Mato Grosso registrou, ao longo de março, o maior volume mensal de emissões da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) em 2026. Até o dia 27, foram expedidos 49.679 documentos, número que não apenas supera a meta estipulada para o período, como também evidencia o avanço acelerado da adesão ao novo modelo no estado.
Com esse desempenho, o estado ocupa a quinta posição no ranking nacional quando considerado o percentual da população atendida — atualmente, 31,52% dos moradores já possuem a CIN. O crescimento é expressivo na comparação anual: no mesmo período de 2025, pouco mais de 26 mil documentos haviam sido emitidos.
A ampliação da procura está diretamente ligada às novas exigências para acesso e manutenção de benefícios sociais. A CIN passa a ser elemento central no cadastro biométrico dos cidadãos, etapa que vem sendo gradualmente implementada pelo Governo Federal. A partir de 30 de abril, quem precisar solicitar ou renovar benefícios deverá ter a biometria registrada, o que tem antecipado a busca pelo documento.
Além de garantir maior segurança, o uso da biometria também contribui para reduzir fraudes, evitar o uso indevido de dados pessoais e tornar mais ágil a concessão de benefícios. O cronograma federal prevê que, até o fim de 2027, a apresentação da CIN será obrigatória em todos os processos relacionados à seguridade social.
Para dar conta do aumento na demanda, a estrutura de atendimento em Mato Grosso passou por mudanças. A descentralização dos serviços, antes concentrados na capital, ampliou a atuação para municípios do interior, enquanto ajustes tecnológicos permitiram automatizar etapas e acelerar os procedimentos.
Outro avanço foi a integração do sistema de identificação com a Receita Federal, o que possibilita corrigir inconsistências cadastrais durante o próprio atendimento. Problemas como divergências de dados pessoais ou ausência de CPF podem ser resolvidos de forma mais rápida, evitando atrasos na emissão.
Atualmente, a rede conta com mais de 150 postos de identificação distribuídos em mais de 95% dos municípios mato-grossenses, o que tem sido fundamental para sustentar o ritmo de crescimento e atender à população dentro dos prazos estabelecidos.


