Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News A primeira pesquisa Genial/Quaest de 2026 não deve ser lida apenas como um levantamento de intenção de voto. Ela funciona como um termômetro do humor social e ajuda a compreender como o eleitor está enxergando o país neste momento — em meio à crise econômica, à polarização política e à busca por alternativas de poder. A fotografia atual mostra o presidente Lula na liderança, mas também revela um governo pressionado, uma oposição em reorganização e um eleitor cada vez mais crítico, menos fiel e mais influenciado pelo que sente no dia a dia. Um governo que lidera, mas é avaliado com cautela A avaliação do governo segue travada em empate técnico: 47% aprovam e 49% desaprovam. O dado isolado já indica equilíbrio, mas o recorte mais importante está nos eleitores independentes, grupo decisivo em qualquer eleição presidencial. Entre esses eleitores, a desaprovação chega a 53%, enquanto a aprovação recua para 38%. Esse movimento ajuda a explicar um fenômeno central do momento político: Lula lidera a corrida eleitoral, mas não empolga a maioria da população. A leitura que se faz é que parte do eleitorado separa o “voto possível” do “governo ideal”. O presidente aparece como nome conhecido, testado e com capital político, mas enfrenta desgaste acumulado. Economia real molda a percepção popular O pano de fundo desse desgaste está na economia do cotidiano. Mesmo com discursos técnicos e indicadores macroeconômicos, o eleitor reage ao que sente no bolso: preços elevados, crédito caro, consumo travado e incerteza. Outro fator que influencia diretamente esse sentimento é a frustração de categorias estratégicas, como o funcionalismo público. O reajuste linear de 9% concedido pelo governo federal foi visto por muitos servidores como insuficiente para recompor perdas inflacionárias acumuladas. Professores, em especial, manifestaram sensação de desprestígio, o que ajuda a explicar a perda de apoio em segmentos historicamente próximos ao PT. Esse contexto se reflete em um dado simbólico da pesquisa: 56% afirmam que Lula não merece um novo mandato, mesmo com o presidente liderando todos os cenários de intenção de voto. Lula vence hoje, mas as margens mostram alerta Nas simulações de primeiro turno, Lula aparece com 35% a 40% das intenções de voto, liderando com relativa folga. Já no segundo turno, vence todos os adversários testados, porém com diferenças que começam a diminuir. O cenário mais apertado é contra Tarcísio de Freitas, com apenas cinco pontos de vantagem. Em relação a Flávio Bolsonaro, a diferença é maior, mas também caiu em comparação a levantamentos anteriores. Isso indica que, embora Lula seja favorito hoje, o cenário está longe de estar definido. A oposição começa a se organizar — mas ainda busca um caminho claro A pesquisa mostra que Flávio Bolsonaro se consolidou como o principal nome da oposição no primeiro turno. Ele aparece de forma consistente em segundo lugar e começa a avançar inclusive entre eleitores da direita não bolsonarista. Ao mesmo tempo, Flávio ainda enfrenta alta rejeição, o que limita sua competitividade em um segundo turno mais amplo. Já Tarcísio surge como o nome que melhor dialoga com eleitores fora do campo ideológico mais duro. Seu crescimento entre independentes e na direita não bolsonarista indica que parte do eleitorado busca uma alternativa menos polarizadora, capaz de disputar o centro político. O fator Bolsonaro e o peso da polarização Um dado importante da pesquisa ajuda a entender o tabuleiro: a maioria dos eleitores acredita que Lula venceria com mais facilidade se o adversário for alguém da família Bolsonaro. A rejeição ao bolsonarismo ainda funciona como um freio para parte do eleitorado. Por outro lado, quando a oposição é representada por um nome fora do núcleo familiar Bolsonaro, a disputa passa a ser vista como mais equilibrada. Isso explica por que governadores como Tarcísio ganham relevância estratégica nos bastidores. O cenário hoje — e o que pode acontecer O que se desenha neste início de ano eleitoral é um país: cansado da polarização, mas ainda preso a ela; crítico em relação ao governo, mas sem uma alternativa amplamente consensual; atento à economia real e menos tolerante a promessas. Lula lidera, mas governa sob cobrança constante.A oposição cresce, mas ainda não decidiu quem será seu rosto definitivo. A eleição de 2026, portanto, está aberta. E mais do que definir o próximo presidente, ela pode reposicionar forças políticas e projetar o cenário até 2030. Hoje, este é o retrato do momento. Amanhã, com mudanças econômicas, alianças e narrativas, o cenário pode se transformar rapidamente — porque, em política, a percepção do povo muda antes dos números.
