Em visita institucional ao Governo, prefeito de Cuiabá admite que precisa de meio bilhão para pavimentar ruas — revelando um rombo entre discurso e gestão Em um gesto que evidenciou a dependência da Prefeitura de Cuiabá do Governo do Estado, o prefeito Abílio Brunini (PL) foi até o Palácio Paiaguás nesta semana para, oficialmente, apresentar uma demanda de R$ 500 milhões — ou meio bilhão de reais — ao governador em exercício, Otaviano Pivetta (Republicanos). O recurso seria, segundo Brunini, destinado à pavimentação de 100% das ruas e avenidas da Capital. A visita, que deveria simbolizar integração institucional, acabou revelando um ponto crítico: a gestão municipal não tem autonomia financeira nem planejamento suficiente para resolver problemas básicos de infraestrutura urbana. R$ 500 milhões: valor exorbitante e sem plano O valor solicitado equivale a cerca de 10% da arrecadação total prevista para Cuiabá em 2024. Segundo dados da Lei Orçamentária Anual (LOA), o município deve arrecadar aproximadamente R$ 5 bilhões este ano. A pergunta que fica é: se 10% são suficientes para pavimentar toda a cidade, o que está sendo feito com os outros 90%? A ausência de um plano técnico detalhado para justificar o meio bilhão requisitado também chama atenção. O pedido foi feito de maneira informal, sem protocolo público de projeto executivo, mapeamento de bairros prioritários, cronograma de obras ou estimativa de impacto social e econômico. Isso acende um alerta sobre falta de planejamento técnico e governança. “Quem ajudou a ganhar, precisa ajudar a governar” Durante o encontro, Abílio ainda declarou que espera o retorno do governador Mauro Mendes (União) para que este possa “anunciar de que forma vai ajudar Cuiabá”. A fala pode ser lida como um lembrete político: o grupo do governador apoiou, ainda que nos bastidores, a eleição do atual prefeito, em articulações que garantiram ao PL vitórias em Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis — principais colégios eleitorais de Mato Grosso. Aparentemente, a fatura eleitoral está sendo cobrada: quem ajudou a eleger, agora precisa financiar a gestão. Blitze, maquiagem e arrecadação sem retorno social A fragilidade da gestão municipal também se revela em outras frentes. Nesta semana, uma mega operação da chamada “Lei Seca” foi realizada na Avenida Carmindo de Campos, em Cuiabá. O que deveria ser uma ação educativa acabou escancarando a lógica arrecadatória sem efetividade real na segurança pública. A operação mobilizou mais de 50 viaturas e 100 agentes públicos, e resultou em 91 autos de infração — sendo a maioria por documentação irregular, alcoolemia e direção sem CNH. Ao todo, 53 veículos foram removidos. Nenhuma apreensão relevante, nenhum flagrante de crime grave, nenhum resultado expressivo no combate à criminalidade. O evento, promovido pelo Gabinete de Gestão Integrada (GGI) da Secretaria de Segurança Pública (Sesp), envolveu ainda o Detran, PM, Polícia Penal, Deletran, Guarda Municipal e até o Sistema Socioeducativo. Todo esse aparato tem custo elevado aos cofres públicos e levanta suspeitas: a operação teria sido mais voltada à arrecadação e à geração de gratificações do que à segurança da população. E o titular da Sesp? Estava em missão internacional com o governador em viagem à China e Coreia do Sul. A pergunta que fica: será que eles viram alguma blitz como essa por lá? Governar exige mais do que discurso O discurso fácil e as visitas institucionais não escondem mais a realidade de uma gestão fragilizada, que ainda não mostrou a que veio. Falta planejamento, sobra improviso. Falta transparência, sobra cobrança. Cuiabá precisa de soluções concretas — e não de um prefeito que terceiriza responsabilidades. A população cuiabana, que confiou nas urnas, agora espera respostas. Porque não basta ganhar. Tem que saber governar.
