O que parecia ser uma parceria sólida firmada nas urnas virou uma crise política declarada em apenas três meses de mandato. A relação entre a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), e o vice-prefeito Tião da Zaeli (PL) chegou ao limite e o rompimento definitivo já é dado como certo dentro do próprio partido. O presidente estadual do PL, Ananias Filho, confirmou o racha e admitiu que “não há mais como evitar” o distanciamento entre os dois. A declaração vem após um conflito interno que quase terminou em agressão física na sede da prefeitura. Segundo relatos de bastidores, durante uma discussão acalorada, a prefeita teria partido para cima do vice e só não houve contato físico graças à intervenção do esposo de Flávia, que conseguiu contê-la. Silêncio ordenado e tentativa de conter danos Logo após o episódio, o PL iniciou uma verdadeira operação de contenção de danos. Ananias ordenou que tanto a prefeita quanto o vice evitem declarações à imprensa. A prioridade do partido agora é blindar a gestão e evitar que os acordos de campanha cobrados por Zaeli se tornem públicos — o que pode gerar desdobramentos políticos e até jurídicos. Na sexta-feira (21), a reportagem tentou contato com Flávia Moretti na sede da prefeitura, mas foi informada que ela não falaria com a imprensa. A gestora permaneceu em reuniões com vereadores e familiares durante toda a tarde. Origens da crise: nomeações sem consulta e cobrança por espaços A crise teve início logo após o resultado das eleições, durante a montagem da equipe de governo. Flávia Moretti decidiu escolher os secretários sem consultar o vice-prefeito, rompendo o acordo político feito ainda na campanha. O ponto final da convivência política foi a demissão de indicados de Zaeli, que reagiu com um ultimato: ou Flávia abre espaço para suas nomeações nos próximos 90 dias, ou ele rompe formalmente com a gestão. Além disso, Zaeli detém apoio da maioria dos vereadores, o que deixa a prefeita em posição vulnerável. PL tenta evitar que crise afete a governabilidade O presidente do PL, Ananias Filho, afirmou que está tentando mediar uma solução para que o embate entre os dois gestores não afete a população e nem a imagem do partido. “Na minha opinião, o acordo que os dois fizeram na campanha precisa ser cumprido. Mas é preciso lembrar que quem governa é a prefeita. Se não há mais convivência entre os dois, que se estabeleça um pacto institucional. Essa briga não pode prejudicar a cidade”, declarou. Prefeita se isola, Zaeli articula Nos bastidores, aliados relatam que Flávia Moretti teme uma articulação política na Câmara para um processo de cassação, já que o vice conta com maioria entre os vereadores. O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, que apoiou Flávia na campanha, também teria conversado com ela nos últimos dias para tentar conter a crise. A situação levanta uma série de dúvidas:➡️ Como um projeto político vitorioso nas urnas se desmancha em tão pouco tempo?➡️ Quais acordos foram firmados e hoje são ignorados?➡️ E o que ainda pode vir à tona sobre os bastidores dessa disputa interna? O que era união virou desconfiança A eleição de 2024 marcou um momento de renovação em Várzea Grande, com promessas de trabalho conjunto e estabilidade política. Porém, três meses depois da posse, os planos em comum parecem ter ruído, e agora o cenário é de tensão, silêncio forçado e articulações nos bastidores. A única certeza, por enquanto, é que a crise está longe de terminar — e seus efeitos podem comprometer não apenas a governabilidade local, mas também o desempenho do PL nas eleições de 2026.
