O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) rejeitou o pedido apresentado pelo partido Republicanos para suspender a divulgação da pesquisa eleitoral do Instituto Percent, levantamento que colocou o vice-governador Otaviano Pivetta em terceiro lugar na corrida pelo Palácio Paiaguás. A decisão liminar foi assinada nesta terça-feira (12) pelo juiz eleitoral Luis Otavio Pereira Marques, que entendeu não existir, neste momento, provas concretas de fraude, manipulação de dados ou irregularidade grave capaz de justificar a suspensão da pesquisa. ENTENDA O CASO A ação foi protocolada pelo Republicanos após a divulgação do levantamento pela imprensa na última semana. Na pesquisa, o senador Wellington Fagundes aparece liderando a disputa pelo Governo de Mato Grosso, seguido pelo senador Jayme Campos. Já Otaviano Pivetta surge em terceiro lugar, cenário que provocou forte reação dentro do grupo governista. O partido alegou na Justiça que a pesquisa apresentaria: • falhas metodológicas; • inconsistências estatísticas; • possível parcialidade; • e suposto direcionamento político. Um dos principais argumentos usados pelo Republicanos envolvia entrevistas concedidas pelo diretor do Instituto Percent à imprensa comentando o cenário político estadual. Segundo a legenda, as declarações poderiam demonstrar parcialidade e comprometer a credibilidade do levantamento. ⚖️ O QUE DISSE O JUIZ? Ao analisar o pedido, o magistrado afirmou que não encontrou, neste momento inicial do processo, elementos suficientes que comprovem fraude ou manipulação dos dados. Na decisão, o juiz destacou que análises políticas feitas pelo representante do instituto não significam, automaticamente, interferência técnica na coleta ou no resultado da pesquisa. “Não há elementos concretos aptos a demonstrar que tais manifestações tenham efetivamente contaminado a coleta dos dados ou comprometido a higidez técnica da pesquisa registrada”, destacou. O magistrado também ressaltou que a Justiça Eleitoral não pode substituir institutos especializados para definir previamente qual metodologia estatística deve ser aplicada em levantamentos eleitorais. Segundo ele, debates envolvendo critérios técnicos, quotas amostrais e distribuição territorial exigem análise mais aprofundada e eventual produção de provas técnicas. 📌 PESQUISA CONTINUA LIBERADA Com a decisão, a pesquisa segue válida e autorizada para divulgação enquanto o processo continua tramitando no TRE-MT. Agora, o Instituto Percent terá prazo de dois dias para apresentar defesa. Depois disso, o caso será encaminhado ao Ministério Público Eleitoral antes do julgamento definitivo pelo plenário da Corte. NÚMERO DO PROCESSO: 0600142-32.2026.6.11.0000 📊 CENÁRIO POLÍTICO O levantamento divulgado pelo Instituto Percent mostrou: • Wellington Fagundes — 1º lugar • Jayme Campos — 2º lugar • Otaviano Pivetta — 3º lugar Nos bastidores políticos, o resultado aumentou ainda mais a pressão sobre o grupo governista. Apesar de Otaviano Pivetta intensificar agendas, articulações e esforços para consolidar sua pré-candidatura ao Governo do Estado, aliados já admitem reservadamente que os números ainda evoluem de forma lenta nas pesquisas e no ambiente político. A situação passou a alimentar uma pergunta cada vez mais forte nos corredores da política mato-grossense: Será que Pivetta conseguirá crescer até 2026 e consolidar sua candidatura ao Governo… ou o grupo governista já começa a discutir silenciosamente um possível “plano B” para a sucessão estadual? Nos bastidores, o debate sobre viabilidade eleitoral já movimenta lideranças, prefeitos, deputados e partidos aliados do atual grupo político. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Quase mil atendimentos e mais de 60 serviços gratuitos marcam Mutirão Social Cívico Integrado no bairro do Porto