Henri Castelli deixa o BBB 26 após crise convulsiva; entenda o que aconteceu
O ator Henri Castelli deixou o BBB 26 após sofrer duas crises convulsivas dentro do reality show. A saída foi confirmada pela produção do programa, que informou que a decisão ocorreu por orientação médica, visando a segurança do participante. O que aconteceu dentro do BBB Henri participava da prova do líder quando sofreu a primeira convulsão. Ele foi atendido imediatamente pela equipe médica do programa e encaminhado a um hospital, onde passou por exames. Após avaliação inicial, o ator chegou a ser liberado para retornar ao confinamento, mas, pouco tempo depois, apresentou uma segunda convulsão. Diante da reincidência do quadro, os médicos optaram pela internação e recomendaram sua saída definitiva do reality. O que é uma convulsão? Segundo o Ministério da Saúde, a convulsão ocorre quando há uma atividade elétrica anormal no cérebro, funcionando como uma espécie de “curto-circuito” temporário no sistema nervoso. Esse distúrbio pode provocar: contrações musculares involuntárias; movimentos desordenados; perda de consciência; quedas e risco de ferimentos. O que dizem os especialistas A neurologista Taíssa Ferrari Marinho, especialista em epilepsia e neurofisiologia clínica, explica que a convulsão é uma das formas mais conhecidas de crise epiléptica justamente por ser muito visível. “O paciente perde a consciência, não responde, pode cair no chão e apresenta movimentos rítmicos nos braços e pernas. A crise geralmente dura entre 1 e 2 minutos. Durante esse período, a pessoa não consegue se proteger, o que pode causar quedas e machucados”, explica a médica. Já a neurologista Camila Hobi, do Hospital do Servidor Público Estadual, detalha que nem toda crise convulsiva acontece da mesma forma. “A convulsão é uma alteração da atividade elétrica do cérebro. Dependendo da área afetada, o paciente pode permanecer consciente ou não. A crise tônico-clônica generalizada, mais associada ao termo convulsão, causa perda de consciência, abalos nos membros e, após o episódio, sonolência ou confusão”, afirma. Por que a saída foi necessária? Especialistas destacam que duas crises em curto intervalo de tempo aumentam o risco de novos episódios, o que exige acompanhamento médico contínuo, uso de medicação e repouso — condições incompatíveis com a rotina intensa do BBB. Por isso, a produção do programa seguiu a recomendação médica e optou pela retirada do ator, priorizando sua saúde e segurança.
Justiça encerra ação contra Virginia Fonseca e Zé Felipe e dá vitória ao ex-casal
A Justiça colocou ponto final na ação movida por Cristiane Dantas contra Virginia Fonseca e Zé Felipe. Em sentença proferida no último dia 11 de janeiro, a magistrada responsável pelo caso julgou improcedentes todos os pedidos da autora e deu vitória ao ex-casal. A ação teve origem em um episódio ocorrido em 2021, quando Virginia publicou um story em suas redes sociais rindo enquanto segurava um celular e assistia, ao lado de amigos, a um vídeo antigo que circulava na internet. No conteúdo exibido no aparelho, Cristiane Dantas comentava sobre a quantidade de pães que consumia, em um contexto relacionado à obesidade mórbida. Após a publicação, Cristiane afirmou ter sido alvo de ataques nas redes sociais e acionou a Justiça acusando Virginia e Zé Felipe de gordofobia e uso indevido de imagem, pedindo indenização por danos morais no valor mínimo de R$ 600 mil. Fundamentação da decisão Ao analisar o processo, a juíza destacou que o vídeo em questão havia sido publicado voluntariamente pela própria autora em 2017, anos antes da reação de Zé Felipe e da publicação feita por Virginia. Segundo a magistrada, ao tornar o conteúdo público, Cristiane permitiu que ele circulasse nas redes