O cultivo do gergelim vem se firmando como uma alternativa cada vez mais relevante para os produtores rurais de Mato Grosso, impulsionado principalmente pela abertura de mercados internacionais, boa adaptação às condições climáticas e pela possibilidade de diversificar a produção agrícola. A oleaginosa tem ocupado espaço estratégico como segunda safra, especialmente em áreas onde outras culturas enfrentam maiores riscos. Os números confirmam o avanço da cultura no Estado. Entre as safras 2023/2024 e 2024/2025, a produção saltou de 246,1 mil toneladas para 288,9 mil toneladas, crescimento de 17,3%. Além da expansão do volume colhido, houve ganho expressivo de produtividade, que passou de 579 quilos por hectare para 720 quilos por hectare no mesmo período, reflexo direto da evolução no manejo agrícola e da incorporação de novas tecnologias no campo. De acordo com o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, o desempenho do gergelim está diretamente ligado às oportunidades geradas no mercado externo. Ele destaca que a abertura do mercado chinês ao produto brasileiro foi um marco importante. “Somente em Mato Grosso, mais de 20 empresas já foram credenciadas, o que estimulou investimentos em pesquisa e no aprimoramento genético das sementes”, ressaltou. Projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam que a área cultivada com gergelim em Mato Grosso pode chegar a cerca de 400 mil hectares na safra 2025/2026, dentro de um total estimado de 22,3 milhões de hectares destinados à produção de grãos no Estado. A expectativa é de manutenção do crescimento tanto da área plantada quanto da produção, que deve girar em torno de 288 mil toneladas. A expansão da cultura está fortemente associada à substituição do milho em regiões onde o período seco se antecipa, como no Araguaia. Nessas localidades, o gergelim tem se mostrado uma alternativa mais segura, desde que respeitada a janela adequada de plantio. “Em áreas com menor regularidade de chuvas, o gergelim se torna uma opção viável ao milho, principalmente quando bem planejado dentro do calendário agrícola”, explicou o secretário. Atualmente, a produtividade média do gergelim em Mato Grosso gira em torno de 700 quilos por hectare, podendo alcançar até mil quilos em condições ideais. Para atingir esses patamares, produtores têm realizado ajustes no manejo e investido na adaptação de equipamentos. Segundo César Miranda, uma das vantagens da cultura é a possibilidade de utilizar a mesma colheitadeira da soja, com pequenas adaptações, o que reduz custos e facilita a adoção. O plantio do gergelim ocorre, em geral, entre o fim de fevereiro e o início de março, logo após a colheita da soja, com ciclo produtivo aproximado de 120 dias. Hoje, cerca de 99% da produção estadual é destinada à exportação, reforçando o caráter internacional do mercado do gergelim mato-grossense. As exigências externas também influenciam a escolha das variedades cultivadas. No Estado, predomina a variedade K3, utilizada principalmente para extração de óleo. Já o mercado asiático, especialmente a China, demanda a variedade doce K2, que possui maior valor agregado. “O consumo de óleo de gergelim na China é significativamente superior ao de óleo de soja, o que amplia o potencial de demanda pelo produto brasileiro”, pontuou o secretário. O fortalecimento do gergelim faz parte de uma estratégia mais ampla de diversificação da produção agrícola e agregação de valor no Estado. Segundo César Miranda, o governo trabalha tanto na abertura de novos mercados quanto no estímulo à industrialização local, com iniciativas como a Zona de Processamento de Exportação (ZPE), que cria condições atrativas para novos investimentos. O assunto foi abordado pelo secretário de Desenvolvimento Econômico em entrevista ao programa Força do Agro, da Revista Oeste, exibido nesta terça-feira (3).
