A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, participou, nesta sexta-feira (12.12), da entrega de 10 unidades habitacionais do programa SER Família Habitação Faixa Zero, em São Pedro da Cipa. As casas, totalmente gratuitas, foram destinadas às famílias em situação de vulnerabilidade social, marcando um novo capítulo na vida dos beneficiários. Foto: Jana Pessôa | Unaf Durante a solenidade, Virginia Mendes destacou o significado da casa própria para quem mais precisa e relatou, de forma emocionada, o impacto desse sonho realizado. “Eu sei exatamente o que significa sonhar com a casa própria. Já estive nesse lugar, já vivi essa expectativa e, por isso, sei o quanto uma moradia transforma a vida de uma família. Ter um lar é ter dignidade, segurança e esperança de um futuro melhor. Ver essas famílias recebendo suas casas é algo que toca profundamente o meu coração”, afirmou a primeira-dama. O secretário de Estado de Assistência Social e Cidadania, Klebson Gomes, ressaltou a emoção de acompanhar de perto a entrega das moradias e o impacto social da ação. Foto: Kawe Pires | Setasc-MT “É muito satisfatório participar de um momento como esse. Ver o brilho nos olhos das pessoas, a emoção de receber a casa própria, nos mostra que estamos no caminho certo. São ações que mudam realidades e fortalecem famílias”, destacou o secretário. O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual Max Russi, também enfatizou os avanços do Estado na política habitacional. “Mato Grosso tem avançado muito na política social de habitação, graças ao olhar atencioso e responsável do Governo do Estado. Programas como esse demonstram compromisso com quem mais precisa e com a construção de um estado mais justo”, afirmou. Entre as famílias contempladas, está a de Graciela Rodrigues, mãe de José, Miguel, Maria, Isabeli e Sofia, que falou emocionada sobre a conquista. Foto: Kawe Pires | Setasc-MT “É difícil colocar em palavras o que estamos sentindo. Essa casa representa segurança para os meus filhos, um lugar digno para crescerem e sonharem. Sou muito grata por essa oportunidade que mudou a nossa história”, disse Graciela. Outra beneficiária, Marielly Pereira de Jesus, também agradeceu pela entrega da moradia. “Hoje é um dia inesquecível para mim. Receber essa casa é a realização de um sonho que eu não sabia se um dia seria possível. Só tenho gratidão por todos que tornaram isso realidade”, afirmou. O prefeito de São Pedro da Cipa, Eduardo, agradeceu o apoio do Governo do Estado e destacou a atuação da primeira-dama na área social. “Agradeço o olhar atencioso da primeira-dama Virginia Mendes para a área social e para o nosso município. Essa ação transforma a vida dessas famílias e fortalece São Pedro da Cipa. É um trabalho que faz a diferença de verdade”, concluiu. Foto: Kawe Pires | Setasc-MT O SER Família Habitação Faixa Zero é uma das principais ações do Governo de Mato Grosso voltadas à garantia do direito à moradia, promovendo inclusão social e mais qualidade de vida para famílias em situação de vulnerabilidade em todo o estado.
Lei Seca dupla resulta na prisão de 14 condutores por embriaguez em avenida de Cuiabá
Quatorze motoristas foram presos por embriaguez ao volante durante dois pontos de fiscalização da Operação Lei Seca, realizados na madrugada deste sábado (13.12), nos dois sentidos da Avenida Archimedes Pereira Lima (Estrada do Moinho), nos bairros Jardim Itália e Santa Cruz, em Cuiabá. De acordo com o relatório, 101 veículos foram abordados e 104 condutores fizeram o teste de alcoolemia. No total, 61 multas foram aplicadas e 34 veículos foram removidos, sendo 32 carros e duas motocicletas. A ação teve início às 3h e se estendeu até cerca de 5h30. Vale lembrar que, além do consumo de álcool e da falta de documentação de uso obrigatório, como a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), irregularidades e condições precárias de segurança resultam em multas e remoções de veículos. A Operação Lei Seca é realizada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), sob a coordenação do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), em conjunto com o Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPMTran), a Delegacia Especializada em Delitos de Trânsito (Deletran), o Departamento Estadual de Trânsito (Detran), o Corpo de Bombeiros (CBM), a Polícia Penal e o Sistema Socioeducativo. A Guarda Municipal de Várzea Grande e a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) de Cuiabá integram as equipes da Sesp quando as ações ocorrem em seus municípios. Implicações Além da autuação criminal, com exigência do pagamento de fiança para responder pelo crime em liberdade, a multa inicial para quem dirigir embriagado é de R$ 2.934,70 e pode chegar a R$ 5.869,40 em caso de reincidência. O motorista também tem a CNH suspensa e perde o direito de dirigir por um período de até 12 meses. Essas penalidades estão previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e em resoluções aprovadas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
