Por Alex Rabelo | MT Urgente News O nome de Andreson de Oliveira Gonçalves voltou a ocupar espaço nos noticiários e nas conversas de bastidores em Mato Grosso. Acusado de atuar como lobista e intermediário em um suposto esquema de venda de sentenças, ele se tornou o principal alvo de um caso que expõe as fragilidades e contradições do sistema de Justiça. Mas, entre tantas acusações, uma pergunta continua sem resposta: por que apenas ele está sendo punido? “Se ele não deu as sentenças, quem deu? E quem comprou?” A investigação mostra que Andreson não tinha poder para conceder decisões judiciais. Ele não “deu” sentenças — mas alguém deu. E, se houve uma suposta venda, alguém comprou. Essa é a pergunta que mais se repete entre juristas, advogados e pessoas próximas ao caso: quem são os outros envolvidos? Documentos obtidos pela imprensa nacional revelam que o suposto esquema envolvia advogados, clientes e até servidores de gabinetes de instâncias superiores, que tinham acesso antecipado a minutas de decisões. Mesmo assim, só um nome se tornou público, sofreu punições e foi exposto de forma implacável: o de Andreson Gonçalves. “Ele pode ter errado, mas não foi o único” Em entrevista ao MT Urgente News, familiares de Andreson afirmam que vivem dias de sofrimento e perplexidade diante da seletividade da Justiça. “Estamos destruídos. E ele está pagando sozinho por investigação da polícia federal que o próprio relator questiona.E pede que sejam conclusivos. A Justiça precisa ser igual pra todos”, disse um parente. Outro membro da família reforçou: “Nem nós e nem ele fugimos de nada. Desde o começo, ele sempre colaborou com as investigações, nunca se negou a esclarecer nada. Ele quer mostrar a verdade, mas precisa ter condições de saúde pra isso.” O desabafo vem acompanhado de indignação: “Será que tudo isso é porque ele é preto? Porque o peso da mão da Justiça, nesse caso, parece ser só pra um lado.” O lado humano que muitos ignoram Os laudos médicos anexados ao processo comprovam que Andreson sofre de síndrome restritiva e disabsortiva, resultado de um procedimento bariátrico realizado há alguns anos. A cirurgia, conhecida como bypass gástrico, altera o funcionamento do sistema digestivo, reduzindo a capacidade de absorção de nutrientes e exigindo alimentação especial e suplementação intravenosa periódica. De acordo com os documentos, Andreson precisa receber vitaminas, aminoácidos e minerais a cada 15 dias, pois o organismo não consegue reter os nutrientes ingeridos de forma natural. A falta desse tratamento pode causar anemia profunda, fraqueza extrema, depressão e até risco de morte. Além da condição física, os laudos também apontam abalo psicológico grave, com sintomas de ansiedade e estresse pós-traumático, agravados pelos meses em regime fechado. Os relatórios alertam que o retorno ao ambiente prisional representa risco real à integridade física e mental do paciente. Doenças reais, não forjadas Diferente do que alguns veículos chegaram a sugerir, os exames e relatórios médicos descartam qualquer simulação ou fingimento. A chamada “greve de fome” atribuída a Andreson nunca foi um ato de rebeldia — mas sim consequência direta da incapacidade do organismo de absorver nutrientes após a cirurgia. Trata-se de um quadro clínico complexo, que exige acompanhamento médico e suplementação constante para garantir a sobrevivência. Quem responde e quem se cala Enquanto Andreson enfrenta os processos, as dores e o peso de uma exposição pública devastadora, os nomes dos supostos beneficiados pelas sentenças permanecem em silêncio. As investigações mostram que havia um sistema que não funcionava sozinho, mas até agora, apenas um personagem tem sido punido. “Não buscamos impunidade. Queremos justiça — mas uma justiça completa, que alcance todos os lados”, disse uma das pessoas próximas à família. Por trás do nome, uma história de dor e desigualdade Por trás das manchetes e das acusações, existe um homem doente, uma família em sofrimento e uma pergunta que ecoa com força: até quando a Justiça vai escolher a quem punir e a quem proteger? O caso Andreson Gonçalves vai além das fronteiras do processo. Ele se tornou um espelho incômodo de uma verdade que muitos evitam encarar: a Justiça brasileira ainda pesa de forma desigual — e, muitas vezes, escolhe o lado mais fraco para fazer exemplo. 📍Reportagem Especial – MT Urgente News Por Alex Rabelo – Jornalista e Analista Político