Abertura do Ano Legislativo já rende avanço histórico para a Polícia Militar
A primeira sessão plenária do ano, realizada na tarde desta quarta-feira (4), logo após a abertura oficial dos trabalhos do Legislativo estadual, foi marcada por intensa movimentação e votações relevantes na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Em uma sequência de três sessões plenárias realizadas no mesmo dia, os deputados estaduais aprovaram matérias importantes, com destaque para a promoção excepcional de subtenentes da Polícia Militar por atos de bravura. Em duas votações, foi aprovado o Projeto de Lei Complementar nº 2/2026, de autoria do Poder Executivo, que autoriza a movimentação funcional de subtenentes da Polícia Militar, com elevação ao posto de segundo-tenente do Quadro Complementar de Oficiais, quando comprovados atos de bravura praticados em operações de risco extremo. A proposta estabelece critérios claros para a concessão da promoção, incluindo a limitação de até cinco militares por ano, condicionada à existência de vagas, além do tempo mínimo de 15 anos de efetivo serviço na corporação e regularidade disciplinar. Segundo o presidente da ALMT, deputado estadual Max Russi (PSB), a aprovação representa um avanço aguardado há anos pela categoria. “É uma correção histórica que precisava ser feita, para que os subtenentes também pudessem galgar promoções dentro da sua carreira por atos de bravura. A gente já tinha feito o projeto, houve o veto, agora o governador manda a mensagem cumprindo o compromisso. E hoje nós já concluímos as duas votações”, afirmou. Na mesma sessão, os parlamentares também aprovaram o Projeto de Lei nº 36/2026, que inclui oficialmente esse tipo de promoção na legislação que trata da ascensão na hierarquia militar do Estado, consolidando o reconhecimento institucional aos policiais que se destacam em situações extremas de risco. Durante os trabalhos, ainda houve tentativa de avançar com outro projeto considerado prioritário. O Projeto de Lei nº 37/2026, que propõe a prorrogação da vigência da Lei nº 12.809 até o fim deste ano, chegou a ser aprovado em primeira votação. A legislação trata dos critérios para repasse de recursos do governo estadual aos municípios, permitindo que cidades com até 50 mil habitantes continuem recebendo transferências e firmando convênios mesmo sem plena situação de adimplência. No entanto, não houve consenso para a segunda votação. “Nós votamos em primeira. Não houve o entendimento para a segunda votação. Então, vai ficar para a quarta-feira da próxima semana a gente fazer a votação desse projeto”, explicou Russi. O presidente da Assembleia também comentou a decisão de antecipar para esta segunda-feira a sessão que inicialmente ocorreria na quarta-feira (4). De acordo com ele, a medida atendeu ao desejo da maioria dos parlamentares. “Cerca de 90% dos deputados gostariam que fosse feita a sessão no dia de hoje. Achei a ideia interessante porque nós temos a semana toda para os debates dentro da Assembleia, mas sem a necessidade de sessão”, destacou. Com isso, a próxima sessão plenária da ALMT está prevista para a quarta-feira da próxima semana, dia 11, dando continuidade aos trabalhos legislativos de 2026, que já começaram com decisões de forte impacto institucional e social.
Conhecimento e prevenção: o papel da informação no enfrentamento de doenças graves
O calendário da saúde nos convida, neste mês, a uma reflexão profunda e necessária. Fevereiro é o mês em que vestimos as cores roxo e laranja para iluminar causas que, muitas vezes, permanecem nas sombras do desconhecimento e do diagnóstico tardio. Como presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), entendo que nosso papel vai além de legislar e fiscalizar. Precisamos ser portadores de conscientização, garantindo que a informação de qualidade chegue a cada cidadão mato-grossense, do Araguaia ao Pantanal. A cor roxa abraça três condições crônicas que exigem resiliência: o Lúpus, a Fibromialgia e o Alzheimer. O Lúpus é uma doença autoimune que afeta principalmente mulheres em idade reprodutiva, atingindo articulações, pele, rins e outros órgãos vitais. A Fibromialgia provoca dor crônica generalizada, afetando o sono, o humor e a capacidade de trabalho, carregando ainda o peso do preconceito. Já o Alzheimer é uma jornada desafiadora para toda a família, afetando mais de 1,2 milhão de brasileiros com perda progressiva da memória e autonomia. O lema do Fevereiro Roxo é claro: “Se não houver cura, que haja conforto”. E esse conforto passa por políticas públicas que assegurem acesso a especialistas, medicamentos e tratamentos adequados no SUS. A cor laranja alerta sobre a Leucemia, um dos cânceres que mais acomete crianças e jovens, afetando os glóbulos brancos responsáveis pela defesa do organismo. Sintomas como palidez, sangramentos, febre persistente e cansaço extremo merecem atenção imediata. Faço um apelo especial à solidariedade mato-grossense: a doação de medula óssea. Um simples cadastro no REDOME pode representar a única chance de cura para alguém. É um gesto que não custa nada, mas vale uma vida inteira. Na Assembleia Legislativa, temos trabalhado para que Mato Grosso avance na oferta de exames e tratamentos especializados. Apresentei o Projeto de Lei nº 1148/2025, que aprimora o Programa Estadual de Assistência Paliativa, alinhando-o à Política Nacional do Ministério da Saúde. Esta iniciativa dialoga com o Fevereiro Roxo: cuidar com dignidade de quem enfrenta doenças crônicas como Alzheimer, lúpus e fibromialgia. O projeto reconhece diversidades culturais e religiosas, estabelece diretrizes desde a identificação precoce até o apoio ao luto, garantindo que ninguém enfrente sozinho os momentos mais delicados. Apoiar campanhas como esta reafirma nosso compromisso com o SUS e a humanização do atendimento. Cuidar de quem já não pode ser curado é um dos maiores gestos de humanidade que podemos oferecer. Neste Fevereiro Roxo e Laranja, vamos espalhar informação e solidariedade. O conhecimento é o melhor remédio, a prevenção é nosso melhor investimento, e a empatia é o que nos torna verdadeiramente humanos.