Ingressos para shows de Gustavo Lima e Alok podem ser retirados a partir desta sexta
Os ingressos gratuitos para os shows de Gusttavo Lima e Alok no Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá, podem ser retirados a partir desta sexta-feira (12). As entradas estão disponíveis desde as 6h, exclusivamente pela plataforma Facepass, e poderão ser resgatadas até as 23h59 de segunda-feira (15), ou enquanto houver disponibilidade. As apresentações acontecem nos dias 19 e 20 de dezembro e integram a programação oficial de inauguração do Hospital Central do Estado e da Arena Show do Parque Novo Mato Grosso. Para cada espetáculo, serão disponibilizados 80 mil ingressos gratuitos, todos com acesso à pista. Para garantir a entrada, o público deve realizar o cadastro com biometria facial na plataforma Facepass e, em seguida, acessar a página oficial do evento para efetuar o resgate do ingresso digital. Em ambos os dias de show, os portões do parque serão abertos a partir das 18h. O cantor Gusttavo Lima se apresenta no dia 19, mesma data da inauguração do Hospital Central, marcada para as 17h. A unidade de saúde, cuja obra ficou paralisada por 34 anos, teve a construção retomada em 2020 pelo Governo do Estado. A gestão ficará a cargo do grupo Albert Einstein, com início do atendimento à população previsto para 19 de janeiro, por meio da Central de Regulação do SUS. Considerado um hospital de alta complexidade, o Hospital Central contará com 287 leitos, entre UTIs, unidades de cuidados intermediários e enfermarias. A estrutura tem capacidade para realizar milhares de consultas, exames e cirurgias anualmente, ampliando de forma significativa a rede pública de saúde em Mato Grosso. No dia 20, será a vez do DJ Alok subir ao palco, marcando oficialmente a estreia da Arena Show. O espaço foi projetado para receber grandes eventos, com capacidade para até 100 mil pessoas em uma área de 45 mil metros quadrados. A arena conta com banheiros de grande porte, bares, área de alimentação, backstage, bilheteria e um palco de grandes dimensões, consolidando o Parque Novo Mato Grosso como novo polo de entretenimento do estado.
Decisão de Moraes sobre Zambelli reacende crise entre STF e Congresso e expõe disputa sobre quem pode cassar parlamentares
A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinando a cassação imediata da deputada Carla Zambelli (PL-SP) e anulando a votação da Câmara dos Deputados, abriu um novo e intenso embate institucional entre o Judiciário e o Legislativo. O choque recoloca em pauta um debate sensível: quem tem a palavra final sobre a perda de mandato de um parlamentar condenado criminalmente? STF x Câmara: quem decide a cassação? No despacho, Moraes afirma que a Constituição é clara: parlamentar condenado criminalmente com trânsito em julgado perde o mandato por decisão judicial, cabendo à Câmara apenas formalizar o ato, sem possibilidade de reverter ou revisar o mérito. O ministro classificou a votação que salvou Zambelli como um “ato nulo”, por violar dispositivos constitucionais e representar um “desvio de finalidade”. A reação do STF veio menos de 24 horas após a Câmara, em sessão esvaziada e de madrugada, rejeitar a cassação de Zambelli por 227 votos contra 110, quando eram necessários 257 para derrubar o mandato. Motta recuou duas vezes antes de ser confrontado pelo STF A condução do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), virou um dos pontos centrais da crise. Em junho, Motta defendeu publicamente que a cassação não deveria ser votada pela Câmara, porque a decisão judicial já existia. No dia seguinte, pressionado pela ala bolsonarista, recuou e disse que o plenário era “soberano”. Na madrugada de 11/12, tentou adiar a votação alegando baixo quórum — o que foi ignorado — e Zambelli acabou preservada. Com a decisão de Moraes, Motta agora tem 48 horas para cumprir a determinação e dar posse ao suplente. O caso reacende tensão após semana marcada por outra disputa institucional A decisão ocorre logo após um breve “cessar-fogo” entre Supremo e Congresso. Na semana anterior, o ministro Gilmar Mendes havia recuado parcialmente de uma liminar que mexia nas regras sobre pedidos de impeachment de ministros do STF, após forte reação de senadores. Agora, com o caso Zambelli, o conflito entre os Poderes volta ao centro do noticiário. Contexto: STF e Congresso acumulam embates recentes Nos últimos anos, os Poderes se enfrentaram em temas como: Orçamento secreto Marco temporal das terras indígenas Descriminalização da maconha Desoneração da folha Competência para afastamento e julgamento de ministros do STF O caso Zambelli adiciona um novo capítulo à disputa institucional. Como o caso chegou até aqui Em maio de 2024, a Primeira Turma do STF condenou Zambelli a 10 anos de prisão por participação na invasão dos sistemas do CNJ, e determinou: perda do mandato, comunicação imediata à Câmara para formalizar a vacância, início dos trâmites para posse do suplente. A Câmara, no entanto, votou e decidiu manter o mandato — decisão revertida agora por Moraes. Bolsonaristas reagem e partem para o ataque contra o STF A decisão provocou forte reação da bancada do PL na Câmara. O líder do partido, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), chamou Moraes de “ditador psicopata”, afirmando que o ministro “passou por cima da vontade do Parlamento” e cometeu “abuso absoluto de poder”. Segundo ele: “O Brasil viu um ato de usurpação institucional: um homem passando por cima do Parlamento e da vontade do povo.” Outros parlamentares da oposição replicaram críticas semelhantes, acusando o STF de interferir no Poder Legislativo e “rasgar a separação dos Poderes”. Crise aberta: e agora? O caso reacende debates sobre: limites entre Poder Legislativo e Judiciário, quem decide cassação de mandato, até onde vai a autonomia da Câmara em casos de condenação criminal, e como o STF deve agir diante de decisões consideradas inconstitucionais. A determinação de Moraes, além de ter impacto direto sobre Zambelli, pode criar jurisprudência para casos semelhantes, ampliando o poder do Judiciário sobre perdas de mandato. Enquanto isso, o governo federal, o Congresso e o STF entram novamente em clima de tensão — e a crise institucional que parecia arrefecer volta a ganhar força.
Mauro Mendes amplia debate sobre sucessão nacional e aponta governadores como alternativas à polarização entre Flávio Bolsonaro e Tarcísio
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), avaliou que a discussão sobre a sucessão presidencial de 2026 não deve ficar restrita ao nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Em tom equilibrado, Mendes defendeu que o país precisa discutir projetos e soluções concretas, e não apenas repetir embates sobre figuras já conhecidas. Durante evento do PP em Cuiabá, Mendes reforçou que o cenário nacional ainda está aberto e que diversos gestores estaduais podem entrar na disputa, caso haja vontade política. “Não dá para reduzir o debate a esses dois nomes. E o Caiado? Um grande governador. E o Zema? Um grande governador. E o Ratinho Júnior? Um grande governador. Tem outros grandes nomes por aí. Este é o momento de debater projetos, com gente que tem experiência e competência.” A fala apresenta uma leitura mais ampla e pragmática do quadro eleitoral, contrapondo a movimentação recente que colocou Flávio Bolsonaro como pré-candidato oficial do PL — indicação que surpreendeu aliados e endureceu discussões internas dentro da própria direita. Pré-candidatura de Flávio Bolsonaro surpreende e gera desconfiança entre lideranças da direita O anúncio feito por Flávio Bolsonaro, com anuência do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi recebido com cautela por parte de dirigentes de Mato Grosso. Apesar do apoio imediato do PL, a forma como a pré-candidatura foi lançada gerou questionamentos. O ex-senador Cidinho Santos (PP), aliado próximo de Tarcísio, classificou o movimento como abrupto. “Pegou todo mundo de surpresa. O Flávio mesmo se colocou como candidato. O pai apoia, mas não houve fala oficial do Bolsonaro. O apoio, por enquanto, está restrito ao PL.” Cidinho afirma que, fora do partido, a pré-candidatura gera resistência entre governadores e siglas que planejavam uma grande frente em torno de Tarcísio. “O Tarcísio hoje é o líder mais preparado, mais pronto. Seria lamentável se ele não fosse candidato.” Para ele, a falta de uma sinalização unificada enfraquece a capacidade de Flávio de atrair alianças nacionais. Senadora Margareth Buzetti vê boa relação com