Rubens Barrichello celebra corrida histórica da Stock Car e destaca calor humano de Cuiabá
Prova noturna deste sábado (15) será a primeira em mais de 40 anos da categoria e marca um momento especial para o automobilismo brasileiro A Stock Car vai viver um momento histórico neste sábado (15), em Cuiabá, com a realização da primeira corrida noturna da categoria em mais de quatro décadas. O evento marca não apenas uma nova fase para o automobilismo nacional, mas também uma experiência inédita para pilotos e equipes. O veterano Rubens Barrichello, um dos grandes nomes da competição, destacou a importância da etapa e a energia especial de competir sob as luzes da noite. “Acho que a experiência não tem muito a ver com o fato de ser à noite, porque competi pouquíssimas vezes em corridas noturnas em outras ocasiões. Mas o que ajuda mesmo é a juventude, a vontade e a gratidão de estar aqui. Já deu para sentir o calor das pessoas, todo mundo trabalhando duro. Quero agradecer a todos que estão virando a noite para fazer tudo acontecer. É uma gratidão enorme conhecer uma cidade tão acolhedora e importante para o Brasil”, afirmou Barrichello. Pista nova, oportunidades iguais O piloto também comentou sobre o momento atual da categoria, que começou a temporada de forma mais tardia em 2025. Para ele, a prova em Cuiabá representa uma oportunidade equilibrada entre os competidores, já que a pista é inédita para todos. “A Stock está muito movimentada. Como começamos mais tarde este ano, agora é o momento de crescer. Vamos sair em uma pista zerada para todo mundo, tentando aproveitar as melhores oportunidades. Nosso carro vem progredindo, melhorando em qualidade, e queremos lutar pela vitória aqui”, destacou. Primeira vez em Cuiabá Mesmo com a agenda intensa de treinos e compromissos, Rubens Barrichello fez questão de elogiar o calor humano e a recepção dos cuiabanos. “Eu não tenho costume de sair muito, porque gosto de estar com os mecânicos, acompanhando tudo do carro. Mas é uma gratidão enorme poder conhecer uma cidade tão amada no Brasil. Fiquei impressionado com o carinho das pessoas no aeroporto, nos restaurantes, em todos os lugares. Me sinto realmente lisonjeado por estar aqui pela primeira vez”, completou. 📍 Cuiabá – MT
Motociclista morre ao tentar evitar colisão com caminhão em Cuiabá
Acidente ocorreu na noite de quarta-feira (12), no bairro Ribeirão do Lipa; vítima ainda não foi identificada Um motociclista, ainda não identificado, morreu na noite desta quarta-feira (12) após um acidente no bairro Ribeirão do Lipa, em Cuiabá. Segundo informações do portal Lapada Lapada, o homem trafegava pela rodovia quando, ao tentar evitar uma colisão frontal com um caminhão, freou bruscamente. A manobra fez com que ele perdesse o controle da moto e caísse na pista. Com o impacto, o motociclista ficou inconsciente. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros foram acionadas e realizaram os primeiros atendimentos ainda no local. Apesar dos esforços, a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu antes de ser encaminhada ao hospital. O homem não portava documentos, e sua identidade ainda não foi confirmada. A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) esteve no local para realizar os trabalhos de apuração. O caso será investigado pela Polícia Civil, que deverá esclarecer as causas do acidente. 📍 Cuiabá – MT
Força Tática prende suspeitos por tráfico de drogas e diversas passagens criminais