Câmara de Cuiabá vive crise institucional com denúncias de censura, racha político e desconfiança pública
A Câmara Municipal de Cuiabá vive um dos momentos mais turbulentos dos últimos anos. Sob o peso de denúncias graves, clima de tensão interna e questionamentos sobre a liberdade parlamentar, o Legislativo da capital está no centro de uma crise que mistura censura institucional, submissão ao Executivo e disputas de bastidores que vêm minando sua credibilidade diante da população. Vereador denuncia censura pública em plenário Durante a última sessão plenária, realizada nesta semana, o vereador Jeferson Siqueira (PSD) fez uma denúncia pública e direta contra a Secretaria de Comunicação (Secom) da Câmara de Cuiabá. Segundo o parlamentar, a pasta estaria bloqueando sistematicamente a divulgação de conteúdos dos vereadores de oposição, favorecendo apenas os aliados da base governista. “A Secretaria de Comunicação virou um instrumento de censura. Estão filtrando nossas matérias, silenciando nossas ações e manipulando o que vai para o site da Câmara. Isso é inadmissível, é um ataque direto à democracia”, disparou o vereador. Ainda em sua fala, Vereador Jeferson Siqueira afirmou que o atual secretário de Comunicação estaria subordinado politicamente ao Palácio Alencastro (Prefeitura de Cuiabá), e que a estrutura de comunicação da Casa, mantida com recursos públicos, não pode servir a interesses de grupo político algum. “A Secom deve dar voz a todos, não apenas a quem agrada o Executivo. Isso é um desrespeito com a função pública e com o povo que representamos”, concluiu. A denúncia, feita em plenário e registrada em vídeo, causou desconforto imediato entre os vereadores e já é considerada um marco na escalada de tensão institucional vivida na Casa. “Milícia digital” e clima de repressão política Nos bastidores, a denúncia de Jeferson Siqueira ganhou eco. Outros parlamentares, embora em off, confirmaram que ações comunicacionais têm sido filtradas ou editadas, reforçando a percepção de censura velada. Expressões como “milícia digital” e “puxadinho da Prefeitura” têm sido usadas para descrever o atual ambiente legislativo, onde a oposição afirma estar sufocada, impedida de se manifestar e alijada da visibilidade institucional. A denúncia pode, inclusive, desencadear uma investigação formal ou a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a atuação da Secom. Entre a maquiagem institucional e a realidade das ruas Enquanto a comunicação da Câmara tenta pintar um cenário de unidade, eficiência e avanços, a realidade da cidade é outra: serviços paralisados, falhas de gestão e demandas urgentes não atendidas. A imagem transmitida nas redes e nos canais oficiais não corresponde ao cotidiano vivido pelos cidadãos, o que acentua o descompasso entre a comunicação e os fatos. A Câmara, ao invés de representar a pluralidade de vozes da cidade, vem sendo criticada por funcionar como extensão do Executivo municipal, desvirtuando seu papel de fiscalizador e legislador independente. O risco de colapso institucional A independência entre os Poderes é cláusula basilar da democracia. No entanto, em Cuiabá, os sinais de submissão da Câmara à Prefeitura são cada vez mais visíveis. Projetos aprovados sem debate, obstrução de falas da oposição, uso seletivo da comunicação institucional e, agora, denúncias formais de censura, colocam em xeque a credibilidade da Casa. O que se vê é um Legislativo cada vez mais enfraquecido, desacreditado e afastado da população.
Morre aos 91 anos o ator Francisco Cuoco, ícone da teledramaturgia brasileira
O Brasil se despede de um dos maiores nomes da história da televisão. Francisco Cuoco, ator consagrado e eterno galã das novelas, faleceu nesta quinta-feira (19), aos 91 anos, em São Paulo. Ele estava internado no Hospital Albert Einstein, onde tratava complicações de saúde relacionadas à idade avançada. Embora a causa da morte não tenha sido oficialmente confirmada pela família, Cuoco lutava contra uma infecção decorrente de um ferimento. Uma trajetória marcada por grandes personagens Com mais de 60 anos de carreira, Francisco Cuoco fez história na televisão brasileira. Ele estreou na década de 1960 e rapidamente se consolidou como um dos galãs mais emblemáticos das telenovelas da TV Globo, ajudando a consolidar a teledramaturgia nacional como símbolo da cultura brasileira. Entre seus papéis mais memoráveis estão: “Pecado Capital” (1975) – como Carlão, um taxista que encontra uma mala de dinheiro “O Astro” (1977) – como Herculano Quintanilha, o misterioso vidente “Selva de Pedra” (1972) – como Cristiano Vilhena “O Sétimo Sentido” (1982) – ao lado de Regina Duarte Ao longo das décadas, Cuoco também participou de minisséries, filmes e peças de teatro, demonstrando sua versatilidade artística e presença cênica marcante. Um ator que atravessou gerações Francisco Cuoco não foi apenas um rosto da televisão: foi parte da formação da identidade cultural de milhões de brasileiros. Em sua fase mais recente, ele passou a fazer participações especiais e papéis pontuais, mas seguia sendo reverenciado por sua elegância, carisma e respeito à profissão. Sua última aparição de destaque foi na novela “Sol Nascente” (2016), na TV Globo. Desde então, manteve uma vida mais reservada, longe dos holofotes. Um legado eterno Francisco Cuoco deixa mais do que personagens inesquecíveis: deixa um legado de profissionalismo, talento e paixão pela arte de interpretar. Sua presença marcou diferentes gerações, e sua memória seguirá viva em cada reprise, em cada cena, em cada história contada na televisão brasileira.
