Com apoio de Valdemar Costa Neto e Flávio Bolsonaro, Wellington confirma José Medeiros e Janaína Riva ao Senado, avança na composição com Max Russi e amplia bloco político para a disputa estadual
BRASÍLIA – A corrida pelo Governo de Mato Grosso entrou em uma nova fase neste domingo (2). Durante a Convenção Nacional do Partido Liberal (PL), realizada no Distrito Federal, o senador e candidato ao Governo do Estado, Wellington Fagundes, anunciou o avanço das articulações para a formação de sua chapa majoritária e confirmou um movimento que já vinha sendo construído nos bastidores: José Medeiros e Janaína Riva serão os candidatos ao Senado na composição encabeçada pelo PL.
O anúncio foi feito ao lado do presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, e do candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, evidenciando o envolvimento direto da direção nacional nas articulações em Mato Grosso.
Segundo Wellington, a definição representa a consolidação de um projeto político mais amplo, capaz de reunir diferentes forças em torno da disputa pelo Palácio Paiaguás.
“Agora vamos definir a vice-governadoria. Para o Senado, já temos Zé Medeiros e Janaína Riva na nossa chapa.”
O senador explicou que a estratégia inicial previa apenas um nome ao Senado, mas que o cenário político exigiu uma ampliação da aliança.
“A ideia era ter um único candidato, mas precisamos somar. A decisão foi construída nacionalmente e teve a aceitação do Medeiros e de todo o grupo.”
MAX RUSSI GANHA PROTAGONISMO NAS NEGOCIAÇÕES
Outro ponto considerado estratégico é o avanço das conversas com o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi.
De acordo com interlocutores envolvidos nas negociações, o grupo político liderado por Max deverá ter prioridade na indicação do candidato a vice-governador, em um entendimento que vem sendo costurado entre os partidos que integram a aliança.
Embora o anúncio oficial ainda dependa dos últimos ajustes, fontes ligadas às negociações afirmam que o acordo está em estágio avançado e poderá ser oficializado nos próximos dias.
Caso a composição seja confirmada, Wellington ampliará significativamente sua base política, reunindo lideranças com forte presença regional e consolidando uma das chapas mais robustas da disputa eleitoral.
CONVENÇÃO DO UNIÃO BRASIL MUDOU O CENÁRIO POLÍTICO
Nos bastidores, lideranças políticas avaliam que os desdobramentos da convenção do União Brasil alteraram o ambiente eleitoral em Mato Grosso.
A retirada da candidatura do senador Jayme Campos ao Governo do Estado expôs divergências internas dentro da legenda e abriu espaço para uma reconfiguração das alianças políticas.
Durante o evento em Brasília, Wellington voltou a defender que Mato Grosso deveria ter uma disputa mais ampla e afirmou acreditar que novas lideranças poderão se somar ao projeto.
“Não permitiram que Jayme fosse candidato. Assim como também tentaram impedir a minha candidatura. Queriam que fosse WO, mas será WF. Acredito que teremos o apoio do senador Jayme Campos e de todos aqueles que querem fazer de Mato Grosso um estado de oportunidades para todos.”
CHAPA ENTRA NA RETA FINAL DE DEFINIÇÃO
Com Wellington homologado como candidato ao Governo, José Medeiros e Janaína Riva confirmados para o Senado e a definição da vice-governadoria em fase final de negociação, a aliança entra na reta decisiva das convenções partidárias.
A expectativa é de que os próximos dias sejam marcados por novos anúncios e pela consolidação definitiva da chapa majoritária que disputará o comando do Estado.
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ANÁLISE | Alex Rabelo – Jornalista e Estrategista Político
Os movimentos realizados em Brasília vão além da simples confirmação de uma chapa. Eles demonstram que a direção nacional do PL decidiu assumir protagonismo na construção de um projeto competitivo para Mato Grosso.
A confirmação de José Medeiros e Janaína Riva ao Senado, aliada ao avanço das negociações com Max Russi para a composição da vice-governadoria, amplia significativamente o campo político de Wellington Fagundes. Na prática, o grupo deixa de representar apenas uma aliança partidária e passa a reunir lideranças com forte influência em diferentes regiões do Estado.
Outro fator que contribui para esse novo cenário foi a convenção do União Brasil. O processo que retirou Jayme Campos da disputa evidenciou fissuras internas e gerou insatisfação entre diversas lideranças políticas que esperavam participar das decisões. Esse episódio provocou uma reorganização natural das forças políticas e acelerou conversas entre grupos que, até poucos dias atrás, caminhavam separados.
Se a composição com Max Russi for confirmada, Wellington chegará ao início oficial da campanha liderando uma ampla coalizão política, reunindo importantes nomes da direita, do centro e de partidos aliados. Em um cenário no qual a unidade tende a ser decisiva, a estratégia de ampliar alianças pode representar um dos principais diferenciais da disputa pelo Governo de Mato Grosso.
A definição da vice-governadoria será o último movimento relevante antes do encerramento das convenções e poderá consolidar, de forma definitiva, o desenho eleitoral que marcará a corrida pelo Palácio Paiaguás.