Policiais Militares da Força Tática do 14º Batalhão de Rondonópolis, prenderam nesta terça-feira (11.11), três pessoas suspeitas de envolvimento com o tráfico de drogas em Rondonópolis (220 km de Cuiabá). Duas das mulheres presas possuem várias passagens criminais por delitos como tráfico, facção criminosa, furto, estelionato e lesão corporal. Durante patrulhamento pela região central, a equipe recebeu denúncia de populares que uma residência, localizada na rua Ludovico de Camargo, estaria sendo usada para o comércio de entorpecentes. Ao chegar no local, os policiais visualizaram os suspeitos em frente à casa realizando a abordagem dos indivíduos. Os militares realizaram uma busca pessoal e com um dos suspeitos foram encontrados três porções de substância análoga a pasta base de cocaína. Já com uma das suspeitas, os policiais localizaram sete porções análogas à maconha. Dentro da residência, foram apreendidos meio tablete de maconha, uma balança de precisão, R$ 555 em dinheiro, além de 10 sacos zip lock para embalagem dos entorpecentes e várias carteiras de cigarro. Em checagem no sistema, foi constatado em favor de uma das suspeitas um mandado de prisão em aberto pelo crime de estelionato. Diante aos fatos, os três suspeitos envolvidos foram conduzidos à 1ª Delegacia de Polícia de Rondonópolis para as devidas providências cabíveis. Disque-denúncia A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
Produtores fecham entrada de laticínio em Quatro Marcos e exigem pagamento após meses sem receber: “Queremos solução imediata”
A crise no setor leiteiro de São José dos Quatro Marcos (MT) atingiu um novo e tenso capítulo nesta quarta-feira. Exaustos após meses de atrasos e sem resposta do Laticínio Vencedor, dezenas de produtores se reuniram em frente à empresa, fecharam a entrada do local e decidiram permanecer ali até que uma solução concreta seja apresentada. O protesto acontece após a empresa, que está em recuperação judicial, acumular atrasos de três, quatro e até cinco meses no pagamento pelo leite entregue diariamente pelos produtores — uma atividade que não tem pausa, exige trabalho de domingo a domingo e sustenta centenas de famílias na região. Produtores ocupam a frente da empresa e bloqueiam acesso Desde as primeiras horas da manhã, produtores estacionaram caminhonetes, tratores e motocicletas na entrada do laticínio, impedindo a movimentação de funcionários e veículos. O clima é de indignação e desespero. “Nós viemos trabalhar, não viemos brincar. Estamos aqui porque não temos mais como manter nossas propriedades. Se eles não pagam, como vamos continuar?”, disse um produtor que participa do protesto. A categoria afirma que só vai liberar a entrada da empresa quando houver: Um compromisso formal de pagamento Um cronograma claro e público para quitação das dívidas Transparência sobre o andamento da recuperação judicial Trabalho diário, contas acumuladas e nenhuma previsão de pagamento A rotina no campo não permite descanso. Todos os dias, cedo da manhã e no fim da tarde, a ordenha acontece. É ração, energia, mão de obra, medicamentos e manutenção constante do rebanho. Mesmo assim, muitos produtores estão há 120 a 150 dias sem ver um centavo do leite entregue. Algumas propriedades já acumulam dívidas superiores a R$ 150 mil, e há produtores que ameaçam abandonar a atividade caso a situação continue. “A vaca não entende o que é recuperação judicial. O leite não espera. Mas o pagamento está sempre sendo empurrado para depois”, desabafou outro manifestante. Manifestação pacífica, mas firme: “Não vamos sair até pagar” A mobilização é pacífica, mas decidida. Com cartazes, faixas e a presença de famílias inteiras, os produtores afirmam que não há mais espaço para diálogos vazios. “Chega de promessa. Se o laticínio não paga, o produtor quebra. E quem quebra não volta”, disse uma produtora, emocionada. Os manifestantes destacam ainda que a recuperação judicial tem servido como justificativa para atrasos, mas na prática está penalizando justamente quem mantém a cadeia produtiva viva. Região inteira pode se unir ao movimento Após o bloqueio da entrada da empresa, produtores de municípios vizinhos já sinalizaram que devem reforçar