Os ingressos gratuitos para os shows de Gusttavo Lima e Alok no Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá, podem ser retirados a partir desta sexta-feira (12). As entradas estão disponíveis desde as 6h, exclusivamente pela plataforma Facepass, e poderão ser resgatadas até as 23h59 de segunda-feira (15), ou enquanto houver disponibilidade. As apresentações acontecem nos dias 19 e 20 de dezembro e integram a programação oficial de inauguração do Hospital Central do Estado e da Arena Show do Parque Novo Mato Grosso. Para cada espetáculo, serão disponibilizados 80 mil ingressos gratuitos, todos com acesso à pista. Para garantir a entrada, o público deve realizar o cadastro com biometria facial na plataforma Facepass e, em seguida, acessar a página oficial do evento para efetuar o resgate do ingresso digital. Em ambos os dias de show, os portões do parque serão abertos a partir das 18h. O cantor Gusttavo Lima se apresenta no dia 19, mesma data da inauguração do Hospital Central, marcada para as 17h. A unidade de saúde, cuja obra ficou paralisada por 34 anos, teve a construção retomada em 2020 pelo Governo do Estado. A gestão ficará a cargo do grupo Albert Einstein, com início do atendimento à população previsto para 19 de janeiro, por meio da Central de Regulação do SUS. Considerado um hospital de alta complexidade, o Hospital Central contará com 287 leitos, entre UTIs, unidades de cuidados intermediários e enfermarias. A estrutura tem capacidade para realizar milhares de consultas, exames e cirurgias anualmente, ampliando de forma significativa a rede pública de saúde em Mato Grosso. No dia 20, será a vez do DJ Alok subir ao palco, marcando oficialmente a estreia da Arena Show. O espaço foi projetado para receber grandes eventos, com capacidade para até 100 mil pessoas em uma área de 45 mil metros quadrados. A arena conta com banheiros de grande porte, bares, área de alimentação, backstage, bilheteria e um palco de grandes dimensões, consolidando o Parque Novo Mato Grosso como novo polo de entretenimento do estado.
Decisão de Moraes sobre Zambelli reacende crise entre STF e Congresso e expõe disputa sobre quem pode cassar parlamentares
A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinando a cassação imediata da deputada Carla Zambelli (PL-SP) e anulando a votação da Câmara dos Deputados, abriu um novo e intenso embate institucional entre o Judiciário e o Legislativo. O choque recoloca em pauta um debate sensível: quem tem a palavra final sobre a perda de mandato de um parlamentar condenado criminalmente? STF x Câmara: quem decide a cassação? No despacho, Moraes afirma que a Constituição é clara: parlamentar condenado criminalmente com trânsito em julgado perde o mandato por decisão judicial, cabendo à Câmara apenas formalizar o ato, sem possibilidade de reverter ou revisar o mérito. O ministro classificou a votação que salvou Zambelli como um “ato nulo”, por violar dispositivos constitucionais e representar um “desvio de finalidade”. A reação do STF veio menos de 24 horas após a Câmara, em sessão esvaziada e de madrugada, rejeitar a cassação de Zambelli por 227 votos contra 110, quando eram necessários 257 para derrubar o mandato. Motta recuou duas vezes antes de ser confrontado pelo STF A condução do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), virou um dos pontos centrais da crise. Em junho, Motta defendeu publicamente que a cassação não deveria ser votada pela Câmara, porque a decisão judicial já existia. No dia seguinte, pressionado pela ala bolsonarista, recuou e disse que o plenário era “soberano”. Na madrugada de 11/12, tentou adiar a votação alegando baixo quórum — o que foi ignorado — e Zambelli acabou preservada. Com a decisão de Moraes, Motta agora tem 48 horas para cumprir a determinação e dar posse ao suplente. O caso reacende tensão após semana marcada por outra disputa institucional A decisão ocorre logo após um breve “cessar-fogo” entre Supremo e Congresso. Na semana anterior, o ministro Gilmar Mendes havia recuado parcialmente de uma liminar que mexia nas regras sobre pedidos de impeachment de ministros do STF, após forte reação de senadores. Agora, com o caso Zambelli, o conflito entre os Poderes volta ao centro do noticiário. Contexto: STF e Congresso acumulam embates recentes Nos últimos anos, os Poderes se enfrentaram em temas como: Orçamento secreto Marco temporal das terras indígenas Descriminalização da maconha Desoneração da folha Competência para afastamento e julgamento de ministros do STF O caso Zambelli adiciona um novo capítulo à disputa institucional. Como o caso chegou até aqui Em maio de 2024, a Primeira Turma do STF condenou Zambelli a 10 anos de prisão por participação na invasão dos sistemas do CNJ, e determinou: perda do mandato, comunicação imediata à Câmara para formalizar a vacância, início dos trâmites para posse do suplente. A Câmara, no entanto, votou e decidiu manter o mandato — decisão revertida agora por Moraes. Bolsonaristas reagem e partem para o ataque contra o STF A decisão provocou forte reação da bancada do PL na Câmara. O líder do partido, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), chamou Moraes de “ditador psicopata”, afirmando que o ministro “passou por cima da vontade do Parlamento” e cometeu “abuso absoluto de poder”. Segundo ele: “O Brasil viu um ato de usurpação institucional: um homem passando por cima do Parlamento e da vontade do povo.” Outros parlamentares da oposição replicaram críticas semelhantes, acusando o STF de interferir no Poder Legislativo e “rasgar a separação dos Poderes”. Crise aberta: e agora? O caso reacende debates sobre: limites entre Poder Legislativo e Judiciário, quem decide cassação de mandato, até onde vai a autonomia da Câmara em casos de condenação criminal, e como o STF deve agir diante de decisões consideradas inconstitucionais. A determinação de Moraes, além de ter impacto direto sobre Zambelli, pode criar jurisprudência para casos semelhantes, ampliando o poder do Judiciário sobre perdas de mandato. Enquanto isso, o governo federal, o Congresso e o STF entram novamente em clima de tensão — e a crise institucional que parecia arrefecer volta a ganhar força.
