O sistema de saúde pública em Mato Grosso vive um momento de grande alerta. Com a inauguração prevista do novo Hospital Central, em setembro de 2025, surge um movimento silencioso – mas devastador – que pode culminar no fechamento da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, hospital que há quase dois séculos salva vidas e ampara famílias inteiras em momentos de desespero. A possível desativação da unidade lança uma sombra sobre o presente e o futuro do atendimento oncológico no Estado. Atualmente, a Santa Casa acompanha 500 adultos em tratamento contra o câncer, além de 100 crianças em quimioterapia. Na radioterapia, são 74 pacientes ativos e outros 70 aguardando avaliação. “Minha mãe foi cuidada aqui com dignidade. Como pensar em fechar isso?” O desabafo de Luciana, filha de Dona Marlene, que recentemente passou por tratamento na Santa Casa, sintetiza o sentimento de centenas de famílias mato-grossenses: “Minha mãe foi tratada com dignidade e humanidade. Saber que este hospital pode fechar é como reviver a dor do diagnóstico. A Santa Casa nos deu esperança, acolhimento. Fechar esse hospital é negar isso a outras famílias.” Uma estrutura insubstituível A médica radioterapeuta Maria Elisabeth Meurer Alves afirma que não existe estrutura pronta para substituir o serviço da Santa Casa. O hospital possui um aparelho de radioterapia avaliado em R$ 1,5 milhão, instalado com aprovação da Comissão Nacional de Energia Nuclear. “Cada aparelho tem capacidade limitada. Se a Santa Casa fechar, simplesmente não haverá como atender a todos. Estamos no limite. A conta não fecha. E o prejuízo é direto na vida das pessoas.” A fila já chega a 60 dias. E se fechar? O presidente do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT), Diogo Leite Sampaio, destaca que existe uma lei federal que determina que o tratamento de câncer inicie em até 60 dias após o diagnóstico. Mas a realidade é que a fila para iniciar a radioterapia já chega a esse tempo. “Fechar a Santa Casa é tirar o pouco que já temos. O novo Hospital Central pode ser importante, mas não substitui toda a estrutura da Santa Casa. Oncologia clínica, radioterapia, retaguarda de leitos… tudo isso está lá. E tudo isso está em risco.” Uma história que não pode ser interrompida A Santa Casa de Cuiabá tem quase 200 anos de serviços prestados. É mais do que um hospital: é um símbolo da saúde pública mato-grossense. Desativá-la sem um plano estruturado, sem uma rede absorvente, é um atentado contra o presente e o futuro da vida de milhares de pessoas. A pergunta que fica: se não é possível oferecer mais, por que cogitam tirar o que já existe? “Talvez os políticos que pensam em fechar este hospital não conheçam a sua história. Talvez nunca tenham passado horas ao lado de alguém fazendo quimioterapia. Talvez não entendam o que é uma mãe ouvir de um médico: ‘vamos tentar mais uma sessão’. Porque se soubessem, **jamais cogitariam apagar essa esperança”, desabafa Luciana.