Gefron intercepta táxis bolivianos e apreende 65 kg de drogas na fronteira com a Bolívia
O Grupo Especial de Fronteira (Gefron) apreendeu, nesta terça-feira (3), cerca de 65 quilos de entorpecentes e prendeu quatro cidadãos bolivianos durante uma operação no Posto do Limão, em Cáceres, a 217 quilômetros de Cuiabá. A ação causou um prejuízo estimado em R$ 1,1 milhão às facções criminosas. A apreensão ocorreu após a abordagem de dois táxis de origem boliviana que trafegavam pela BR-070, no sentido Cáceres. Entre os detidos por suspeita de tráfico de drogas, duas são mulheres. Em um dos veículos, os policiais localizaram 49 tabletes de pasta base de cocaína, escondidos em um compartimento adaptado entre o capô e o para-brisa, totalizando 50 quilos da droga. Já no segundo automóvel, foram encontrados nove tabletes de pasta base de cocaína e dez tabletes de maconha, somando 15 quilos de entorpecentes. Os suspeitos, as drogas apreendidas e os veículos utilizados no transporte foram encaminhados à Polícia Federal de Cáceres, onde permanecem à disposição da Justiça.
TCU passa a acompanhar caso após atuação firme de Wellington Fagundes contra politização do Carnaval
A atuação do senador Wellington Fagundes (PL-MT) no Senado Federal resultou em uma resposta direta dos órgãos de controle. Após articulação liderada pelo parlamentar, com apoio do senador Marcos Pontes (PL-SP), vice-líder do Bloco Vanguarda, o Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu acompanhar e recomendou a apuração de uma denúncia envolvendo possível uso indevido de recursos públicos no Carnaval do Rio de Janeiro de 2026. A movimentação no Senado teve início após o anúncio do enredo da escola de samba Acadêmicos de Niterói, intitulado “Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil”. O tema gerou forte reação no meio político ao levantar questionamentos sobre propaganda eleitoral antecipada em favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente pelo fato de o Carnaval receber recursos públicos de diferentes esferas. Diante do cenário, Wellington Fagundes levou o tema ao Senado e articulou junto aos órgãos competentes a necessidade de fiscalização. Como resultado, o TCU recomendou a apuração formal da denúncia, que aponta a possível destinação de cerca de R$ 1 milhão em recursos públicos para o projeto carnavalesco. O Tribunal também sugeriu, de forma preventiva, o bloqueio de eventual repasse financeiro até a conclusão da análise, como forma de preservar os princípios da legalidade, impessoalidade e moralidade na aplicação do dinheiro público. Para o senador Wellington Fagundes, a decisão do TCU reforça o papel constitucional do Parlamento na fiscalização dos atos que envolvem recursos públicos. “Nosso papel é fiscalizar e garantir que manifestações culturais, como o Carnaval, não sejam transformadas em instrumentos de promoção política fora do período eleitoral. A recomendação do TCU mostra que os órgãos de controle estão atentos e cumprindo sua função”, afirmou o senador. O senador Marcos Pontes também destacou que a medida não representa censura à cultura, mas sim respeito às regras do processo democrático. “Não se trata de censura à cultura ou à liberdade artística. Trata-se de respeito à lei. Quando há indícios de propaganda antecipada associada ao uso de recursos públicos, a fiscalização é obrigatória”, pontuou. Os parlamentares ressaltam que a atuação no Senado segue no sentido de defender a legalidade, o patrimônio cultural brasileiro e a igualdade de condições no processo eleitoral, evitando que eventos culturais financiados, direta ou indiretamente, com dinheiro público sejam utilizados para fins político-partidários. A decisão do TCU coloca o caso sob acompanhamento e amplia o debate nacional sobre os limites entre cultura, política e uso de recursos públicos, reforçando o papel fiscalizador do Senado Federal. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Promotoria Militar pede que Bolsonaro e quatro oficiais sejam expulsos do Exército