Mauro Mendes amplia debate sobre sucessão nacional e aponta governadores como alternativas à polarização entre Flávio Bolsonaro e Tarcísio
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), avaliou que a discussão sobre a sucessão presidencial de 2026 não deve ficar restrita ao nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Em tom equilibrado, Mendes defendeu que o país precisa discutir projetos e soluções concretas, e não apenas repetir embates sobre figuras já conhecidas. Durante evento do PP em Cuiabá, Mendes reforçou que o cenário nacional ainda está aberto e que diversos gestores estaduais podem entrar na disputa, caso haja vontade política. “Não dá para reduzir o debate a esses dois nomes. E o Caiado? Um grande governador. E o Zema? Um grande governador. E o Ratinho Júnior? Um grande governador. Tem outros grandes nomes por aí. Este é o momento de debater projetos, com gente que tem experiência e competência.” A fala apresenta uma leitura mais ampla e pragmática do quadro eleitoral, contrapondo a movimentação recente que colocou Flávio Bolsonaro como pré-candidato oficial do PL — indicação que surpreendeu aliados e endureceu discussões internas dentro da própria direita. Pré-candidatura de Flávio Bolsonaro surpreende e gera desconfiança entre lideranças da direita O anúncio feito por Flávio Bolsonaro, com anuência do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi recebido com cautela por parte de dirigentes de Mato Grosso. Apesar do apoio imediato do PL, a forma como a pré-candidatura foi lançada gerou questionamentos. O ex-senador Cidinho Santos (PP), aliado próximo de Tarcísio, classificou o movimento como abrupto. “Pegou todo mundo de surpresa. O Flávio mesmo se colocou como candidato. O pai apoia, mas não houve fala oficial do Bolsonaro. O apoio, por enquanto, está restrito ao PL.” Cidinho afirma que, fora do partido, a pré-candidatura gera resistência entre governadores e siglas que planejavam uma grande frente em torno de Tarcísio. “O Tarcísio hoje é o líder mais preparado, mais pronto. Seria lamentável se ele não fosse candidato.” Para ele, a falta de uma sinalização unificada enfraquece a capacidade de Flávio de atrair alianças nacionais. Senadora Margareth Buzetti vê boa relação com Flávio, mas aposta que direita deve se unir em torno de Tarcísio A senadora Margareth Buzetti (PSD-MT) adotou postura ponderada ao avaliar o cenário. Para ela, Flávio é equilibrado, tem boa atuação no Senado e é respeitado internamente. Porém, não esconde que considera Tarcísio o nome ideal para consolidar uma candidatura forte. “Tarcísio é técnico, trabalhador e não tem nada que condene sua trajetória. É disso que precisamos. A unificação será difícil no início, mas o nome dele tem condições de aglutinar.” Margareth reconhece que Flávio é competitivo — principalmente após pesquisas que apontaram crescimento imediato —, mas reforça que ainda é cedo para qualquer definição. Cenário nacional ainda está totalmente aberto — e nomes de governadores ganham força As falas de Mendes, Cidinho e Buzetti revelam um ponto comum: a corrida presidencial está longe de ser definida, e a direita vive um momento interno de reorganização. Pontos centrais observados por analistas: Tarcísio segue como o nome mais preparado, mas evita assumir precandidatura agora. Flávio Bolsonaro tenta consolidar apoio interno, porém ainda enfrenta resistências fora do PL. Governadores como Caiado, Zema e Ratinho Júnior começaram a surgir como alternativas reais, indicando que o campo conservador pode ter múltiplas opções. A direita está dividida, e 2026 pode repetir o cenário de disputa interna já observado em eleições anteriores. A decisão final pode demorar, especialmente enquanto a base de Bolsonaro busca unidade. Debate ampliado, direita fragmentada e uma eleição que promete surpresas O posicionamento de Mauro Mendes inaugura um discurso que deve ganhar força nos próximos meses: o de qualificar o debate nacional e ampliar as possibilidades de candidatura dentro da direita. A pré-candidatura de Flávio Bolsonaro demonstra competitividade, mas ainda não reúne consenso. Tarcísio, por sua vez, surge como o nome mais robusto — embora ainda não se coloque oficialmente na disputa. E governadores de alto desempenho começam a ser lembrados como alternativas reais, ampliando o cardápio político para 2026. A única certeza, por enquanto, é que o cenário ainda está em construção — e que muitos movimentos estratégicos ainda virão antes da largada oficial.
