O Festival de Siriri e Cururu de Mato Grosso chega à 17ª edição com programação gratuita, de quinta-feira a domingo (7 a 10.5), a partir das 19h, na área externa da Arena Pantanal, em Cuiabá. Durante os quatro dias, o evento de cultura popular reunirá grupos tradicionais da Baixada Cuiabana e do interior do Estado. Para realização do Festival, o Instituto Brasil conta com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), via emenda parlamentar, e patrocínio do Ministério da Cultura e da Petrobras, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Participam do evento grupos e coletivos tradicionais do siriri e cururu, que representam os municípios de Barão de Melgaço, Cuiabá, Cáceres, Chapada dos Guimarães, Nossa Senhora do Livramento, Sapezal, Santo Antônio de Leverger e Várzea Grande. Entre os destaques da programação está o Grupo Flor Ribeirinha, tetracampeão mundial de folclore, reconhecido internacionalmente por representar Mato Grosso e o Brasil em festivais culturais realizados em diversos países. Também se apresentam outros consagrados grupos, como Vitória Régia, Bacuri Livramentense, É Bem Mato Grosso, São Gonçalo Beira Rio, Siriri Elétrico, Tradição Cuiabana do Coxipó, Flor Serrana, Flor do Atalaia, Raízes Cuiabanas, Flor do Campo e Voa Tuiuiú, Primos e Primas, e Patucha – Panorama Turístico Cultural Chapadense. Em preparação para as apresentações, equipes do Instituto Brasil e da direção artística realizaram visitas técnicas e acompanharam ensaios em Cuiabá, Várzea Grande e municípios do interior, nas últimas semanas. A direção artística do Festival é assinada por Avinner Silva, diretor do Grupo Flor Ribeirinha. Além das apresentações culturais, o público poderá acompanhar o desfile dos grupos participantes, apresentações especiais e a Feira de Economia Criativa e Solidária dos Quintais Cuiabanos, disponível na Arena de Apresentações, diariamente das 18h às 23h. Confira a programação: Quinta-feira (7.5), a partir das 19h Abertura oficial e desfile dos grupos Grupo Folclórico Mascarados de Poconé Apresentações dos grupos Estrela Guia, Arara Azul, Estrela Guia, Anjo Miguel, Estrela Divina e Encantos da Serra Sexta-feira (8.5), a partir das 19h Abertura oficial Espetáculo Cerrazônico Pantaneiro Grupo Folclórico Festrilha Apresentações dos grupos Cururu Tradição Cuiabana do Coxipó, Primos e Primas, Voa Tuiuiú, Flor Ribeirinha e Coração Franciscano Sábado (9.5), a partir das 19h Abertura oficial Apresentações dos grupos Bacuri Livramentense, É Bem Mato Grosso, Flor do Campo, São Gonçalo e Raízes Cuiabanas Domingo (10.5), a partir das 19h Abertura oficial Apresentações dos grupos Patucha, Vitória Régia, Flor Serrana, Siriri Elétrico e Flor de Atalaia
Operação Hidra mira servidor da Politec por esquema de identidades falsas em Mato Grosso
Papiloscopista é alvo de mandados em Várzea Grande e Cuiabá; investigação aponta ligação com criminosos e uso de múltiplas identidades A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (6), a segunda fase da Operação Hidra, com foco em um servidor público da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) suspeito de envolvimento em um esquema de falsificação de documentos de identidade. A ação contou com o acompanhamento da Corregedoria do órgão, que também colaborou com as investigações. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão expedidos pela 5ª Vara Criminal de Várzea Grande, a partir de apurações conduzidas pela Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá. As ordens judiciais tiveram como alvo a residência do investigado, em Várzea Grande, e seu local de trabalho, dentro do Instituto Médico Legal (IML), na capital. O servidor atua como papiloscopista, função responsável pela emissão de documentos oficiais e pela identificação de pessoas em ocorrências criminais e acidentes. Segundo a investigação, ele teria atuado na facilitação da produção de identidades falsas, auxiliando um esquema que permitia a criminosos assumirem diferentes perfis para escapar da Justiça. Além das buscas, a Justiça determinou medidas cautelares contra os investigados, como a proibição de contato entre eles e a restrição de saída da comarca sem autorização judicial. Durante o cumprimento das ordens, também foram apreendidos materiais irregulares na casa do servidor, incluindo substâncias contrabandeadas e anabolizantes. O caso começou a ser investigado em julho de 2025, após a prisão de um homem apontado como integrante de uma facção criminosa paulista, que vivia há mais de uma década em Mato Grosso sob identidade falsa. Na ocasião, foi constatado que ele e sua família utilizavam documentos adulterados. Com o avanço das apurações, a primeira fase da operação, deflagrada em agosto do mesmo ano, identificou um suposto intermediário do esquema, que possuía diversos documentos falsos com nomes diferentes. A análise de dados revelou ainda a ligação direta entre esse suspeito e o servidor da Politec. De acordo com a delegada responsável pelo caso, a ofensiva é estratégica para preservar a confiabilidade dos sistemas de identificação do Estado e impedir que organizações criminosas se infiltrem em estruturas públicas. A Operação Hidra, nome inspirado na criatura mitológica de múltiplas cabeças, simboliza justamente o uso de diversas identidades pelos investigados para dificultar a ação da Justiça.