sociais, não podendo alegar uso indevido posteriormente. A decisão também ressaltou que, no story publicado, não houve menção ao nome da autora, tampouco comentários direcionados à sua pessoa ou a características que permitissem sua identificação direta. Para a juíza, os réus apenas assistiram ao vídeo, sem promover ataques, críticas ou incentivar ofensas. Outro ponto central da sentença foi a ausência de provas de que a postagem de Virginia tenha provocado uma nova onda de ataques ou uma nova viralização do vídeo. Segundo a magistrada, a autora não conseguiu demonstrar nexo entre o story publicado em 2021 e eventuais comentários ofensivos posteriores. Escolha dos réus também foi questionada A juíza ainda observou que apenas Virginia Fonseca e Zé Felipe — ambos figuras públicas de grande alcance — foram acionados judicialmente, apesar de o vídeo já circular amplamente na internet há anos. Para a magistrada, esse recorte indicou a possibilidade de a autora ter direcionado a ação contra pessoas com maior visibilidade, visando uma eventual condenação mais vantajosa. Diante desses argumentos, a Justiça rejeitou integralmente a narrativa apresentada por Cristiane Dantas e negou todos os pedidos de indenização. Possibilidade de recurso Apesar da decisão desfavorável, o processo ainda admite recurso, podendo ser analisado por instâncias superiores caso a autora decida recorrer. Fonte: Metropole
Quarto Branco do BBB 26 ultrapassa 40 horas com oito candidatos ainda na disputa
A dinâmica do Quarto Branco do Big Brother Brasil 26 ultrapassou a marca de 40 horas de resistência na tarde desta quarta-feira (14) e segue sem previsão de encerramento. A prova vale uma vaga direta na casa mais vigiada do país e ainda mantém oito candidatos na disputa. Permanecem na dinâmica representantes de todas as regiões do Brasil: Lívia, pela Região Norte; Elisa e Matheus, do Sul; Gabriela, do Sudeste; Chaiany e Ricardo, representando o Centro-Oeste; além de Rafaella e Leandro, do Nordeste. Até o momento, a prova registrou apenas uma desistência. Ricardinho apertou o botão vermelho ainda na tarde de terça-feira (13), após cerca de 12 horas de permanência no Quarto Branco, abrindo mão da chance de entrar no BBB 26. Durante a madrugada desta quarta-feira, o clima no ambiente ficou tenso. Os participantes se reuniram em roda para apoiar Gabriela, que relatou cansaço extremo, tontura e desgaste físico, sinais do longo período de confinamento e resistência imposto pela dinâmica. Já no período da manhã, uma conversa entre os candidatos trouxe à tona conflitos ocorridos na Casa de Vidro. Chaiany relembrou uma discussão com Jordana, afirmando que ficou incomodada ao ser chamada de “vitimista” durante a experiência. “Eu não tenho tempo para ser vítima, tenho que trabalhar o tempo todo. Eu ia deixar ela falar isso sem me defender?”, disse a candidata. Em tom de desabafo, Chaiany contou como reagiu à situação: “Eu falei: ‘não sou baixa não, sou subterrânea’”. Ricardo também comentou o episódio e destacou que a confusão aconteceu logo no início da convivência. “A gente tinha acabado de entrar na Casa de Vidro quando isso começou”, relembrou. Ainda segundo Chaiany, a discussão teve início após uma brincadeira em que comentou que sua família “não tinha orçamento” para produzir cartazes elaborados de apoio. A fala teria sido interpretada por Jordana como vitimização, o que acabou gerando o desentendimento. “Ela fala muito bem, e eu tenho dificuldade de me defender quando estou com raiva”, confessou a candidata. A dinâmica do Quarto Branco continua em andamento, testando não apenas a resistência física, mas também o emocional dos participantes. A produção do programa ainda não informou quando a prova será encerrada nem quantas vagas estarão em disputa.