O bairro do Porto, em Cuiabá, recebeu um reforço histórico em serviços públicos no último sábado (9). Através da articulação do deputado Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa, o Mutirão Social Cívico Integrado reuniu mais de 60 tipos de atendimentos gratuitos na Escola Estadual Cívico-militar Senador Azeredo. A iniciativa alcançou a marca de mil atendimentos, focando em moradores que enfrentam dificuldades de acesso à saúde e assistência social. A estrutura montada pelo Gabinete Social permitiu que a comunidade realizasse, em um único dia, consultas médicas, exames, vacinação e a emissão de documentos essenciais. A viabilização dessa rede de apoio contou com a parceria estratégica da Polícia Militar e o trabalho voluntário de profissionais de diversas áreas, como odontologia, fisioterapia e assessoria jurídica. Além do suporte técnico e médico, o evento promoveu o resgate da autoestima com serviços de beleza e atividades recreativas para as crianças. Para o deputado Max, a ação é uma resposta direta às carências da região, levando o Poder Público para dentro dos bairros mais tradicionais da Capital. “Nossa missão com o Gabinete Social é encurtar a distância entre o cidadão e o serviço de qualidade. Ver voluntários e instituições unidos para entregar dignidade e um sorriso no rosto de quem é atendido é o que nos motiva a continuar essa articulação”, destacou Max Russi. O parlamentar reafirmou que o trabalho “pé no chão” seguirá percorrendo as comunidades para suprir as demandas urgentes da população. A moradora e acadêmica de Medicina, Rhaianni Sampaio, que participou da mobilização, ressaltou o impacto social da iniciativa. “O Porto é um bairro populoso e carente de cobertura de saúde. Levar esses atendimentos até as pessoas não muda apenas o dia delas, mas garante a assistência que muitas vezes falta na rotina da comunidade”, finalizou.
Sorriso vira modelo de gestão e inspira plano estratégico do Estado até 2050, diz presidente do TCE-MT
Durante agenda no município, Sérgio Ricardo destaca planejamento e responsabilidade fiscal como pilares para o futuro de Mato Grosso Durante agenda institucional em Sorriso, o presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, reforçou a defesa de uma gestão pública centrada nas pessoas e sustentada por planejamento, eficiência administrativa e responsabilidade fiscal. A visita integra o processo de construção do Plano Mato Grosso 2050, iniciativa que busca projetar o desenvolvimento do estado nas próximas décadas. O posicionamento ocorre em meio ao avanço de levantamentos técnicos realizados pelo Tribunal, que apontam desafios importantes nas contas públicas municipais. Entre os dados analisados, está a baixa execução de recursos do Fethab em diversas regiões e o alerta de que 37 municípios apresentam alto risco de desequilíbrio fiscal. Diante desse cenário, o presidente defendeu a adoção de modelos mais eficientes de gestão, com foco em investimentos estruturantes e melhoria da qualidade de vida da população. Em reunião com o prefeito de Sorriso, Alei Fernandes, Sérgio Ricardo destacou o desempenho do município como referência positiva. Segundo ele, o crescimento urbano aliado a bons indicadores sociais e investimentos em áreas essenciais demonstram uma administração comprometida com o futuro. Para o presidente, o diferencial está na busca constante por avanços, mesmo diante de resultados já consolidados. A experiência de Sorriso deve, inclusive, servir de base para a elaboração do Plano Mato Grosso 2050. A proposta do TCE-MT é reunir boas práticas e transformá-las em diretrizes para orientar políticas públicas em todo o estado, com foco em desenvolvimento sustentável e equilíbrio fiscal. Sérgio Ricardo também reforçou que o papel do Tribunal vai além da fiscalização. Segundo ele, o órgão atua como parceiro dos gestores públicos, oferecendo orientação técnica para melhorar a aplicação dos recursos e garantir maior eficiência na administração. A agenda no município incluiu ainda a participação em uma ação de fiscalização nas obras da BR-163. O presidente percorreu trechos da rodovia em execução, avaliou a qualidade dos serviços e cobrou melhorias na infraestrutura entregue à população. A vistoria faz parte de um conjunto de ações do TCE-MT voltadas ao acompanhamento de grandes investimentos em Mato Grosso. A passagem por cidades como Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Sorriso e Sinop reforça a estratégia do órgão de intensificar a presença nos municípios, ampliando o monitoramento das obras públicas e contribuindo para uma gestão mais transparente e eficiente.
