A polêmica envolvendo as obras da MT-170 ganhou novos capítulos após declarações do vice-governador Otaviano Pivetta, que classificou como “pontuais” os problemas identificados em cerca de mil quilômetros de rodovias asfaltadas em Mato Grosso. A fala rapidamente repercutiu nos bastidores políticos e reacendeu uma discussão importante: afinal, se os problemas são considerados pontuais, qual é o tamanho real do prejuízo causado ao Estado e à população mato-grossense? A discussão vai muito além de números de obras entregues. Ela envolve: qualidade dos investimentos; fiscalização; segurança da população; durabilidade das rodovias; responsabilidade com dinheiro público; e principalmente o impacto econômico para regiões inteiras que dependem dessas estradas. A IMPORTÂNCIA DA MT-170 A MT-170 não é apenas uma rodovia estadual. Ela é considerada uma das principais rotas estratégicas de desenvolvimento do noroeste de Mato Grosso, ligando municípios importantes e servindo como corredor de transporte para: agronegócio; transporte de cargas; escoamento da produção; comércio; atendimento de saúde; educação; turismo; e deslocamento diário de milhares de famílias. Por décadas, moradores da região sonharam com a pavimentação da rodovia. A estrada era vista como símbolo de progresso, valorização econômica e integração regional. Empresários acreditavam no fortalecimento do comércio. Produtores esperavam redução de custos logísticos. Moradores enxergavam mais segurança e dignidade. Mas parte desse sonho começou a virar preocupação. Trechos da rodovia passaram a apresentar problemas estruturais, levantando questionamentos sobre: qualidade da execução; fiscalização técnica; responsabilidade das empresas; e possível desperdício de dinheiro público. O QUE DISSE PIVETTA Durante entrevista recente, Pivetta afirmou que os problemas registrados representam uma parcela pequena diante dos quase sete mil quilômetros de rodovias executados pela atual gestão. A declaração, porém, acabou gerando ainda mais debate político. Isso porque, para muitos moradores e lideranças da região, o problema deixa de ser “pontual” quando passa a colocar vidas em risco, causar acidentes, prejuízos financeiros e comprometer uma obra considerada estratégica para Mato Grosso. Nos bastidores, a avaliação de parte do meio político é que o Governo precisará apresentar respostas mais detalhadas sobre: o tamanho do prejuízo; quem será responsabilizado; quais empresas executaram os trechos com problemas; quanto foi investido; e quanto poderá custar a recuperação dessas obras. O DINHEIRO QUE CHEGOU PARA MATO GROSSO Outro ponto que voltou ao centro da discussão é o volume de recursos recebidos pelo Estado nos últimos anos. Entre 2020 e 2026, Mato Grosso recebeu aproximadamente R$ 2,9 bilhões por meio da compensação das perdas da Lei Kandir, através da Lei Complementar 176/2020 — recursos conhecidos como FEX. Os valores foram destinados aos cofres do Estado durante a atual gestão e tiveram como objetivo fortalecer a capacidade de investimento de Mato Grosso. A articulação política para destravar esses recursos em Brasília teve participação importante do senador Wellington Fagundes, que atuou junto ao Congresso Nacional nas negociações envolvendo a compensação financeira aos estados exportadores. Diante desse cenário, cresce a cobrança da população sobre: como esses recursos foram aplicados; quais obras receberam investimentos; e por que ainda existem rodovias estaduais apresentando problemas estruturais. TCE ENTROU NA DISCUSSÃO As denúncias envolvendo problemas na MT-170 e em outras rodovias estaduais passaram a ganhar ainda mais força após fiscalizações realizadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). Os apontamentos feitos pelos órgãos de controle identificaram situações que agora exigem: correções técnicas; fiscalização mais rigorosa; responsabilizações; e possíveis medidas administrativas. A situação fez o debate sair do campo político e entrar também no campo técnico e jurídico. O EMBATE POLÍTICO Outro ponto que chamou atenção foi o fato de Pivetta voltar a citar Wellington Fagundes ao comentar questões ligadas ao DNIT e às obras federais. Nos bastidores, a leitura política é de que o tema infraestrutura começa a ganhar tom de disputa pré-eleitoral para 2026. Isso porque Wellington construiu parte de sua trajetória política justamente ligada à articulação de obras e destravamento de licenciamentos em Brasília, principalmente envolvendo rodovias estratégicas como: BR-174; BR-242; BR-364. Já o grupo do Governo Mauro Mendes/Pivetta tenta reforçar a narrativa das grandes entregas e do avanço da infraestrutura estadual