A história de uma das figuras mais simbólicas da resistência negra em Mato Grosso ganha as telas com a estreia do longa-metragem “Mãe Bonifácia”, marcada para a próxima terça-feira (31), às 19h30, no Cine Teatro Cuiabá. Com entrada gratuita, a produção promete emocionar o público ao retratar a trajetória de coragem e solidariedade que marcou o século XIX na capital. Protagonizado por Zezé Motta, o filme traz à tona a vida de uma mulher alforriada que se tornou referência no acolhimento de pessoas escravizadas em fuga. Conhecida por atuar como curandeira e benzedeira, Mãe Bonifácia também teve papel fundamental na formação de espaços de resistência, ajudando na criação de quilombos e orientando caminhos seguros para a liberdade. Dirigido pelo cineasta mato-grossense Salles Fernandes, o longa foi gravado em Sorriso entre abril e julho de 2025 e reúne nomes da cena artística regional, como Elina Souza, Ivan Belém e Eloá Pimenta. A escolha de Zezé Motta para o papel principal reforça a força da narrativa. A atriz, com mais de seis décadas de carreira, destacou a identificação com a personagem, ressaltando o protagonismo e a força feminina presentes na história. A produção também se destaca pelo cuidado estético e histórico. A equipe enfrentou o desafio de recriar a Cuiabá do século XIX, incluindo cenários, figurinos e elementos de época, com base em registros históricos. A reconstrução da moradia da personagem, ambientada às margens de um rio, é um dos pontos altos do filme. Inspirado na história real que dá nome ao Parque Mãe Bonifácia, o projeto nasceu do interesse do diretor em valorizar figuras históricas locais ainda pouco conhecidas nacionalmente. Segundo ele, a obra é uma homenagem carregada de identidade, memória e respeito. Viabilizado por meio do edital Cinemotion de Produção Audiovisual, da Lei Paulo Gustavo, o filme integra um conjunto de produções financiadas com recursos públicos destinados ao fortalecimento do setor cultural. O programa prevê investimentos milionários em Mato Grosso, contemplando longas, minisséries, documentários e animações. A estreia também gera expectativa quanto à possível presença de Zezé Motta em Cuiabá. Embora ainda não confirmada, existe a chance de a atriz participar da exibição ao lado do elenco e da equipe. Com forte apelo histórico e cultural, “Mãe Bonifácia” chega como uma produção que valoriza as raízes mato-grossenses e amplia o alcance de histórias que ajudam a compreender a formação social e cultural do estado.
Cuiabá avança na valorização cultural com cadastro inédito para artistas e trabalhadores do setor
A Câmara Municipal de Cuiabá deu um passo importante para a organização e fortalecimento do setor cultural da capital. A presidente da Casa, vereadora Paula Calil (PL), apresentou um projeto de lei que propõe a criação do Cadastro Municipal de Artistas e Trabalhadores da Cultura, uma ferramenta que pretende reunir informações detalhadas sobre os profissionais que atuam na área. A iniciativa surge como um complemento ao Plano Municipal de Cultura e tem como principal objetivo permitir que o poder público conheça melhor a realidade do setor. Com dados mais precisos, a proposta busca tornar mais eficientes as ações de incentivo, além de garantir que políticas públicas sejam planejadas de forma mais estratégica e inclusiva. O cadastro deverá contemplar artistas, produtores, técnicos e demais trabalhadores da cadeia cultural, assegurando reconhecimento formal a esses profissionais. Outro ponto relevante é a ampliação do acesso a editais e programas de fomento, com critérios mais transparentes e igualitários na distribuição de recursos. A modernização também é um dos pilares da proposta. O sistema será digital, gratuito e acessível, incluindo pessoas com deficiência, o que deve facilitar a adesão e ampliar o alcance da política pública em Cuiabá. Ao defender o projeto, Paula Calil destacou a importância de dar visibilidade a quem movimenta a cultura local e reforçou a necessidade de aproximação entre o poder público e os agentes culturais. A matéria já recebeu parecer favorável da Comissão de Constituição, Justiça e Redação e foi aprovada em plenário. Agora, segue para análise nas demais comissões da Câmara. Caso avance em todas as etapas, o projeto será encaminhado para sanção do Executivo municipal.