Cáceres sedia encontro regional para construção do novo Plano Estadual de Cultura de Mato Grosso
Evento da Secel reúne gestores e comunidade cultural para definir diretrizes que vão orientar políticas públicas pelos próximos 10 anos Cáceres se torna, nesta quinta e sexta-feira (14 e 15 de maio), ponto de encontro para gestores, artistas e trabalhadores da cultura da região oeste de Mato Grosso. Promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), o evento integra a caravana Fluxo e tem como principal objetivo a construção coletiva do novo Plano Estadual de Cultura para o período de 2026 a 2036. As atividades acontecem das 8h às 17h, na Casa do Daveron, às margens do Rio Paraguai, reunindo representantes do território Paraguai-Guaporé. Ao longo dos dois dias, os participantes discutem propostas, analisam diretrizes e contribuem com ideias que vão compor um documento final a ser incorporado ao planejamento estadual. A programação começa com a apresentação da estrutura do Plano Estadual de Cultura, incluindo comparativos entre o plano vigente (2016-2026), as propostas aprovadas na última conferência estadual e a proposta técnica elaborada pela Secel com base no Plano Nacional de Cultura. A partir desse panorama, os participantes são divididos em grupos de trabalho para debater princípios, eixos e estratégias que irão nortear as políticas públicas culturais nos próximos anos. Além da elaboração de propostas, o encontro também traz debates sobre o funcionamento do Conselho, Plano e Fundo da Cultura, mecanismos de financiamento, políticas de preservação do patrimônio histórico, fortalecimento de bibliotecas e incentivo à economia criativa. Temas como monitoramento de ações culturais e transferência de recursos também estão na pauta. A caravana Fluxo percorre diferentes regiões do estado com o objetivo de ampliar a participação social na construção do novo plano. Antes de Cáceres, os encontros já passaram por municípios como Sinop, Juína e Barra do Garças. A agenda segue até junho, com etapas previstas em Rondonópolis e Cuiabá. Aberto à população, o evento reforça a importância da participação coletiva na formulação de políticas culturais. Paralelamente aos encontros presenciais, a Secel também disponibiliza uma consulta pública online, permitindo que a sociedade contribua com sugestões para o Plano Estadual de Cultura, que terá validade de dez anos.
Muito além da dor, conheça os direitos garantidos por lei para quem tem fibromialgia
Todo dia 12 de maio, o Brasil faz uma pausa para o Dia Nacional de Conscientização e Enfrentamento à Fibromialgia. A data é um convite urgente para que a sociedade aprenda a enxergar uma condição que afeta milhões de brasileiros e que, paradoxalmente, permanece invisível. A fibromialgia é exatamente isto. Uma dor real, intensa e muitas vezes incapacitante que não aparece em exames de sangue, não deforma articulações e não deixa marcas externas, mas redesenha, de forma dolorosa, a vida de quem convive com ela. Esta síndrome de dor crônica acomete músculos, tendões e ligamentos, se manifestando em queimação, rigidez e espasmos. Além disso, existem a fadiga crônica e distúrbios do sono que exaurem o paciente. Estatísticas indicam que a doença atinge cerca de 3% das mulheres adultas e 0,5% dos homens. Em mais da metade dos casos, ela vem acompanhada de “companheiras silenciosas”, como a ansiedade, a depressão e a enxaqueca. Como o diagnóstico é estritamente clínico, baseado na sensibilidade de pontos específicos do corpo por um período prolongado, a ausência de provas em exames de imagem costuma gerar um abismo de incompreensão. O paciente, sem respostas rápidas, enfrenta não apenas a dor física, mas o julgamento social e a falta de acolhimento. É neste cenário de vulnerabilidade que o Poder