nos últimos anos. O QUE A POPULAÇÃO QUER SABER No meio dessa disputa política, uma pergunta começa a crescer entre a população: Se os problemas eram “pontuais”, por que o assunto ganhou tamanho impacto e preocupação? Para quem vive nas regiões atendidas pela MT-170, o debate não gira apenas em torno de política. A preocupação é prática: segurança; qualidade da obra; durabilidade; prejuízo econômico; acidentes; e desperdício de dinheiro público. Porque no final, independentemente da disputa política, quem paga a conta é a população mato-grossense. E diante do tamanho dos investimentos realizados nos últimos anos, a sociedade agora cobra algo simples: transparência, qualidade nas obras e responsabilidade com cada centavo aplicado nas rodovias de Mato Grosso. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News Veja a Entrevis e a Fala do Governador: https://www.instagram.com/reels/DY66ke_B_jX/
Pesquisa mostra força de Max Russi e revela cenário totalmente aberto para 2026 em Mato Grosso
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News A nova pesquisa divulgada pelo Instituto MT Dados começou a movimentar fortemente os bastidores da política mato-grossense e trouxe sinais importantes sobre o cenário da disputa pela Assembleia Legislativa em 2026. O levantamento foi realizado com 1.500 entrevistas presenciais em 45 municípios distribuídos em sete regiões geográficas de Mato Grosso, abrangendo cerca de 77% do eleitorado estadual. A pesquisa foi feita na modalidade espontânea — quando o eleitor responde em quem pretende votar sem receber lista de candidatos — modelo considerado um dos mais importantes para medir força política e lembrança real junto ao eleitor. E um dos nomes que mais chamou atenção foi o do presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi. VEJA OS NOMES MAIS CITADOS 1º — Lúdio Cabral — 1,9% 2º — Max Russi — 1,4% 3º — Eduardo Botelho — 1,1% 4º — Dr. João — 1,0% 5º — Thiago Silva — 0,7% 6º — Gilberto Cattani — 0,6% 7º — Chico Guarnieri — 0,6% 8º — Dilmar Dal Bosco — 0,5% 9º — Beto Dois a Um — 0,5% 10º — Diego Guimarães — 0,5% Também aparecem: Jessica Riva — 0,5% Valdir Barranco — 0,4% Wilson Santos — 0,4% Samantha Íris — 0,4% Dr. Eugênio — 0,3% Léo Bortolin — 0,3% Rafael Machado — 0,3% Ulysses Moraes — 0,3% O NÚMERO QUE MAIS CHAMOU ATENÇÃO Mas o dado que mais movimentou os bastidores políticos foi outro. Segundo a pesquisa: 69,1% dos entrevistados disseram ainda não saber em quem votar; 11,3% afirmaram votar branco ou nulo. Na prática, isso mostra que a eleição de 2026 ainda está completamente aberta. A avaliação de lideranças políticas é de que o cenário pode mudar rapidamente nos próximos meses, principalmente conforme as alianças forem sendo construídas e os grupos políticos começarem a definir oficialmente seus projetos. MAX RUSSI VOLTA AO CENTRO DAS DISCUSSÕES POLÍTICAS Mesmo aparecendo na disputa proporcional para deputado estadual, Max Russi voltou a ter seu nome comentado nos bastidores como possível peça importante no cenário majoritário. Prefeitos, vereadores e lideranças do interior ainda enxergam Max como um dos nomes mais fortes da política mato-grossense para uma eventual disputa ao Governo do Estado. Isso porque Max construiu ao longo dos anos uma imagem de articulador, conciliador e líder de confiança entre diferentes grupos políticos. Hoje, muitos avaliam que Max possui algo raro na política: baixo índice de rejeição, forte trânsito político e boa relação com lideranças municipais. Nos bastidores, existe inclusive quem defenda que o presidente da Assembleia seria um nome mais competitivo para o Governo do Estado. Por outro lado, Max Russi mantém um discurso cauteloso e alinhado ao grupo político. Publicamente, ele já afirmou que uma eventual candidatura ao Governo não pode partir apenas de uma vontade pessoal, mas sim de uma construção coletiva do grupo político. Mesmo sendo considerado por aliados um sonho pessoal chegar futuramente ao Palácio Paiaguás, Max Russi demonstra compreender o momento político e reforça que sua prioridade agora é fortalecer o Podemos em Mato Grosso e continuar trabalhando a sua reeleição. Entre os objetivos do grupo estão: ampliar a bancada estadual; eleger um deputado federal; fortalecer o partido regionalmente; e ajudar o projeto majoritário que o grupo decidir apoiar. O CENÁRIO DE PIVETTA Hoje, o nome apoiado pelo governador Mauro Mendes para sua sucessão é o do vice-governador Otaviano Pivetta. Pivetta conta com o apoio da máquina estadual e de grandes empresários ligados ao agronegócio. Porém, lideranças políticas avaliam reservadamente que o governador ainda enfrenta dificuldades de