Sérgio Ricardo revela que mais de 62 mil servidores de MT têm empréstimo consignado e cobra transparência das financeiras
O presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, fez um alerta público e direto sobre a realidade dos empréstimos consignados contratados por servidores estaduais. Segundo levantamento do órgão, mais de 62 mil servidores públicos – entre ativos, aposentados e pensionistas – possuem empréstimos ativos com empresas consignatárias. Durante Mesa Técnica realizada nesta quinta-feira (13), Sérgio Ricardo apresentou números preocupantes: Mais de 20 mil servidores comprometem mais de 35% de sua renda com dívidas; Cerca de 7.800 ultrapassam o limite de 70% da renda comprometida. “São 62 mil servidores com empréstimo consignado. É um número muito alto. Muitos estão comprometendo grande parte da renda, o que gera um impacto social grave”, destacou o presidente. Plataforma digital vai reunir todos os contratos Durante a reunião, o presidente explicou que o TCE-MT ainda não tem o valor total das dívidas contratadas, pois os contratos estão espalhados entre diversas empresas. Para mudar isso, o tribunal está criando uma plataforma digital, onde as instituições financeiras deverão registrar todos os contratos ativos. “Vamos criar uma plataforma. As empresas pediram prazo para enviar os dados de forma digital. Terão até o dia 30 de junho para entregar tudo. Só assim teremos clareza total da situação”, disse Sérgio Ricardo. Empresas ausentes serão notificadas Outro ponto destacado pelo presidente foi a falta de compromisso da maioria das empresas que operam com consignado no Estado. Das mais de 20 empresas credenciadas, apenas 6 compareceram à reunião, entre elas: Capital Consig Banco Daycoval S.A. Eagle Sociedade de Crédito Direto S.A. Cartus Sociedade de Crédito Direto S.A. Taormina Soluções Financeiras S.A. Pix Card Serviços Tecnológicos e Financeiros LTDA. As demais empresas, segundo Sérgio Ricardo, serão questionadas quanto à sua regularidade e podem ser excluídas do sistema de consignações se não apresentarem os contratos até o fim do mês. “Essas empresas foram convidadas, notificadas e simplesmente não vieram. Nós nem sabemos se todas existem de fato. Se não comparecem para prestar contas, não devem continuar recebendo dinheiro do servidor público. Vamos recomendar ao governador a suspensão dos repasses para essas empresas até que regularizem a situação”, afirmou. TCE-MT amplia seu papel em defesa do servidor A atuação do presidente Sérgio Ricardo reforça o compromisso do TCE-MT em proteger o servidor público de abusos financeiros e garantir transparência nos contratos que impactam diretamente a renda de milhares de famílias. O trabalho da Corte está sendo realizado em parceria com a Assembleia Legislativa, sindicatos e empresas. “O servidor tem o direito de saber para onde vai seu dinheiro, e o Estado tem o dever de zelar pela legalidade desses contratos”, finalizou Sérgio Ricardo.
Prefeito de Pontal do Araguaia relata fuga de Israel em meio a ataques: “Fomos os últimos a sair”
Em meio ao crescente conflito entre Israel e Irã, o prefeito de Pontal do Araguaia, Adelcino Lopo (MDB), viveu momentos de tensão ao deixar o território israelense com sua esposa, a empresária Adriana Lima, durante uma viagem à Terra Santa. O casal estava em peregrinação religiosa e celebração pelos 32 anos de casamento, quando os bombardeios se intensificaram na região. Nesta sexta-feira (13), o prefeito publicou um vídeo em suas redes sociais relatando o episódio. Segundo ele, conseguiram embarcar no último voo antes do fechamento do espaço aéreo de Israel. “Amigos, o negócio está tenso aqui em Israel. Saímos de Tel Aviv ontem, no último voo. Fecharam o espaço aéreo. Estamos agora nos Emirados Árabes, vamos pegar um avião com destino a São Paulo. Fomos os últimos a sair”, contou. O gestor informou ainda que ele e Adriana estão em segurança, já em conexão nos Emirados Árabes Unidos, de onde partiriam em um voo de retorno ao Brasil. Viagem marcada por fé e emoção Antes da crise se agravar, o casal viveu momentos marcantes na Terra Santa. Adriana, em suas redes sociais, compartilhou a renovação dos votos de casamento no Santuário das Bodas de Caná da Galileia, local bíblico que simboliza a celebração do amor e da fé. “Amor que resiste ao tempo, às diferenças e se fortalece com fé, risadas e companheirismo”, escreveu Adriana. Ela também aproveitou a estadia para renovar seu batismo no Rio Jordão, descrevendo a experiência como única: “Coração cheio de paz, alma leve e muita gratidão!” Tensão internacional: Israel e Irã em confronto direto A viagem, no entanto, coincidiu com a escalada da tensão no Oriente Médio. Após uma série de ataques israelenses contra alvos militares e nucleares iranianos, o Irã retaliou com o lançamento de centenas de mísseis contra o território de Israel, atingindo inclusive Tel-Aviv e Jerusalém, cidades por onde o casal brasileiro passou. Segundo as autoridades israelenses, mais de 200 alvos foram atingidos em território iraniano nos últimos dias. Em resposta, o Irã lançou mísseis contra sete pontos em Tel-Aviv e anunciou que “atingiu alvos com força e precisão”, incluindo instalações militares e de defesa. Sirene de ataque aéreo soaram em Jerusalém e uma explosão foi ouvida à distância durante uma coletiva de imprensa. As forças israelenses pediram à população que buscasse abrigo imediatamente. O conflito se intensificou após o ataque à instalação nuclear de Natanz, além do bombardeio de Isfahan, centro do programa nuclear iraniano. O governo iraniano confirmou a morte de cientistas e militares seniores nos ataques israelenses. Retorno ao Brasil e alívio O prefeito e sua esposa devem desembarcar em São Paulo ainda neste final de semana. O retorno à cidade de Pontal do Araguaia marca o fim de uma viagem que começou como celebração e terminou como fuga. Apesar do susto, o prefeito reforçou que está bem e grato por ter conseguido deixar o país a tempo. “Logo mais estaremos nas terras do Pontal do Araguaia”, disse, aliviado.