a mobilização. O protesto pode ganhar força regional nos próximos dias, reunindo dezenas de fornecedores que enfrentam o mesmo problema com o Laticínio Vencedor. A intenção é pressionar por: Pagamento imediato Demonstração financeira da empresa Garantias mínimas para quem continuar fornecendo Empresa segue em silêncio Até o momento, o laticínio não emitiu nota, não se pronunciou sobre o protesto e não apresentou nenhum cronograma para quitar as dívidas. Enquanto isso, famílias que trabalham sem descanso — de sol a sol, de domingo a domingo — seguem sem previsão de quando vão receber pelo produto que entregaram há meses. Crise ameaça o coração da economia rural de Quatro Marcos O setor leiteiro é uma das bases econômicas da cidade, e a continuidade dos atrasos pode gerar: Abandono da atividade por pequenos produtores Redução de rebanhos Falência de propriedades Queda econômica no comércio local Desemprego na zona rural O risco é de um colapso estrutural, caso nenhuma medida urgente seja tomada. veja o vídeo: 91b763de-d28e-41c8-a568-92343527e0bd
50 anos de Geologia na UFMT: uma história de luta, ciência e desenvolvimento
Em 2025, o curso de Geologia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) completa cinco décadas de existência. Fundado em 1975, o curso se consolidou como um dos pilares da formação científica e técnica no estado, contribuindo diretamente para o desenvolvimento econômico de Mato Grosso e para a valorização da pesquisa geológica na região Centro-Oeste. Durante as décadas de 1980 e 1990, o curso enfrentou grandes desafios estruturais e pedagógicos. A precariedade das instalações, a escassez de equipamentos e a falta de professores especializados colocavam em risco a qualidade da formação dos alunos. Foi nesse contexto que emergiu uma forte mobilização estudantil, marcada por assembleias, ocupações e articulações com sindicatos e movimentos sociais. Os estudantes de Geologia da UFMT tornaram-se protagonistas de uma luta política por melhores condições de ensino. Organizaram campanhas por laboratórios adequados, pressionaram por concursos públicos para docentes e exigiram a ampliação do acervo bibliográfico. Essa atuação foi decisiva para que o curso conquistasse avanços significativos, como a modernização de suas instalações e o fortalecimento da pesquisa acadêmica. A movimentação estudantil não se limitou às reivindicações internas. Muitos alunos participaram ativamente de debates sobre a função social da universidade e da ciência, defendendo uma geologia voltada para os interesses da população mato-grossense. Surgiram projetos de extensão voltados à divulgação da geologia nas escolas e outros que aproximara o curso da comunidade. Essa postura crítica e engajada moldou gerações de geólogos comprometidos com a transformação social e com o uso responsável dos recursos naturais. O impacto do curso de Geologia da UFMT na economia de Mato Grosso é inegável. Profissionais formados na universidade atuam em áreas estratégicas como mineração, petróleo e gás, hidrogeologia, geotecnia e planejamento territorial. Eles são peças-chave na identificação de jazidas minerais, na gestão de recursos hídricos e na avaliação de impactos ambientais. Com um território rico em biodiversidade e em recursos naturais, Mato Grosso depende de uma atuação geológica qualificada para garantir o uso sustentável de suas riquezas. O curso da UFMT tem sido essencial nesse processo, formando especialistas que aliam conhecimento técnico à responsabilidade socioambiental. Celebrar os 50 anos do curso de Geologia da UFMT é reconhecer uma trajetória marcada por resistência, inovação e compromisso com o desenvolvimento regional. É também reafirmar a importância da universidade pública como espaço de formação crítica, científica e cidadã. Que os próximos 50 anos sejam de ainda mais conquistas, com a geologia mato-grossense ocupando seu lugar de destaque na construção de um futuro sustentável e justo. Sheila Klener é geóloga, servidora pública e deputada suplente estadual.
