Investigação sigilosa apura denúncias que vão desde gastos com nova sede até transparência administrativa; Legislativo afirma ter prestado esclarecimentos
A Câmara Municipal de Várzea Grande é alvo de uma investigação sigilosa conduzida pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), que apura possíveis irregularidades na gestão de recursos públicos do Legislativo municipal. O processo é relatado pelo conselheiro Antonio Joaquim e envolve questionamentos sobre despesas com obras, gestão de pessoal, contratos de comunicação e publicidade, além da transparência administrativa.
A apuração teve início a partir de uma notícia de fato registrada em 2 de fevereiro deste ano, que apontava indícios de problemas em obras realizadas pela Câmara. Em 2024, o Legislativo mudou de sede para um prédio maior — anteriormente ocupado pelo Fórum da cidade —, com investimento aproximado de R$ 3,5 milhões em adaptações.
Posteriormente, em 24 de março, uma nova denúncia foi protocolada junto à Corte de Contas, desta vez por meio de representação externa. O documento amplia o escopo das suspeitas, incluindo possíveis falhas na administração de pessoal, na execução das obras, nos gastos com divulgação institucional e no cumprimento das normas de transparência.
No dia 1º de abril, o presidente da Câmara, vereador Wanderley Cerqueira, se manifestou oficialmente. Em nota, ele afirmou que não teve acesso à íntegra do processo, que tramita sob sigilo, mas garantiu que o Legislativo já encaminhou todos os esclarecimentos solicitados dentro dos prazos estabelecidos.
A presidência da Casa também reforçou o compromisso com a legalidade e a correta aplicação dos recursos públicos, destacando que a atual gestão mantém اقدامات contínuos de aprimoramento administrativo, com foco na responsabilidade fiscal e na transparência.
Paralelamente, o cenário político-administrativo de Várzea Grande também registra outra frente de investigação. O desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), autorizou o Ministério Público a investigar a prefeita Flávia Moretti por suspeitas de irregularidades no Departamento de Água e Esgoto (DAE/VG). O caso será conduzido pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco).
Apesar das apurações em curso, a Câmara Municipal reiterou confiança nos órgãos de controle e no devido processo legal, afirmando que seguirá colaborando com as investigações.
Com informações da Gazeta Digital.


