O senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), cumpriu agenda nesta quarta-feira (22) em Sinop durante a Norte Show 2026, ao lado do senador e pré-candidato ao governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL). Recebidos por autoridades no aeroporto, seguiram para o parque de exposições, onde visitaram estandes, conversaram com produtores e se reuniram com lideranças do agronegócio. Durante discurso, Flávio Bolsonaro defendeu mudanças estruturais no país e maior alinhamento entre os poderes. “Precisamos estar alinhados com o Congresso Nacional para fazer alterações na Constituição, como a redução da maioridade penal. Vamos endurecer no combate ao crime e garantir que as leis sejam cumpridas, restabelecendo a harmonia entre os poderes”, afirmou. O senador também deixou claro o posicionamento do Partido Liberal em Mato Grosso, reafirmando várias vezes apoio exclusivo ao nome de Wellington Fagundes para a disputa ao governo do Estado. “Wellington e Medeiros são os nossos pré-candidatos e para eles que vamos pedir votos” afirmou. Segundo Flávio, a estratégia da sigla já está definida em Brasília e não há intenção de divisão de palanque no estado. Wellington Fagundes destacou a dimensão da Norte Show e a força do setor produtivo. “São mais de 400 expositores e mais de R$ 130 bilhões em negócios. Isso mostra que aqui está quem acredita, trabalha e produz alimento para o Brasil e para o mundo”, disse. O parlamentar também reforçou a necessidade de políticas de apoio ao produtor rural. “Quem produz precisa de infraestrutura, financiamento, segurança jurídica e capacitação para continuar gerando desenvolvimento”, completou. A Norte Show 2026 reúne produtores, empresas e lideranças políticas, consolidando-se como um dos principais eventos do agronegócio brasileiro e espaço estratégico para debates sobre o fortalecimento do setor em Mato Grosso.
Operação “Gerente Fantasma” desmonta esquema comandado de dentro de presídio em MT
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (23), a Operação Gerente Fantasma para desarticular um grupo criminoso com atuação em Cuiabá e Várzea Grande. Ao todo, são cumpridas 27 ordens judiciais, incluindo nove mandados de prisão preventiva, dez de busca e apreensão e oito bloqueios de contas que somam R$ 200 mil. A ação é conduzida por equipes da Delegacia Especializada em Repressão a Narcóticos (Denarc), que investigam uma organização estruturada e com vínculos com facção criminosa, envolvida em tráfico de drogas, estelionatos digitais e lavagem de dinheiro. Um dos pontos que mais chamou a atenção dos investigadores foi o papel do principal suspeito, apontado como líder do grupo. Mesmo preso, ele atuava como uma espécie de “gerente financeiro”, organizando a arrecadação semanal e distribuindo os lucros entre os integrantes da quadrilha. As apurações indicam que apenas na primeira semana de novembro de 2023 os golpes digitais renderam mais de R$ 105 mil ao grupo. No mesmo período, as movimentações financeiras ultrapassaram R$ 200 mil, valores considerados incompatíveis com qualquer atividade lícita declarada. Além das fraudes online, o grupo também atuava no comércio de drogas como pasta base de cocaína, skunk e cocaína refinada, mantendo controle de pontos de venda em diversos bairros da capital. Para ocultar a origem do dinheiro, os investigados utilizavam estratégias como fracionamento de transferências, uso de contas de terceiros e empresas registradas em nome de familiares. Segundo a Polícia Civil, essas práticas tinham o objetivo de dificultar o rastreamento dos valores. Outro aspecto identificado foi a tentativa de ganhar apoio em comunidades. O grupo promovia distribuição de cestas básicas e eventos esportivos, onde também lucrava com a venda de bebidas, fortalecendo sua influência local e reduzindo o risco de denúncias. A Operação Gerente Fantasma integra a Operação Pharus, iniciativa ligada ao programa estadual de combate às facções criminosas. O nome faz referência à palavra latina para “farol”, simbolizando a atuação das forças de segurança no enfrentamento ao crime organizado. A ação também faz parte das estratégias da Rede Nacional de Unidades Especializadas no Combate às Organizações Criminosas (Renorcrim), coordenada pelo Ministério da Justiça, que reúne autoridades de todo o país para atuação integrada contra o crime.