Flávio, mas aposta que direita deve se unir em torno de Tarcísio A senadora Margareth Buzetti (PSD-MT) adotou postura ponderada ao avaliar o cenário. Para ela, Flávio é equilibrado, tem boa atuação no Senado e é respeitado internamente. Porém, não esconde que considera Tarcísio o nome ideal para consolidar uma candidatura forte. “Tarcísio é técnico, trabalhador e não tem nada que condene sua trajetória. É disso que precisamos. A unificação será difícil no início, mas o nome dele tem condições de aglutinar.” Margareth reconhece que Flávio é competitivo — principalmente após pesquisas que apontaram crescimento imediato —, mas reforça que ainda é cedo para qualquer definição. Cenário nacional ainda está totalmente aberto — e nomes de governadores ganham força As falas de Mendes, Cidinho e Buzetti revelam um ponto comum: a corrida presidencial está longe de ser definida, e a direita vive um momento interno de reorganização. Pontos centrais observados por analistas: Tarcísio segue como o nome mais preparado, mas evita assumir precandidatura agora. Flávio Bolsonaro tenta consolidar apoio interno, porém ainda enfrenta resistências fora do PL. Governadores como Caiado, Zema e Ratinho Júnior começaram a surgir como alternativas reais, indicando que o campo conservador pode ter múltiplas opções. A direita está dividida, e 2026 pode repetir o cenário de disputa interna já observado em eleições anteriores. A decisão final pode demorar, especialmente enquanto a base de Bolsonaro busca unidade. Debate ampliado, direita fragmentada e uma eleição que promete surpresas O posicionamento de Mauro Mendes inaugura um discurso que deve ganhar força nos próximos meses: o de qualificar o debate nacional e ampliar as possibilidades de candidatura dentro da direita. A pré-candidatura de Flávio Bolsonaro demonstra competitividade, mas ainda não reúne consenso. Tarcísio, por sua vez, surge como o nome mais robusto — embora ainda não se coloque oficialmente na disputa. E governadores de alto desempenho começam a ser lembrados como alternativas reais, ampliando o cardápio político para 2026. A única certeza, por enquanto, é que o cenário ainda está em construção — e que muitos movimentos estratégicos ainda virão antes da largada oficial.
Orçamento de 2026 zera verba da Vice-Prefeitura e reacende questionamento: por que Abilio isola coronel Vânia?
A versão final da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, enviada pelo prefeito Abilio Brunini (PL) à Câmara Municipal, trouxe uma surpresa que movimentou os bastidores da política cuiabana: o gabinete da vice-prefeita, coronel Vânia (Novo), simplesmente não existe mais na peça orçamentária. Em 2025, o gabinete contava com R$ 3.847.364,00.Na primeira versão da LOA para 2026, o valor caiu para R$ 3.339.741,00.No substitutivo final, porém — desapareceu.Não há um único centavo destinado ao funcionamento da vice-prefeitura. A decisão acendeu um alerta político e levantou uma pergunta inevitável: Por que Abilio continua enfraquecendo sua própria vice-prefeita? A coronel Vânia: gestora, militar, liderança feminina e peça-chave na vitória eleitoral A coronel Vânia não chegou à política por acaso.Ela tem: anos de carreira na segurança pública; histórico de gestão e comando respeitado; forte presença feminina em um espaço dominado por homens; papel central na campanha que elegeu Abilio. Foi apresentada à sociedade como parceira estratégica, futura gestora, figura de confiança. Nos primeiros meses de governo, assumiu duas pastas: Secretaria de Assistência Social; Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob). Em ambas, trabalhou, entregou, apresentou projetos.Em ambas, foi exonerada pouco tempo depois — sem explicações convincentes. E o ciclo de isolamento só aumentou: Abilio publicou uma portaria proibindo a vice de representar o município; retirou a autonomia que ela buscava ao tentar reabrir a estrutura da vice-prefeitura; agora, zera o orçamento, impedindo qualquer funcionamento administrativo. Para quem ajudou a conquistar a vitória eleitoral e prometeu governar “de mãos dadas”, o contraste não poderia ser maior. Vereadora reage: “ele esvaziou totalmente a vice-prefeitura” A vereadora Maysa Leão (Republicanos) criticou duramente a decisão no plenário: “Como mulher, não posso deixar passar isso. Ele esvaziou totalmente a verba da vice-prefeitura.” Ela questionou situações básicas: “A vice-prefeita vai ter onde sentar? Vai poder pegar um café? Vai ter assessoria? Vai ter condições de trabalhar?” E lembrou a importância simbólica e política de Vânia para a campanha: “Ela foi eleita junto com ele, esteve em toda a propaganda, aparecia ao lado do prefeito. Hoje está silenciada por decreto e, agora, silenciada pela falta de orçamento.” O que explica esse isolamento? O governo municipal não apresentou justificativas formais — o que aumenta as especulações. Entre os analistas, três movimentos se destacam: 1. Retirada de protagonismo Sem orçamento, sem equipe e proibida de representar a prefeitura, a vice perde capacidade de atuação. 