Operações Lei Seca resultam na prisão de 16 condutores embriagados na madrugada deste domingo (23)
Em duas operações da Lei Seca, realizadas na madrugada deste domingo (23.3), em Cuiabá, 16 condutores foram presos por embriaguez ao volante. As ações ocorreram em dois pontos diferentes da avenida Miguel Sutil, nos bairros Jardim Cuiabá e Coophamil. No bairro Jardim Cuiabá, as abordagens ocorreram em frente ao Shopping Estação e resultaram em seis prisões por embriaguez, além de 38 autos de infração de trânsito confeccionados. Ainda foram realizados 80 testes de alcoolemia, fiscalizados 78 veículos e removidos 16 deles, sendo 10 carros e seis motos. Já no bairro Coophamil, a operação resultou em 10 prisões por embriaguez, das quais dois condutores ainda receberam agravante por não possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Neste ponto, foram realizados 38 testes de alcoolemia, confeccionados 33 autos de infração, fiscalizados 37 veículos e removidos 17 deles, sendo 14 carros e três motos. A Operação Lei Seca é realizada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), sob a coordenadoria do Gabinete de Gestão Integrada (GGI). Nas ações, são empregadas equipes do Batalhão de Trânsito (BPMTran) da Polícia Militar, da Delegacia Especializada em Delitos de Trânsito (Deletran) da Polícia Judiciária Civil, do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), do Corpo de Bombeiros (CBM), da Polícia Penal e do Sistema Socioeducativo.
“Ninguém tem o direito de tomar terra de ninguém”, dispara Janaina Riva sobre pedido de Mauro Mendes ao STF
A deputada estadual Janaina Riva (MDB) se posicionou com firmeza contra o pedido do governador Mauro Mendes (União Brasil) ao Supremo Tribunal Federal (STF), que visa autorizar a expropriação, sem indenização, de propriedades rurais flagradas com desmatamento ilegal ou queimadas criminosas. Em vídeo publicado nas redes sociais, a parlamentar criticou duramente a proposta e afirmou que “ninguém, absolutamente ninguém, tem o direito de tomar a terra dos outros”, mesmo que haja infrações ambientais. Segundo ela, a decisão deveria ser debatida de forma democrática e não tomada de forma unilateral. 🗣️ “Sou contra qualquer decisão que tome a terra dos outros. Isso precisa ser discutido no Congresso Nacional. Não é uma pauta que pode ser decidida por uma única pessoa, por mais autoridade que tenha. É preciso envolver o setor e fazer um debate amplo.” ❗ Petição polêmica no STF O documento protocolado pelo governo de Mato Grosso solicita ao STF que se reconheça a possibilidade constitucional de expropriação — sem pagamento de indenização — de propriedades onde houver desmatamento ilegal, com destino a projetos de interesse coletivo, como reforma agrária, habitação popular ou unidades de conservação ambiental. Segundo a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), a medida se justifica pela ineficiência das sanções atuais, como multas não pagas e embargos ignorados. O texto argumenta que a impunidade tem favorecido a continuidade dos crimes ambientais no meio rural. Janaina relembra outros embates com Mendes Além de criticar o pedido ao STF, Janaina Riva aproveitou o momento para lembrar episódios anteriores em que, segundo ela, o governador demonstrou dificuldade em aceitar opiniões contrárias. 🗣️ “O governador Mauro Mendes costuma chamar as leis brasileiras de ‘frouxas’, mas ao mesmo tempo, toma decisões radicais sem ouvir ninguém. Já chamou o deputado Max Russi de oportunista por defender o aumento do RGA, chamou o deputado Botelho de mentiroso na campanha, e recentemente utilizou toda a máquina para atacar desembargadores que estariam envolvidos em venda de sentenças”, afirmou. 🚨 Alerta sobre risco para pequenos produtores A deputada também demonstrou preocupação com o impacto da proposta nos pequenos e médios produtores, que podem ser penalizados injustamente. Ela citou como exemplo a demora do Estado na regularização de áreas através do Cadastro Ambiental Rural (CAR), onde muitos produtores esperam há anos por uma resposta. 🗣️ “O Estado é lento em regularizar as terras e agora quer punir quem está tentando se adequar. Isso é injusto. O foco deve ser o diálogo, a fiscalização eficiente e não medidas arbitrárias que colocam famílias em risco”, defendeu. ⚖️ STF ainda não decidiu A proposta segue em análise no Supremo Tribunal Federal e ainda não há data para julgamento. O pedido reacendeu o debate sobre os limites do poder do Executivo estadual e a necessidade de que temas como este passem por instâncias legislativas e democráticas. Enquanto isso, o embate entre Janaina Riva e Mauro Mendes mostra que a discussão sobre meio ambiente, direitos de propriedade e governança ainda promete esquentar os bastidores da política mato-grossense. 📍 Acompanhe o MT Urgente para mais atualizações sobre o caso.📰 Redação MT Urgente | Política | Cuiabá – MT Veja o Video: View this post on Instagram
Quem será o escolhido de Mauro Mendes? Bastidores apontam aceno a Bolsonaro, elogios a Caiado e até conversas sobre ser vice-presidente!
