O Governo de Mato Grosso está realizando obras de melhorias nas ruas do entorno do Hospital Central, em Cuiabá. O objetivo é facilitar o acesso à nova unidade hospitalar e também promover melhorias na mobilidade do Centro Político Administrativo. As obras executadas pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) incluem a implantação de uma nova rua, duplicação de alguns trechos, além de recuperação do asfalto de ruas já existentes. No total, o investimento chega a R$ 13,8 milhões. A nova rua que está sendo implantada vai ligar da lateral do prédio do Incra, até a rotatória na rua Desembargador Milton Figueiredo Ferreira Mendes, logo abaixo do Hospital Central. A nova rua já foi asfaltada e as obras seguem para outros serviços, como meios-fios, calçadas e depois sinalização e iluminação. Um dos trechos que será duplicado é a subida da Rua G (rua da Creche Maria Eunice) entre a Rua Desembargador Milton Figueiredo e a entrada do Hospital Central. Essa rua também já teve o seu asfaltado totalmente recuperado. Outro trecho que será duplicado compreende parte da Rua Desembargador Milton Figueiredo, em frente ao Fórum Cível e ao Ministério Público do Estado. Assim como a Rua Dr. Hélio Ponce de Arruda (Acesso ao Inpe), entre o Ministério Público e a Avenida do CPA. O secretário adjunto de Gestão e Planejamento Metropolitano da Sinfra-MT, Isaac Nascimento Filho, explica que o objetivo das obras é garantir uma mobilidade melhor nas ruas do entorno do novo hospital. “Essa é uma das grandes obras realizadas pelo Governo de Mato Grosso, mas o acesso para ele não era dos mais fáceis. Com essas melhorias implementadas pelo Estado, o cidadão que precisar utilizar o hospital vai poder chegar nele com mais tranquilidade”, afirmou. Hospital Central A estrutura do Hospital Central, localizada em Cuiabá, ficou abandonada por 34 anos. Em 2019, o Governo de Mato Grosso apresentou um novo projeto para o hospital, com a ampliação de 9 mil m² para 32 mil m² de área construída. As obras foram retomadas em 2020 e já estão 99% executadas. Com uma infraestrutura de ponta, o Hospital Central conta com 287 leitos e está sendo estruturado para realizar uma média de 32 mil consultas médicas, 80 mil exames e 6.500 cirurgias por ano. O Einstein Hospital Israelita será responsável pela gestão da unidade, que ofertará serviços gratuitos à população e funcionará 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Mato Grosso será o quarto estado do Brasil a ter um hospital público gerido pelo Einstein.
Mato Grosso finaliza colheita da 2ª safra de milho com recorde de produção
Mato Grosso encerrou a colheita da segunda safra de milho 2024/25 com um resultado recorde. O estado alcançou 55,1 milhões de toneladas, volume 12,9% superior ao registrado na safra anterior, de 2023/24. Os números são do 12º e último Levantamento da Safra de Grãos do ciclo 2024/25 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e reforçam o protagonismo mato-grossense na produção nacional e internacional do grão. A área plantada também cresceu. No ciclo 2024/25 foram 7,28 milhões de hectares, um aumento de 3,3% em relação à temporada passada. O bom desempenho da safra está relacionado às condições climáticas favoráveis ao longo do ciclo, especialmente pela boa distribuição das chuvas durante as fases de desenvolvimento das lavouras. A Conab, em seu último levantamento, ressaltou que o desempenho de Mato Grosso advém do equilíbrio entre fatores naturais e técnicas modernas de produção. “O resultado é fruto da combinação das condições climáticas favoráveis, associada às práticas agrícolas avançadas com o uso de sementes de alta qualidade e manejo eficiente no uso de fertilizantes e contenção de pragas. Tal conjuntura culminou no recorde de produtividade e produção, beneficiando não apenas produtores locais como também o abastecimento nacional e global.” A produção mato-grossense corresponde a 49% de todo o milho de segunda safra colhido no Brasil. Em relação a produção total do grão, o estado contribui com cerca de 4% da oferta global, fortalecendo a posição do Brasil como o terceiro maior produtor mundial. De acordo com a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia, Linacis Silva Vogel Lisboa destacou que os resultados refletem a solidez da cadeia produtiva do milho em Mato Grosso. “Alcançar 55,1 milhões de toneladas demonstra o alto nível tecnológico e de gestão adotado pelos produtores, o que se traduz em ganhos de produtividade e competitividade. Esse desempenho fortalece o setor logístico, amplia as exportações e garante maior circulação de divisas, consolidando Mato Grosso como um dos principais motores da economia nacional e um player relevante no mercado global de grãos”, afirmou. Fonte: SECOM-MT