2. Controle total do governo nas mãos do prefeito Ao impedir que a vice tenha estrutura própria, o prefeito centraliza decisões e reduz qualquer influência paralela. 3. Conflitos internos desde o início da gestão As trocas nas secretarias, divergências de visão e desgaste público indicam que a relação política se deteriorou. A pergunta que ecoa nos bastidores – e que precisa ser respondida – é: Por que Abilio isola justamente a mulher, coronel, gestora e vice-prefeita que ajudou a elegê-lo? Conhecendo a coronel Vânia — e por que as barreiras não vão pará-la Apesar do isolamento político, a coronel Vânia construiu sua trajetória enfrentando desafios, liderando equipes e superando barreiras muito maiores que disputas administrativas. É reconhecida por: firmeza técnica, disciplina, perfil conciliador, sensibilidade social, capacidade de gestão, e profundo respeito pela cidade. E quem acompanha sua carreira sabe: dificuldades não a paralisam — fortalecem. Mesmo com orçamento zerado, restrições e tentativas explícitas de limitação, nada indica que a vice-prefeita irá se calar ou recuar. Pelo contrário: Ela continuará trabalhando, dialogando e buscando alternativas para contribuir com uma gestão que faça bem à querida Cuiabá. Porque, para além da política, o compromisso da coronel Vânia é — e sempre foi — com as pessoas.
Fábio Garcia diz que candidatura de Jayme ao governo será discutida “no momento adequado” dentro do União Brasil
O secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia (União Brasil), afirmou que o senador Jayme Campos (União) ainda não comunicou oficialmente ao partido sua pré-candidatura ao governo de Mato Grosso. Apesar disso, Garcia classificou como legítima a manifestação pública do senador e ressaltou que qualquer filiado da sigla tem o direito de se apresentar como pré-candidato. “É legítimo que o Jayme se coloque como pré-candidato” Ao comentar o vídeo publicado por Jayme nas redes sociais, Garcia foi explícito ao reconhecer o direito do senador: “Eu vi um vídeo do senador Jayme Campos no Instagram, onde ele se coloca como pré-candidato ao governo. É legítimo da parte do Jayme. Ele é senador da República, membro do partido, e qualquer filiado pode se colocar como pré-candidato aos cargos em disputa no próximo ano.” Mesmo com o reconhecimento, o secretário deixou claro que a discussão oficial ainda não começou. Decisão interna será tomada “no momento adequado” Fábio Garcia destacou que o União Brasil tratará do assunto no tempo certo e que não há qualquer definição interna: “Esse debate será feito internamente e no momento adequado.” A fala expõe, nos bastidores, a resistência da ala alinhada ao governador Mauro Mendes (União), que já declarou apoio ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) como seu sucessor. Jayme critica demora do União e diz que não recuará O próprio Jayme Campos afirma que sua decisão é respaldada pela cúpula nacional do União Brasil. Segundo ele, prefeitos, vereadores e diretórios municipais pressionam pela candidatura própria. O senador também disse que só recebeu convite para disputar o Senado novamente depois que fracassou a tentativa de aliança do União com o PL para apoiar Pivetta. Mauro Mendes manda recado No mesmo dia em que Jayme lançou sua pré-candidatura, o governador Mauro Mendes comentou a movimentação sem citar nomes, mas enviando um recado direto: “Existem pré-candidaturas de pessoas que têm mais de 30 anos na política. Espero que o Estado não erre, porque já pagamos um preço muito caro com gente inexperiente e desonesta em um passado muito próximo.” O que está em disputa A fala de Fábio Garcia reafirma o cenário:— Jayme se coloca publicamente;— O União Brasil estadual resiste;— A ala de Mauro Mendes trabalha pela candidatura de Pivetta;— O partido terá de enfrentar um debate interno inevitável nas próximas semanas. Por enquanto, Jayme mantém o discurso de que não recuará, enquanto Fábio Garcia reforça que a decisão será colegiada e tomada apenas “no momento adequado”.