Corpo de Bombeiros realiza Congresso Internacional de Gestão de Incêndios Florestais a partir de segunda-feira (16)
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) realiza no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, o ForestFire 2025 – Congresso Internacional de Gestão de Incêndios Florestais, evento inédito no Brasil e que reunirá especialistas de 10 países, pesquisadores e comandantes dos 27 Corpos de Bombeiros Militares do país, entre os dias 16 e 18 de junho. A programação conta com palestras técnicas, minicursos e uma feira de expositores com entrada gratuita e aberta ao público. Estarão presentes representantes e palestrantes de países como Portugal, Estados Unidos, Canadá, México, Nova Zelândia, Espanha, Chile, Irlanda, França e Brasil. Durante os três dias de evento, os participantes terão acesso a palestras com autoridades internacionais, workshops práticos, painéis de discussão e exposição de tecnologias inovadoras voltadas à prevenção, monitoramento e combate a incêndios florestais. Além de comandantes e especialistas estrangeiros, o congresso reúne também bombeiros, gestores ambientais e profissionais envolvidos no manejo e combate a incêndios florestais de diversas partes do mundo, promovendo a troca de experiências e o fortalecimento da cooperação internacional na gestão de incêndios. Sugestão de Pauta Evento: ForestFire 2025 – Congresso Internacional de Gestão de Incêndios Florestais Data e horário: 16 a 18 de junho de 2025; 08h às 18h. Local: Centro de Eventos do Pantanal – Cuiabá/MT.
Flagrante, dinheiro, santinhos e… absolvição: a Justiça considerou insuficientes as provas de compra de votos em Jauru
Uma candidata presa em flagrante com dinheiro e material de campanha. Santinhos apreendidos. Relatos de eleitores que receberam quantias em espécie. Cheques em branco assinados. Uma investigação robusta e repleta de elementos. Mesmo diante de todos esses fatos, a Justiça Eleitoral da 41ª Zona de Araputanga decidiu julgar improcedente a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) movida contra a chapa eleita em Jauru, composta por Valdeci José de Souza (“Passarinho”) e Enércia Monteiro dos Santos, prefeitos eleitos em 2024. A sentença, assinada em 13 de junho de 2025 pelo juiz Dimitri Teixeira Moreira dos Santos, reconhece que houve provas, mas entende que não foram suficientemente robustas para justificar a cassação dos mandatos. E aí fica a pergunta: Houve ou não houve compra de votos? E se houve, por que não houve condenação? O que foi apresentado na ação? A coligação “Por um Jauru Melhor” acusou a chapa adversária de ter praticado abuso de poder econômico e compra de votos. Os principais pontos da acusação incluíram: A prisão em flagrante da vice-prefeita eleita Enércia Monteiro, dias antes da eleição, com R$ 500,00 em espécie e santinhos de campanha; A apreensão de cheques em branco assinados por Enércia; O depoimento da eleitora Valdirene, que afirmou ter recebido o dinheiro diretamente das mãos da candidata, prometendo apoio e voto em troca; A operação policial que apreendeu valores e materiais na casa de Enércia, onde outras pessoas também estavam com dinheiro vivo. O que decidiu a Justiça? Na sentença, o juiz reconhece que houve fatos relevantes, mas entendeu que a acusação não conseguiu comprovar o “nexo direto” entre o dinheiro entregue e a intenção de comprar votos. Segundo a decisão: O valor entregue à eleitora poderia estar relacionado a trabalho de campanha — o que, embora irregular, não caracteriza necessariamente compra de votos; A quebra de sigilo bancário de Enércia não demonstrou movimentações incompatíveis com sua renda ou que indicassem abuso de poder econômico; O uso de dinheiro vivo na região rural de Jauru é culturalmente comum, segundo testemunhas. A Justiça, então, se baseou no princípio