O tabuleiro político de 2026 segue indefinido, mas os movimentos silenciosos e estratégicos do governador Mauro Mendes (União Brasil) estão chamando atenção — e levantando a principal pergunta do momento: quem ele vai apoiar para presidente da República? Embora Mendes tenha feito elogios públicos ao governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), reconhecendo sua trajetória política e “capacidade de postular” o cargo mais alto da nação, nos bastidores a história pode ser bem diferente. Caiado é o nome? Talvez. Mas não é o único na mesa… Durante entrevista, Mauro foi cauteloso ao ser questionado sobre o apoio ao colega de partido: “Caiado é um nome importante, um político de longa data. Tem legitimidade e capacidade… Mas 2026 ainda está muito distante”, desconversou. Mauro também afirmou que sua prioridade no momento é “fazer gestão”, evitando confirmar presença no evento de lançamento da pré-candidatura de Caiado, marcado para 4 de abril de 2025, em Salvador. Mas e o aceno a Bolsonaro? Isso ninguém ignorou… Menos de uma semana atrás, Mendes apareceu lado a lado com Jair Bolsonaro e a primeira-dama de MT, Virginia Mendes, no ato do dia 16 de março, em Copacabana, no Rio de Janeiro. Nas redes, escreveu: “Estamos no RJ junto do presidente @jairmessiasbolsonaro no ato em favor da anistia. É preciso contestar decisões totalmente desproporcionais, enquanto os verdadeiros criminosos são beneficiados com a frouxidão das leis.” A imagem ao lado do ex-presidente foi lida como um gesto claro à base bolsonarista, o mesmo grupo político que poderá apoiá-lo em uma possível candidatura ao Senado Federal em 2026. E nos bastidores… rola até conversinha de vice! Fontes próximas ao governador não descartam que Mendes esteja trabalhando discretamente uma articulação para compor uma chapa nacional – possivelmente como vice-presidente em uma candidatura de centro-direita ou direita. ➡️ Caiado presidente e Mauro Mendes vice? ➡️ Ou Mendes vice em uma chapa bolsonarista caso Bolsonaro desista e lance um nome novo? São especulações fortes que circulam em Brasília — e que ganharam fôlego após sua participação no ato de Copacabana. Senado ou Brasília? Uma coisa é certa: Mauro Mendes tem apetite político e força eleitoral para mirar longe. E a vaga no Senado, que até então parecia seu destino natural, pode ser apenas o plano B — ou um trampolim para voos maiores. Enquanto isso, a ala bolsonarista observa de perto. O União Brasil está rachado entre apoiadores de Lula, defensores de Bolsonaro e nomes independentes como Caiado e Mendes. Tudo pode mudar. E rápido. O cenário político brasileiro é extremamente dinâmico, e como o próprio Mendes disse: “Eu prefiro deixar esse cenário de 26 para o ano de 26.” Mas até lá, alianças, rompimentos, composições e surpresas certamente vão agitar o jogo — e o nome de Mauro Mendes segue no centro das articulações. Fique ligado. O MT Urgente segue de olho em cada movimento do xadrez político! 2026 já começou. Só que nos bastidores.