Os “ursos” da política: acordam tarde, mas com pressa de escolher partido e garantir sobrevivência eleitoral
De olho em 2026, políticos que estavam em “hibernação” por quase todo o mandato começam a despertar — movidos não pelo povo, mas pelo instinto da reeleição Assim como os ursos, que passam meses em hibernação e despertam apenas quando o clima muda e o instinto de sobrevivência fala mais alto, muitos políticos de Mato Grosso parecem ter seguido o mesmo ciclo natural.Depois de longos períodos em silêncio, afastados das bases e alheios aos problemas do dia a dia da população, vários agora começam a sair da toca, reabrindo agendas, gravando vídeos, visitando bairros e, principalmente, buscando abrigo em novos partidos. O calendário eleitoral de 2026 ainda nem começou oficialmente, mas o movimento dos “ursos políticos” já é visível: saem do isolamento, se espreguiçam diante das câmeras e voltam a rugir discursos ensaiados sobre “trabalho”, “projetos” e “escuta das demandas”.Na prática, o que se vê é uma corrida não por resultados, mas por sobrevivência. Hibernaram durante o mandato — e agora despertam com o faro político aguçado Durante quase quatro anos, muitos desses nomes permaneceram invisíveis, trancados em gabinetes, distantes da população e com aparições pontuais em momentos de conveniência.Mas bastou a temperatura política subir, que o instinto eleitoral voltou a funcionar. Agora, as perguntas que se repetem em corredores e bastidores são outras: “Pra qual partido eu vou?”“Quem vai montar a melhor chapa?”“Onde terei mais chances de me reeleger?” Enquanto o povo aguarda ações concretas nas áreas de saúde, educação, infraestrutura e segurança, muitos parlamentares estão mais preocupados em garantir o ninho partidário certo para sobreviver ao próximo inverno eleitoral. Do conforto da toca ao jogo das conveniências Oficialmente, dizem que estavam “trabalhando muito”, “ouvindo a população” e “planejando projetos”.Mas o eleitor já aprendeu a diferenciar trabalho real de discurso reciclado.Esses reaparecimentos súbitos acontecem sempre quando o tabuleiro político começa a se reorganizar, e o “quem vai com quem” se torna mais importante do que o “quem fez o quê”. É o ciclo da hibernação política: dormem quando deveriam agir, acordam quando sentem o cheiro das urnas.Enquanto isso, o cidadão comum — que não pode se dar ao luxo de hibernar — segue enfrentando os mesmos problemas, sem a presença efetiva de quem prometeu representá-lo. A metamorfose dos aliados: quando o urso troca de pele Outro comportamento recorrente nessa fase pré-eleitoral é o dos políticos que mudam de lado conforme a estação.Aqueles que até ontem estavam na base governista, defendendo gestões e cargos, agora rompem, apontam falhas e se autoproclamam oposição.Aparentemente, não por convicção, mas por cálculo. Essas críticas seletivas nunca aparecem quando o povo mais precisa.Elas surgem quando as pesquisas começam a ser encomendadas, os partidos a se articular e as fichas de filiação a circular discretamente. O foco não é o povo — é o abrigo certo Nos bastidores, a conversa é sempre a mesma: “Qual partido vai ter uma chapa forte?”“Com quem é melhor ficar pra garantir espaço?” Em vez de compromisso com a cidade, o estado ou o eleitor, o que se observa é um movimento de autopreservação política.A prioridade deixou de ser o mandato — e passou a ser o abrigo partidário.A pergunta não é “o que fiz pelo povo?”, mas “onde estarei mais protegido na próxima eleição?”. Mas o eleitor não está dormindo O cidadão, diferente dos políticos que despertam só de tempos em tempos, está acordado o ano inteiro.Com as redes sociais, os portais de notícias e a vigilância constante, o eleitor sabe exatamente quem trabalhou, quem sumiu e quem tenta agora correr atrás do prejuízo. Em 2026, quando as urnas voltarem a rugir, muitos desses ursos políticos podem descobrir que o inverno foi longo demais — e que o povo, cansado de aparições sazonais, já aprendeu a reconhecer quem serve o povo e quem apenas serve a si mesmo. 📰 Por Alex RabeloMT Urgente News