Público deve ser o porto seguro. Em 2022, tivemos o orgulho de sancionar em Mato Grosso a Lei nº 11.880, de minha autoria, que instituiu o Colar de Girassol. Esse acessório se tornou um instrumento vital de identificação para pessoas com deficiências ocultas, categoria na qual a fibromialgia se enquadra perfeitamente. O colar comunica o que a dor não mostra: a necessidade de respeito e atendimento prioritário. Nossa iniciativa em Mato Grosso foi tão assertiva que, um ano depois, o modelo foi adotado em todo o território nacional pela Lei Federal nº 14.624/2023. Legislar, neste caso, foi dar voz a quem sofria em silêncio nas filas e nos balcões de atendimento. Conforme indicam especialistas da área, vencer a fibromialgia exige uma abordagem multidisciplinar. O tratamento combina atividade física de baixo impacto, essencial para o reequilíbrio da serotonina, com suporte farmacológico, acompanhamento psicológico e terapias complementares, como a acupuntura. Quando há uma rede de saúde preparada para oferecer esse conjunto de cuidados, os índices de melhora chegam a 60%. Nossa missão na Assembleia Legislativa é garantir que esse acesso não seja um privilégio, mas um direito assegurado. Conscientizar é o primeiro passo para derrubar o preconceito; legislar é o passo decisivo para garantir a dignidade. Neste 12 de maio, reitero meu compromisso com cada mato-grossense que trava essa batalha diária. A dor pode até ser invisível aos olhos, mas jamais será invisível perante a lei. O Estado tem a obrigação ética de enxergar o que o olho humano ignora. Max Russi, deputado estadual e atual presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso
Polícia Militar amplia em 318% prisões de faccionados na região Oeste de MT
O 6º Comando Regional da Polícia Militar de Mato Grosso aumentou em 318% o número de prisões de criminosos faccionados, nos primeiros quatro meses do ano de 2026. De janeiro a abril deste ano, 113 faccionados foram presos, enquanto no mesmo período do ano passado, 27 prisões foram registradas. Os dados são referentes aos 11 municípios que fazem parte do 6º Comando Regional, que possui sede na cidade de Cáceres e faz fronteira com a Bolívia. Do número de faccionados presos, 63 foram conduzidos por homicídios consumados ou tentativas, que impediram que pelo menos 50 outros homicídios fossem cometidos na região. Também foi registrado aumento de 450% na apreensão de armas de fogo, com 77 armas apreendidas no primeiro quadrimestre de 2026 e 14 armas apreendidas em 2025. No crime de tráfico de drogas, houve o registro de 100 ocorrências, 78% a mais do que no ano passado, resultando na apreensão de 75 quilos de entorpecentes e R$ 21,8 mil em dinheiro proveniente do crime, em 2026. Além de Cáceres, o 6º Comando Regional é composto pelos municípios de Araputanga, Curvelândia, Glória d’Oeste, Indiavaí, Lambari d’Oeste, Mirassol d’Oeste, Porto Esperidião, Reserva do Cabaçal, Rio Branco e Salto do Céu. O comandante da regional, tenente-coronel Adão César Rodrigues Silva, enfatiza que os dados refletem as operações de combate às facções realizadas na região e os investimentos recebidos como viaturas, implantação de novas unidades e instalações de câmeras de monitoramento pelo programa Vigia Mais MT. “Desde o começo do ano estamos com operações da Polícia Militar e da Secretaria de Estado de Segurança Pública com foco no combate às facções criminosas, impedindo crimes e detendo rapidamente esses infratores da lei. O 6º Comando Regional está com equipamentos e viaturas adequadas, implantamos unidade de motopatrulhamento do Raio e contamos com a eficiência das câmeras do Vigia Mais MT, que nos proporcionam mais agilidade e poder de ação contra o crime, trazendo mais segurança para nossa população”, afirma o tenente-coronel.