Mais de 30 mil vagas seguem abertas na rede estadual de ensino para o ano letivo de 2026
A rede estadual de ensino de Mato Grosso ainda conta com mais de 30 mil vagas abertas para matrículas no Ensino Fundamental e no Ensino Médio para o ano letivo de 2026. Segundo a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), até esta terça-feira (13.1), 272.588 estudantes já estavam matriculados nas unidades da rede. A meta da Seduc é alcançar 303.907 alunos matriculados no ensino regular até o início das aulas, marcado para o dia 2 de fevereiro. Para ampliar o número de estudantes atendidos, as escolas estaduais deram início nesta semana à convocação dos alunos que aguardam na lista de espera e seguem realizando matrículas presenciais diretamente nos balcões das secretarias escolares. Mesmo durante o período de férias, o atendimento ao público continua ativo. A medida tem como objetivo garantir que todos os estudantes tenham acesso à rede pública estadual de ensino antes do início do ano letivo. Quando não há vaga disponível na escola escolhida, a orientação é que pais ou responsáveis procurem as Diretorias Regionais de Educação (DREs). As unidades regionais prestam apoio às famílias e auxiliam na localização de outras escolas da rede com disponibilidade de vagas. O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, fez uma avaliação positiva do processo de matrículas e destacou a eficiência do sistema digital adotado pelo Governo. “O sistema de Matrícula Web funcionou de forma eficiente, segura e transparente, facilitando o acesso das famílias e dando mais agilidade a todo o processo”. “Ainda assim”, completou ele, “para quem não conseguiu vaga pela internet, reforçamos que as escolas da rede estadual continuam de portas abertas, inclusive durante as férias, com equipes preparadas para atender presencialmente. Nosso compromisso é garantir que nenhuma criança ou jovem fique fora da escola e assegurar o direito à educação para todos”, afirmou. O secretário reforça que este é um período decisivo para a organização do ano letivo de 2026 e orienta as famílias a procurarem as escolas o quanto antes, evitando deixar a matrícula para a última hora e garantindo a vaga dos estudantes na rede estadual.
MP acompanha situação da Santa Casa para evitar abandono e deterioração do patrimônio
O Ministério Público de Mato Grosso instaurou um procedimento administrativo para acompanhar e fiscalizar a situação da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, especialmente no que diz respeito à destinação do prédio após o fim da gestão do Governo do Estado. A medida foi formalizada por meio de portaria assinada pelo promotor Clóvis de Almeida Júnior, da 36ª Promotoria de Justiça Cível. O objetivo é evitar a deterioração do imóvel, preservar o patrimônio público e cultural e garantir que não haja prejuízo à política pública de saúde. Por que o MP entrou no caso? Segundo o Ministério Público, o procedimento foi instaurado para: acompanhar a atuação do poder público; fiscalizar a destinação do imóvel da Santa Casa; prevenir danos ao patrimônio público; evitar irregularidades administrativas ou atos que comprometam a probidade. De acordo com o promotor, esse tipo de procedimento é o instrumento adequado para monitorar políticas públicas de forma contínua, especialmente em situações de transição administrativa. Gestão do hospital segue até abril Atualmente, a Santa Casa segue sendo administrada pelo Governo de Mato Grosso até o mês de abril. Esse prazo está diretamente ligado ao cronograma de funcionamento pleno do Hospital Central de Mato Grosso, que deverá assumir a maior parte dos serviços prestados hoje pela Santa Casa. Apesar da gestão temporária, o Governo do Estado descartou a compra do prédio, alegando o alto custo de manutenção. Até o momento, também não há definição oficial sobre o destino do imóvel após a saída da administração estadual. Tentativas de venda não tiveram interessados A Santa Casa já foi colocada à venda em duas oportunidades, sem sucesso: Primeiro leilão (agosto) Avaliação: R$ 78,2 milhões Preço mínimo: R$ 54,7 milhões (70% do valor) Resultado: nenhuma proposta Segunda tentativa (outubro) Venda por iniciativa particular Preço reduzido para R$ 39,1 milhões Resultado: novamente sem interessados A venda do imóvel é considerada necessária para: evitar o abandono e a deterioração da estrutura; quitar cerca de 800 processos trabalhistas e fiscais; reduzir um passivo estimado em R$ 48 milhões. O que vai acontecer com os serviços de saúde? A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso informou que nenhum serviço será interrompido. As especialidades hoje ofertadas na Santa Casa serão transferidas gradualmente para outras unidades de saúde ou absorvidas pelo Hospital Central. Segundo a SES: a transferência ocorrerá de forma escalonada; o cronograma começa em 19 de janeiro e segue até abril; cerca de 80% dos serviços, principalmente cirurgias e internações, passarão a funcionar no Hospital Central. Situação segue sob acompanhamento Diante da indefinição sobre o futuro do prédio e do risco de abandono após o fim da gestão estadual, o Ministério Público seguirá acompanhando o caso para garantir: preservação do patrimônio; transparência nas decisões; continuidade da assistência à população. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Ônibus com 26 passageiros capota na BR-163 em MT; seis pessoas ficam em estado grave