STF anula decreto e libera descontos de consignados em MT
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, determinou a suspensão do decreto legislativo nº 79/2025, que impedia descontos de empréstimos consignados de servidores do Estado. A decisão atende a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) da Confederação Nacional do Sistema Financeiro (Consif) que alegou ser inconstitucional a medida dos parlamentares. O decreto da Assembleia Legislativa havia interrompido por 120 dias a cobrança de contratos de crédito consignado, cartão consignado de benefício, Crédito Direto ao Consumidor (CDC) e outras operações de crédito de servidores públicos estaduais que ultrapassem 35% da renda. Além de citar inconstitucionalidade, a confederação afirmou que o decreto invade competência da União sobre regulamentação de serviços financeiros.O ministro destacou que, embora o Estado possa ter tido boas intenções ao buscar a proteção do consumidor, a competência para legislar sobre o sistema financeiro e os contratos bancários é, de fato, da União. Além disso, a suspensão dos contratos, inclusive com a vedação de juros e multas, gera um “regime de privilégio creditício desproporcional e irrazoável” em favor dos servidores, com alto risco de impacto negativo para o sistema financeiro nacional.“Ante o exposto, com fundamento no art. 10, §3º, da Lei nº 9.868/1999, e no art. 21, inciso V, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, concedo a medida cautelar, ad eferendum do Plenário, para suspender a eficácia do Decreto Legislativo nº 79, de 2025, do Estado do Mato Grosso”, é a decisão.Assim, os descontos mensais serão retomados no Estado. O decreto Publicado em 6 de novembro de 2025, o Decreto Legislativo nº 079/2025, suspendia por 4 meses a cobrança dos cartões de crédito consignado, cartões de benefício, créditos diretos ao consumidor (CDC), firmados por servidores públicos estaduais. Pelo decreto fica proibido qualquer tipo de desconto em folha ou em conta corrente que, ultrapassem 35% da remuneração líquida do servidor. Apuração de irregularidades Durante os 120 dias de suspensão, uma força-tarefa deverá auditar todos os contratos e credenciamentos de instituições financeiras que operam com crédito consignado no Estado. O grupo será coordenado pela Controladoria-Geral do Estado (CGE) e deverá apresentar um relatório detalhado à Assembleia Legislativa com indícios de fraudes, irregularidades contratuais e práticas abusivas. Entre os pontos que serão apurados estão: • ofertas irregulares de empréstimos disfarçados de cartões de crédito; • juros abusivos; • falta de registro das operações no sistema Registrado, do Banco Central; • e falta de transparência nas informações apresentadas aos servidores.
Passagens aéreas em Mato Grosso estão entre as mais caras do país e chegam a custar 15% a mais que a média nacional
Viajar de avião em Mato Grosso continua pesando no bolso. Passageiros que embarcam nos aeroportos do estado pagam, em média, 15,16% a mais do que pagadores do restante do Brasil, segundo dados atualizados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Enquanto a tarifa média nacional de outubro de 2025 ficou em R$ 630,33, o valor médio pago em Mato Grosso alcançou R$ 725,90 — quase R$ 100 a mais por bilhete. Centro-Oeste segue entre as regiões mais caras para voar A Anac reforça que o comportamento não é isolado: historicamente, as regiões Centro-Oeste e Norte apresentam tarifas mais altas devido a: menor oferta de voos; longas distâncias percorridas; custos operacionais elevados; baixa competitividade entre companhias. O comparativo por empresa aérea mostra que todas as principais companhias cobram mais caro em Mato Grosso: 🔹 Azul — média nacional: R$ 720,36 | MT: R$ 807,26🔹 GOL — nacional: R$ 720,36 | MT: R$ 858,40🔹 Latam — nacional: R$ 720,36 | MT: R$ 884,07 Em todas elas, o aumento ultrapassa os R$ 100 em relação à média brasileira. Menos tarifas promocionais para quem embarca em MT Outro dado preocupante do painel tarifário: No Brasil, 51,9% das passagens são vendidas por até R$ 500. Em Mato Grosso, esse índice cai para apenas 44%. Ou seja, os passageiros mato-grossenses têm menos acesso a promoções. O custo