Ruim com Jaime Campos no grupo, pior sem ele: os dilemas do União Brasil em Mato Grosso
Senador enfrenta isolamento dentro do grupo governista, enquanto nomes como Mauro Mendes, Janaina Riva e Carlos Fávaro ganham força para o Senado. Disputa interna pode fragilizar a base do União Brasil. O cenário político de Mato Grosso para as eleições de 2026 tem como um dos principais pontos de tensão o futuro do senador Jaime Campos (União Brasil). Nome histórico da política estadual, com passagens pelo Governo do Estado, Prefeitura de Várzea Grande e pelo Senado, Jaime hoje enfrenta um paradoxo: sua experiência o credencia a disputar qualquer cargo majoritário, mas dentro do grupo do governador Mauro Mendes parece cada vez mais isolado. De aliado estratégico a figura secundária Em 2018, Jaime foi peça-chave para a vitória da atual composição do União Brasil, quando uniu forças com Mauro Mendes e Carlos Fávaro. À época, vestiu a camisa, pediu votos e ajudou a consolidar o bloco que comanda o Estado até hoje. De lá para cá, entretanto, o trio se distanciou. Mendes se consolidou como principal liderança, Fávaro ganhou projeção nacional ao assumir o Ministério da Agricultura no governo Lula, e Jaime passou a ter menos espaço nas grandes decisões do grupo. Hoje, quando naturalmente poderia ser cogitado como candidato à sucessão de Mendes ou à reeleição no Senado, encontra resistências dentro do próprio partido. O Senado e o risco da divisão de votos As eleições de 2026 terão duas vagas ao Senado. Analistas avaliam que uma delas deve ser ocupada por Janaina Riva (MDB), que vem crescendo nas pesquisas e conquistando espaço político. A outra vaga tende a ser disputada entre Carlos Fávaro, que deve consolidar o eleitorado da esquerda com cerca de 25% dos votos, e nomes da direita e centro-direita. Nesse campo, aparecem Mauro Mendes, José Medeiros, Pedro Taques, Antônio Galvan e o próprio Jaime Campos. O impasse é claro: se Jaime disputar ao Senado, pode dividir votos no campo governista e fragilizar a estratégia do União Brasil. Isso abriria espaço para a esquerda manter uma cadeira e para outra ser conquistada por um nome alternativo da direita, deixando até mesmo Mendes de fora. A alternativa do Governo Outra possibilidade seria Jaime lançar candidatura ao Governo do Estado, o que colocaria em xeque o projeto de Otaviano Pivetta, atual vice-governador e nome escolhido por Mendes como sucessor natural. Nesse cenário, a base governista entraria rachada na disputa pelo Palácio Paiaguás, aumentando as chances da oposição ou de outras forças políticas capitalizarem os votos de um eleitorado dividido. O dilema do grupo A equação é conhecida nos bastidores: “ruim com Jaime no grupo, pior sem ele”. Se o União Brasil não oferecer espaço, corre o risco de vê-lo concorrer por fora, atrapalhando os planos de Mendes e Pivetta. Se tentar acomodá-lo, terá que redesenhar toda a estrutura da majoritária, enfrentando resistências internas. Com uma carreira marcada pela experiência e pelo peso político, Jaime Campos ainda é considerado um fator decisivo no tabuleiro eleitoral de 2026. O desafio para o União Brasil será encontrar um caminho que evite que as divisões internas acabem fortalecendo adversários e comprometendo o projeto de continuidade no Estado. A disputa de 2026 não será apenas entre partidos e candidatos, mas também dentro do próprio grupo que governa Mato Grosso. Jaime Campos pode ser tanto o trunfo quanto o problema para o União Brasil. O rumo da sua decisão – se ao Senado, ao Governo ou se ficará de fora – terá impacto direto no equilíbrio de forças do próximo pleito.