Um ônibus de viagem que fazia a rota Sinop–Cuiabá capotou na madrugada desta quarta-feira (14) na BR-163, em Lucas do Rio Verde, a cerca de 354 quilômetros ao norte de Cuiabá. O acidente deixou dez passageiros feridos, sendo seis em estado grave. De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, o acidente ocorreu por volta das 1h30, no km 678 da rodovia. As equipes de resgate foram acionadas após relatos de que o veículo havia tombado às margens da pista. Atendimento às vítimas Ao chegarem ao local, os socorristas encontraram o ônibus já fora da pista. O veículo transportava 26 passageiros no momento do acidente. Durante o atendimento, as equipes priorizaram dez vítimas que apresentavam ferimentos. Entre os feridos: Seis pessoas sofreram lesões graves, com traumas e possíveis fraturas; Quatro passageiros tiveram ferimentos leves, como escoriações e contusões. Todos os feridos foram socorridos e encaminhados ao Hospital São Lucas, em Lucas do Rio Verde, onde permanecem sob cuidados médicos. Causas ainda desconhecidas Até o momento, não há informações oficiais sobre as causas do capotamento. As circunstâncias do acidente serão apuradas pelas autoridades competentes, incluindo a Polícia Rodoviária Federal (PRF). O trecho da rodovia ficou parcialmente interditado durante o atendimento às vítimas e a remoção do veículo. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Polícia Civil deflagra mega operação, cumpre 471 mandados e desarticula facção criminosa em Primavera do Leste e região
Fonte: Assessoria | Polícia Civil-MT A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (14.1), uma megaoperação, chamada Cartório Central, para o cumprimento de ordens judiciais, com foco na desarticulação de uma facção criminosa voltada à prática de crimes de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, extorsão, agiotagem e controle territorial, em Primavera do Leste e região. São cumpridos, na operação, um total de 471 mandados, sendo 225 de prisão preventiva, 225 de busca e apreensão domiciliar e 21 medidas de bloqueio e indisponibilidade de valores, expedidos pela 1ª Vara Criminal de Primavera do Leste, com base em investigações da Polícia Civil. As ordens judiciais são cumpridas em diversas cidades de Mato Grosso e também nos Estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Acre e São Paulo. Para o cumprimento dos mandados, foi mobilizado um grande contingente de policiais civis, com apoio de unidades especializadas e equipes policiais dos outros estados onde os mandados são cumpridos. A operação tem como principais objetivos desarticular a estrutura da facção criminosa, identificar e responsabilizar seus integrantes, além de interromper o fluxo financeiro ilícito e reduzir o poder de atuação do grupo na região. Investigações As investigações foram conduzidas pela Delegacia de Primavera do Leste, por meio da Divisão de Investigação sobre Entorpecentes, iniciadas há pouco mais de um ano e que permitiram identificar a existência de uma facção criminosa, com divisão de funções, hierarquia interna, controle financeiro e logística própria, responsável por coordenar atividades ilícitas no município e na região. De acordo com as investigações, o grupo atuava de forma estruturada, mantendo um sistema próprio de arrecadação de valores, repasses financeiros e cobrança de dívidas ilícitas, além da organização do comércio de entorpecentes e da imposição de regras internas, com indícios de envolvimento em crimes como extorsão, tráfico de drogas, lavagem de capitais e associação criminosa. Empréstimos e juros abusivos Também foram identificadas movimentações financeiras compatíveis com a prática de lavagem de capitais, demonstrando que os valores oriundos do tráfico de drogas eram utilizados não apenas para a aquisição de entorpecentes, mas também para a realização de empréstimos informais a terceiros, especialmente comerciantes locais, com a finalidade de mascarar a origem ilícita dos recursos. O mecanismo utilizado pela facção se enquadra no crime de usura pecuniária, previsto no artigo 4º da Lei nº 1.521/1951, que tipifica a cobrança de juros ou comissões sobre dívidas em dinheiro superiores ao limite legal. O esquema era supervisionado por membros de maior escalão, identificados como responsáveis externos pelo financiamento ilegal. As cobranças contavam com o respaldo do “quadro de disciplina” da facção, que articulava represálias e até sequestros contra agiotas independentes. O delegado Rodolpho Bandeira, responsável pelas investigações, ressaltou que elas continuam e que todo o material apreendido será analisado para subsidiar novos procedimentos, identificar outros envolvidos e aprofundar a responsabilização criminal e patrimonial dos integrantes da organização. “A operação, com grande número de mandados e suspeitos identificados, representa um passo importante no combate ao crime organizado, na proteção da sociedade e no enfrentamento às facções criminosas que buscam se estruturar no interior do Estado e expandir sua atuação para outras unidades da federação”, disse o delegado.