Brasil participa do projeto do maior avião cargueiro do mundo para turbinas eólicas gigantes
Batizada de WindRunner, a nova aeronave promete entrar para a história da aviação mundial como o maior cargueiro já construído, tanto em comprimento quanto em envergadura. Com 108 metros de comprimento e 80 metros de envergadura, o avião será capaz de transportar até 80 toneladas — superando até mesmo modelos lendários como o Boeing 747. O projeto é liderado pela empresa americana Radia, mas o Brasil terá papel essencial na engenharia da aeronave. A missão de desenvolver a cabine pressurizada foi confiada à brasileira Akaer, referência nacional em tecnologia aeroespacial. Participação brasileira no projeto A cabine pressurizada será um dos principais sistemas de segurança do WindRunner. Caberá à Akaer projetar a estrutura capaz de proteger a tripulação e manter a integridade dos sistemas críticos da aeronave, mesmo sob condições extremas de altitude, temperatura e pressão. “Trata-se de um projeto extremamente desafiador e de alto nível de complexidade. É motivo de orgulho para o Brasil e para a Akaer participar de uma iniciativa que pode transformar a aviação e a logística global”, destacou o CEO da empresa, Cesar Silva. Um cargueiro pensado para o futuro da energia limpa O WindRunner foi desenvolvido com um objetivo claro: revolucionar a logística de transporte de componentes eólicos de grandes proporções. A aeronave será a primeira do mundo com capacidade para levar pás de turbinas eólicas com mais de 100 metros de comprimento — estruturas essenciais na geração de energia renovável. Hoje, o transporte terrestre dessas estruturas é um grande obstáculo para a expansão de parques eólicos em áreas remotas ou de difícil acesso, especialmente fora dos litorais e grandes centros logísticos. O WindRunner promete romper essas barreiras. Logística de ponta sem precisar de aeroporto Um dos diferenciais mais inovadores do WindRunner será sua capacidade de pousar em pistas não pavimentadas com apenas 1.800 metros de extensão, o que dispensa infraestrutura aeroportuária sofisticada. Essa autonomia operacional permitirá acesso direto a regiões isoladas, levando componentes gigantes diretamente ao local de instalação. Um marco para a engenharia e o meio ambiente Com lançamento previsto para os próximos anos, o WindRunner não é apenas uma façanha da engenharia aeroespacial, mas também uma solução estratégica para ampliar a produção de energia limpa no planeta. A aeronave deve permitir a instalação de turbinas maiores e mais eficientes em lugares onde hoje a logística é inviável, abrindo caminho para uma nova era na expansão da energia eólica terrestre.
