Por Alex Rabelo – Jornalista | MT Urgente News A semana começa com chuvas isoladas e alerta de temporais em várias regiões de Mato Grosso, conforme o boletim divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Apesar da instabilidade, o calor segue presente, mas de forma menos intensa nas regiões Sul e Oeste do Estado. A mínima registrada deve chegar a 19°C. Cuiabá com chuva leve e calor moderado Em Cuiabá, a segunda-feira (20) será marcada por pancadas de chuva isoladas durante a tarde, com temperaturas variando entre 21°C e 31°C.Na terça-feira (21), a chuva ganha força e pode ocorrer entre a tarde e a noite, elevando os termômetros para até 35°C, com mínima de 22°C.O clima se mantém semelhante ao longo da semana, e na sexta-feira (24), a capital deve registrar mínimas de 25°C e máximas de 37°C, combinando calor e umidade típicos do período de transição para o verão. Chapada dos Guimarães sob alerta amarelo Na vizinha Chapada dos Guimarães (67 km de Cuiabá), o Inmet emitiu alerta amarelo de chuvas intensas para o início da semana. As temperaturas variam entre 19°C e 34°C, com previsão de pancadas isoladas e possibilidade de ventos fortes. Cáceres com calor intenso e trégua só na quinta Em Cáceres (225 km da capital), o tempo segue instável até quinta-feira (23), quando a chuva deve dar uma breve trégua. As máximas chegam a 39°C, com mínimas de 21°C, mantendo o ar abafado e úmido durante a semana. Rondonópolis terá chuvas mais fortes No Sul do Estado, Rondonópolis (215 km de Cuiabá) deve enfrentar chuvas mais intensas e frequentes, acompanhadas de variação de temperatura entre 20°C e 37°C. O volume de precipitação deve se concentrar entre terça e quinta-feira, com risco de trovoadas isoladas. Sinop: instabilidade e dois alertas ativos No Norte, Sinop (500 km da capital) segue com o tempo instável, muitas nuvens e pancadas de chuva isoladas. As temperaturas variam entre 21°C e 36°C.O município está sob dois alertas do Inmet para chuvas intensas, que permanecem válidos até terça-feira (21), com possibilidade de ventos fortes e descargas elétricas. 🗓️ Dica:Com a previsão de instabilidade e calor elevado, a orientação é evitar exposição prolongada ao sol nos horários mais quentes e redobrar os cuidados em áreas abertas durante as pancadas de chuva.
Pivetta descarta mudança de modal e garante conclusão do BRT até abril de 2026
Por Alex Rabelo – Jornalista e Analista Político | MT Urgente News O vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou nesta sexta-feira (17) que não há nenhuma possibilidade de o governo estadual alterar o modal do transporte coletivo da Região Metropolitana de Cuiabá, substituindo o BRT (Bus Rapid Transit) pelo BUD (bonde urbano sobre trilhos), como chegou a ser especulado nos últimos dias. Segundo Pivetta, o projeto do BRT está definido e seguirá sendo executado conforme o planejamento original, sem qualquer interrupção. Ele destacou que todas as intervenções estão sendo feitas de forma técnica e compatível com possíveis expansões futuras, mas garantiu que não há discussão sobre troca de modelo neste momento. “O que está definido é BRT. Tudo que está sendo feito está correto, inclusive para a possibilidade — não sei se vai ser ou não — de mudar ou inserir outro modal também”, explicou o vice-governador. Obras seguem e prazo de entrega está mantido Pivetta reforçou que não existe chance de o BRT não ser concluído, e que o governo trabalha com prazo de entrega entre março e abril de 2026. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a população de Cuiabá e Várzea Grande, que aguarda há mais de uma década por uma solução definitiva no transporte urbano. “Não existe possibilidade de não ser concluído. O povo cuiabano e várzea-grandense já sofreu muito com isso desde 2010, 2011. As obras vão ser terminadas até março, abril do ano que vem”, garantiu. Determinação do governador Mauro Mendes De acordo com Pivetta, a ordem para garantir a conclusão do BRT partiu diretamente do governador Mauro Mendes (União Brasil), que acompanha de perto o andamento das obras e os processos relacionados à compra dos veículos que irão operar no sistema. “Nós estamos estudando, já cotando os ônibus, conversando com quem precisa conversar. Foi uma determinação do governador”, completou. Com o anúncio, o governo do Estado reafirma o compromisso de entregar um sistema moderno, eficiente e dentro do prazo, encerrando um ciclo de atrasos e incertezas que se arrasta desde o projeto inicial do VLT.