O Superior Tribunal Militar (STM) recebeu nesta terça-feira (3) pedido do Ministério Público Militar (MPM) para que o ex-presidente Jair Bolsonaro, três generais do Exército e um almirante da Marinha sejam expulsos das Forças Armadas em função da condenação na ação penal da trama golpista. O MPM entrou com ações de perda do oficialato contra Bolsonaro, que é capitão da reserva do Exército, os generais da reserva Augusto Heleno, Paulo Sergio Nogueira, Braga Netto e o almirante Almir Garnier. Todos foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na ação penal do núcleo crucial da trama golpista. A medida do MPM foi tomada após o Supremo declarar, no ano passado, o trânsito em julgado das condenações, ou seja, reconhecer o fim da possibilidade de recorrer e determinar a prisão do ex-presidente e dos demais condenados. De acordo com a Constituição, o oficial das Forças Armadas pode ser expulso no caso de condenação criminal superior a dois anos de prisão. No caso do processo da trama golpista, as penas de Bolsonaro e dos demais acusados variam entre 19 e 27 anos de prisão. Se a perda das patentes for decretada pelo STM, o salário que Bolsonaro e os demais militares recebem será repassado para a esposa ou filhas em forma de pensão. O benefício é conhecido como “morte ficta” e está previsto na legislação das Forças Armadas desde 1960. O tribunal militar é composto por 15 ministros, sendo cinco civis e dez militares, cujas cadeiras estão distribuídas entre quatro vagas destinadas ao Exército, três à Marinha e três à Aeronáutica.
Centro e esquerda ampliam diálogo com lideranças da direita; prefeita Flávia Moretti recebe convites do PSD e PT
A movimentação política em Mato Grosso começa a indicar um novo reposicionamento partidário, com siglas de centro e esquerda intensificando o diálogo e o assédio a lideranças eleitas pela direita. Após a recente filiação da vice-prefeita de Cuiabá, Coronel Vânia, ao MDB, agora foi a vez da prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), receber convites formais para mudança de legenda. Na segunda-feira (2), durante o lançamento da obra da maternidade de Várzea Grande, projeto com investimento estimado em R$ 100 milhões do Governo Federal, a prefeita ouviu publicamente manifestações de apoio e abertura por parte de representantes do Partido Social Democrático (PSD) e do Partido dos Trabalhadores (PT). As declarações partiram do deputado estadual Wilson Santos e da ex-deputada federal Rosa Neide, que afirmaram que as duas siglas estão “de portas abertas” para a gestora. Planejamento institucional aproxima campos opostos Eleita com discurso alinhado ao campo conservador e ao bolsonarismo, Flávia Moretti tem adotado, na prática administrativa, uma postura voltada à articulação institucional, buscando recursos e parcerias junto ao Governo Federal para viabilizar projetos estruturantes no município. A obra da maternidade é apontada como exemplo dessa estratégia. O investimento federal e a presença de lideranças ligadas ao campo progressista no ato reforçaram a leitura de que a prefeita passou a ser vista como um nome viável para diálogo político além do espectro ideológico que a elegeu. Movimento se repete no cenário estadual O episódio ocorre em meio a um movimento mais amplo observado nos bastidores da política mato-grossense. Partidos de centro e esquerda têm buscado lideranças da direita com bom desempenho administrativo, apostando na ampliação de quadros competitivos para as próximas disputas eleitorais. Situação semelhante ocorreu recentemente com a vice-prefeita de Cuiabá, Coronel Vânia, que deixou o partido Novo e se filiou ao MDB, legenda de centro com histórico de diálogo tanto com a direita quanto com a esquerda. Cenário em aberto Até o momento, Flávia Moretti não anunciou qualquer mudança partidária e permanece filiada ao PL. Os convites, no entanto, evidenciam uma reconfiguração silenciosa do tabuleiro político, em que a capacidade de gestão, acesso a recursos e viabilidade eleitoral passam a pesar tanto quanto o alinhamento ideológico. Se haverá novas migrações ou se os convites ficarão apenas no campo do diálogo institucional, é uma definição que deve ganhar contornos mais claros nos próximos meses. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
PF investiga emenda parlamentar de R$ 3 milhões destinada a Dom Aquino por Emanuelzinho