“É difícil para o homem ouvir uma mulher”, dispara prefeita Flávia Moretti em discurso firme na Câmara de Várzea Grande
Durante evento em homenagem ao Mês da Mulher na Câmara de Vereadores de Várzea Grande, a prefeita Flávia Moretti (PL) quebrou o silêncio e falou abertamente sobre o clima hostil que enfrenta dentro da política, especialmente com figuras do próprio grupo. Emocionada, mas firme, Flávia declarou que vem sofrendo violência política desde a campanha eleitoral e apontou que a resistência vem, principalmente, por ser mulher em um cargo de liderança. 💬 “A violência política vai existir. Eu já sinto desde quando era candidata. É difícil para o homem ouvir uma mulher. É difícil para o homem entender que a mulher também é sábia, que a mulher sabe e que a mulher é capaz”, desabafou Moretti, olhando para o plenário. A declaração acontece em meio ao embate público com o vice-prefeito Tião da Zaeli (PL), que estaria, segundo bastidores, insatisfeito por ter sido deixado de lado após o fim da campanha eleitoral. Zaeli teria cobrado mais espaço na administração e o cumprimento de acordos firmados no período eleitoral. 🔥 Clima tenso nos bastidores O episódio agrava os rumores de racha interno na gestão municipal. Apesar da tensão, a prefeita não recuou e mandou um recado direto às vereadoras da Casa, reforçando que seguirá com postura firme. 💬 “O que a senhora precisar, eu estou à disposição. Não apenas como prefeita, mas como mulher e cidadã, apoiando sua caminhada aqui na Câmara, que eu sei que é tão árdua quanto a minha na Prefeitura”, destacou. 🗣️ Recado dado! A fala da prefeita repercutiu entre os parlamentares e o público presente no evento, sendo interpretada como um posicionamento claro contra qualquer tentativa de desestabilização política ou pessoal. Enquanto isso, a população de Várzea Grande segue acompanhando os desdobramentos dessa disputa entre os dois principais nomes do Executivo municipal. 👀 Será que a relação entre prefeita e vice ainda tem volta? Ou o clima azedou de vez nos bastidores do Alencastro várzea-grandense? A qualquer momento, mais atualizações aqui no MT Urgente.
Operação apreende 24 motos, drogas e prende 4 foragidos em Cuiabá
A Polícia Militar em parceria com as Secretarias Municipais de Ordem Pública, Secretaria Municipal de Segurança Pública e Secretaria de Mobilidade Urbana deflagraram na sexta-feira (21) a segunda fase da Operação Raio de Ordem. Desta vez, a ação destinada a conter a circulação de motocicletas com escapamento adulterado e outras de fiscalização de trânsito ocorreu no bairro Pedra 90. A segunda fase da Operação Raio de Ordem mobilizou fiscais da Ordem Pública, agentes de trânsito da Semob (Secretaria de Mobilidade Urbana), policiais militares da equipe Raio e do Batalhão de Trânsito, e, ainda, PMs do 24ª Batalhão e da atividade delegada da Secretaria Municipal de Segurança Publica. Dez motoqueiros foram autuados por poluição sonora e deverão, cada um, pagar multa de R$ 896,98 por infração grave. Cada um dos motociclistas ainda perderá cinco pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação). Outras 14 motos foram apreendidas por motivos variáveis: falta de documentação, inexistência de placa de identificação, falta de retrovisor, pneus carecas e não ter habilitação emitida pelo Detran (Departamento Estadual de Trânsito). Todas as motocicletas foram retidas e removidas ao pátio da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob). Um carro foi apreendido após ser verificado que o proprietário, por 10 anos, não pagava IPVA (Imposto Sobre Propriedade de Veículos Automotores) e permaneceu, todo este período, sem licenciamento. Durante a abordagem, foram cumpridos quatro mandados de prisão de foragidos da Justiça. Um motorista alcoolizado foi encaminhado à Central de Flagrantes. Ainda houve a apreensão de 2 kg de maconha e 1 kg de pasta base. Trajeto A equipe Raio da Polícia Militar identificou motos irregulares ao percorrer as quatro etapas do bairro Pedra 90. Após flagrados, os motociclistas com escapamentos irregulares foram encaminhados a sede do 24ª Batalhão da Polícia Militar. Lá, fiscais da Ordem Pública procederam com a medição dos sons emitidos pelos escapamentos, se verificando, a partir daí, índices elevados e incompatíveis com as normas de