Com o fim da janela partidária no último dia 3 de abril, o cenário político da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) ganhou novos contornos, marcando uma reconfiguração estratégica entre os deputados estaduais de olho nas eleições de 2026. O período, que permite a troca de partido sem risco de perda de mandato, levou parlamentares a consolidarem decisões que vinham sendo articuladas nos bastidores.
Entre os nomes que ainda geravam expectativa, o deputado Dilmar Dal Bosco optou por permanecer no União Brasil, mesmo após considerar uma possível ida para o PRD. A decisão foi influenciada pelo enfraquecimento da sigla no Estado. Situação semelhante ocorreu com Sebastião Rezende, que avaliava migrar para o Republicanos, mas recuou e decidiu continuar no União.
Já Juca do Guaraná confirmou mudança partidária. Ele deixou o MDB e escolheu o PSDB como novo destino, mesmo após receber convite do PSD. A movimentação reforça o projeto da legenda, que busca ampliar sua presença na Assembleia e projeta conquistar até quatro cadeiras na próxima legislatura.
Outro movimento relevante foi o de Paulo Araújo, que se desfiliou do PP. Após cogitar o PRD, o deputado acabou ingressando no Republicanos, partido que trabalha com a expectativa de formar uma das maiores bancadas da Casa, mirando até cinco cadeiras.
Além desses casos, outros parlamentares já haviam se antecipado e mudado de sigla ao longo do período. As trocas incluem nomes como Beto Dois a Um, Max Russi e Fábio Tardin, que migraram para o Podemos; Eduardo Botelho, que passou a integrar o MDB; e Faissal Calil, que se filiou ao PL. Também houve movimentações estratégicas com autorização partidária antes mesmo da abertura oficial da janela.
Prevista na legislação eleitoral, a janela partidária é um mecanismo que ocorre em anos de eleição e garante aos detentores de cargos proporcionais — como deputados estaduais e federais — a possibilidade de trocar de partido sem sanções. Fora desse período, a desfiliação pode resultar na perda do mandato, já que, pela regra geral, ele pertence à legenda.
Com o prazo encerrado, o novo desenho partidário da ALMT passa a indicar os caminhos para a disputa eleitoral de outubro de 2026, quando os eleitores voltarão às urnas para definir a composição do Legislativo estadual.