A Polícia Federal instaurou inquérito para apurar possíveis irregularidades relacionadas a uma emenda parlamentar na modalidade transferência especial, conhecida como “emenda Pix”, no valor de R$ 3 milhões, destinada ao município de Dom Aquino, a 166 quilômetros ao sul de Cuiabá. A investigação envolve o deputado federal Emanuel Pinheiro Neto, o Emanuelzinho (MDB), e consta em despacho do ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino, publicado nesta segunda-feira (2). No documento, o ministro determina a extração de documentos do processo para análise específica do caso, que tramita no âmbito do STF em razão das prerrogativas parlamentares. Encaminhamento à Polícia Federal De acordo com o despacho, em 8 de dezembro de 2025, Flávio Dino determinou o encaminhamento do 8º Relatório Técnico da Controladoria-Geral da União (CGU) ao diretor-geral da Polícia Federal, para que fosse avaliada a existência de indícios de crimes relacionados à execução da emenda parlamentar. “No ato, destaquei que tais procedimentos seguirão tramitando perante este Supremo Tribunal Federal, a fim de evitar qualquer embaraço indevido às prerrogativas parlamentares, com eventual declínio às instâncias ordinárias no momento adequado”, registrou o ministro no despacho. Inquérito instaurado Em resposta ao STF, a Superintendência Regional da Polícia Federal em Mato Grosso informou que foi instaurado inquérito policial destinado a apurar possíveis ilícitos, conforme apontado em nota técnica da CGU, relacionada à avaliação da regularidade da execução do objeto da emenda parlamentar de transferência especial, no valor de R$ 3 milhões, destinada ao município de Dom Aquino. A PF também solicitou autorização para o regular prosseguimento das investigações, assegurando a observância dos limites estabelecidos pelo STF e a interlocução institucional necessária. Flávio Dino determinou ainda que os documentos do caso sejam extraídos e autuados em processo apartado, com sigilo nível 3, para melhor organização dos atos processuais e delimitação do objeto da apuração. Auditoria da CGU O caso está inserido em um Relatório Técnico Complementar da CGU, que analisou a execução de emendas individuais do tipo transferências especiais (“emendas Pix”) destinadas a municípios e estados. Segundo o documento, foram selecionados 20 entes federados que receberam os maiores volumes de recursos em 2024, totalizando 44 Planos de Trabalho, com montante de R$ 72.328.526,00, o equivalente a 25,8% do valor total de R$ 280.011.483,00 analisado pela auditoria. Entre os municípios auditados estão Dom Aquino e Cuiabá. De acordo com a CGU, o relatório aponta que ainda persistem irregularidades na execução dos recursos, incluindo falhas no cumprimento dos Planos de Trabalho, no atendimento às condicionantes legais e na observância dos princípios da transparência e da rastreabilidade, conforme previsto no artigo 163-A da Constituição Federal. Posicionamento A reportagem entrou em contato com o deputado federal Emanuelzinho para solicitar esclarecimentos sobre a destinação dos recursos e um posicionamento a respeito da investigação. Até o fechamento desta matéria, não houve retorno. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Presidente da Câmara, Paula Calil critica mudança de Vânia ao MDB e defende coerência política
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Paula Calil (PL), avaliou de forma negativa a decisão da vice-prefeita Coronel Vânia de deixar o partido Novo e se filiar ao MDB. Para Paula, a mudança representa uma troca repentina de campo político, o que, na sua avaliação pessoal, não é positiva. Reconhecida nos bastidores pela postura firme, equilíbrio institucional e boa condução da Presidência da Câmara, Paula Calil afirmou que a decisão é um direito da vice-prefeita, mas ponderou que a escolha causa estranheza diante do posicionamento político adotado anteriormente por Vânia. “Ela estava em um partido com viés de direita e agora vai para uma sigla com viés de centro e esquerda. São escolhas. É a escolha da vice-prefeita Vânia e eu desejo sucesso a ela nesse novo projeto político. Mas, pessoalmente, eu diria que é uma escolha