Mato Grosso dá início à colheita da segunda safra nacional de milho
A colheita da segunda safra nacional de milho foi oficialmente aberta em Sorriso, nesta quarta-feira (18.6). O evento, que foi realizado na Fazenda Dois Irmãos, do Grupo ABF, e organizado pela Associação de Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho) e Canal Rural, contou com a participação do vice-governador Otaviano Pivetta e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec). Durante a solenidade, o vice-governador Otaviano Pivetta destacou a evolução do setor e o protagonismo mato-grossense na produção de alimentos. “Na virada do milênio, nosso Brasil já sinalizava ao mundo que seria um grande produtor de alimentos. Na época, o país inteiro produzia 100 milhões de toneladas. Este ano, 25 anos depois, acredito que Mato Grosso sozinho alcançará essa marca”, afirmou. A superintendente de Agronegócio e Energia da Sedec, Camila Bez Batti, também ressaltou o papel estratégico do estado no fortalecimento da cadeia do milho. “A Sedec atua de forma estratégica para fortalecer toda a cadeia produtiva do milho em Mato Grosso. Hoje, cerca de 30% da nossa produção já é destinada à agroindustrialização, e temos uma meta ambiciosa: dobrar esse volume até 2035. Para isso, seguimos trabalhando fortemente na concessão de incentivos fiscais, na atração de investimentos e na expansão dos mercados internacionais”, destacou. Mato Grosso, líder nacional na produção de milho, se prepara para colher uma safra estimada em 50,38 milhões de toneladas na temporada 2024/2025. Os dados são do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e indicam um crescimento de 3% em relação ao ciclo anterior, que somou 48,7 milhões de toneladas. Além do volume expressivo, o desempenho da atual safra também é reflexo do aumento de área plantada e da boa produtividade. A área cultivada com milho nesta safra subiu para 7,13 milhões de hectares – um acréscimo de 4,85% em comparação com a safra passada. Já a produtividade média foi projetada em 117,74 sacas por hectare, crescimento de 1,86%. Segundo o Imea, o avanço se deve ao bom desenvolvimento das lavouras até o fim de maio, com destaque para as chuvas que favoreceram até mesmo as áreas semeadas fora da janela ideal. Presente no evento, o presidente da Aprosoja, Lucas Beber, ressaltou o papel sustentável da agricultura mato-grossense. “Nosso sistema de produção de soja e milho gera um saldo positivo de 1,9 tonelada de carbono retirada da atmosfera. Ou seja, além de ofertar alimento, nós também ajudamos a despoluir o meio ambiente”. Pivetta também reforçou o compromisso ambiental do estado. “Cada hectare que hoje ocupamos, fazemos um desfrute da terra melhor que qualquer outro país no mundo. Fazemos uma agricultura com alta produção, sem irrigação e gerando crédito de carbono”, completou. Camila acrescentou que a busca por inovação tecnológica e boas práticas ambientais é um dos pilares que sustentam a liderança de Mato Grosso. “O estado já é referência nacional e caminha para se consolidar como modelo internacional de produção sustentável, tecnológica e inovadora. Estamos avançando na diversificação da produção, sempre aliando desenvolvimento econômico à preservação ambiental. Trabalhamos de forma conjunta com o setor produtivo, a academia e diferentes instituições, por meio de câmaras técnicas, capacitação de produtores e agentes financeiros, além de investimentos em pesquisa e inovação”, afirmou. O município de Sorriso, sede da abertura da colheita, é o maior produtor de milho do Brasil, conforme a Pesquisa Agrícola Municipal (PAM) do IBGE. Mato Grosso também abriga outros seis municípios entre os dez maiores produtores do país: Nova Ubiratã, Nova Mutum, Querência, Diamantino, Primavera do Leste e São Félix do Araguaia. Também estiveram no evento o Prefeito de Sorriso Alei Fernandes, o deputado estadual Xuxu Dal Molin, a deputada federal Coronel Fernanda, o senador Marcos Rogério, o presidente do Sindicato Rural de Sorriso Diogo Damiani e o presidente da Abramilho Paulo Bertolini.
Força Tática apreende armas e munições em propriedade rural em Aripuanã
Equipes militares da Força Tática do 8º Comando Regional apreenderam, nesta quarta-feira (18.6), três armas de fogo, 18 cartuchos e 28 munições de calibres diversos, durante abordagem na zona rural do município de Aripuanã (a 1.000 km de Cuiabá). Durante o desdobramento da Operação Tolerância Zero no combate aos crimes ambientais e de invasão de propriedades rurais, os policiais militares receberam uma denúncia de uma suposta ação criminosa nas proximidades de uma Área de Preservação Permanente (APP), na região da Linha Puraquê, a cerca de 25 quilômetros da zona urbana de Aripuanã. A partir da denúncia, as equipes intensificaram o policiamento e identificaram o condutor de uma motocicleta, em atitude suspeita. Durante tentativa de abordagem, o piloto saiu em alta velocidade, realizando diversas manobras bruscas por