Nova regra da CNH mantém idosos fora da renovação automática a partir de 2026
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News Uma mudança prevista para entrar em vigor a partir de 2026 deve alterar a forma como milhões de brasileiros renovam a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A nova regra, criada para simplificar o processo e reduzir custos, não irá beneficiar motoristas com 70 anos ou mais, que continuarão obrigados a seguir o modelo tradicional de renovação. A medida está prevista na Medida Provisória nº 1.327, publicada no Diário Oficial da União (DOU), e estabelece um sistema de renovação automática da CNH para parte dos condutores, desde que atendam a critérios específicos. Quem poderá renovar a CNH automaticamente De acordo com o texto da MP, a renovação simplificada será permitida apenas para motoristas considerados regulares, ou seja, aqueles que: não tenham restrições médicas, mantenham bom histórico no trânsito, não apresentem pendências administrativas. Para esse grupo, o processo poderá ser feito de forma automática, sem a necessidade de comparecimento presencial aos órgãos de trânsito e sem a repetição de etapas já cumpridas em renovações anteriores. Idade limita acesso ao novo benefício Apesar da proposta de modernização, a idade foi definida como critério decisivo para acesso ao novo modelo. Motoristas com 70 anos ou mais ficarão fora da renovação automática e continuarão obrigados a realizar o procedimento presencialmente, incluindo a realização de exames médicos periódicos. Para essa faixa etária, nada muda: a validade da CNH permanece em três anos; a renovação exige avaliação médica obrigatória; o comparecimento a unidades credenciadas continua sendo necessário. Segundo o governo federal, a decisão tem como base critérios de segurança viária, levando em conta que o envelhecimento pode provocar alterações nos reflexos, na visão e na capacidade de atenção, o que exige acompanhamento mais frequente. Como ficam as outras faixas etárias A regra atual de validade da CNH permanece para os demais motoristas: Condutores com até 49 anos: validade de 10 anos; Motoristas entre 50 e 69 anos: validade de 5 anos e possibilidade de adesão à renovação automática; Motoristas com 70 anos ou mais: validade de 3 anos, sem acesso ao novo sistema. Debate sobre inclusão e segurança Especialistas em mobilidade urbana apontam que a nova regra deve gerar debates sobre inclusão, autonomia e direitos da população idosa, especialmente diante do aumento da expectativa de vida e da permanência ativa de idosos na sociedade. O governo, por sua vez, sustenta que a medida busca equilibrar modernização administrativa com segurança no trânsito, garantindo maior controle da condição de saúde dos condutores mais velhos e reduzindo riscos para todos os usuários das vias.