Manifestantes tentam invadir área da ONU na COP30 e confronto deixa segurança ferido
A entrada da chamada “Zona Azul” foi temporariamente fechada após tumulto em Belém (PA) Pelo menos um segurança ficou ferido após um grupo de manifestantes tentar invadir a área da Organização das Nações Unidas (ONU) durante a COP30, realizada em Belém (PA). O incidente ocorreu no início da noite de terça-feira (11) e levou ao fechamento temporário dos acessos à chamada Zona Azul, espaço que abriga as principais negociações do evento climático. De acordo com vídeos e relatos publicados nas redes sociais, os manifestantes forçaram a passagem pelos detectores de metal e chegaram até a entrada do pavilhão principal. Nesse momento, seguranças privados formaram um cordão humano para conter o avanço, o que resultou em confronto físico. Durante a confusão, um segurança ficou ferido. O grupo carregava bandeiras de coletivos estudantis e faixas com mensagens contra a exploração de petróleo, o conflito na Palestina e em defesa dos povos indígenas. A ação provocou o fechamento imediato dos acessos e a mobilização da Polícia Militar, que reforçou o patrulhamento nas imediações. Até o momento, não há registro de prisões. Território internacional e evacuação preventiva A Zona Azul da COP30 é considerada território internacional, sob responsabilidade direta da ONU. Por isso, a segurança no local não é de competência das forças policiais locais.Após o tumulto, os participantes credenciados foram orientados a deixar o pavilhão, enquanto os manifestantes foram retirados da área. Organizadores se distanciam dos atos Em nota, os organizadores da Marcha pela Saúde e Clima, que havia ocorrido horas antes do tumulto, repudiaram o episódio e negaram qualquer ligação com os manifestantes. “As ações posteriores não fazem parte da organização do evento. A marcha foi uma manifestação legítima, pacífica e construída com diálogo, responsabilidade e compromisso coletivo”, informou o grupo. Os organizadores também reafirmaram “respeito às instituições que organizam a COP30” e o compromisso com “uma Amazônia viva, saudável e sustentável para todos”. 📰 Por Alex Rabelo📍 MT Urgente News
Força Tática prende suspeito por tentativa de feminicídio em Nova Mutum
Policiais militares da Força Tática do 26º Batalhão de Nova Mutum prenderam, nesta terça-feira (11.11), um homem suspeito por tentativa de feminicídio contra sua esposa, no Assentamento Pontal do Marapé. O caso teria ocorrido no domingo (9), quando o suspeito agrediu a vítima com golpes de uma peça de ferro na região do rosto. De acordo com informações recebidas pela equipe policial, o suspeito estaria escondido em um sítio pertencente a familiares, na zona rural do município. Diante das informações, os militares se deslocaram até o sítio em busca do suspeito. Durante uma busca inicial na residência, os policiais visualizaram sobre uma cama, uma espingarda. Também foram localizados quatro munições de calibre .32, sendo uma deflagrada, além de dois estojos de calibre .38 e uma munição intacta de calibre .38. Durante as buscas, o irmão do suspeito compareceu ao local e ao ser questionado sobre a arma localizada, assumiu a propriedade da espingarda, e das munições encontradas. O mesmo informou que não possuía a documentação legal de posse do material, sendo preso por porte ilegal de arma de fogo. Sobre o paradeiro do irmão, o homem não soube informar. No entanto, após contato com o advogado e familiares do então autor da tentativa de feminicídio, o mesmo foi localizado e preso. Diante dos fatos, os dois homens foram detidos e conduzidos à delegacia municipal de Nova Mutum. Ambos foram entregues sem lesões corporais para que fossem tomadas as providências cabíveis. Disque-denúncia A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