uma estrada vicinal, ignorando os sinais sonoros e luminosos. Durante a fuga, o suspeito entrou em uma propriedade rural, abandonou a motocicleta e não foi localizado até o momento. No local, as equipes foram recebidas por um funcionário da fazenda. Questionado sobre a localização do suspeito, o homem relatou que ele seria um dos trabalhadores do local, mas que não sabia seu paradeiro. Em buscas pela residência, os policiais militares localizaram uma pistola calibre 380, duas espingardas, sendo uma calibre 28 e outra calibre 22, além de 28 munições e 18 cartuchos. A testemunha ressaltou que o armamento seria do proprietário da fazenda. O homem foi encaminhado à delegacia, junto com os armamentos apreendidos, para registro do boletim de ocorrência e demais providências necessárias. Disque-denúncia A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
Sérgio Ricardo propõe Refis dos Consignados e cobra transparência: “É hora de encerrar essa farra com dinheiro do servidor”
O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, elevou o tom e apresentou uma proposta concreta para resolver a crise dos empréstimos consignados firmados por servidores públicos do Estado. Durante audiência pública na Assembleia Legislativa, ele defendeu que o Governo do Estado adote as regras do Programa de Recuperação Fiscal (Refis), nos moldes do que já ocorre no âmbito federal, para quitar dívidas com descontos entre 70% e 90% e renegociar os contratos em condições justas e transparentes. “Essas dívidas foram feitas com desconto direto em folha. São valores com garantia de pagamento. Não faz sentido mantê-las com juros abusivos”, afirmou o conselheiro. Dívidas somam até R$ 12 bilhões O TCE estima que o volume bruto das operações atinja cerca de R$ 12 bilhões, considerando empréstimos, cartões de crédito e benefícios consignados contratados com servidores do Poder Executivo estadual. A apuração só será finalizada após o recebimento de todos os contratos firmados com empresas consignatárias até o dia 30 de junho. “As empresas que não entregarem os contratos até essa data terão os descontos suspensos. A recomendação será para o Governo parar imediatamente as cobranças dessas dívidas até que se faça uma análise detalhada”, garantiu Sérgio Ricardo. Plataforma de controle e cruzamento de dados O TCE-MT já colocou em funcionamento uma plataforma que reúne todos os contratos realizados nos últimos 36 meses, permitindo uma análise técnica sobre legalidade, taxas aplicadas, valores cobrados e eventuais abusos. Com isso, será possível identificar: Contratos que respeitaram a legislação Cláusulas com cobranças abusivas Operações não reconhecidas pelos próprios servidores A partir da triagem, o objetivo é formatar um espelho confiável da real dívida existente, e com isso, propor acordos de quitação e renegociação em condições justas, devolvendo os valores utilizados aos cofres públicos. Proposta: Governo paga, Estado renegocia Sérgio Ricardo propôs que o Governo do Estado quite as dívidas diretamente com as empresas – aproveitando os descontos – e, posteriormente, renegocie com os próprios servidores, em condições ajustadas às realidades de cada caso. “Isso vai evitar colapso financeiro e social entre os servidores e equilibrar o sistema. O Estado paga com desconto, e o servidor quita com dignidade, sem exploração”, explicou. A Seplag será o órgão responsável por operacionalizar o plano, que pode se transformar em um modelo estadual de renegociação com base na segurança jurídica e no equilíbrio financeiro. Alerta aos municípios: TCE quer mapa completo do problema O presidente da Corte de Contas também determinou que todos os 142 municípios do estado enviem informações sobre seus contratos de consignados, pois, segundo ele, os mesmos problemas encontrados no Executivo estadual também devem estar presentes nas gestões municipais. “Não tem como não haver problemas. Faltava legislação, faltava controle. Agora, vamos mapear tudo antes que a crise se agrave ainda mais. O que queremos é segurança, justiça e responsabilidade com o dinheiro do servidor”, alertou. Análise – MT Urgente A fala de Sérgio Ricardo marca um divisor de águas no enfrentamento à crise dos consignados em Mato Grosso. Ao apresentar um plano prático, com ferramentas de controle, pressão sobre as empresas e articulação institucional, o presidente do TCE coloca o tribunal como protagonista de uma solução ampla e histórica. Mais do que uma proposta técnica, é um posicionamento político forte, que exige do Executivo estadual e dos gestores municipais um gesto concreto de responsabilidade com os servidores públicos. Encerrar a farra dos consignados, com juros abusivos, contratos opacos e desconto automático, é hoje uma exigência moral, jurídica e fiscal. 📌 Resta agora saber quem, no Governo e nas prefeituras, vai comprar essa briga — e quem vai resistir à transparência. 📲 Continue acompanhando os desdobramentos dessa iniciativa no MT URGENTE.