crescimento popular em várias regiões do estado e resistência de importantes grupos políticos que não acreditam que ele será eleito. Esse cenário acaba fortalecendo ainda mais as especulações sobre possíveis mudanças de rota até 2026. POLÍTICA MUDA RÁPIDO Nos bastidores, a avaliação é clara: a política mato-grossense está em movimento acelerado. As pesquisas começam a mostrar tendências, mas as definições ainda estão longe de serem consolidadas. Com um eleitorado altamente indefinido, alianças em construção e grupos se reorganizando, muita coisa ainda pode mudar até a abertura oficial da campanha eleitoral. E em Mato Grosso, quem acompanha política sabe: o cenário de hoje dificilmente será o mesmo amanhã. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Após articulação de Max Russi, governador Pivetta anuncia convocação de 430 novos policiais militares
Em entrevista ao programa Resumo do Dia, o deputado Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa, comemorou o anúncio feito pelo governador Otaviano Pivetta na noite desta quinta-feira (28) para o chamamento de mais 430 policiais militares. A convocação dos aprovados no concurso público é fruto de uma articulação direta do parlamentar, que se reuniu com o chefe do Executivo estadual na última terça-feira (19) para apresentar a necessidade urgente de reforço no policiamento do interior. De acordo com o cronograma anunciado pelo governo do estado, serão chamados 400 soldados e 30 oficiais. Os novos soldados serão divididos e formados diretamente em oito cidades-polos de Mato Grosso, com um contingente de 50 policiais destacados para cada uma dessas regiões. A estratégia visa descentralizar a formação e garantir que os profissionais fixem base e já passem a atuar nas localidades onde realizaram o treinamento. “Esta é mais uma luta vitoriosa e uma conquista que me deixou muito feliz. O governador acerta em cheio nesse chamamento. Em minhas andanças pelo estado, tenho visto de perto a necessidade de aumentar o efetivo nas cidades do interior. Levei essa realidade ao governador, que se sensibilizou. O anúncio dessas 430 vagas mostra que nossa cobrança era justa e necessária”, destacou Max. Fim da angústia Além de comemorar o ganho técnico e estratégico para a segurança pública do estado, o presidente da Casa de Leis ressaltou o lado humano dos aprovados, lembrando o período de forte expectativa enfrentado pelos candidatos desde a homologação do processo. “Quem faz um concurso estuda, se prepara e vive uma agonia e uma angústia muito grandes esperando pelo chamamento. Se o prazo expira e o concurso se perde, todo mundo perde. O que mais me sensibilizou foi a vontade desse pessoal em assumir as vagas e a luta que eles travaram por todos os meios legítimos. Eles querem trabalhar, querem servir a nossa sociedade e estão prontos para arriscar as próprias vidas na linha de frente para proteger a população”, concluiu o deputado.
Wellington Fagundes assina PEC que amplia liberdade do trabalhador para escolher jornada de trabalho
O senador e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL-MT), assinou nesta quinta-feira (28) uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que cria a possibilidade de o trabalhador escolher entre permanecer no modelo tradicional da CLT ou aderir a um sistema mais flexível de jornada de trabalho, com pagamento proporcional às horas trabalhadas. A proposta foi apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN) e já reúne 36 assinaturas no Senado Federal. O texto foi encaminhado para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A PEC altera o artigo 7º da Constituição Federal e prevê que o trabalhador possa optar por um regime flexível, mantendo garantidos direitos como férias, 13º salário, FGTS e demais benefícios trabalhistas, de forma proporcional à carga horária escolhida. Segundo Wellington Fagundes, a proposta busca modernizar as relações de trabalho e dar mais liberdade para que cada trabalhador organize sua rotina de acordo com sua realidade. “A proposta garante liberdade de escolha ao trabalhador. Quem quiser permanecer no modelo tradicional da CLT continuará tendo esse direito assegurado. Mas quem desejar uma jornada mais flexível também poderá optar por um formato que se adapte melhor à sua realidade e às oportunidades do mercado de trabalho”, afirmou o senador. Pela proposta, o valor da hora trabalhada deverá respeitar um piso mínimo calculado com base no salário mínimo nacional ou no piso salarial da categoria, considerando a jornada máxima de 44 horas semanais. Wellington destacou ainda que muitas pessoas buscam atualmente mais autonomia para estudar, empreender ou conciliar outras atividades pessoais e profissionais. “Hoje muitas pessoas buscam mais autonomia para organizar sua rotina, estudar, empreender ou conciliar outras atividades. Essa PEC permite justamente essa liberdade, sem retirar direitos dos trabalhadores”, completou. A iniciativa surge paralelamente à PEC já aprovada na Câmara dos Deputados, que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e prevê dois dias de folga por semana. Enquanto a proposta aprovada na Câmara reduz a carga horária obrigatória, a PEC assinada por Wellington Fagundes aposta na flexibilização e na liberdade de escolha do trabalhador para definir sua jornada. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Trilha ecológica no Mãe Bonifácia celebra Dia do Meio Ambiente com imersão na flora mato-grossense
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) abriu inscrições para a Trilha Interpretativa de Flora, atividade especial que será realizada nos dias 6 e 7 de junho, no Parque Estadual Mãe Bonifácia, em Cuiabá. A programação integra as comemorações pelo Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho. Ao longo dos dois dias, serão promovidas oito trilhas guiadas, divididas entre os períodos da manhã de sábado e domingo. As saídas ocorrerão em intervalos de 30 minutos, entre 8h30 e 10h, com vagas limitadas por horário. A proposta é proporcionar aos participantes uma experiência de contato direto com a biodiversidade mato-grossense, despertando a atenção para a riqueza das espécies nativas presentes na unidade de conservação. Durante o percurso, os visitantes poderão conhecer características e curiosidades sobre cerca de 15 árvores típicas do Estado. Entre as espécies encontradas no parque estão Cumbaru, Bocaiúva, Cajueiro, Timbó, Aricá, Mandovi, Carandá e Aroeira, plantas que fazem parte do patrimônio natural do Cerrado mato-grossense. De acordo com a superintendente de Educação Ambiental e Atendimento ao Cidadão da Sema, Juliana Carvalho, a iniciativa busca ampliar a conexão da população com a natureza e incentivar um novo olhar sobre os espaços ambientais urbanos. Além de estimular a conscientização ambiental, a trilha pretende transformar o passeio no parque em uma experiência educativa e sensorial, aproximando os participantes da fauna e flora regionais por meio de atividades guiadas e observação da vegetação nativa.
PM lança megaoperação em Mato Grosso e reforça combate ao crime nas regiões centrais
A Polícia Militar de Mato Grosso iniciou, na manhã desta quinta-feira (28), a 5ª edição da Operação Centro Seguro e a 27ª edição da Operação Força Total, mobilizando efetivos em todas as regiões do Estado. Em Cuiabá, o lançamento oficial ocorreu na Praça da República, reunindo diversas unidades especializadas da corporação. As ações têm como foco intensificar o policiamento ostensivo, ampliar a presença das equipes em áreas estratégicas e reforçar a sensação de segurança para comerciantes, trabalhadores e pessoas que circulam nos centros urbanos. O trabalho também contempla abordagens, fiscalizações de veículos, cumprimento de denúncias e combate direto a crimes como furtos, roubos, tráfico de drogas e atividades ligadas às facções criminosas. Segundo o comandante da 21ª Companhia Independente da Polícia Militar de Cuiabá, tenente-coronel Marcelo Moraes, a atuação contínua da PM já apresenta resultados positivos na Capital. Entre janeiro e abril deste ano, a região central registrou redução de 73% nos casos de roubo em comparação ao mesmo período de 2025. O oficial destacou que o resultado é reflexo do planejamento operacional, da presença permanente das equipes nas ruas e da aproximação da Polícia Militar com comerciantes e moradores da região central. A Operação Centro Seguro seguirá até o próximo dia 3 de junho. Já a Operação Força Total ocorre simultaneamente em todo o território nacional durante 24 horas, com apoio do Conselho Nacional dos Comandantes-Gerais das Polícias Militares. A iniciativa integra uma mobilização nacional de enfrentamento à criminalidade e fortalecimento das ações preventivas. A subchefe do Estado-Maior da PMMT, coronel Grasielle Paes, ressaltou que as operações fazem parte das estratégias do programa Tolerância Zero, desenvolvido pelo Governo de Mato Grosso, e reforçam o compromisso da instituição com a segurança pública em todo o Estado. O policiamento conta com reforço de equipes dos 15 Comandos Regionais, Cavalaria, Rotam, Bope, Batalhão de Trânsito, Batalhão Ambiental, Força Tática, Raio e Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), ampliando a capacidade de resposta e monitoramento em diferentes regiões mato-grossenses.