Polícia Civil registra aumento de 27% no número de atendimento às vítimas de violência em Cuiabá 16 de Setembro de 2025 às 17:36
O aumento em 27% no número de atendimento prestado a mulheres vítimas de violência doméstica foi o principal dado estatístico registrado pela Polícia Civil, durante o lançamento do “Anuário de Violência Doméstica e Crimes Sexuais – 2024”. De 2.061 casos registrados em 2023, subiu para 6.223, no ano de 2024. O documento tem como base de dados o Relatório Estatístico e Análise dos Atendimentos na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) e do Plantão da Violência Doméstica e Crimes Sexuais – 24h (PLVD). Para a delegada titular da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM), Judá Maali, esse aumento representa a melhoria do atendimento prestado pelos profissionais, que passaram por inúmeras capacitações. “O acolhimento pode representar o primeiro passo para o rompimento do ciclo da violência”, disse delegada Judá Marcondes. Conforme o Anuário, os meses de maio e outubro foram os que mais houve demanda. Segundo a delegada, essa procura representa a autoconsciência da vítima. “A gente acredita que, a partir do momento que a mulher se autoavalia, ela cria uma maior consciência sobre o que contexto que ela está inserida”, considerou a delegada, associando os indicativos com as datas em que são celebradas Dia das Mães (maio) e Outubro Rosa. Além disso, o levantamento indicou que a segunda-feira é o dia da semana em que há maior procura pelas unidades policiais voltadas à política de segurança à mulher. Perfil da vítima Conforme levantamento do Anuário, dos 6.223 casos registrados no ano de 2024, 62% das vítimas possuem nível de escolaridade médio e superior (3.858). Além disso, os dados retrataram que 55% das vítimas eram pretas/pardas (3.423), 55% tinham entre 30 a 49 anos (3.423), e 58% tinha como renda de uma a três salários mínimos (3.611). Perfil do Suspeito De acordo com o Anuário, dos 6.223 casos registrados no ano de 2024, 36% dos suspeitos possuem nível de escolaridade médio e superior (2.240). Além disso, os dados retrataram que 33% dos suspeitos eram pretas/pardas (2.054), 63% tinham entre 18 a 49 anos (3.919), e que têm profissões diversificadas. Lançamento A divulgação do Anuário ocorreu nesta terça-feira (16.9), na sede da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM), em Cuiabá. O evento contou com a presença da Coordenadora de Enfrentamento da Violência Contra a Mulher, Mariell Antonini, e do delegado do Plantão de Violência Doméstica de Cuiabá, Richard Damaceno. Fonte: SECOM
Câmara aprova PEC que amplia foro privilegiado e gera críticas de retrocesso democrático
Proposta permite que deputados e presidentes de partidos só sejam investigados com aval do Congresso e amplia blindagem para a esfera cível. Texto segue para o Senado. A Câmara dos Deputados aprovou, nesta semana, uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que amplia o foro privilegiado de parlamentares e presidentes de partidos políticos. A medida, considerada por especialistas como um retrocesso democrático, cria novas blindagens jurídicas e muda a forma como parlamentares poderão ser investigados e processados. Como votaram os deputados de Mato Grosso Em Mato Grosso, a proposta recebeu apoio integral da bancada bolsonarista – Coronel Fernanda (PL), José Medeiros (PL), Nelson Barbudo (PL) e Rodrigo da Zaeli (PL). Também votaram favoravelmente Gisela Simona e Coronel Assis, ambos do União Brasil. Apenas os deputados do MDB, Emanuelzinho e Juarez Costa, votaram contra. Agora, o texto segue para apreciação no Senado Federal. O que muda com a PEC Foro ampliado para esfera cível: parlamentares só poderão ser processados mediante autorização do Congresso. Prisão em flagrante: em caso de qualquer crime, será o Legislativo – e não mais a Justiça – que decidirá se o parlamentar permanecerá preso. Blindagem inédita: presidentes de partidos também passam a ter foro privilegiado, algo que nunca havia sido previsto na legislação brasileira. Quem se beneficia Além de deputados e senadores, a proposta estende a proteção a presidentes nacionais de partidos, garantindo a eles a mesma blindagem jurídica dos parlamentares. Apoio político A PEC foi articulada principalmente pelo Centrão, bloco formado por partidos de direita e centro como PL, União Brasil, PP, MDB e PSDB. Especialistas apontam que a aprovação reduz a transparência e a responsabilização da classe política, ao transferir para o próprio Congresso a decisão sobre investigações e prisões de seus membros.