Presidente da ALMT, Max Russi fala sobre rumores de candidatura e diz que boa gestão pode credenciá-lo ao Governo
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB), voltou a ser o centro das atenções no meio político estadual. Durante entrevista concedida na manhã desta terça-feira (17), o parlamentar comentou os crescentes rumores sobre uma possível candidatura sua ao Governo do Estado em 2026 — e, embora tenha tratado o assunto com naturalidade e bom humor, não descartou a possibilidade. “Se eu for um bom presidente da Assembleia Legislativa, posso estar preparado para disputar o Governo”, afirmou Russi, em resposta às especulações que vêm crescendo nos bastidores. Fala estratégica em meio à especulação O posicionamento do deputado foi estratégico. Ao mesmo tempo em que rejeitou as “fofocas políticas” que circulam nos bastidores, Max também deixou a porta aberta para um projeto futuro no Executivo. Sua declaração reflete uma postura equilibrada: demonstra foco no presente — como gestor do Parlamento —, mas não nega o potencial político que seu nome tem para alçar voos maiores. Consolidação como líder e gestor da ALMT Max Russi está em seu terceiro mandato como deputado estadual e atualmente ocupa o cargo de presidente da ALMT, cargo que tem usado para fortalecer sua imagem como líder político moderado, articulador e institucional. Sob sua condução, a Assembleia Legislativa tem conseguido manter uma relação de equilíbrio entre os poderes, aprovando matérias com impacto direto na população, fomentando programas sociais e fortalecendo políticas públicas nos municípios. Liderança interna, articulação com a base e diálogo com os prefeitos são marcas de sua gestão, que tem sido apontada por colegas como uma das mais organizadas e produtivas dos últimos anos. Nome forte nos bastidores para 2026 O nome de Max Russi tem ganhado força como possível sucessor do governador Mauro Mendes (União Brasil). Nos bastidores, há comentários de que o parlamentar conta com simpatia do próprio governador e da primeira-dama Virginia Mendes, fator que, se confirmado, o coloca em uma posição privilegiada no tabuleiro político. Além disso, lideranças regionais, prefeitos e deputados estaduais já reconhecem a capacidade de Max para disputar uma candidatura majoritária. A leitura é de que seu perfil conciliador, somado à experiência legislativa e à boa interlocução com diferentes setores, o torna um nome naturalmente viável para o Governo. Perfil de união e habilidade política Max Russi tem construído sua imagem com base em três pilares claros: Articulação política madura: sabe dialogar com diferentes correntes e manter pontes abertas, mesmo com adversários. Capacidade de gestão: sua atuação à frente da ALMT tem sido marcada por organização administrativa, valorização dos servidores e foco em resultados. Habilidade de unir lideranças: é visto como uma figura moderadora dentro de um ambiente político muitas vezes polarizado. Análise – MT URGENTE A resposta de Max Russi à possibilidade de disputar o Governo em 2026 foi cuidadosa, mas carrega força política: não nega, nem confirma — apenas sinaliza que está preparado. Nos bastidores da ALMT, o que se ouve é praticamente um consenso: Max tem perfil, tem base e tem preparo para governar Mato Grosso. Não por acaso, a maioria dos parlamentares já considera seu nome como uma das alternativas mais sólidas para a sucessão de Mauro Mendes. Trata-se de um político que cresceu sem confrontos, construiu pontes e entregou resultados, tanto para o Parlamento quanto para os municípios. Se a política é feita de timing, credibilidade e capacidade de articulação — Max Russi está em plena ascensão. E, se mantiver o ritmo, poderá se tornar um dos protagonistas mais fortes da disputa pelo Governo em 2026. 📲 Siga acompanhando as análises políticas e os bastidores do poder em Mato Grosso aqui no MT Urgente.