Semana decisiva na ALMT terá posse de Pivetta, cobranças na saúde e agenda intensa de debates
A próxima semana na Assembleia Legislativa de Mato Grosso será marcada por uma agenda estratégica, com discussões relevantes, oitivas de autoridades e a posse do vice-governador Otaviano Pivetta no comando do Executivo estadual. As atividades se concentram principalmente entre terça-feira (31) e quarta-feira (1º), reunindo sessões plenárias, reuniões de comissões e debates sobre temas sensíveis, como saúde e finanças públicas. Na segunda-feira (30), não há compromissos oficiais previstos. Já na terça-feira, os trabalhos começam pela manhã com a reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, que segue apurando questões relacionadas à gestão do setor no estado. Em seguida, o secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, deve prestar esclarecimentos à Comissão de Saúde sobre a possível exoneração de profissionais vinculados ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), tema que tem gerado preocupação entre trabalhadores e usuários do sistema. Ainda pela manhã, também está prevista reunião da Comissão de Meio Ambiente, que discutirá pautas ligadas à gestão de recursos naturais e proteção animal. No período da tarde, o principal destaque é a cerimônia de posse de Otaviano Pivetta como governador de Mato Grosso. Ele assume o cargo após a saída de Mauro Mendes, que deixa o Executivo para disputar uma vaga no Senado. A solenidade ocorrerá no plenário da Casa e deve reunir autoridades e lideranças políticas. Por conta da posse, a tradicional reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Redação não será realizada. No fim da tarde, a Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público se reúne para tratar de pautas administrativas e de interesse do funcionalismo. À noite, uma sessão especial homenageia pastores e obreiros da Igreja Evangélica no estado. Na quarta-feira (1º), o Parlamento estadual realiza duas sessões ordinárias, nos períodos da manhã e da tarde, com votação de matérias e debates entre os deputados. Ainda no mesmo dia, o secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, foi convidado a prestar esclarecimentos sobre um acordo envolvendo a devolução de cerca de R$ 308 milhões relacionados à cobrança de ICMS, assunto que deve mobilizar lideranças partidárias. A agenda da semana se encerra com ponto facultativo na quinta-feira (2) e o feriado nacional da Paixão de Cristo na sexta-feira (3). Apesar da programação definida, a Assembleia informa que alterações podem ocorrer ao longo dos dias. Com uma pauta que reúne mudanças no comando do governo, fiscalização de políticas públicas e discussões econômicas, a semana promete movimentar o cenário político de Mato Grosso.
Violência contra mulheres expõe falhas estruturais e cobra ação urgente do Estado em MT
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou uma audiência pública para discutir a efetividade das políticas de proteção às mulheres no estado, evidenciando falhas estruturais e a urgência de medidas mais integradas e preventivas. O encontro reuniu parlamentares, especialistas, representantes de órgãos públicos e movimentos sociais, com foco na transparência dos trabalhos da Câmara Setorial Temática (CST), criada para analisar responsabilidades institucionais, funcionamento da rede de proteção e financiamento das ações voltadas à defesa da vida das mulheres. Durante o debate, foram apresentados pontos preliminares do relatório em construção, que deve ser concluído até o fim de abril. Entre os principais problemas identificados está a ausência de formalização da rede de proteção, o que compromete a atuação conjunta entre os órgãos responsáveis. A falta de protocolos claros e definição de competências dificulta o atendimento eficaz às vítimas e a prevenção de casos mais graves. Também foi destacado que a violência de gênero não começa no feminicídio, mas em ciclos anteriores que poderiam ser interrompidos com políticas públicas mais eficientes. A prevenção, nesse contexto, foi apontada como estratégia central para reduzir os índices de mortes de mulheres no estado. Outro ponto recorrente na audiência foi a necessidade de ampliar a participação feminina nos espaços de poder. A presença de mulheres na formulação de políticas públicas e na definição orçamentária foi defendida como essencial para garantir ações mais efetivas e alinhadas à realidade das vítimas. Além disso, houve cobrança por investimentos na segurança pública, com reforço de efetivo qualificado e preparo adequado para o atendimento de casos de violência doméstica. Parlamentares ressaltaram que Mato Grosso segue entre os estados com altos índices de violência contra a mulher, o que exige não apenas análise de casos isolados, mas uma revisão ampla das políticas adotadas. A proposta da CST, segundo eles, é justamente aprofundar esse diagnóstico e apontar caminhos concretos para melhorar a atuação do poder público. Representantes da Defensoria Pública também reforçaram que, embora existam legislações importantes, como a Lei Maria da Penha, a aplicação ainda enfrenta desigualdades. Para eles, o enfrentamento à violência de gênero precisa ser permanente e tratado como prioridade institucional. Dados recentes apresentados durante a audiência mostram a dimensão do problema: entre 2019 e 2025, mais de 330 feminicídios foram registrados em Mato Grosso, com a maioria dos casos ocorrendo dentro de casa e tendo como autores parceiros ou ex-parceiros das vítimas. Os números reforçam o caráter doméstico da violência e a necessidade de políticas públicas mais eficazes. Ao final, a audiência reforçou o consenso de que é preciso fortalecer a rede de proteção, integrar instituições e ampliar ações preventivas. A expectativa é que o relatório final da Câmara Setorial Temática contribua para orientar decisões e promover mudanças concretas na proteção às mulheres em Mato Grosso.
