Intervenções ocorrem em trechos da BR-163 e BR-364 com operações de “Pare e Siga” e interdições parciais ao longo do dia e da noite Motoristas que trafegam pelas rodovias federais de Mato Grosso devem redobrar a atenção nesta sexta-feira (22), devido à programação de obras e serviços de manutenção em diversos trechos das BRs-163 e 364. As intervenções incluem operações no sistema “Pare e Siga” e interdições parciais, com impactos no fluxo de veículos em regiões estratégicas do Estado. Durante o período diurno, das 7h às 17h, os serviços no sistema “Pare e Siga” serão realizados em dois pontos da BR-163, no município de Nova Mutum, nos quilômetros 593 e 603. Já no período noturno, entre 19h e 4h, a operação será executada no km 495 da BR-364, em Jangada. Além disso, equipes também atuarão em vários pontos com interdição parcial de pista ao longo do dia. Na região sul do Estado, os trabalhos se concentram em Itiquira e Rondonópolis, com intervenções em diferentes quilômetros da BR-163. Em Itiquira, os serviços ocorrem nos quilômetros 24, 29 e 44, todos no sentido sul. Em Rondonópolis, as obras atingem trechos da BR-163 nos quilômetros 55, 74, 112 e 117, além de pontos da BR-364 nos quilômetros 217, 227 e 237. As atividades também seguem em Jaciara, no km 265 da BR-364, nos dois sentidos da via, e em Campo Verde, no km 320, sentido sul. As ações fazem parte do cronograma de recuperação e manutenção das rodovias, com foco na melhoria da segurança viária e das condições de trafegabilidade. A orientação é para que os condutores respeitem a sinalização temporária, reduzam a velocidade nos trechos em obras e mantenham distância segura dos demais veículos para evitar acidentes e congestionamentos.
Operação mira facção que transportava cocaína da fronteira até o norte de MT e bloqueia R$ 3,2 milhões
Polícia Civil cumpriu ordens judiciais em quatro cidades e apreendeu drogas, dinheiro, imóveis e veículos ligados ao esquema criminoso A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (22), a Operação Vinculum Sanguinis, contra uma facção criminosa investigada por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A ação teve como alvo um grupo responsável pelo transporte de grandes carregamentos de cocaína da região de fronteira com a Bolívia até municípios do norte do Estado. As investigações são conduzidas pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop e resultaram no cumprimento de 23 ordens judiciais expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias do Polo de Sinop. Entre as medidas estão mandado de prisão preventiva, buscas e apreensões, bloqueios bancários, além do sequestro de veículos e imóveis. As ordens foram cumpridas em Sinop, Cláudia, Cuiabá e Várzea Grande, com apoio das equipes da GCCO/Draco da Capital. Até o momento, três pessoas foram presas, sendo uma por mandado judicial e duas em flagrante por tráfico de drogas. Durante a operação, os policiais apreenderam mais de 25 tabletes de pasta base de cocaína, além de dinheiro em espécie, cujo valor ainda será contabilizado. As investigações começaram em outubro de 2025, após a prisão de dois suspeitos em Cláudia com um quilo de pasta base de cocaína. O que inicialmente parecia um caso isolado revelou uma estrutura criminosa organizada para transportar centenas de quilos de entorpecentes entre Pontes e Lacerda e a região de Sinop, em uma rota superior a 700 quilômetros. Segundo a Polícia Civil, o grupo utilizava uma rede de apoio com divisão de funções e forte atuação familiar para garantir o transporte da droga e ocultar os lucros obtidos com o tráfico. Em março deste ano, a Draco de Sinop já havia realizado a Operação Aurora Pantaneira, quando foram apreendidos 525 quilos de cocaína e pasta base ligados ao mesmo grupo criminoso. Além do tráfico, a investigação identificou um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo familiares, empresas e pessoas utilizadas como “laranjas” para movimentar recursos ilícitos. Os bloqueios financeiros atingiram 11 investigados, entre pessoas físicas e jurídicas, incluindo empresas dos setores de segurança eletrônica e metalurgia em Cuiabá e Várzea Grande. Também foram sequestrados cinco imóveis, entre apartamentos, casa e terrenos, avaliados em mais de R$ 2 milhões, além de três veículos. Somadas, as medidas patrimoniais ultrapassam R$ 3,2 milhões. De acordo com o delegado Eugênio Rudy Junior, responsável pelo caso, a investigação revelou uma estrutura criminosa articulada e baseada em relações de confiança familiar. “O grupo utilizava vínculos familiares como mecanismo de proteção, ocultação patrimonial e movimentação financeira do dinheiro oriundo do tráfico”, destacou o delegado. O nome da operação, “Vinculum Sanguinis”, significa “laço de sangue”, em referência justamente aos vínculos familiares existentes entre os integrantes da organização criminosa. A ação integra a Operação Pharus, dentro do programa estadual Tolerância Zero contra facções criminosas, e também faz parte da sexta fase da Operação Narke, coordenada nacionalmente pela Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento do Narcotráfico (Renarc), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.