Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
A poucos dias do fechamento da janela partidária, a política de Mato Grosso entrou em um dos momentos mais tensos dos últimos anos. A destituição do ex-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, da presidência do PRD no Estado não apenas surpreendeu aliados — ela bagunçou completamente o tabuleiro político.
E, nos bastidores, uma pergunta domina as conversas:
👉 Quem, de fato, “panhou” o PRD?
Projeto pronto… e uma rasteira inesperada
Até poucos dias atrás, o PRD era tratado como peça estratégica dentro do grupo liderado pelo governador Mauro Mendes.
A estrutura estava praticamente fechada:
- Chapa organizada
- Lideranças sendo atraídas
- Planejamento eleitoral encaminhado
O partido surgia como um dos principais pilares para 2026, com projeção de eleger até quatro deputados estaduais.
Mas o que parecia consolidado… desmoronou em questão de horas.
A decisão do diretório nacional interrompeu uma articulação construída ao longo de meses — e abriu uma guerra silenciosa nos bastidores.
Efeito dominó já começou
A crise no PRD não ficou isolada. Ela já começa a provocar impactos diretos na base política do grupo governista.
As movimentações mais recentes mostram um cenário de fragmentação:
- O deputado estadual Eduardo Botelho se filiou ao MDB
- Juca do Guaraná já migrou para o PSD
- Nelson Barbudo, que era esperado no União Brasil, acabou se filiando ao Podemos, partido ligado ao presidente da ALMT, Max Russi
O que antes era um grupo alinhado, agora começa a se dividir.
União Brasil sob pressão e proposta rejeitada
Dentro do União Brasil, o clima é de tensão.
Durante reunião recente:
- Jayme Campos reafirmou que não abre mão da candidatura ao Governo do Estado
- Júlio Campos chegou a propor abrir mão da reeleição para ajudar na formação da chapa
A proposta foi direta:
Ele sairia da disputa para fortalecer o grupo, desde que Jayme fosse o candidato ao governo
Mas a proposta não avançou.
Enquanto isso, Mauro Mendes mantém sua posição:
👉 segue firme com sua base apoiando Otaviano Pivetta
⚠️ Pivetta no comando… e o fator incerteza
Nos bastidores, outro ponto começa a gerar preocupação dentro do grupo:
👉 Otaviano Pivetta com a “caneta na mão”
Aliados relatam que foi estabelecido um prazo para que ele, agora no comando do Estado, consiga fortalecer seu nome e ampliar sua popularidade.
Mas existe um receio claro:
O risco de desgaste político em falas públicas ou posicionamentos que possam gerar ruído dentro do próprio grupo.
Ao assumir o governo, Pivetta sinalizou a construção de uma gestão com identidade própria — o que chamou atenção.
Isso porque muitos esperavam um discurso de continuidade da gestão de Mauro Mendes, que tem alta aprovação.
O cenário, hoje, é de observação:
“Vamos aguardar para ver como Pivetta se comporta no poder.”
“Claro que é político”, dispara Mauro Mendes
Ao comentar a crise do PRD, Mauro Mendes foi direto:
“Claro que é, né, gente? Claro que é. Você tem dúvida?”
A fala reforça o entendimento de que houve uma movimentação estratégica para enfraquecer um grupo que vinha crescendo para 2026.
Nos bastidores, o tom é ainda mais forte:
- Fala-se em manobra política
- Interferência direta
- E até em possível “compra de partido”
Wellington avança… e Jayme vira o fiel da balança
Enquanto um grupo tenta se reorganizar, outros avançam.
O senador Wellington Fagundes segue em movimento, visitando bases e ampliando articulações.
Mas é outro nome que ganha ainda mais força nesse cenário:
Jayme Campos
Hoje, ele passa a ser visto como:
- Possível candidato competitivo
- Articulador experiente
- E principalmente… o fiel da balança
Nos bastidores, a leitura é clara:
Quem tiver o apoio de Jayme em um eventual segundo turno pode vencer a eleição.
E o próprio Jayme já deixou o recado:
“Escreve aí: vou ganhar as eleições e vou ser o próximo governador.”
⚠️ Política é jogo… e o jogo virou
O episódio do PRD escancara uma verdade dura:
👉 Na política, não existe vitória antecipada.
- O que parecia certo virou dúvida
- O que estava organizado virou urgência
- E o jogo… virou
⏳ Até o dia 04, tudo pode acontecer
Com o encerramento da janela partidária no dia 04 de abril, o cenário segue completamente aberto.
E o que ainda pode acontecer:
- Novas filiações de última hora
- Mudanças inesperadas
- Reorganização de chapas
- Alianças improváveis
- Novos rachas políticos
📢 A pergunta continua
👉 Quem ganhou esse movimento?
👉 Quem perdeu espaço?
👉 E quem ainda pode surpreender até o último minuto?
🗣️ PARTICIPE
A política está em movimento — e sua opinião também importa.
Na sua visão:
👉 Foi estratégia?
👉 Foi traição?
👉 Ou foi o jogo político sendo jogado no mais alto nível?