Pivetta assume Governo de MT em cerimônias nesta terça-feira (31)
O vice-governador Otaviano Pivetta assume, nesta terça-feira (31), o comando do Governo de Mato Grosso em uma série de cerimônias oficiais que marcam a transmissão do cargo pelo governador Mauro Mendes. A programação tem início às 14h30, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, onde ocorre o ato formal de posse de Pivetta como governador. Em seguida, às 16h, será realizada a transmissão da faixa governamental, em evento no Allure Hall, espaço onde também ocorrerá a posse dos novos secretários de Estado. As solenidades serão transmitidas ao vivo pelo canal oficial do Governo de Mato Grosso no YouTube. Natural de Caiçara (RS), Pivetta construiu sua trajetória no estado a partir da década de 1980, com atuação nos setores agrícola e industrial. Na vida pública, ganhou destaque ao ser eleito prefeito de Lucas do Rio Verde por três mandatos, período em que alcançou altos índices de aprovação. Também exerceu mandato como deputado estadual e, desde 2019, ocupa o cargo de vice-governador. Ao lado de Mauro Mendes, participou diretamente de ações voltadas ao equilíbrio fiscal e à ampliação de investimentos em áreas estratégicas, como educação, infraestrutura e apoio ao setor produtivo. A gestão conjunta garantiu a reeleição da chapa em 2022, com ampla vantagem nas urnas. Agora, à frente do Executivo estadual, Pivetta assume a missão de dar continuidade às políticas em andamento e conduzir a administração pública em um novo ciclo de governo.
PIX E GOLPES DIGITAIS: POR QUE O PREJUÍZO QUASE SEMPRE CAI NO COLO DO CIDADÃO?
O PIX revolucionou a forma como o brasileiro lida com dinheiro. Rápido, gratuito e disponível 24 horas por dia, tornou-se indispensável. Mas, junto com a praticidade, cresceu um problema que ainda é tratado com naturalidade excessiva: a explosão dos golpes digitais. Hoje, não se trata mais de episódios isolados. Golpes via PIX se tornaram comuns, repetitivos e previsíveis. O que muda é apenas a vítima. O roteiro, quase sempre, é o mesmo: uma transferência fora do padrão do cliente, realizada em poucos minutos, muitas vezes durante a madrugada, seguida de uma resposta automática do banco negando qualquer responsabilidade. E é justamente aí que mora o problema. Quando o sistema falha, o cidadão paga As instituições financeiras conhecem profundamente o comportamento de seus clientes. Sabem quanto movimentam, para quem transferem, em quais horários e com qual frequência. Quando ocorre uma sequência de operações totalmente atípicas, ignorar esse sinal não é normal, é falha. Mesmo assim, a justificativa costuma ser simples e padronizada: “a operação foi realizada com uso de senha”. Como se isso, por si só, fosse suficiente para afastar qualquer dever de cuidado. O próprio Banco Central do Brasil, ao estruturar o sistema PIX, estabeleceu diretrizes claras de segurança, rastreabilidade e prevenção a fraudes. Isso demonstra que a proteção do usuário não é opcional, nem um favor institucional. É parte do risco da atividade bancária. A inversão perigosa da responsabilidade Não é razoável exigir vigilância absoluta do cidadão comum enquanto sistemas altamente sofisticados operam sem barreiras eficazes contra fraudes evidentes. A lógica atual é desequilibrada: a tecnologia é instantânea para transferir o dinheiro, mas lenta ou inexistente para impedir o golpe. Quando o banco falha em detectar ou bloquear uma movimentação claramente fora do perfil do cliente, empurrar automaticamente o prejuízo para a vítima é inverter a lógica da responsabilidade. Golpe não pode ser tratado como sinônimo de culpa. O que o consumidor raramente é informado Poucos sabem, mas: Bancos têm dever legal de segurança; nem toda fraude decorre de descuido do cliente; operações atípicas deveriam gerar alertas ou bloqueios preventivos; a negativa inicial da instituição não encerra o direito do consumidor; cada caso precisa ser analisado de forma concreta, e não automática. Aceitar o prejuízo como algo inevitável é normalizar falhas sistêmicas. Tecnologia exige responsabilidade Inovação não pode ser defendida apenas quando aumenta a eficiência e o lucro. Se o sistema é moderno para movimentar valores em segundos, também precisa ser moderno para proteger em segundos. Caso contrário, o chamado avanço tecnológico se transforma apenas em transferência de risco. O crescimento dos golpes digitais via PIX não é apenas um problema criminal. É um problema jurídico e social. O cidadão não pode continuar arcando sozinho com prejuízos causados por sistemas que não controla. Quando há desequilíbrio entre poder econômico e vulnerabilidade do consumidor, cabe ao Direito reequilibrar a relação. Tecnologia sem responsabilidade não é inovação. É empurrar o prejuízo para quem menos pode suportá-lo. Diogo Fernandes Advogado – Proprietário do escritório Diogo Fernandes Advocacia Colunista em Justiça & Sociedade – MT Urgente