Força Tática prende casal com porções de maconha e pasta base de cocaína em Várzea Grande
Policiais militares da Força Tática do 2º Comando Regional prenderam um homem, de 22 anos, e uma mulher, de 18 anos, por tráfico ilícito de drogas, na noite deste domingo (19.10), em Várzea Grande. Com o casal, foram apreendidas 76 porções de substâncias análogas à pasta base de cocaína e maconha. Durante patrulhamento pela Operação Refac (Rede Enfrentamento às Facções Criminosas), a equipe da Força Tática recebeu denúncias sobre um casal que estava fazendo a venda de entorpecentes, em um conjunto habitacional, no bairro Parque Sabiá. Diante das informações e características dos suspeitos, os militares se deslocaram ao endereço da denúncia e encontraram o casal, realizando abordagem imediata. Com a mulher, foram encontradas oito porções de pasta base. Já o homem foi flagrado tentando esconder uma sacola, contendo 30 porções da mesma droga. Na continuidade das buscas, a Força Tática entrou na residência do casal e localizou o restante dos entorpecentes, que estavam espalhados em potes pela casa. Ainda foram apreendidos quatro celulares, uma balança de precisão e a quantia de R$ 713,00 em dinheiro. Questionados sobre a procedência da droga e a denúncia de tráfico, os suspeitos permaneceram em silêncio. O casal foi conduzido para a Central de Flagrantes de Várzea Grande, com todo o material apreendido, para registro da ocorrência e demais providências que o caso requer.
Corrida Maluca 2026: quem acelera, quem derrapa e quem só aparece no retrovisor da política de Mato Grosso
Por Alex Rabelo – Jornalista e Analista Político | MT Urgente News Senhoras e senhores, liguem seus motores políticos — a Corrida Maluca rumo às eleições de 2026 começou em Mato Grosso!Nos boxes, os mecânicos são prefeitos, deputados e marqueteiros.Na pista, os motores já estão roncando — e o Palácio Paiaguás é o troféu mais cobiçado.Mas calma… ainda tem uma segunda pista, o Senado Federal, onde a disputa promete ser digna de foto de chegada. Vamos conhecer os pilotos, as escuderias e os rumos dessa corrida que promete fortes emoções até o último voto! 🏎️💨 Pivetta (Republicanos): o piloto da estabilidade Na pole position está o vice-governador Otaviano Pivetta, o homem que carrega o selo de confiança do governador Mauro Mendes (União Brasil).Com o motor da continuidade e o patrocínio oficial do Palácio Paiaguás, Pivetta tenta manter o carro na linha, sem se envolver em batidas políticas. Conhecido pelo estilo técnico e silencioso, ele não buzina — mas entrega resultado.Na estratégia de corrida, seu plano é claro: seguir o traçado do governo atual, sem sair da pista do equilíbrio fiscal e da gestão eficiente. Mas há um desafio no horizonte: convencer o eleitor de que o “carro da continuidade” ainda tem combustível para mais quatro anos. 🗣️ Comentário dos boxes: “Pivetta é aquele piloto que não fala muito, mas sempre termina a corrida entre os primeiros.” 🏎️💨 Wellington Fagundes (PL): o veterano tentando segurar o volante Wellington Fagundes chega acelerando no carro da direita bolsonarista.Com o ex-presidente Jair Bolsonaro e Valdemar Costa Neto no apoio, ele tenta colocar o PL no topo do pódio. Mas o caminho está cheio de óleo na pista. 🛢️O partido está rachado e muitos prefeitos já mudaram de escuderia — inclusive Abílio Brunini (Cuiabá), Cláudio Ferreira (Rondonópolis), Dorner (Sinop) e Flávia Moretti (Várzea Grande), que acenaram apoio ao carro de Pivetta. Mesmo assim, Wellington pisa fundo, confiante na força dos eleitores conservadores e na fidelidade dos fãs da direita.Ele aposta na experiência e no discurso raiz, mas precisa calibrar melhor o motor da unidade. e ainda aposta que com o apoio da nacional os candidatos que estao de mandato terao que apoialo por pedido da nacional aonde welligton confia no Valdermar costa nesto que deve punir quem nao caminhar seu candidato. 