bem-estar social. A lei municipal 3819/99 prevê multa de R$ 448,54 para até 10 decibéis. Pela mesma lei, nos intervalos de 10 decibéis a 40 decibéis, a multa é de R$ 896,98 (infração grave). Já para emissões acima de 40 decibéis, a penalidade é considerada gravíssima, com multa no valor de R$ 2.690,95. Fiscalização intensa A secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, destacou que a Operação Raio de Ordem não tem a intenção de prejudicar trabalhadores que dependem de motocicletas para seu emprego diário, mas, punir os infratores que perturbam a ordem pública com ruído excessivo. “É uma ação que reafirma o compromisso da administração local em promover mais qualidade de vida à população e oferecer um trânsito mais seguro”, pontuou. A secretária municipal de Segurança Pública, Francyanne Lacerda, reforçou que as operações serão constantes. “É um compromisso da atual gestão oferecer paz social, combater a criminalidade e a violência”. A secretaria Regivania Alves destacou a importância de preservarmos a segurança no trânsito”. O comandante da equipe Raio da Polícia Militar, TC PM Wesmensandro Rodrigues, reformou que está comprometido em auxiliar a Prefeitura de Cuiabá nas políticas de segurança pública e do trânsito. “A PM vai contribuir com ações para garantir o sossego e o cumprimento das leis que protegem da perturbação”. O comandante do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar, TC PM Fábio Ricas, ressaltou a importância da atuação conjunta com a secretária de Ordem Pública. “Este trabalho em harmonia tem a missão de garantir o cumprimento das leis”. A comandante do 24ª Batalhão da Polícia Militar, TC PM Athayses de Oliveira Assunção Perez, destacou a importância da segunda fase da Operação Raio de Ordem. “O trânsito funciona em regime de cooperação. Nesta operação, removemos veículos em situações irregulares, combatendo ações delituosas de trânsito”.
Ronaldo revela desejo de comprar Corinthians: “Arrumo o dinheiro”
Ex-gestor da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Cruzeiro, Ronaldo Nazário revelou ter o desejo de investir no Corinthians. O empresário concedeu entrevista nesta sexta-feira (21) ao ‘Charla Podcast’ e disse que, se o Timão passar pelo processo de SAF, ele irá se candidatar como um possível comprador das ações. “O dia em que o Corinthians decidir fazer a SAF, serei um comprador. Arrumo dinheiro no mercado. Vou adorar envolver o torcedor. Temos um potencial enorme para trabalhar esse marketing. Resolve a dívida do estádio e aí é só olhar pra frente com orçamento grande. O Corinthians já fatura bem. Se organizar, vai faturar mais ainda”, disse Ronaldo. “O sistema não deixa ninguém entrar”, desabafa Ronaldo sobre CBF O Fenômeno dirigiu o Cruzeiro de dezembro de 2021 a abril de 2024. A gestão do empresário teve sucesso em conquistar o título da Série B do Campeonato Brasileiro de 2022. Posteriormente, ele conviveu com a pressão da torcida e decidiu vender a SAF para Pedro Lourenço, investidor e torcedor do clube. Compra e venda do Cruzeiro Em dezembro de 2021, Ronaldo Fenômeno surpreendeu o Brasil com o anúncio de que havia comprado as ações da SAF do Cruzeiro. Mesmo com uma dívida bilionária a ser quitada, o empresário sempre expôs a certeza de que poderia colocar o clube de volta à elite brasileira. “Eu só via potencial. o Cruzeiro é muito grande, uma torcida incrível, uma cidade incrível. Vou recuperar esse clube. Vai ser uma forma de retribuir tudo o que fizeram por mim no início da carreira. Montei uma equipe do caralh*. Fomos lá e arrebentamos. O Pedrinho é um cara fantástico, que me ajudou desde o início” “Pedrinho merece todo o carinho e respeito do mundo. O Cruzeiro está em boas mãos. Um cara potente, que podia investir mais do que eu podia. Eu tenho essa humildade de chegar e falar: ‘Até aqui, eu cheguei. A partir daqui, o Cruzeiro precisa de alguém mais potente’. Chegou minha hora. Passei a bola para ele”, finalizou. Foi assim que, em 29 de abril de 2024, Pedrinho adquiriu 90% das ações da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Cruzeiro. Em um primeiro momento, Lourenço precisou fazer um aporte milionário para concluir a operação. A quantia restante será paga ao longo de dez anos junto ao Fenômeno. Pedro Leite da Itatiaia