do “pro sufrágio” — que orienta a manutenção dos mandatos eletivos quando há dúvida quanto à gravidade ou à prova das acusações. O que diz a Lei Eleitoral? Para cassar um mandato por compra de votos (art. 41-A da Lei nº 9.504/97), é necessário: Que o candidato tenha oferecido, prometido ou entregue algum bem ou vantagem pessoal; Que haja intenção clara de obter o voto (dolo); Que a conduta tenha ocorrido durante o período eleitoral; E que seja possível comprovar a ligação entre o benefício e o eleitorado. No caso de Jauru, o juiz entendeu que não havia elementos suficientes para preencher todos esses requisitos. Assim, optou por manter o resultado das urnas. Mas… e a prisão da candidata? E os cheques em branco? E o dinheiro? A sentença reconhece os fatos. O que se questiona é se eles, individualmente, seriam suficientes para provar o crime eleitoral com a “robustez exigida pela jurisprudência do TSE”. O juiz admite que a situação é grave, mas sustenta que não basta a suspeita — é preciso certeza jurídica. E isso, segundo ele, não ficou configurado nos autos. Fica então a pergunta: houve ou não houve? A candidata foi presa. Havia dinheiro, material de campanha e testemunhas. Mas a Justiça não viu provas suficientes. A denúncia existiu. O flagrante aconteceu. Mas a decisão foi pela absolvição. Em que ponto a linha entre o ético e o ilegal se torna invisível?Quando a dúvida protege o voto — ou protege o abuso? E agora? Com a improcedência da ação, os mandatos de Passarinho e Enércia estão mantidos. A coligação denunciante ainda pode recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso. Até lá, a pergunta continua ecoando entre os eleitores de Jauru: Se não houve, por que ela foi presa? E se houve, por que não foi punida?
Mato Grosso é segundo estado do país que mais apreendeu cocaína em 2024, aponta Mapa da Segurança Pública
Mato Grosso subiu para a segunda colocação entre os estados brasileiros que mais apreenderam cocaína em 2024, segundo dados do Mapa da Segurança Pública de 2025, divulgado pelo Ministério da Justiça nesta quarta-feira (11.6). Conforme dados do mapa, as ações das forças de segurança estaduais apreenderam 23,6 toneladas de cloridrato de cocaína e de pasta base de cocaína. O total representa um aumento de 3,8 toneladas em relação a 2023, quando Mato Grosso apreendeu 19,8 toneladas. Mato Grosso ficou atrás apenas de São Paulo, que retirou 47,9 toneladas de circulação. Na edição do mapa de 2023, o estado mato-grossense despontou em terceiro lugar, com 19,8 toneladas de cocaína apreendida. O Mapa da Segurança Pública apontou também que Mato Grosso ficou na oitava colocação entre os estados que mais apreenderam maconha no ano passado. No total, foram 17,6 toneladas. Somando cocaína e maconha, as apreensões representam um volume total de 41,2 toneladas de entorpecente, o que significa um prejuízo estimado em R$ 554 milhões às facções criminosas. O volume é 57% maior do que foi apreendido em 2023, quando 26,2 toneladas de drogas foram retiradas de circulação. Para o secretário adjunto de Integração Operacional (Saiop), coronel PM Fernando Augustinho, os estudos divulgados reconhecem os esforços do Governo de Mato Grosso no combate ao tráfico de drogas e às ações das facções criminosas, que têm sido o foco da atual gestão. “O aumento das apreensões demonstra os esforços do Estado no combate às facções criminosas e ao tráfico. Outro exemplo de dedicação do Estado contra o crime é o programa Tolerância Zero, que vem reduzindo crimes e aumentando ainda mais as apreensões de drogas. O tráfico é o pilar financeiro dos grupos criminosos. Quando conseguimos apreender, estamos quebrando um ciclo financeiro das facções criminosas, descapitalizando o crime e, consequentemente, contribuindo para a redução dos índices de criminalidade”, concluiu.