🗣️ Comentário dos boxes: “Tem motor potente, mas o time ainda briga entre si. Se alinhar o pit stop, pode surpreender.” 🏎️💨 Jayme Campos (União Brasil): o veterano que conhece cada curva e ainda tem gasolina pra queimar Jayme Campos é aquele piloto das antigas que já viu de tudo na pista.Com décadas de estrada e um currículo cheio de voltas vitoriosas, ele não perdeu o instinto — pelo contrário, parece estar apenas calibrando o motor para outra grande corrida. A rivalidade com Mauro Mendes vem de outras temporadas e, mesmo que hoje ambos usem o mesmo uniforme do União Brasil, o clima nos boxes é de disputa velada.Mauro, presidente estadual do partido, apoia pessoalmente o seu vice Otaviano Pivetta, mas o grupo interno do União ainda defende que o partido tenha um candidato próprio na majoritária — e o nome mais cotado para isso é justamente o de Jayme Campos. Veterano e estrategista, Jayme aposta na força do grupo, na fidelidade dos prefeitos e no histórico de entregas pelo Estado.Ele tem base consolidada, conhece cada atalho e sabe exatamente onde estão as zebras da pista.Enquanto isso, o PSD nacional, comandado por Gilberto Kassab, já fez um convite formal para que ele troque de equipe — um movimento que pode mudar completamente o rumo da corrida. 🗣️ Comentário dos boxes: “Jayme é o cacique que todo mundo respeita — corre no silêncio, mas quando liga o motor, o barulho se ouve no Estado inteiro.” O que chama atenção de muitos é justamente o silêncio de Jayme, que prefere observar e esperar a hora certa de acelerar.E quem conhece política sabe: quando ele acelera, é porque já mapeou todas as curvas do circuito. 🏎️💨 Slhessarenko (PSD): a médica que quer curar o caos político No carro rosa e verde, quem acelera é a médica Natasha Slhessarenko, que vem se apresentando como o nome da renovação técnica e moderada.Com discurso de empatia e gestão eficiente, Natasha quer provar que é possível governar sem gritar, sem brigar e sem tretar no trânsito político. O ministro Carlos Fávaro (PSD), um dos principais nomes do partido, é seu grande apoiador e também disputa espaço na pista do Senado.Nos bastidores, o PSD prepara um carro completo: uma chapa técnica, moderna e, quem sabe, com Natasha na frente. 🗣️ Comentário dos boxes: “Corre com elegância e estratégia. Pode não ter o motor mais barulhento, mas tem boa direção.” 🏎️💨 Max Russi (PSB): o piloto do diálogo e da entrega Eis o nome que vem surpreendendo no grid: Max Russi, o presidente da Assembleia Legislativa.Com estilo calmo, mas direção firme, Max tem feito uma corrida de resultados — entregando obras, ajudando prefeitos e fortalecendo alianças. Na última temporada, foi decisivo na vitória de dezenas de prefeitos e vereadores, ampliando sua rede de apoio.Nos bastidores, muitos já o veem como o piloto mais preparado para assumir o comando do Estado — aquele que une, sem vaidade, e acelera com propósito. 🗣️ Comentário dos boxes: “Max é o piloto que não joga sujeira na pista. Corre limpo, conversa com todo mundo e sempre chega no pódio.” Segunda pista: a corrida pelo Senado Se o Palácio Paiaguás é o grande troféu, o Senado Federal é o pódio dos gigantes.E a disputa promete ultrapassagens e curvas fechadas. 🔹 Mauro Mendes (União Brasil) O atual governador troca o cockpit do Executivo pelo carro do Senado.Com gestão bem avaliada e pista limpa, Mauro entra na disputa com o combustível da entrega — e quer continuar influente na política nacional. 🔸 Pedro Taques O ex-governador volta à corrida com o discurso de retomada e ética.Veterano e combativo, Taques quer provar que ainda sabe acelerar forte. 🔹 José Medeiros (PL) Com o selo bolsonarista, Medeiros corre com o motor
Terminal do CPA 3: obra de R$ 2,5 milhões parada há mais de um ano vira retrato do descaso em Cuiabá