MDB enfrenta crise em Mato Grosso e vê saída de nomes importantes da sigla
Faiad afirma que cabe a Janaina Riva conter a debandada, que já atinge deputados federais e estaduais O MDB de Mato Grosso vive um dos momentos mais delicados dos últimos anos. Com saídas em série e disputas internas, o partido enfrenta uma crise de liderança que ameaça sua estrutura para as eleições de 2026.O advogado Francisco Faiad, líder da sigla em Cuiabá, reconheceu publicamente que o partido corre o risco de perder dois deputados federais e um estadual, e afirmou que a responsabilidade de conter a debandada está nas mãos da deputada estadual Janaina Riva, atual presidente estadual do MDB. “É um trabalho que a presidente do diretório regional, junto com seu diretório, precisa fazer. Ela deve lutar por uma chapa forte para federal e estadual. Está nas mãos da deputada Janaina Riva”, declarou Faiad nesta segunda-feira (10). Saída de Emanuelzinho e risco de novas baixas A crise se intensificou após o deputado federal Emanuelzinho (MDB) anunciar que deixará o partido, alegando divergência ideológica com a nova linha adotada pela legenda em Mato Grosso, que estaria se aproximando da direita e do grupo bolsonarista. “Ele já me confidenciou esse fato. Disse que realmente não está se sentindo à vontade com os caminhos que o MDB pretende tomar nas eleições do ano que vem. Ele é vice-líder do governo Lula no Congresso e nós entendemos perfeitamente essa situação”, afirmou Faiad. O líder municipal lembrou que Emanuelzinho segue o mesmo caminho do pai, o ex-prefeito Emanuel Pinheiro, que já se filiou ao PSD e vem atuando na organização da legenda em várias cidades da Baixada Cuiabana. Segundo Faiad, o destino natural do parlamentar é acompanhar o grupo familiar e migrar para o mesmo partido. Além de Emanuelzinho, outro nome que deve deixar o MDB é o deputado federal Juarez Costa, que estaria insatisfeito com a falta de competitividade da sigla e avalia que não teria condições de buscar reeleição em uma chapa enfraquecida. Juca do Guaraná também deve deixar o partido A crise não atinge apenas o plano federal. O deputado estadual Juca do Guaraná (MDB) também estaria de saída para o PSD, o que aumentaria ainda mais o desgaste interno da legenda.Nos bastidores, lideranças afirmam que o MDB vem perdendo espaço político e identidade, sobretudo após as movimentações de Janaina Riva em direção a alianças com a direita. Divisão ideológica e impacto nas eleições A postura da presidente estadual Janaina Riva em adotar um alinhamento mais à direita vem sendo criticada por parte do diretório, especialmente por figuras históricas da legenda em Cuiabá.Desde 2022, Janaina tem defendido publicamente a aproximação com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), justificando a posição pela força do agronegócio em Mato Grosso e pela dificuldade de apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no estado. Faiad, por outro lado, declarou que o MDB de Cuiabá, sob sua presidência, não seguirá esse caminho. “O MDB de Cuiabá, sob a minha presidência, não caminhará com a direita”, afirmou. Cenário de incertezas Com a possibilidade de perder três parlamentares de expressão, o MDB enfrenta o desafio de se reorganizar e reconstruir sua base política no estado.Nos bastidores, aliados avaliam que a debandada pode comprometer os planos de Janaina Riva, que é apontada como pré-candidata ao Senado em 2026.Sem uma bancada sólida e com o diretório dividido entre centro e direita, o partido corre o risco de encolher ainda mais no cenário político estadual. O futuro do MDB em Mato Grosso agora depende da habilidade política de sua presidente para recompor alianças e reconquistar lideranças que ameaçam deixar a sigla — um desafio que pode definir o peso do partido nas próximas eleições. 📰 Por Alex RabeloMT Urgente News