Sérgio Ricardo escreve história no TCE-MT com gestão unificadora e reeleição inédita
Atual presidente é destaque pela atuação estratégica entre os três poderes e por defender soluções para grandes obras e causas sociais O conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida, presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), tem protagonizado uma das gestões mais transformadoras da história recente da instituição. Com uma postura firme, técnica e de diálogo permanente com os demais poderes, Sérgio Ricardo surge como favorito à reeleição para o biênio 2026–2027. A eleição para a nova Mesa Diretora da Corte ainda será realizada, mas o cenário já indica um apoio expressivo ao atual presidente, fruto de uma gestão inovadora, articulada e focada em resultados concretos para o estado. Experiência política e liderança técnica Formado em Direito, Sérgio Ricardo tem longa trajetória na vida pública de Mato Grosso. Foi vereador, deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa. Em dezembro de 2023, assumiu seu primeiro mandato como presidente do TCE-MT, adotando uma atuação enérgica, próxima da sociedade e com foco na fiscalização eficiente dos recursos públicos. Desde então, seu estilo de gestão tem se caracterizado por transparência, inovação e capacidade de articulação institucional, consolidando sua imagem como líder técnico e político dentro do Tribunal. Gestão moderna e aproximada Entre os principais marcos está a criação das Mesas Temáticas Interinstitucionais, que colocam representantes do Executivo, Legislativo, Judiciário e sociedade civil para debater, juntos, soluções para temas sensíveis — como saúde, infraestrutura, empreendedorismo e gestão pública. Sérgio também foi idealizador do Fórum Interinstitucional de Apoio ao Empreendedorismo e às Micro e Pequenas Empresas, iniciativa que fortalece o ambiente de negócios com base em governança, diálogo institucional e incentivo ao desenvolvimento regional. Atuação direta em grandes obras e causas sociais Como relator de projetos estratégicos, o presidente do TCE tem acompanhado de perto obras como o BRT Cuiabá–Várzea Grande, impondo vistorias técnicas diárias, pressão por prazos e transparência total nos contratos. Outro exemplo foi sua atuação decisiva na intermediação entre Executivo e Legislativo para destravar o impasse dos empréstimos consignados de servidores públicos, pauta travada há meses e que envolvia interesses conflitantes. A ação firme de Sérgio Ricardo resultou em um acordo que preservou direitos, garantiu segurança jurídica e protegeu milhares de famílias. Ele também teve papel de destaque ao cobrar publicamente maior transparência nos incentivos fiscais concedidos pelo Estado, além de defender a aquisição da Santa Casa de Cuiabá como hospital público permanente — ação que busca preservar um patrimônio de saúde essencial para a capital. Fortalecimento institucional e reconhecimento nacional Sérgio Ricardo firmou parcerias com instituições como o TCU e a Rede Governança Brasil, ao lado do ministro Augusto Nardes, levando Mato Grosso a adotar práticas de excelência em governança pública, planejamento estratégico e combate à má gestão. Essas ações renderam reconhecimento nacional e colocaram o TCE-MT como modelo de articulação federativa e agente ativo no desenvolvimento de políticas públicas. Clima de apoio à reeleição Embora a eleição oficial para o novo biênio ainda vá ocorrer, os bastidores apontam para uma recondução consensual, com apoio da maioria — senão da totalidade — dos conselheiros da Corte. A eventual reeleição, viabilizada pela Emenda Regimental nº 8/2025, seria a primeira consecutiva da história recente do TCE-MT, um marco que reforça a força institucional e política conquistada por Sérgio Ricardo em pouco mais de um ano de gestão. Marcos de uma gestão que se destacou: 🛠 