Por Alex Rabelo – MT Urgente News Mais de um ano depois do fechamento total para reforma, o Terminal do CPA 3, um dos principais pontos de embarque e desembarque de Cuiabá, segue fechado, inacabado e sem previsão de conclusão.O local, que deveria ser entregue em 210 dias, está com obras paralisadas e estrutura degradada, transformando-se em um símbolo do abandono da gestão pública na capital. Fechado oficialmente em junho de 2024, o terminal deveria ter sido modernizado para atender melhor cerca de 40 mil passageiros por dia.A promessa incluía banheiros novos, climatização e acessibilidade, mas o que se vê hoje é o oposto: tapumes, entulho, improviso e frustração. Em janeiro de 2025, a obra chegou a 80% de conclusão, segundo a prefeitura. Desde então, nenhum avanço foi registrado.A equipe do MT Urgente News esteve no local e confirmou o cenário: dentro do terminal, o silêncio das máquinas e a poeira acumulada substituíram o barulho dos ônibus e o vai e vem da população. “A gente também é impactado, porque o povo fica revoltado — e com toda razão”, disse um motorista do transporte coletivo, que pediu para não ser identificado. Reforma simples, problema crônico O projeto inicial, orçado em R$ 1,5 milhão, foi apresentado ainda em 2022, com promessa de modernização rápida.Três anos e um novo contrato depois, o custo saltou para R$ 2,5 milhões — e a entrega nunca aconteceu. O terminal está cercado por tapumes, com apenas uma pequena “portinha” aberta para motoristas acessarem o banheiro.De fora, moradores veem a estrutura se deteriorar, sem explicações claras sobre prazos ou responsáveis. “Isso aqui é o menor dos problemas da cidade, mas mesmo assim não conseguem resolver”, afirma Moisaniel Batista, 60 anos, morador do CPA.“Pra prefeitura é uma obra pequena, mas pra gente significa conforto e dignidade.” Paradas improvisadas e insegurança Com o terminal interditado, os passageiros foram espalhados em oito pontos de parada improvisados ao redor da obra.Os abrigos são simples e não protegem contra o sol nem a chuva.Durante o dia, o calor é insuportável; à noite, a falta de iluminação cria um ambiente de medo e insegurança. “O sol bate de frente, o povo disputa um pedacinho de sombra”, reclama Euriene Lourdes, 29 anos, usuária do transporte coletivo.“À noite é ainda pior, porque fica escuro e perigoso.” A falta de acessibilidade também é constante:os pontos improvisados não têm rampas e dificultam o embarque de idosos e pessoas com deficiência.Uma comerciante próxima afirma já ter visto idosos quase caindo ao tentar subir no ônibus. Sem banheiro, sem água, sem estrutura Com o fechamento, a população perdeu serviços básicos que existiam dentro do terminal — como banheiros, bebedouros e lanchonetes.Ambulantes que trabalhavam no local também foram prejudicados, sem espaço regularizado para vender. “Prometeram que a gente voltaria logo, mas já faz mais de um ano.A verdade é que ninguém dá satisfação e a gente continua nesse improviso”, desabafa uma vendedora ambulante. A iluminação precária à noite agrava o sentimento de abandono.“Nos sentimos enganados, porque prometeram modernização e o que temos é descaso”, completou. Falta gestão, sobram promessas O caso do Terminal do CPA 3 é mais do que uma obra parada: é o retrato da falta de planejamento e continuidade administrativa em Cuiabá.Enquanto o tempo passa, milhares de usuários enfrentam calor, poeira, insegurança e improviso todos os dias. Uma reforma que deveria representar avanço e respeito com o cidadão, acabou virando símbolo da lentidão e da falta de prioridade da gestão municipal. “O problema não é só a demora. É a sensação de que ninguém se importa com quem depende do transporte público”, disse um morador. E enquanto a prefeitura não define uma data para entrega, o terminal segue fechado —um monumento ao esquecimento no coração da capital mato-grossense.
