Anúncio foi feito por Mauro Mendes e Max Russi; ex-secretário de Segurança se prepara para entrar na política partidária O ex-secretário de Segurança Pública de Mato Grosso, coronel César Roveri, deve ingressar oficialmente na política partidária com a filiação ao Podemos. O anúncio foi feito neste sábado (9) pelo ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) e pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Max Russi, que também comanda a sigla no Estado. A movimentação já projeta Roveri como pré-candidato a deputado federal nas eleições de outubro, quando estarão em disputa oito vagas de Mato Grosso na Câmara dos Deputados. A confirmação foi divulgada nas redes sociais de Russi e recebeu o aval de Mendes, que destacou o nome do coronel como uma opção competitiva no cenário político estadual. Embora a data oficial de filiação ainda não tenha sido definida, a expectativa é de que o ato seja anunciado nos próximos dias. Por ser militar, Roveri possui regras específicas quanto ao prazo de filiação partidária, podendo se desincompatibilizar em período diferente do exigido para civis. Durante o anúncio, Mauro Mendes afirmou ver com entusiasmo a entrada do ex-secretário na disputa eleitoral. Segundo ele, Roveri reúne qualidades que podem contribuir com a representação de Mato Grosso no Congresso Nacional, especialmente pela experiência acumulada na área de segurança pública. A articulação fortalece o Podemos no Estado e amplia o leque de nomes com potencial eleitoral para a disputa proporcional, em um cenário que deve ser marcado por forte concorrência.
Projeto da Unemat impulsiona cultivo de flores tropicais e gera nova fonte de renda para agricultores Linha fina:
Iniciativa alia ensino prático, pesquisa e extensão para fortalecer a agricultura familiar em Tangará da Serra Um projeto de extensão desenvolvido pela Universidade do Estado de Mato Grosso, no campus de Tangará da Serra, tem transformado a produção de flores tropicais em uma alternativa viável de geração de renda para pequenos produtores rurais. A iniciativa une estudantes, profissionais e agricultores em atividades práticas que vão desde o preparo do solo até a comercialização das espécies. No campo experimental, são cultivadas variedades como bastão-do-imperador, alpínia e helicônia, utilizadas como base para o ensino de técnicas essenciais, incluindo produção de mudas, manejo e colheita. O projeto, intitulado Unidades Demonstrativas de Flores Tropicais: Canal de Transferência de Tecnologias e Fortalecimento da Agricultura Familiar no Estado de Mato Grosso, é coordenado pela professora e doutora em Botânica, Celice Alexandre Silva, em parceria com a Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Além de promover aprendizado técnico, a iniciativa também desperta o olhar científico dos estudantes. A acadêmica Yasmim Coelho, do segundo semestre de Agronomia, relata que a experiência em campo tem contribuído para ampliar seus conhecimentos, especialmente na observação de polinizadores e no desenvolvimento das plantas. Já a estudante Geisiane Nogueira, do quarto semestre, destaca a importância das atividades práticas para consolidar o conteúdo teórico aprendido em sala de aula. Com foco no fortalecimento da agricultura familiar, o projeto também realiza visitas a propriedades rurais para identificar produtores com potencial para investir na floricultura. Segundo a coordenadora, o objetivo é oferecer suporte completo, com orientações técnicas que vão do plantio à pós-colheita, garantindo mais segurança para quem deseja diversificar a produção. Outro ponto destacado é a viabilidade da atividade. A floricultura tropical não exige grandes áreas nem mecanização intensiva, além de apresentar diversidade de espécies que podem ser utilizadas tanto para comercialização quanto para paisagismo. A parceria com o poder público também reforça os resultados. O engenheiro agrônomo Eder Richardson ressalta que a colaboração com a universidade contribui para a produção de conhecimento técnico e a disseminação de informações aos produtores, ampliando o alcance das ações. Com 14 anos de atuação, o projeto envolve atualmente estudantes de graduação, pós-graduação, professores, técnicos e produtores rurais de diferentes áreas do conhecimento. Durante as atividades, são distribuídos materiais informativos, como cartilhas, que auxiliam na aplicação prática das técnicas no dia a dia no campo, consolidando a proposta de integração entre ensino, pesquisa e extensão.