Forças de segurança desarticulam garimpo ilegal em Paranaíta
As forças de segurança deflagraram, nesta segunda-feira (16.6), uma operação que desarticulou um garimpo ilegal de grande porte no município de Paranaíta, na região do Rio Apiacás (cerca de 900 km de Cuiabá). A ação, que teve continuidade nesta terça-feira (17), resultou na apreensão e inutilização de duas balsas, um motor estacionário, um equipamento de sucção utilizado na extração ilegal de minério e mais de dois mil litros de combustível. Cerca de 50 servidores participaram da operação, entre profissionais da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), Polícia Militar, Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental, Corpo de Bombeiros Militar, Rotam, Batalhão de Operações Especiais (Bope), Força Tática, efetivo do 9º Comando Regional, e Polícia Federal. A ação também contou com apoio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). O secretário adjunto de Integração Operacional, coronel PM Fernando Augustinho, destacou o trabalho integrado das forças de segurança no combate aos crimes ambientais. “Parabenizo todas as forças envolvidas pelo trabalho conjunto na desarticulação deste garimpo ilegal. A atuação integrada das instituições é essencial no enfrentamento aos crimes ambientais, que são uma das prioridades do Governo do Estado. A Segurança Pública segue firme na política de Tolerância Zero contra esse tipo de crime”. De acordo com o comandante do 9º Comando Regional da Polícia Militar, sediado em Alta Floresta, tenente-coronel Oswaldo Marins Rabelo, o planejamento da operação teve início após uma denúncia recebida pelo Batalhão Ambiental, que relatava desmatamento ilegal na região do Rio Apiacás. Durante a verificação, os policiais se depararam com o garimpo irregular. “Em razão dessa situação, fizemos um acompanhamento e demos apoio aos policiais do Batalhão Ambiental para a retirada dos garimpeiros naquela ocasião. Posteriormente, recebemos a informação de que eles haviam retornado à região. A partir disso, com o trabalho de inteligência do 9º Comando Regional, realizamos uma ação conjunta com o Comando-Geral da PMMT e a Sesp, por meio da Secretaria Adjunta de Integração Operacional (Saiop), o que resultou nesta força-tarefa”, explicou o tenente-coronel. Durante a operação, também foi apreendida uma caminhonete F-4000 com irregularidades administrativas. Duas pessoas que estavam no local foram ouvidas pela Polícia Federal.
Vereador Jefferson Siqueira denuncia censura política dentro da Câmara de Cuiabá e ameaça CPI da Comunicação
O clima esquentou na sessão desta terça-feira (17) na Câmara Municipal de Cuiabá. O vereador Jefferson Siqueira (PSD) fez uma grave acusação de censura institucional contra a Secretaria de Comunicação (Secom) da Casa, afirmando que a pasta estaria atuando para silenciar vereadores de oposição ao prefeito Abílio Brunini (PL). Segundo Siqueira, o atual secretário de Comunicação, Luiz Gonzaga, estaria vetando publicações, filtrando conteúdos e impedindo a divulgação das ações parlamentares que não seguem a cartilha do Executivo. “Está claro que existe uma subordinação direta do secretário à gestão do prefeito. Ele está blindando o Executivo e censurando tudo o que vem da oposição. Isso é covardia, ilegal e inadmissível”, disparou o vereador em plenário. Câmara ou extensão da Prefeitura? O parlamentar foi além: afirmou que a Secom está transformando o site institucional da Câmara em um canal de propaganda da Prefeitura, o que compromete a função fiscalizadora do Legislativo. “Estamos virando um anexo da Prefeitura. O secretário não tem o direito de decidir quem aparece ou não. Ele não é censor. É servidor da Câmara, não da gestão do Abílio”, reforçou Jefferson. Ele também criticou o uso de critérios políticos e subjetivos para aprovar ou barrar conteúdos dos vereadores, alegando que isso atinge diretamente a democracia e a liberdade de expressão dentro da Casa. “Quem pede prova é o Judiciário. O papel da Comunicação é garantir voz igual a todos os parlamentares — oposição ou base. O que está acontecendo é um boicote institucional orquestrado”, afirmou. 🔎 CPI das Mídias Digitais pode estar a caminho Diante do que chamou de “censura sistemática”, Jefferson Siqueira declarou que pretende conversar com a presidente da Câmara, vereadora Samantha Iris (UB), e defendeu publicamente a criação de uma CPI das Mídias Digitais para investigar a atuação da Secom. “Não sou o único silenciado. Outros vereadores da oposição também estão sendo apagados. É hora de dar um basta e apurar isso com seriedade. A comunicação da Casa não pode servir a um lado só”, concluiu. A denúncia de Jefferson promete movimentar os bastidores da Câmara nos próximos dias, acirrando ainda mais os embates entre base e oposição. Parlamentares já sinalizam apoio à abertura da CPI, que pode colocar a estrutura de comunicação da Câmara sob os holofotes. Veja o Vídeo https://www.instagram.com/reel/DLBSmQ6S9cJ/?igsh=MW81dDFsYTVtbm1hNQ%3D%3D