Polícia Civil deflagra operação contra cooperativas envolvidas com extração ilegal de minérios em MT
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta segunda-feira (20.10), a Operação Rastro de Érebo, para cumprimento de mandados judiciais em cooperativas que realizavam a extração ilegal de minérios em áreas de preservação permanente nos municípios de Peixoto de Azevedo e Matupá. A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), busca apurar e coibir crimes de danos ambientais em áreas estaduais, provocados por balseiros que realizavam a extração ilegal de minérios nos rios Peixoto e Peixotinho, entre as duas cidades. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão nas cooperativas, localizadas em Peixoto de Azevedo, que exploravam a atividade minerária sem licença ambiental emitida pelo órgão estadual competente, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). A decisão da Justiça da Comarca de Peixoto de Azevedo também determinou a eventual inutilização das balsas quando não for possível a remoção, estabeleceu o bloqueio das atividades das cooperativas, a interdição dos empreendimentos até que regularizem a situação junto aos órgãos ambientais competentes e a proibição de emitir notas fiscais e movimentar a exploração minerária ilegal causadora de dano ambiental, sob pena de multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento. O trabalho operacional, realizado pelas vias fluvial, aérea e terrestre, contou com a atuação integrada das forças de segurança pública e órgãos fiscalizadores ambientais, com o objetivo de conter o avanço dos danos contra o meio ambiente causados pela extração ilegal. Participaram da operação equipes da Dema, Coordenadoria de Recursos e Operações Especiais (Core), Delegacia Regional de Sinop, Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), Batalhão de Operações Especiais (Bope), Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Ao todo, 41 profissionais foram empregados na Operação Rastro de Érebo, entre policiais civis, militares, agentes de fiscalização estadual e federal e peritos oficiais, com apoio de 13 viaturas, um helicóptero e cinco embarcações. Investigação A Dema iniciou a investigação em junho deste ano, após receber denúncias acerca de um cenário preocupante de degradação ambiental provocado por atividades de mineração ilegal nas proximidades dos rios Peixoto e Peixotinho. Conforme apurado pela Polícia Civil, a extração clandestina vem causando uma série de impactos ambientais que comprometem não apenas o equilíbrio ecológico local, mas também a qualidade da água que abastece a população de Peixoto de Azevedo e Matupá. As investigações apontaram que as áreas de preservação permanente foram invadidas e degradadas por maquinários utilizados em garimpo, resultando em processos erosivos e no assoreamento dos cursos d’água. Os suspeitos são investigados pelos crimes de poluição, causar danos a florestas de preservação permanente e impedir ou dificultar a regeneração natural de florestas, previstos na Lei Ambiental nº 9.605/98. Dano Contra a Natureza O delegado Guilherme Pompeo, responsável pela investigação, explica que a principal consequência desse tipo de crime é a crescente poluição dos rios, cujas águas têm apresentado níveis elevados de sedimentos, produtos químicos e metais pesados. Essa contaminação coloca em risco o sistema de captação e tratamento de água municipal, podendo gerar sérios prejuízos à saúde pública, além de destruir e comprometer a fauna e a flora aquáticas. Além da poluição das águas, a extração ilegal também devastou extensas áreas de vegetação nativa, comprometendo habitats de espécies aquáticas e terrestres. “O uso de maquinário pesado agravou a erosão das margens, alterou o curso natural dos rios e intensificou o assoreamento. O resultado é um ambiente em desequilíbrio, no qual a fauna e a flora lutam para sobreviver diante da pressão crescente das atividades criminosas”, disse o delegado. De acordo com a delegada titular da Dema, Liliane Murata, essa investigação exige alto grau de especialização das equipes envolvidas, bem como demanda integração entre inteligência e ação operacional, desde o início das diligências até a sua execução final, pois envolve risco elevado e grande complexidade. “O principal objetivo é reduzir os danos ambientais, restabelecer a sensação de segurança e proteger a saúde da população e do meio ambiente, que, quando utilizado de forma sustentável, gera conforto e benefícios econômicos à sociedade. No entanto, quando explorado ilegalmente, causa prejuízos sociais, ambientais e econômicos a todos”, destacou a delegada Liliane Murata. Nome da Operação Érebo, na mitologia grega, é a personificação das trevas e da escuridão profunda, sendo um dos deuses que nasceu do Caos, associado às regiões escuras e ocultas da Terra, onde há ausência total de luz — simbolizando mistério, perigo e ocultação. O nome “Rastro de Érebo” significa uma investigação profunda em um ambiente hostil, misterioso e prejudicial, pois evoca a ideia de um rastro deixado pela escuridão e pelas sombras que permeiam o subsolo e lugares ocultos onde ocorre a lavra ilegal de forma clandestina.