Max Russi: “Chega de atraso, precisamos concluir o BRT”
Presidente da Assembleia Legislativa afirma que a população não aguenta mais esperar e exige celeridade na entrega das obras de mobilidade em Cuiabá e Várzea Grande O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB), defendeu nesta terça-feira (16) a conclusão imediata do BRT (Bus Rapid Transit) e criticou a tentativa de reabrir o debate sobre a troca do modal de transporte coletivo na Capital. Segundo o parlamentar, a prioridade é finalizar a obra, que já se arrasta há mais de dez anos, em vez de prolongar ainda mais a espera da população. “Não vou discutir modal, eu quero que conclua a obra logo. Nós precisamos concluir o BRT, avançar, a empresa entregar. Voltar a discutir outro modal agora pode atrasar mais dez anos. A população não aguenta mais”, afirmou. Celeridade e cobrança às empresas Russi reforçou que continuará cobrando agilidade do governo estadual e das empresas responsáveis pela execução. Ele defendeu medidas mais duras contra atrasos e descumprimentos de prazos. “Chega de enrolação, chega de demora. Temos que ser enérgicos. Se a empresa não cumpre prazo, tem que multar, trocar, fazer o que for necessário. O TCE é parceiro, a Assembleia também, todos estão apoiando para concluir essa obra”, destacou. Expectativa de entrega O presidente da Assembleia disse ainda esperar que o sistema esteja em funcionamento antes do fim de sua gestão à frente da Casa de Leis. “Tenho mais de um ano e meio de presidência. Espero que antes disso o BRT esteja rodando em Cuiabá”, concluiu.
Racha no PL: disputa entre Mauro x Medeiros e MDB expõe impasse na direita em Mato Grosso
O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, admitiu a existência de um “problema político” em Mato Grosso na definição da chapa ao Senado para as eleições de 2026. O impasse surge porque o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) já declarou apoio ao governador Mauro Mendes (União Brasil) e ao deputado federal José Medeiros (PL), criando resistência entre lideranças locais e abrindo espaço para uma pressão maior do MDB. O dilema do PL em Mato Grosso A preferência de Bolsonaro fortalece a dobradinha Mauro-Medeiros, mas o senador Wellington Fagundes (PL) articula sua candidatura ao governo e pressiona para que a deputada estadual Janaina Riva (MDB) tenha espaço na chapa majoritária. Segundo Valdemar, pesquisas internas feitas pelo PL apontam Janaina em posição de destaque na corrida pelo Senado, fator que fortalece o grupo de Wellington e aumenta a discussão sobre uma possível aliança com o MDB. “Em Mato Grosso, Wellington Fagundes deve ser candidato. Mas nós temos um problemaço para resolver com os senadores. O Bolsonaro já escolheu os dois: Mauro e José Medeiros. E nós temos um problema com o pessoal do MDB… A nora do Wellington Fagundes está muito bem nas pesquisas para o Senado”, declarou Valdemar em entrevista à Jovem Pan. Resistências e riscos Apesar da força dos números, a composição com o MDB encontra resistência no próprio PL, especialmente entre os que defendem consolidar a chapa Mauro-Medeiros como símbolo da unidade bolsonarista no Estado. O cenário expõe não apenas a dificuldade de montagem da chapa, mas também a disputa por hegemonia dentro do PL e da base de direita em Mato Grosso. O que está em jogo Divisão interna no PL entre Mauro x Medeiros e o grupo de Wellington. MDB fortalecido, com Janaina Riva bem posicionada nas pesquisas. Sucessão estadual em aberto, com chance de remodelar alianças. Bolsonaro como peça-chave, impondo preferência que pode não se alinhar com interesses regionais.
Criança de 3 anos morre em acidente entre motocicleta e caminhonete em Confresa
Uma criança de apenas 3 anos morreu em um grave acidente de trânsito envolvendo uma motocicleta e uma caminhonete S10, na tarde desta segunda-feira (15), no município de Confresa (1.160 km de Cuiabá). A vítima estava na garupa da mãe, que ficou ferida. Segundo a Polícia Civil, o acidente foi registrado por volta das 15h35 no bairro Colina Park. O condutor da caminhonete relatou que seguia pela avenida principal e, ao tentar acessar uma rua à esquerda, acabou invadindo a preferencial, atingindo a motocicleta. Com o impacto, mãe e filho foram arremessados ao solo. Os dois receberam atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foram encaminhados ao hospital. No entanto, a criança não resistiu aos ferimentos e teve a morte confirmada às 18h33. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de necropsia. A Polícia Civil investiga as circunstâncias do acidente e tomará as medidas cabíveis.