Os 8 famosos brasileiros que juntos acumulam fortuna superior a R$ 12 bi
Oito celebridades brasileiras acumulam, juntas, patrimônio superior a R$ 12 bilhões. As estimativas levam em consideração os salários dessas personalidades em suas respectivas áreas de atuação, lucros com contratos publicitários, além de empreendimentos próprios. De Neymar, que acumulou fortuna com futebol, a nomes consagrados da TV, a exemplo de Faustão e Xuxa, e nomes da música como Anitta, essas celebridades são sinônimos de sucesso e muito dinheiro. O atacante acumulou uma fortuna desde que estreou no futebol profissional. Neymar, que já esteve entre os melhores jogadores do mundo e foi estrela da seleção brasileira, tem um patrimônio estimado em R$ 6,5 bilhões, segundo levantamento do site Torcedores.com. Atualmente de volta ao Santos, Neymar teve uma carreira positiva pela Europa. Ele teve uma passagem bem-sucedida pelo Barcelona (Espanha), depois foi para o Paris Saint-Germain (França) e em seguida para o Al-Hilal (Arábia Saudita) — este é um time do sudeste asiático. Neymar também é bastante requisitado para publicidades. O atleta, que soma mais de 229 milhões de seguidores no Instagram, é garoto-propaganda de grandes marcas. Xuxa A apresentadora tem fortuna estimada pela revista norte-americana Wealthy Gorilla entre R$ 1 e R$ 1,3 bilhão. A rainha dos baixinhos, que já foi o maior salário da TV brasileira quando era contratada da Globo, acumulou patrimônio em décadas de trabalho na TV, na música, na moda e como empresária. Em mais de 40 anos de televisão, Xuxa se tornou uma estrela do mais alto escalão no Brasil. Ela também fez fortuna com a venda de discos e produtos com seu nome, além de ser uma empresária de sucesso. Faustão tem fortuna avaliada em cerca de R$ 1,1 bilhão. O apresentador fez sucesso nos domingos da Globo e se tornou um dos nomes mais concorridos no mercado publicitário. Na época de Globo, Faustão era um dos nomes mais bem pagos da TV brasileira. Além disso, ele também faturava pelas ações publicitárias no Domingão. O apresentador, entretanto, leva uma vida discreta ao lado da família em uma mansão no Morumbi, área nobre de São Paulo, e não gosta de ostentar. João Silva, filho de Fausto, já disse que a fortuna do pai não é dele, mas sim do apresentador. “Eu falo muito isso: dinheiro que é do meu pai, não é o meu. Então não [tenho] muita coisa. Quero construir meu patrimônio. luciano Huck possui patrimônio estimado em R$ 1 bilhão. O apresentador, dono de um salário milionário na Globo, é também bastante requisitado pelo mercado publicitário. Huck atua como empresário. Ele gerencia negócios e sociedades com empresas autossustentáveis e do mercado de investimentos. Milton Neves- O apresentador esportivo também tem patrimônio avaliado em R$ 1 bilhão. Neves, que leva uma vida discreta, sem grandes ostentações, possui uma grande variedade de investimentos em setores que vão de terras e produção de alimentos a imóveis de luxo. Annita- A cantora fez fortuna desde que se lançou no mercado fonográfico brasileiro na década passada. De acordo com a revista Forbes, o patrimônio de Anitta é superior a R$ 550 milhões. Fortuna de Anitta é proveniente dos shows e singles, mas não apenas. Com sua alta popularidade, ela é bastante requisitada para ações publicitárias, além de investir em produtos próprios, como uma marca de perfumes íntimos. Ratinho- Apresentador do SBT, Ratinho soma uma fortuna avaliada em R$ 530 milhões. Patrimônio do comunicador, no entanto, é decorrente de sua veia empresarial. Ratinho é um dos principais empresários de comunicação do país. Ele detém mais de 70 emissoras de rádio espalhadas por todo o país, além de seis emissoras de televisão. Os números foram revelados pelo próprio apresentador no podcast Boa Noite, Brasil. Além disso, Ratinho também é dono de um hotel, que ele afirma ser sua principal fonte de renda. Ainda, o famoso tem negócios no ramo do agro e possui nove fazendas. Guedes também leva uma vida discreta, mas sua fortuna é de aproximadamente R$ 500 milhões. O próprio apresentador disse em entrevista ao jornalista Leo Dias que esse valor é verdade e é referente ao que vale sua marca. Edu Guedes contou que o faturamento bruto mensal de seus negócios é de cerca de R$ 140 milhões. “Tive que avaliar minha marca. Entre licenciamento e tudo isso, a marca gira bastante, tem um faturamento bruto, entre diversos produtos, maior que R$ 130 milhões, R$ 140 milhões por mês”, explicou. Fonte: SPLASH-UOL