ruim”, afirmou a presidente da Câmara. Paula destacou ainda que a coerência política é um valor importante para quem ocupa cargos públicos e se apresenta ao eleitorado com determinado discurso. Cenário político e possível sucessão no Executivo A movimentação política ocorre em um momento em que o Palácio Alencastro pode enfrentar uma verdadeira “dança das cadeiras” nos próximos meses. O prefeito Abílio Brunini (PL) já manifestou publicamente a possibilidade de se afastar do cargo para acompanhar a campanha da esposa, a vereadora Samantha Iris (PL), que articula candidatura a uma vaga na Assembleia Legislativa. Paralelamente, a vice-prefeita Coronel Vânia também estuda disputar cargo eletivo no Legislativo estadual ou federal. Caso prefeito e vice se afastem simultaneamente, quem assume o comando da Prefeitura de Cuiabá é justamente a presidente da Câmara, Paula Calil. Nesse contexto, Paula tem reforçado uma postura de responsabilidade institucional, mantendo o foco na condução dos trabalhos legislativos e no equilíbrio entre os Poderes, o que tem sido avaliado positivamente por vereadores e observadores da política municipal. Mudança repentina e bastidores da filiação Coronel Vânia anunciou oficialmente sua saída do partido Novo nesta segunda-feira (2). A mudança ganhou repercussão diante de declarações anteriores do prefeito Abílio, que afirmou publicamente que, durante sua gestão, não permitiria que o MDB assumisse o comando da Prefeitura de Cuiabá. “Se depender de mim, o MDB não assume a Prefeitura de Cuiabá”, declarou o prefeito em ocasião recente. Nos bastidores, a troca partidária já era considerada possível, uma vez que Vânia vinha demonstrando insatisfação com o espaço político ocupado dentro do grupo. A filiação ao MDB, partido presidido em Mato Grosso pela deputada estadual Janaina Riva, ocorreu de forma discreta e sem anúncio público prévio. Leitura política – MT Urgente A crítica feita por Paula Calil reflete não apenas uma divergência ideológica, mas também uma defesa da coerência política e da estabilidade institucional em um momento sensível da gestão municipal. Ao mesmo tempo, a postura adotada pela presidente da Câmara reforça sua imagem de liderança equilibrada, preparada para conduzir o Legislativo — e, se necessário, assumir responsabilidades maiores no Executivo. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Incêndio atinge Mercado do Porto, em Cuiabá, e provoca susto na manhã desta terça-feira
Um princípio de incêndio foi registrado na manhã desta terça-feira (3) no Mercado do Porto, tradicional ponto comercial de Cuiabá, localizado na Avenida 8 de Abril. A ocorrência gerou fumaça e apreensão entre comerciantes e frequentadores, mas ninguém ficou ferido. Segundo informações do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, o fogo teve início em um aparelho de climatização, identificado como um umidificador/exaustor, possivelmente em razão de um curto-circuito elétrico. Quando a equipe dos bombeiros chegou ao local, as chamas já haviam sido controladas, restando apenas grande quantidade de fumaça. Os militares realizaram os procedimentos de rescaldo e segurança, com o objetivo de eliminar qualquer risco de novos focos de incêndio. Um técnico permaneceu no Mercado do Porto para desligar o sistema de alarme, que continuava acionado mesmo após o controle da situação. Situação controlada pela equipe do próprio mercado Em nota, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura informou que o princípio de incêndio foi controlado inicialmente pela própria equipe da secretaria, que atua no local e é treinada pelo Corpo de Bombeiros, seguindo todos os protocolos de segurança previstos para esse tipo de ocorrência. O CBMMT deu apoio à ação e confirmou que não houve danos estruturais graves nem necessidade de evacuação total do espaço. Apesar do susto, a rápida resposta da equipe do Mercado do Porto e o apoio do Corpo de Bombeiros evitaram consequências mais graves. O caso reforça a importância da manutenção preventiva em equipamentos elétricos e da capacitação de equipes que atuam em espaços públicos de grande circulação. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News