Sinfra informa novas intervenções nas Avenidas do CPA e Prainha para recuperação de asfalto e obras de drenagem
As obras de implantação do Sistema BRT seguem avançando em Cuiabá com o início de novos serviços nas Avenidas Historiador Rubens de Mendonça (CPA) e Tenente-coronel Duarte (Prainha) a partir desta segunda-feira (20.10). A medida poderá provocar interdições parciais no trânsito, de forma pontual. Nesta semana, o Consórcio Integra BRT avança com serviços de terraplenagem e regularização do solo entre o Ganha Tempo da Praça Ipiranga e a Avenida Dom Bosco. Nesse trecho, haverá bloqueios parciais da pista para a movimentação de máquinas. Já o trecho entre a Avenida Dom Bosco e o ginásio do Colégio Salesiano São Gonçalo passará por serviços de implantação de drenagem e lançamento de pedras. Para esse serviço, será necessária a interdição parcial de uma faixa da pista. Na Avenida do CPA, as equipes iniciam a recuperação do asfalto entre o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA), na Avenida do CPA, e a Avenida Mato Grosso, com interdição parcial da pista. Já entre o Supermercado Comper e a loja Havan, será feita a travessia de tubulação de drenagem, com uma interdição na Rua B. Os serviços serão realizados pela concessionária Águas Cuiabá de forma intercalada, com interdição de apenas uma pista por vez. Para acompanhar os serviços em andamento para implantação das obras do BRT, clique aqui.
Operação Lei Seca prende oito condutores na avenida da FEB em Várzea Grande
Oito condutores foram presos em flagrante durante a Operação Lei Seca, realizada entre a noite de sexta-feira (17.10) e a madrugada deste sábado (18.10), na Avenida da FEB, no bairro Manga, em Várzea Grande. Do total de presos, sete estavam embriagados, um deles com agravante por desacatar os agentes de segurança pública e por estar em posse de droga. O oitavo detido entregou o próprio veículo a uma pessoa não habilitada. De acordo com o relatório da operação, 130 veículos foram abordados e 133 condutores fizeram o teste de alcoolemia. Também foram lavrados 88 autos de infração de trânsito, sendo 24 por conduzir veículo sem registro ou não licenciado, 18 por conduzir sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH), 15 por conduzir sob efeito de álcool, oito por recusa ao teste de alcoolemia e 23 por infrações diversas. A operação terminou com 39 veículos removidos, sendo 28 carros e 11 motocicletas. A Operação Lei Seca é realizada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), sob a coordenadoria do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), em conjunto com o Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPMTran), Delegacia Especializada em Delitos de Trânsito (Deletran), Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Corpo de Bombeiros (CBM), Polícia Penal, Sistema Socioeducativo. A Guarda Municipal de Várzea Grande e Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) de Cuiabá integram as equipes da Sesp quando as ações ocorrem em seus municípios.
“Mato Grosso entre o passado e o futuro: quem tem preparo e resultado para liderar o próximo ciclo?”