Mato Grosso pede ao STF autorização para expropriar terras com desmatamento ilegal
O Governo de Mato Grosso ingressou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando que a Corte reconheça a possibilidade de aplicar o artigo 243 da Constituição Federal para permitir a expropriação de terras onde houver desmatamento ilegal ou queimadas criminosas. O pedido, assinado pelo governador Mauro Mendes no último dia 13 de março, argumenta que as penalidades hoje previstas para crimes ambientais — como multas, embargos e autuações — não têm sido suficientes para conter a devastação, especialmente no meio rural. 📜 O que diz o artigo 243 da Constituição? O artigo 243 já permite a expropriação sem indenização de propriedades onde forem comprovadas atividades como cultura de plantas psicotrópicas ou exploração de trabalho análogo à escravidão. A proposta de Mato Grosso é ampliar a interpretação da norma para que ela também valha em casos de destruição intencional de vegetação nativa, o que configuraria uma ofensa grave a direitos fundamentais previstos na Constituição, como: 🔹 Direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado🔹 Direito à saúde🔹 Direito à vida ⚖️ “Não é razoável punir plantações ilegais de cannabis com expropriação, mas deixar impune quem desmata milhares de hectares” No documento enviado ao STF, o governo de Mato Grosso afirma que a devastação ambiental em larga escala deve ser equiparada a outras condutas gravíssimas, como tráfico de drogas e trabalho escravo. “Seria absurdo imaginar que a Constituição admita confisco de propriedade para quem planta alguns hectares de cannabis, mas vedaria tal sanção a quem devasta milhares de hectares de floresta nativa em franca ilegalidade”, diz um trecho da petição. 🚨 Crimes ambientais seguem impunes no campo, diz governo O Executivo estadual argumenta que, apesar dos esforços de fiscalização, persiste uma cultura de impunidade no meio rural. Segundo o documento, muitas vezes: 🔸 As multas aplicadas não são pagas🔸 Os embargos não são respeitados🔸 A recuperação ambiental não acontece Além disso, os lucros obtidos com atividades agropecuárias ilegais superam os riscos de punição, tornando o crime ambiental economicamente vantajoso. 📉 Expropriação seria a única forma de desestimular a prática Segundo o governo, a expropriação — sem direito a indenização — é a medida mais eficaz para romper o ciclo da impunidade, tirando do infrator o principal ativo utilizado para o crime: a própria terra. “Expropriar a terra do infrator se revela medida adequada e necessária para desestruturar economicamente o crime ambiental”, afirma a petição. Além disso, o documento reforça que o STF não estaria criando uma nova regra, mas interpretando o artigo 243 à luz do contexto atual, sintonizado com uma tendência mundial de endurecimento das leis contra crimes ambientais. 📌 O que Mato Grosso quer, na prática? O pedido do Estado é para que o STF, com base no artigo 102, §2º da Constituição, reconheça oficialmente que propriedades onde ocorrer desmatamento ilegal de vegetação nativa possam ser expropriadas e destinadas à reforma agrária ou programas habitacionais, sem indenização ao proprietário — exatamente como já ocorre nos casos previstos atualmente no artigo 243. 🌍 Um passo inédito na legislação ambiental brasileira Se o STF acatar o pedido, será a primeira vez que a expropriação de terras por crime ambiental será reconhecida com base constitucional no Brasil — um marco na legislação ambiental e agrária do país. A proposta do governo mato-grossense abre um precedente nacional e pode alterar o cenário jurídico das punições por desmatamento, especialmente na região amazônica e em biomas sob pressão. Ação foi proposta em formato de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), instrumento usado quando se busca interpretação constitucional em temas sensíveis e de repercussão nacional. #️⃣ E agora? A decisão está nas mãos do Supremo. Resta saber se a corte seguirá o texto literal da lei — ou abrirá caminho para punir com mais rigor os crimes ambientais que há anos desafiam a justiça brasileira.