Orçamento de 2026 zera verba da Vice-Prefeitura e reacende questionamento: por que Abilio isola coronel Vânia?
A versão final da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, enviada pelo prefeito Abilio Brunini (PL) à Câmara Municipal, trouxe uma surpresa que movimentou os bastidores da política cuiabana: o gabinete da vice-prefeita, coronel Vânia (Novo), simplesmente não existe mais na peça orçamentária. Em 2025, o gabinete contava com R$ 3.847.364,00.Na primeira versão da LOA para 2026, o valor caiu para R$ 3.339.741,00.No substitutivo final, porém — desapareceu.Não há um único centavo destinado ao funcionamento da vice-prefeitura. A decisão acendeu um alerta político e levantou uma pergunta inevitável: Por que Abilio continua enfraquecendo sua própria vice-prefeita? A coronel Vânia: gestora, militar, liderança feminina e peça-chave na vitória eleitoral A coronel Vânia não chegou à política por acaso.Ela tem: anos de carreira na segurança pública; histórico de gestão e comando respeitado; forte presença feminina em um espaço dominado por homens; papel central na campanha que elegeu Abilio. Foi apresentada à sociedade como parceira estratégica, futura gestora, figura de confiança. Nos primeiros meses de governo, assumiu duas pastas: Secretaria de Assistência Social; Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob). Em ambas, trabalhou, entregou, apresentou projetos.Em ambas, foi exonerada pouco tempo depois — sem explicações convincentes. E o ciclo de isolamento só aumentou: Abilio publicou uma portaria proibindo a vice de representar o município; retirou a autonomia que ela buscava ao tentar reabrir a estrutura da vice-prefeitura; agora, zera o orçamento, impedindo qualquer funcionamento administrativo. Para quem ajudou a conquistar a vitória eleitoral e prometeu governar “de mãos dadas”, o contraste não poderia ser maior. Vereadora reage: “ele esvaziou totalmente a vice-prefeitura” A vereadora Maysa Leão (Republicanos) criticou duramente a decisão no plenário: “Como mulher, não posso deixar passar isso. Ele esvaziou totalmente a verba da vice-prefeitura.” Ela questionou situações básicas: “A vice-prefeita vai ter onde sentar? Vai poder pegar um café? Vai ter assessoria? Vai ter condições de trabalhar?” E lembrou a importância simbólica e política de Vânia para a campanha: “Ela foi eleita junto com ele, esteve em toda a propaganda, aparecia ao lado do prefeito. Hoje está silenciada por decreto e, agora, silenciada pela falta de orçamento.” O que explica esse isolamento? O governo municipal não apresentou justificativas formais — o que aumenta as especulações. Entre os analistas, três movimentos se destacam: 1. Retirada de protagonismo Sem orçamento, sem equipe e proibida de representar a prefeitura, a vice perde capacidade de atuação. 2. Controle total do governo nas mãos do prefeito Ao impedir que a vice tenha estrutura própria, o prefeito centraliza decisões e reduz qualquer influência paralela. 3. Conflitos internos desde o início da gestão As trocas nas secretarias, divergências de visão e desgaste público indicam que a relação política se deteriorou. A pergunta que ecoa nos bastidores – e que precisa ser respondida – é: Por que Abilio isola justamente a mulher, coronel, gestora e vice-prefeita que ajudou a elegê-lo? Conhecendo a coronel Vânia — e por que as barreiras não vão pará-la Apesar do isolamento político, a coronel Vânia construiu sua trajetória enfrentando desafios, liderando equipes e superando barreiras muito maiores que disputas administrativas. É reconhecida por: firmeza técnica, disciplina, perfil conciliador, sensibilidade social, capacidade de gestão, e profundo respeito pela cidade. E quem acompanha sua carreira sabe: dificuldades não a paralisam — fortalecem. Mesmo com orçamento zerado, restrições e tentativas explícitas de limitação, nada indica que a vice-prefeita irá se calar ou recuar. Pelo contrário: Ela continuará trabalhando, dialogando e buscando alternativas para contribuir com uma gestão que faça bem à querida Cuiabá. Porque, para além da política, o compromisso da coronel Vânia é — e sempre foi — com as pessoas.