por quilômetro voado também mostra desequilíbrio: Brasil: R$ 0,4975/km Mato Grosso: R$ 0,5154/km Preço alto e serviço falho: passageiros relatam transtornos Apesar de pagarem mais caro, usuários relatam problemas frequentes em voos envolvendo o Aeroporto Marechal Rondon, como atrasos, cancelamentos e extravios. “Cheguei de madrugada com as malas destruídas”, relata empresário O empresário Gustavo Oliveira enfrentou quase 12 horas de atraso para chegar de volta a Cuiabá, após uma conexão alterada no Rio Grande do Sul. Ele deveria desembarcar na terça (9), mas só chegou às 3h da madrugada do dia seguinte — e ainda teve as malas danificadas. “Descaso total. O passageiro precisa exigir documentação de atraso, como determina a Resolução 400 da Anac”, criticou. Família perde viagem inteira após mudança repentina de voo A empresária Camila Zanotto Surian Marchiore, 45 anos, também enfrentou prejuízos. A companhia alterou o horário do voo poucas horas antes do embarque, fazendo com que ela e a família chegassem ao destino somente à noite do dia 12 — inviabilizando um evento empresarial previsto em Barra de São Miguel (AL). Sem alternativas de voo e com reservas já pagas, a família não conseguiu viajar. “Foi um prejuízo enorme. Programamos tudo ao longo do ano. Perdemos hospedagem, deslocamentos e o compromisso”, relatou. Mercado é livre, diz Anac, mas fatores locais elevam preço A Anac explica que o mercado é livre desde 2001 e que vários fatores determinam as tarifas, incluindo: concorrência entre empresas; demanda local; infraestrutura aeroportuária; custo do QAV (querosene de aviação). Ainda assim, Mato Grosso segue entre os estados mais caros para voar — e com os passageiros mais insatisfeitos.
Barbudo afirma que Flávio pacifica a direita e acende alerta na esquerda após anúncio da pré-candidatura
O deputado federal Nelson Barbudo (PL-MT) avaliou que a indicação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como pré-candidato à Presidência colocou fim a um período de incertezas dentro da direita e devolveu ao ex-presidente Jair Bolsonaro o protagonismo sobre a definição do nome para 2026. Segundo Barbudo, nos últimos meses o ambiente interno do PL nacional era marcado por divergências de versões e especulações, já que diversos pré-candidatos buscavam sinalizações de Bolsonaro e cada encontro gerava uma interpretação distinta. “Acabou a fofoca de bastidor” Barbudo afirma que esse cenário desgastava a autoridade política do ex-presidente e alimentava tensões internas. Com o anúncio definitivo de Flávio Bolsonaro, ele acredita que o partido recupera estabilidade. “Cada um que ia conversar com o Bolsonaro saía com uma notícia diferente. Isso tirava o protagonismo dele como líder da direita. Tinha muita diferença nas conversas. O Bolsonaro colocou o Flávio, acabou a fofoca de bastidor”, afirmou. “Não há garantia absoluta, mas o jogo mudou” Embora apoie a escolha, Barbudo admite que ainda não existe certeza total de que Flávio será mantido como o nome final do PL na disputa presidencial. “Garantia 100%? A gente não sabe. Ainda tem muita coisa para passar debaixo da ponte, muita negociação”, ponderou o parlamentar. Primeira pesquisa acende alerta na esquerda, diz deputado Barbudo afirma que aliados se surpreenderam com o desempenho inicial do senador na primeira pesquisa divulgada após o anúncio da pré-candidatura. Segundo ele, Flávio apareceu em empate técnico com o principal nome da esquerda — resultado que, em sua avaliação, gerou reação imediata no campo adversário. “A primeira pesquisa deu empate técnico. O pessoal da esquerda está tremendo, está tremendo com certeza. Isso mostra que ele tem competitividade e pode chegar ao segundo turno tranquilo. E nós vamos chegar e vamos decidir a eleição”, disse. Cenário ainda em construção O movimento oficializa um novo capítulo nas articulações da direita para 2026 e reposiciona Flávio no tabuleiro presidencial, agora com aval público do pai e líder do PL. Enquanto isso, parlamentares aliados avaliam os próximos passos do partido e observam como a candidatura será recebida pelo eleitorado e pelas demais legendas que compõem a base bolsonarista. O MT Urgente seguirá acompanhando os desdobramentos.