Polícia Civil do RJ deflagra maior operação contra tráfico de animais silvestres no Brasil
A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta terça-feira (16), a Operação São Francisco, considerada pela instituição como a maior ação da história do Brasil contra o tráfico de animais silvestres. Cerca de 1 mil agentes participaram da ofensiva para cumprir 45 mandados de prisão preventiva e 275 de busca e apreensão em diferentes regiões do Rio, além de operações simultâneas em São Paulo e Minas Gerais. Até a última atualização, 17 pessoas haviam sido presas e dezenas de animais resgatados. Na capital, a operação teve confrontos: na Mangueira, Zona Norte, policiais foram recebidos a tiros. Um dos núcleos investigados seria especializado na captura e comercialização de primatas, retirados de forma cruel de áreas de proteção ambiental, como a Floresta da Tijuca e o Horto. Estrutura do esquema criminoso Após meses de investigação, a polícia identificou uma rede altamente organizada, com diferentes funções: Caçadores (mateiros): responsáveis pela captura em larga escala de animais. Atravessadores: encarregados do transporte até centros urbanos. Falsificadores: que produziam documentos e selos falsos para “legalizar” a origem dos bichos. Núcleo de armas: fornecia armamento e munições para proteger a atividade criminosa. Consumidores finais: pessoas que alimentavam o mercado clandestino, adquirindo animais silvestres de forma ilegal. As investigações ainda revelaram conexão entre o tráfico de animais e o tráfico de drogas, com feiras clandestinas em locais como Pavuna e Duque de Caxias sendo usadas como pontos de venda. Dimensão do crime ambiental De acordo com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente, apenas um dos investigados teria comercializado mais de 45 mil animais silvestres. “É o corredor da morte dos nossos animais. A crueldade é enorme”, afirmou o secretário Bernardo Rossi. Os animais eram capturados, dopados e transportados em condições precárias, resultando em sofrimento e muitas vezes na morte antes de chegarem ao destino final. Resgate e reabilitação Na Cidade da Polícia, no Rio, foi montada uma base para receber os animais resgatados. Eles estão sendo atendidos por veterinários voluntários e avaliados por peritos criminais. Posteriormente, serão encaminhados para centros de triagem de fauna, com o objetivo de reintroduzi-los na natureza. Coordenação da Operação A Operação São Francisco é coordenada pela Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) e conta com apoio de diversas instituições: Ministério Público do RJ (Gaema/MPRJ); Instituto Estadual do Ambiente (Inea); Polícia Federal; Polícia Rodoviária Federal (PRF); Ibama.
Polícia Civil deflagra Operação Primatus contra facção criminosa em Aripuanã
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta terça-feira (16) a Operação Primatus, com o objetivo de desarticular um grupo ligado a uma facção criminosa que atuava em Aripuanã, no norte do estado. O grupo é investigado por comandar um esquema de tráfico de drogas e também por praticar extorsões contra garimpeiros e compradores de ouro da região. Foram expedidas 62 ordens judiciais, entre elas: 26 mandados de prisão; 26 de busca e apreensão; 4 bloqueios de valores (até R$ 1 milhão); 4 sequestros de veículos; 2 suspensões de atividades econômicas de empresas locais. A maior parte dos mandados foi cumprida em Aripuanã, enquanto quatro prisões ocorreram em penitenciárias de Cuiabá. Estrutura criminosa As investigações, que duraram dois meses, identificaram um robusto esquema organizacional. O grupo possuía divisões internas de atuação: Liderança e disciplina: responsáveis por julgamentos internos e aplicação de castigos (“salves”); Tráfico de drogas: encarregados da distribuição e até do “controle de qualidade” dos entorpecentes; Extorsões e cobranças: voltadas a comerciantes, compradores de ouro e garimpeiros; Assistencialismo criminoso: distribuição de cestas básicas para famílias carentes, usadas como forma de cooptar apoio popular. Segundo a Polícia Civil, a maior parte dos investigados já possui antecedentes criminais. Extorsão no garimpo Outro foco da investigação revelou que integrantes do grupo cobravam até 2% sobre a comercialização do ouro e na venda de áreas de exploração mineral em Aripuanã. Além disso, atuavam como cobradores de dívidas particulares, ficando com parte do valor recuperado. Bens e empresas atingidos Quatro veículos foram sequestrados: Uma RAM 3500; Uma Toyota Hilux; Um Chevrolet Camaro; Uma Dodge Ram. Além disso, duas empresas tiveram as atividades suspensas: uma do ramo de terraplanagem e outra de comércio de alimentos, ambas sediadas em Aripuanã. Operação integrada A ação mobilizou cerca de 80 policiais civis, com apoio da GCCO, DRACO, Delegacia de Aripuanã, Core, Ciopaer e regionais de Alta Floresta, Guarantã do Norte, Juína, Sinop e Tangará da Serra.