Espetáculo “Auto da Paixão de Cristo” leva fé, cultura e serviços gratuitos à Arena Pantanal
O Governo de Mato Grosso promove, entre os dias 30 de março e 4 de abril, o espetáculo “Auto da Paixão de Cristo”, na Arena Pantanal, em Cuiabá. Com entrada gratuita, a iniciativa une manifestações culturais, religiosidade e acesso a serviços públicos em um único espaço aberto à população. A programação tem início neste domingo (30), às 18h. Nos demais dias, as apresentações começam a partir das 19h. A expectativa é de grande público ao longo da semana, reunindo famílias e visitantes em um ambiente de reflexão e emoção. Além da encenação, o evento contará com uma estrutura preparada para receber os participantes, incluindo praça de alimentação e feira de artesanato. A proposta também incentiva a economia local, ao gerar oportunidades de renda para pequenos empreendedores. A ação reforça a estratégia do Governo do Estado de aproximar os serviços públicos da população, utilizando a cultura como ferramenta de inclusão social, fortalecimento comunitário e promoção da cidadania.
Moraes mantém restrições e nega acesso irrestrito de filhos a Bolsonaro em prisão domiciliar
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu negar o pedido de “livre acesso” dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro à residência onde ele cumpre prisão domiciliar temporária, em Brasília. Bolsonaro retornou para casa na última sexta-feira (27), após receber alta hospitalar. Ele estava internado havia cerca de duas semanas para tratar um quadro de broncopneumonia bacteriana. A autorização para cumprir a pena em casa foi concedida por um período de 90 dias, com base em razões médicas. Na decisão assinada no sábado (28), Moraes destacou que a medida tem caráter “excepcionalíssimo” e não representa qualquer flexibilização do regime de cumprimento da pena. Segundo o ministro, a transferência para a residência ocorreu exclusivamente por questões de saúde, mantendo-se inalterado o regime fechado. O magistrado também reforçou que a mudança de local não deve ser interpretada como progressão de regime ou concessão de benefícios adicionais. Com isso, permanecem válidas as restrições impostas anteriormente, incluindo o controle de visitas. A decisão reafirma o entendimento do STF de que situações excepcionais, como problemas de saúde, podem justificar adaptações temporárias no cumprimento da pena, sem alterar sua natureza jurídica.
Conta de luz segue sem taxa extra em abril e alivia bolso dos brasileiros
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou a manutenção da bandeira tarifária verde para todo o mês de abril, garantindo aos consumidores brasileiros a continuidade da conta de luz sem cobrança adicional. A medida reforça um cenário positivo que vem sendo observado desde o início do ano, com condições favoráveis para a geração de energia no país. O principal fator para a decisão foi o bom volume de chuvas registrado em março, que contribuiu diretamente para a recuperação dos níveis dos reservatórios das hidrelétricas. Com maior disponibilidade de água, a geração de energia se torna mais eficiente e econômica, reduzindo a necessidade de acionamento das usinas termelétricas, que possuem custo mais elevado. Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias funciona como um indicativo dos custos reais de produção de energia elétrica. As cores — verde, amarela e vermelha — refletem as condições de geração, considerando fatores como a disponibilidade hídrica, o uso de fontes renováveis e a necessidade de recorrer a alternativas mais caras. Apesar do cenário favorável, a Aneel reforça a importância do consumo consciente. A orientação é evitar desperdícios e adotar práticas de economia no dia a dia, contribuindo não apenas para a redução de gastos individuais, mas também para a sustentabilidade do sistema elétrico nacional.