Por Alex Rabelo – MT Urgente News As eleições de 2026 ainda não estão no calendário das urnas, mas já fazem parte das conversas nos bastidores e corredores do poder.Em Mato Grosso, o clima é de pré-campanha disfarçada de gestão. Reuniões, viagens e declarações públicas revelam um xadrez político que começou muito antes do previsto. De um lado, Mauro Mendes (União Brasil) mantém o discurso de resultados e boa gestão.Do outro, Jayme Campos (União Brasil) segue ativo, mostrando que experiência e influência política ainda contam muito no jogo.E, como peça estratégica do tabuleiro, Otaviano Pivetta (Republicanos) desponta como nome técnico da base governista, articulado, mas ainda medindo forças com o cenário. Nos bastidores, porém, cresce o nome do presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB) — que, com um perfil de gestor equilibrado, vem conquistando a confiança de lideranças regionais e o respeito popular.Sua marca é o planejamento, o diálogo e a entrega de resultados, pontos que o colocam, cada vez mais, no radar das discussões sobre o futuro político de Mato Grosso. Mauro e Jayme: o duelo de gigantes A disputa entre Mauro Mendes e Jayme Campos não é oficial, mas todos sabem que a relação política entre os dois tem sido marcada por disputas silenciosas.Mauro defende o legado administrativo e quer manter o grupo no poder; Jayme, experiente e articulado, conhece o jogo e sabe o valor de quem constrói alianças duradouras. Ambos são fortes, mas representam estilos diferentes de governar:um é técnico e centralizador; o outro, político e agregador.Nos bastidores, o que se comenta é que essa diferença de perfis pode definir o rumo das alianças e dos apoios até as convenções de 2026. Pivetta: o técnico entre os políticos O vice-governador Otaviano Pivetta é visto como o nome natural da continuidade.Tem perfil técnico, experiência de gestão e trânsito entre setores produtivos e empresariais.Mas enfrenta o desafio de se conectar emocionalmente com o eleitorado, especialmente os mais conservadores, que ainda não o veem como uma figura política de massas. Pivetta é respeitado, mas precisa ser reconhecido — e, em política, isso faz toda a diferença. Max Russi: o nome que cresce com equilíbrio e resultado Enquanto os holofotes estão voltados para o Palácio Paiaguás e Brasília, Max Russi trabalha — e entrega.Na presidência da Assembleia Legislativa, consolidou uma gestão marcada por diálogo, respeito institucional e foco em resultados concretos para os municípios. Seu nome ganha força de forma orgânica, sem imposição nem barulho, apoiado por prefeitos, vereadores e lideranças que o veem como um político acessível, equilibrado e comprometido. “Max tem uma qualidade que anda rara na política: ele escuta antes de falar”, comenta um aliado. Entre os bastidores, há quem diga queMax Russi representa um novo perfil de liderança — o gestor que pensa o Estado de forma prática, sem brigas partidárias ou discursos vazios.Um nome que constrói pontes, enquanto outros ainda brigam por protagonismo. Wellington Fagundes: o desafio da direita O senador Wellington Fagundes (PL) é o nome declarado do partido do ex-presidente Jair Bolsonaro para disputar o governo de Mato Grosso.Mesmo com o apoio simbólico do bolsonarismo, Fagundes ainda enfrenta dificuldades para ampliar sua base e consolidar apoios estratégicos. Prefeitos e lideranças do próprio PL têm se mostrado divididos, e muitos deles já demonstraram afinidade com o grupo de Otaviano Pivetta, liderado por Abílio.A falta de uma estrutura coesa e de uma narrativa clara tem dificultado o avanço do senador, que busca se reposicionar em um cenário onde a direita também disputa protagonismo interno. Cuiabá: o espelho da política A capital vive um momento de desgaste político e administrativo.O prefeito Abílio Brunini (PL) enfrenta críticas de todos os lados: servidores insatisfeitos, vereadores em conflito e uma população que começa a cobrar as promessas de campanha. A frase dita em 2020 — “Cuiabá não falta dinheiro, falta gestão” — voltou a ecoar nas redes e nas conversas de esquina, mas agora em tom de ironia.A cidade arrecada mais, mas a sensação é de que a administração parou no discurso. E essa realidade tem servido de exemplo para o restante do Estado: o eleitor mato-grossense está mais atento ao resultado do que ao discurso, e isso deve pesar nas urnas. O eleitor em silêncio, mas atento Se há algo que 2024 e 2025 ensinaram à política de Mato Grosso, é que o eleitor cansou de espetáculo.Cansou de quem fala demais e faz de menos.Cansou de quem acredita que governar é gravar vídeos diários ou posar como influenciador. “Achou que era fácil.”“Achou que dava pra fazer tudo sozinho.”“Fala demais e entrega de menos.”