Fiscalização intensa de grandes obras: como o BRT, com relatórios técnicos, pressão por cumprimento de prazos e combate à paralisação; 🧾 Mediação na crise dos consignados dos servidores públicos, garantindo solução definitiva após impasse entre os poderes; 🏥 Cobrança ativa por transparência fiscal e defesa da Santa Casa como hospital público; 💼 Criação de fóruns e mesas temáticas, com a presença dos três poderes para decisões estratégicas integradas; 🌐 Parcerias nacionais com o TCU e a Rede Governança Brasil, elevando o padrão de gestão pública no estado. Olhar para o futuro Caso seja reconduzido, Sérgio Ricardo dará continuidade a um trabalho que tem sido elogiado por técnicos, autoridades e pela sociedade civil organizada. Com respaldo político e técnico, sua liderança já é considerada um divisor de águas na história recente do TCE-MT. “Meu descanso é no trabalho.”— Sérgio Ricardo, presidente do TCE-MT Mais do que um lema pessoal, a frase resume o espírito de uma gestão que tem transformado o Tribunal de Contas em um verdadeiro instrumento de desenvolvimento, equilíbrio entre os poderes e defesa do interesse público em Mato Grosso. Alex Rabelo
Tragédia aérea: avião da Air India com 242 pessoas a bordo cai no noroeste do país
Um avião da companhia aérea Air India, modelo Boeing 787-8 Dreamliner, caiu nesta quinta-feira (12), próximo ao Aeroporto Internacional Sardar Vallabhbhai Patel, em Ahmedabad, no noroeste da Índia. A aeronave transportava 242 pessoas, incluindo passageiros e tripulantes, e seguia viagem com destino ao Aeroporto de Gatwick, em Londres, Reino Unido. A queda ocorreu por volta das 13h39 no horário local (5h09 pelo horário de Brasília). A informação foi confirmada pela própria companhia aérea e pelas autoridades locais. Até o momento, não há informações oficiais sobre o número de mortos ou feridos, embora equipes de resgate estejam no local realizando os primeiros atendimentos e tentando acessar os destroços da aeronave. De acordo com o site de rastreamento de voos Flightradar24, o voo estava operando normalmente até momentos antes do acidente, quando perdeu altitude rapidamente nos arredores do aeroporto. Relatórios preliminares apontam que o acidente pode ter sido causado por uma falha técnica ou condições meteorológicas adversas, mas as causas ainda estão sendo investigadas. O ministro da Aviação Civil da Índia, em nota oficial, afirmou que uma equipe da Diretoria Geral de Aviação Civil (DGCA) foi mobilizada para o local e será responsável pela investigação detalhada da tragédia. “Nos solidarizamos com as famílias dos passageiros. Toda ajuda e apoio necessários estão sendo providenciados”, declarou o ministro. Imagens da mídia local mostram fumaça intensa e partes da fuselagem espalhadas em uma área de mata próxima à pista auxiliar de emergência do aeroporto. Helicópteros e ambulâncias foram acionados para o resgate das vítimas. A Air India declarou que está trabalhando em estreita colaboração com as autoridades de resgate e montou uma central de atendimento para familiares das vítimas. Atualizações oficiais serão divulgadas ao longo do dia pelas autoridades indianas. Até o fechamento desta matéria, as identidades dos passageiros ainda não haviam sido divulgadas. Este é considerado o maior acidente aéreo da companhia em anos e reacende o debate sobre a segurança operacional em voos de longa distância. Veja o Vídeo:
MT registra duas suspeitas de gripe aviária em humanos; nove pessoas são monitoradas em Campinápolis
