infração que totalizam R$ 1.228,37. Duas pessoas foram conduzidas à Dema. A pesagem complementar do pescado apreendido nesses locais ocorre na delegacia. Fiscalização continua A operação terá continuidade nesta quarta-feira (10) no bairro Praeirinho, onde as equipes devem vistoriar outros boxes que comercializam pescado.
Gallo afirma que Governo Federal reduziu drasticamente repasses e “virou as costas” para a saúde de Mato Grosso
O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Rogério Gallo, declarou que o Estado tem arcado praticamente sozinho com a expansão e manutenção da rede pública de saúde. Segundo ele, os repasses federais destinados ao setor “despencaram” nos últimos anos e já não acompanham o crescimento das demandas da população. Gallo classificou como “irrisório” o aumento dos recursos enviados pela União desde 2019, início da gestão do governador Mauro Mendes, e afirmou que o Governo Federal “virou as costas para a saúde de Mato Grosso”. Estado bancando o maior ciclo de investimentos da história O secretário ressaltou que, mesmo com a queda dos repasses, Mato Grosso segue realizando um dos maiores ciclos de investimentos em saúde já registrados. Apenas em 2024, cerca de R$ 800 milhões foram destinados a obras estruturantes, incluindo: construção de quatro hospitais regionais no interior do estado; retomada e conclusão do Hospital Central, em Cuiabá; mais de R$ 150 milhões aplicados no Hospital Júlio Müller. “Estamos ampliando a rede como nunca antes. Esses investimentos são essenciais para atender o crescimento populacional e garantir atendimento digno aos mato-grossenses”, afirmou. Orçamento consumido por obras deve ser reorganizado Gallo explicou que boa parte do orçamento da saúde atualmente está concentrada em obras e ampliações — despesas que têm prazo determinado. Após a entrega das unidades hospitalares, o Estado fará um novo planejamento orçamentário. “Quando todos os hospitais estiverem funcionando, vamos redimensionar o orçamento da saúde, retirando despesas que deixarão de existir. A partir disso, construiremos o orçamento ideal para o setor”, destacou. Repasses federais caíram pela metade, diz Sefaz O maior desafio, segundo o secretário, é justamente a queda expressiva dos recursos enviados pela União. Ele apresentou números comparativos: Em 2019: 17% do orçamento da saúde em MT vinha do Governo Federal. Em 2024: apenas 6%. Isso representa uma queda de 10 pontos percentuais em sete anos. Pelos cálculos da Secretaria de Fazenda, se Mato Grosso continuasse recebendo o mesmo percentual de 2019, o repasse federal hoje seria de aproximadamente R$ 1 bilhão por ano. Atualmente, gira em torno de R$ 500 milhões. “Hoje quem faz a saúde em Mato Grosso é verdadeiramente o Governo do Estado e os mato-grossenses. O Governo Federal virou as costas para a saúde de Mato Grosso”, reforçou Gallo. Alinhamento com a Assembleia mantém obras e expansão Apesar da redução dos recursos federais, Gallo afirmou que o Executivo estadual e a Assembleia Legislativa estão alinhados para garantir a continuidade das obras e a ampliação da rede pública. “Temos responsabilidade fiscal e compromisso com a população. Vamos continuar investindo para que Mato Grosso tenha uma saúde pública forte, moderna e capaz de atender todos os cidadãos”, concluiu.