Max Russi destaca crescimento de mulheres em postos estratégicos da mineração em MT
Setor mineral deixa de ser “território masculino” e aposta na qualificação feminina para aumentar segurança e produtividade no estado. O setor mineral em Mato Grosso, que hoje ocupa a 5ª posição no ranking nacional, vive uma transformação que vai além dos números econômicos: a ascensão feminina em cargos de liderança e operação. O deputado Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa, destaca que a presença de mulheres em postos estratégicos é peça-chave para a modernização e sustentabilidade da atividade no estado. “As mulheres estão cada vez mais presentes na mineração e devemos incentivar isso. Nossa atuação na Assembleia foca em políticas públicas que fortaleçam o setor, visando um desenvolvimento que seja economicamente forte e socialmente justo”, afirmou o parlamentar. Quebra de Paradigmas e Dados De acordo com o Relatório de Indicadores do Women in Mining (Mulheres na Mineração) Brasil (WIM Brasil) de 2025, a força de trabalho feminina no setor já atinge 22%, somando mais de 30 mil profissionais no país. O avanço é visível também no topo da pirâmide: elas ocupam 25% das posições executivas e 21% das cadeiras em conselhos administrativos. A meta do setor é chegar a 35% de participação feminina até 2030. Para a vice-presidente do Grupo de Trabalho da Mineração na ALMT, Taís Costa, é impossível falar do futuro do setor sem reconhecer essa mudança. “Durante muito tempo, a mineração foi vista como predominantemente masculina. Hoje, vemos mulheres como engenheiras, geólogas e líderes. A presença feminina traz uma visão minuciosa sobre sustentabilidade e responsabilidade ambiental”, pontuou. Além de Taís, o GT também é composto por Alessandra Panizi, Clarissa Lopes, Fransueli Martelli, Laise Glaucia, Pamela Alegria e Tatiana de Almeida, que estão trabalhando para os avanços da mineração no estado. Protagonismo na Prática Exemplos de carreira como o de Suedy Lima, de 33 anos, ilustram essa nova realidade. Recentemente empossada como Coordenadora de Planejamento, Controle e Manutenção (PCM) da Nexa, em Aripuanã, Suedy acumula 15 anos de experiência e traz no currículo o marco de ter sido a primeira supervisora e chefe de manutenção em diversas empresas por onde passou. “Sinto orgulho da trajetória que construí, sabendo que cada espaço foi resultado de dedicação. É fundamental ocuparmos esses setores onde ainda há caminho a percorrer. Uma mulher puxa a outra, e ver esse crescimento reforça nosso compromisso em abrir caminhos para as que virão”, afirmou. O novo cenário da mineração em Mato Grosso também é impulsionado por lideranças como a advogada Pamela Alegria. Especialista em Direito Minerário e uma das idealizadoras da Expominério, a maior feira do setor no estado, ela personifica a união entre o rigor técnico e o fomento ao desenvolvimento. “A presença feminina traz uma visão minuciosa sobre sustentabilidade e responsabilidade regional, transformando a mineração em uma atividade estratégica para o futuro de Mato Grosso”, afirma a advogada.
Jayme Campos intensifica articulação no União Brasil e demonstra disposição para disputar o Governo de MT
O senador Jayme Campos voltou a deixar claro que pretende disputar o Governo de Mato Grosso em 2026 e mostrou que continua firme na articulação política dentro do União Brasil, mesmo diante do apoio já declarado do governador Mauro Mendes ao vice-governador Otaviano Pivetta. Durante entrevista ao podcast Política de Primeira, Jayme afirmou que quer participar da convenção partidária e disputar internamente a indicação da sigla ao Palácio Paiaguás. “Vou disputar a eleição e vou ganhar a eleição para governador de Mato Grosso”, declarou o senador. Com uma das trajetórias políticas mais conhecidas do estado, Jayme Campos carrega décadas de experiência na vida pública, tendo sido prefeito de Várzea Grande, governador de Mato Grosso, senador e uma das principais lideranças históricas do União Brasil. Nos bastidores, aliados do senador avaliam que Jayme tenta construir um discurso de continuidade administrativa do atual governo Mauro Mendes, mas com um perfil mais político, municipalista e próximo das bases. A movimentação acontece justamente em um momento em que o nome de Otaviano Pivetta ainda enfrenta dificuldades para ampliar sua viabilidade política dentro de alguns setores da própria base governista, apesar do apoio declarado de Mauro Mendes. Mesmo com o cenário já parcialmente desenhado pelo grupo governista, Jayme tem demonstrado confiança na força política que possui dentro do União Brasil e, segundo interlocutores próximos, sempre destacou que acredita ter número suficiente de convencionais para vencer uma disputa interna dentro do partido. Durante a entrevista, Jayme também fez críticas à falta de diálogo dentro do União Brasil e defendeu que a escolha do candidato ao governo aconteça de forma democrática, através