O estado de Mato Grosso monitora nove pessoas que tiveram contato direto ou indireto com aves diagnosticadas com gripe aviária na cidade de Campinápolis, localizada a 658 km de Cuiabá. A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) confirmou que duas dessas pessoas são consideradas casos suspeitos de contaminação humana pelo vírus da influenza aviária H5N1. As amostras foram coletadas e encaminhadas ao Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, onde serão realizados exames laboratoriais detalhados para confirmar ou descartar a infecção. A expectativa é que os laudos estejam disponíveis nos próximos dias. De acordo com Suelen Cequinel, coordenadora de vigilância sanitária do município, todas as medidas preventivas estão sendo tomadas. “A vigilância epidemiológica, juntamente com o Estado, deu início às investigações. No momento, temos nove pessoas em monitoramento, sendo duas delas como casos suspeitos. Já foi iniciado o protocolo de manejo clínico, notificação, coleta de amostras e tratamento conforme diretrizes do Ministério da Saúde”, declarou. Ainda segundo Suelen, a população deve reforçar os cuidados com a higiene na manipulação e preparo de alimentos, especialmente carnes de origem aviária. O cozimento adequado inativa o vírus, tornando o consumo seguro. Como medida emergencial, o governo do Estado decretou situação de emergência zoossanitária por 90 dias, com possibilidade de prorrogação. O decreto foi assinado pelo governador em exercício, Otaviano Pivetta, após a confirmação do foco de H5N1 em uma propriedade rural de Campinápolis. O documento autoriza compras emergenciais para conter a doença e concede poderes ao Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) para expedir normas complementares. Técnicos do Indea estiveram na região para realizar o monitoramento do entorno da propriedade, executar a desinfecção do local e rastrear possíveis novos focos. Apesar da preocupação com a transmissão para humanos, autoridades sanitárias ressaltam que o consumo de carne de frango permanece seguro, desde que devidamente cozido. A SES-MT reafirma que todos os casos estão sendo rigorosamente acompanhados conforme os protocolos nacionais e reforça que a população deve manter a calma, confiar nas orientações das autoridades e evitar o compartilhamento de informações falsas. Novas atualizações serão divulgadas conforme o avanço das investigações laboratoriais e medidas adotadas pelo governo estadual e municipal.
Torcida do Flamengo protesta contra Gerson no embarque para o Mundial: “Traidor”
Jogador é hostilizado com gritos e notas falsas de R$ 3 antes de viagem à Copa do Mundo de Clubes; transferência para o Zenit gera revolta O clima foi de tensão e protesto no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (data). Torcedores do Flamengo, convocados pelo movimento AeroFla para apoiar o elenco na viagem rumo à Copa do Mundo de Clubes, voltaram suas atenções a um alvo específico: o volante Gerson, chamado de “mercenário”, “traidor” e até “Judas”. Em meio a gritos de ordem, os rubro-negros exibiram notas falsas de R$ 3 com o rosto do jogador, em um gesto simbólico de repúdio à saída do atleta rumo ao futebol russo. Os manifestantes ainda entoaram cânticos como: “O Flamengo não precisa de você”. A insatisfação da torcida se intensificou após a confirmação de que Gerson aceitou proposta do Zenit, da Rússia. O clube europeu vai aguardar o término da participação do Flamengo no Mundial para efetuar o pagamento da multa rescisória, no valor de 25 milhões de euros (aproximadamente R$ 158 milhões na cotação atual). A transferência, embora lucrativa para o Flamengo, não caiu bem entre parte da torcida, que esperava maior comprometimento do jogador com o clube, especialmente em uma das competições mais importantes do calendário rubro-negro. Gerson, que já havia defendido o clube entre 2019 e 2021, retornou ao Flamengo em 2023, mas agora se prepara para uma nova saída, dessa vez em definitivo. Apesar do protesto, o embarque da delegação ocorreu sem incidentes graves. O Flamengo estreia no Mundial com grandes expectativas, mas a turbulência envolvendo o volante promete deixar marcas até o fim da competição.