União ou Desunião Brasil? Partido patina, pressão cresce e deputados cobram decisão coletiva para 2026
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News A indefinição do União Brasil em Mato Grosso sobre o cenário eleitoral de 2026 deixou de ser apenas um incômodo restrito aos bastidores e passou a gerar pressão aberta dentro do partido. Deputados estaduais, federais, prefeitos e lideranças regionais cobram uma posição clara da sigla, principalmente em relação à disputa pelo Governo do Estado. O desconforto envolve diretamente a condução estadual do partido, hoje sob forte influência do governador Mauro Mendes, que tem defendido publicamente o nome do vice-governador Otaviano Pivetta como seu sucessor natural. Por outro lado, cresce dentro do próprio União Brasil um movimento que defende protagonismo partidário, com decisão construída de forma coletiva, reunindo todas as lideranças da sigla. Direção nacional pressiona por candidatura própria A pressão não vem apenas do cenário local. Segundo o deputado estadual Júlio Campos, a direção nacional do União Brasil tem defendido que o partido apresente candidato próprio ao Palácio Paiaguás, condizente com o tamanho da legenda e com a estrutura administrativa e política que hoje comanda em Mato Grosso. Essa posição reforça o incômodo interno, já que, até o momento, não houve nenhuma reunião formal para discutir nem mesmo as chapas proporcionais, muito menos a candidatura majoritária ao governo. Jayme Campos se colocou como candidato desde o início Um dos nomes centrais desse debate é o do senador Jayme Campos. Desde o início das conversas sobre a sucessão de Mauro Mendes, Jayme deixou claro, em diversas entrevistas, que tem interesse em disputar o governo e que está à disposição do partido. Com trajetória consolidada — ex-governador, ex-prefeito, ex-senador e uma das principais lideranças políticas do Estado — Jayme tem intensificado visitas ao interior, dialogado com prefeitos e lideranças locais e buscado ampliar sua musculatura política dentro e fora do União Brasil. Em entrevistas recentes, o senador tem sido cuidadoso ao afirmar que respeita a decisão pessoal de Mauro Mendes em apoiar Otaviano Pivetta, mas faz questão de frisar que esse apoio não representa, necessariamente, a posição oficial do partido. Para Jayme, a definição do candidato ao governo precisa ser coletiva, construída com a participação de deputados, prefeitos, vereadores e da direção nacional do União Brasil, e não fruto de uma decisão individual. Risco de divisão preocupa bastidores Nos bastidores, aliados avaliam que Jayme Campos reúne experiência administrativa, trânsito político amplo e apoio que extrapola o União Brasil. A leitura interna é de que ignorar esse peso político pode gerar consequências eleitorais. Entre as hipóteses levantadas, está a possibilidade de Jayme Campos buscar outro caminho partidário, o que poderia fragmentar o grupo governista, retirar votos do projeto apoiado por Mauro Mendes e, em um cenário mais extremo, abrir espaço para o avanço de adversários, como o senador Wellington Fagundes, pré-candidato ao governo pelo PL. Há ainda quem avalie que, em um eventual segundo turno, alianças cruzadas poderiam redesenhar completamente o tabuleiro político, enfraquecendo o candidato do atual governo. Prefeitos do interior cobram protagonismo A pressão também cresce no interior do Estado. Prefeitos eleitos pelo União Brasil, especialmente após o desempenho expressivo da sigla nas eleições municipais de 2024, defendem que o partido lidere a disputa em 2026, apresentando candidato próprio ao governo. Para esses gestores, abrir mão do protagonismo após conquistar capilaridade administrativa e política seria um erro estratégico. Falta de diálogo incomoda deputados Apesar da pressão nacional, da disposição de Jayme Campos e da cobrança dos prefeitos, deputados estaduais relatam falta de diálogo interno. Segundo eles, nenhuma reunião oficial foi convocada para discutir o cenário eleitoral, o que começa a afetar, inclusive, a formação das chapas proporcionais. “O partido precisa sentar, reunir todo mundo e decidir em grupo. Não dá para deixar isso na mão de uma pessoa só. O tempo está passando”, afirmou um parlamentar ouvido pela reportagem. Janela partidária aperta o prazo A preocupação aumenta com a aproximação da janela partidária, que se encerra em março. A avaliação interna é de que a indefinição pode resultar na perda de quadros, dificultar a atração de novos nomes e enfraquecer o projeto eleitoral da legenda. “Se não houver reunião até o fim de janeiro, o União Brasil corre o risco de perder espaço político. O projeto precisa ser apresentado agora”, resumiu outra liderança. Decisão coletiva ou desgaste interno Nos bastidores, a leitura é direta: o União Brasil, mesmo controlando o governo estadual e tendo forte presença institucional, avança lentamente na organização eleitoral. A paciência da bancada começa a se esgotar. Se depender de deputados e prefeitos, o debate sobre 2026 não ficará restrito a decisões individuais. A expectativa é que o partido seja forçado a tomar uma decisão coletiva, reunindo todas as lideranças, para definir o rumo da disputa ao Governo de Mato Grosso. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News