da convenção partidária. “Eu quero participar da convenção como qualquer outro cidadão tem direito”, afirmou. O senador ainda destacou que Mato Grosso precisa avançar não apenas economicamente, mas também socialmente. Segundo ele, o crescimento do estado precisa chegar à população mais carente. “Onde está essa riqueza? Essa riqueza tem que ser socializada”, disse ao comentar problemas relacionados à habitação, saúde pública e violência contra a mulher. Além da disputa pelo Governo do Estado, Jayme comentou temas como a duplicação da BR-163, mudanças no FCO, escala 6×1 e também fez críticas à gestão do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini. A entrevista reforça que, apesar das definições antecipadas dentro do grupo governista, Jayme Campos segue disposto a entrar na disputa, buscar apoio dentro do União Brasil e mostrar que ainda possui força política suficiente para disputar o comando do Palácio Paiaguás. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Cuiabá inicia modernização da iluminação com 4 mil lâmpadas de LED e prevê economia milionária
Programa MT Iluminado avança na Capital com foco em segurança, eficiência energética e redução de custos A substituição da iluminação pública por tecnologia de LED começou a ganhar ritmo em Cuiabá. A Prefeitura iniciou, nesta segunda-feira (11), a instalação de 4 mil novas luminárias na região do bairro CPA 2, dentro das ações do programa MT Iluminado, promovido pelo Governo de Mato Grosso. A iniciativa faz parte de um esforço para modernizar o sistema de iluminação da Capital, trazendo impactos diretos na segurança urbana e na eficiência energética. Segundo o governador Otaviano Pivetta, a troca das luminárias antigas por modelos de LED deve gerar uma economia significativa aos cofres públicos, com redução estimada de cerca de R$ 1 milhão por ano nas despesas com energia. Além da economia, o gestor destacou que a melhoria na iluminação contribui para aumentar a sensação de segurança da população, especialmente em regiões residenciais. O programa MT Iluminado, segundo ele, foi estruturado para atender todos os municípios do estado, incentivando a substituição de sistemas obsoletos por soluções mais modernas e sustentáveis. Na Capital, o avanço da iniciativa ocorre em parceria com a gestão municipal. O prefeito Abilio Brunini afirmou que o processo de modernização já alcançou mais de 12 mil pontos de iluminação, mas ainda há um longo caminho pela frente: a estimativa é de que cerca de 80 mil luminárias precisem ser substituídas. De acordo com o prefeito, a chegada das novas luminárias também resolve um problema antigo, já que parte dos equipamentos estava sem uso. Agora, a proposta é ampliar gradativamente a cobertura, levando iluminação mais eficiente para toda a cidade, com menor custo de manutenção e maior durabilidade. Com o avanço das instalações, a expectativa é de que a modernização da iluminação pública em Cuiabá contribua não apenas para a redução de gastos, mas também para a melhoria da qualidade de vida da população.
QUANDO A LEI VIRA OBSTÁCULO, NÃO PROTEÇÃO
A lei deveria ajudar. Essa é a ideia básica. Mas, para muita gente, o que acontece é o contrário: a lei aparece como mais um problema no meio do caminho. O cidadão enfrenta uma situação difícil, procura uma solução e faz o que mandam: entrega documentos, preenche formulários, cumpre prazos. Mesmo assim, sai com a sensação de que nada andou. A resposta quase sempre é a mesma: “não pode por causa da lei”. O problema não é a falta de regras. Pelo contrário. O Brasil tem leis de sobra. O que falta, muitas vezes, é vontade de resolver. A lei acaba sendo usada como desculpa para não agir. Na prática, isso se traduz em algo simples de entender: ninguém assume responsabilidade. Um setor joga para o outro. Um órgão pede mais tempo. Outro diz que não é com ele. E o cidadão continua com o problema nas mãos. Essa distância entre o que está no papel e o que acontece na vida real gera frustração. Dá a sensação de que o sistema funciona para si mesmo, e não para quem dele precisa. A lei não foi criada para funcionar como um robô. Ela existe para servir às pessoas. Quando a aplicação da norma ignora a realidade, o Direito perde sua função mais importante: proteger. Não se trata de desrespeitar regras ou criar atalhos. Trata-se de bom senso. De lembrar que processos existem para resolver problemas, não para empurrá-los. Quem procura um órgão público, uma empresa ou a Justiça não quer vantagem. Quer resposta. Quer alguém que escute, analise e resolva, em vez de apenas repetir procedimentos. Quando a lei vira barreira, algo está errado. Quando a burocracia pesa mais do que a justiça, o sistema falha. O problema não é a lei. É o uso dela para não decidir. E, no fim das contas, quem paga o preço é sempre o cidadão. Diogo Fernandes Colunista em Justiça & Sociedade – MT Urgente News Proprietário do escritório Diogo Fernandes Advocacia