Projeto que reduz a distância para uso de agrotóxicos em MT avançado e especialista alerta: “pode ser um tiro no pé”
Aprovado em segunda votação pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o Projeto de Lei n° 1833/2023 — de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL) — agora segue para sanção do governador Mauro Mendes (União Brasil). A proposta, que trata da redução das distâncias mínimas para aplicação de defensivos agrícolas no estado, gerou preocupação entre ambientalistas e especialistas do setor jurídico. Em entrevista ao MT Urgente , a advogada e consultora jurídica Edilene Amaral, do Observa-MT, que acompanha pautas ambientais na ALMT, avalia que o projeto pode ter efeitos contrários ao que se propõe. “É um tiro no pé. Atrapalha a produção, porque você tira as barreiras naturais. Pode provocar desequilíbrios ambientais, extinção de espécies como abelhas e aumento dos gastos públicos com saúde. Sem contar o risco de sanções internacionais”, pontua. Tramitação acelerada e polêmica A proposta, que estava parada desde 2023, ganhou velocidade nas últimas semanas e foi aprovada em segunda votação na quarta-feira (19). Três substituitivos foram apresentados e rejeitados pelos parlamentares. Para Edilene, o momento pré-eleitoral favorece a promoção de projetos controversos, sem o devido debate técnico. “Do dia para a noite o projeto andou. Isso acontece muito na Assembleia. Não há espaço para participação social em temas tão relevantes”, criticou. Mesmo com a realização de uma audiência pública convocada pelo deputado Lúdio Cabral (PT), um especialista considerou que o ritmo de debate foi insuficiente. “Foi uma audiência bastante polarizada. O regime de urgência limitou o tempo para ouvir todos os lados”, explicou. Pontos do projeto O texto do PL estabelece novas distâncias mínimas para aplicação de defensivos , de acordo com a porta da propriedade: Pequenas propriedades : sem exigência de distância mínima; Propriedades médias : mínimo de 25 metros; Grandes propriedades : mínimo de 90 metros de áreas como cidades, vilas, bairros, mananciais, nascentes, moradias isoladas e criação de animais. A justificativa do autor é que pequenos produtores estariam perdendo áreas produtivas por conta das regras atuais de aplicação de defensivos — termo que substitui a nomenclatura “agrotóxicos” no projeto. Possível inconstitucionalidade e riscos internacionais Além dos riscos ambientais, Edilene alerta para uma possível inconstitucionalidade da proposta , que pode excluir em competências exclusivas da União. “A Assembleia tem leis aprovadas que invadem competências federais. Isso pode ser questionado pelo Ministério Público ou por partidos, por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI)”, explicou. Ela também destaca que a medida pode prejudicar as exportações de Mato Grosso. “Sem delimitação clara da aplicação, há risco de contaminação de produtos como carne bovina, suína, aves… E o mercado internacional está cada vez mais exigente com normas ambientais. Podemos sofrer prejuízos severos”, afirma. A decisão agora está com Mauro Mendes Com o projeto aprovado em plenário, o texto segue agora para sanção do governador Mauro Mendes, que terá a responsabilidade de analisar o impacto ambiental, econômico e político da nova lei. “O governo precisa pensar no prejuízo que isso pode causar à saúde pública, aos mananciais, às tradições tradicionais e, principalmente, à imagem do estado no cenário internacional”, concluiu Edilene. Caso não haja veto por parte do Executivo, espera-se que os órgãos legitimados acionem a Justiça para barrar a medida. “Esperamos que o governo cumpra os acordos internacionais e respeite a Constituição. Se isso não acontecer, que o Ministério Público ou partidos entrem com a ação de inconstitucionalidade”, finalizou.