“Virou um show de promessas e pouca gestão.” Essas são frases que têm se repetido nas conversas de barbearia, nas rodas de amigos e nos bastidores políticos.O povo observa — em silêncio —, mas com julgamento cada vez mais criterioso.A era da “fama digital” sem entrega real está chegando ao fim. A corrida por 2026 não é apenas sobre quem tem mais seguidores, alianças ou recursos.É sobre quem entrega, quem une e quem entende o que o povo realmente espera.Enquanto alguns gastam energia com disputas e discursos, outros trabalham — e é aí que o eleitor começa a enxergar a diferença. Porque, no fim, a política não é feita de likes, mas de resultados.E o eleitor mato-grossense, mais do que nunca, aprendeu a distinguir quem trabalha de quem só aparece. Por Alex Rabelo – Jornalista e Analista Político | MT Urgente News
Câmara aprova projeto que garante adicional de insalubridade a servidores da Saúde após articulação de Paula Calil
Presidente da Câmara liderou negociações e evitou agravamento da crise na saúde pública de Cuiabá, marcada por tensão, insegurança e ameaça de greve A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), teve papel decisivo na aprovação do Projeto de Lei Complementar nº 40929/2025, que regulamenta o pagamento do adicional de insalubridade aos profissionais da Saúde. A votação ocorreu na última quinta-feira (16), após semanas de tensão, impasse e até ameaças de paralisação da categoria. O projeto, de autoria do Executivo, é resultado de uma ampla articulação política liderada por Paula, que assumiu a linha de frente nas conversas entre servidores, vereadores, o prefeito Abílio Brunini (PL) e o Ministério Público do Estado (MP-MT), buscando destravar o diálogo e garantir uma solução viável. “Nosso compromisso sempre foi com o diálogo e com o respeito aos profissionais da Saúde. Reunimos todos os lados para chegar a um consenso e garantir segurança jurídica, estabilidade e sensibilidade com quem está na linha de frente”, afirmou a presidente. Crise e mediação política A discussão sobre o pagamento da insalubridade gerou grande preocupação entre os profissionais, que chegaram a cogitar paralisações diante da falta de clareza sobre os cálculos e valores. O impasse começou após a homologação do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) pelo MP-MT, em 2023, que exigia a revisão dos critérios de pagamento do adicional. Com o diálogo travado entre o Executivo e os sindicatos, Paula Calil assumiu o protagonismo das negociações, promovendo reuniões com as categorias, o Ministério Público e a Prefeitura. A principal reunião ocorreu em 10 de outubro, quando a presidente articulou uma carta conjunta pedindo a prorrogação do prazo para cumprimento do TAC. Dias depois, o procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca, e o prefeito Abílio Brunini firmaram o acordo para estender o prazo até dezembro de 2025, sem possibilidade de novas prorrogações. O que muda com o novo projeto Com a nova regulamentação, os repasses passam a ser realizados com base no salário-base dos servidores, levando em conta o tempo de serviço e o grau de exposição de cada função. A proposta também garante correções e compensações para evitar perdas salariais durante o período de adequação. Além de cumprir as recomendações do Ministério Público, a medida traz previsibilidade e tranquilidade financeira para centenas de profissionais que aguardavam uma definição há meses. Próximos passos: LTCAT e ajustes finais Outra frente de atuação da presidente é a condução das discussões sobre o Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho (LTCAT), documento que mede o grau de exposição dos servidores a agentes nocivos. Durante reunião no MP-MT, também na quinta-feira (16), ficou definido um novo prazo até janeiro de 2026 para conclusão e entrega do laudo. O objetivo é consolidar as informações técnicas necessárias para encerrar de forma definitiva o TAC firmado entre o órgão e o município. “A Câmara cumpriu seu papel de intermediar, ouvir e construir soluções. A insalubridade é um direito que precisa ser garantido com responsabilidade e diálogo. Seguiremos acompanhando cada etapa desse processo”, destacou Paula Calil. Entenda o caso 2023 – MP-MT homologa TAC que exige revisão no pagamento da insalubridade. Outubro de 2025 – Categoria ameaça greve; Paula assume a mediação. 10/10/2025 – Reunião no Legislativo resulta em pedido formal de prorrogação do TAC. 16/10/2025 – Câmara aprova o PLC 40929/2025 e o MP-MT estende o prazo até o fim do ano. Janeiro de 2026 – Prazo final para conclusão do LTCAT e revisão completa do benefício. A atuação firme e equilibrada da presidente Paula Calil foi fundamental para conter a crise e restabelecer o diálogo entre os poderes e os servidores. O avanço representa não apenas uma vitória administrativa, mas também um exemplo de liderança feminina, capacidade de negociação e compromisso com o serviço público.