Durante audiência na ALMT, instituição defende reforço técnico, capacitação e flexibilização de procedimentos para garantir acesso ao CAR, crédito rural e segurança jurídica às famílias do campo. A Defensoria Pública de Mato Grosso defendeu a adoção de medidas que acelerem a regularização ambiental de pequenas propriedades rurais durante a primeira audiência da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, realizada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). A instituição apresentou propostas voltadas à ampliação do acesso dos agricultores familiares ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), considerado etapa indispensável para a regularização dos imóveis e para a obtenção de crédito e outros benefícios. Representando a Defensoria, a coordenadora do Núcleo de Regularização Fundiária, defensora pública Silvia Maria Ferreira, destacou que é necessário ampliar a estrutura de atendimento aos pequenos produtores. Entre as sugestões apresentadas estão a criação de uma equipe técnica especializada, com profissionais suficientes para atender à elevada demanda de processos, além da oferta permanente de capacitação para que os agricultores consigam utilizar o sistema eletrônico do CAR. Segundo a defensora, muitos produtores enfrentam dificuldades para regularizar suas propriedades por limitações técnicas e burocráticas, situação que acaba impedindo o acesso a financiamentos e comprometendo a manutenção da atividade rural e da renda das famílias. Outro ponto levantado foi a necessidade de que as penalidades ambientais aplicadas aos pequenos produtores sejam proporcionais à capacidade financeira dessas famílias. A Defensoria argumenta que multas elevadas dificultam ainda mais a regularização e podem inviabilizar a permanência dos agricultores na atividade. A audiência também debateu a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, normas que estabelecem procedimentos simplificados para regularização ambiental e licenciamento de agricultores familiares e pequenos produtores rurais. As discussões buscaram alternativas para conciliar a preservação ambiental, a segurança jurídica e o fortalecimento da produção agrícola no Estado. A legislação prevê tratamento diferenciado para propriedades de até quatro módulos fiscais que desenvolvem atividades agrossilvipastoris, além de criar um regime simplificado de licenciamento ambiental para empreendimentos que atendam aos critérios de sustentabilidade definidos pelo órgão ambiental estadual. Entre as exigências para adesão ao novo modelo estão a inscrição e regularidade do imóvel no Cadastro Ambiental Rural (CAR), a inexistência de embargos ambientais vigentes e a apresentação de declaração de conformidade ambiental, documento pelo qual o proprietário assume responsabilidade administrativa e civil em caso de danos ao meio ambiente. Com essas medidas, a expectativa é tornar mais célere a regularização das propriedades sem comprometer as normas de proteção ambiental.
Bustamante retorna ao Paiaguás para comandar órgão que dará suporte jurídico às forças de segurança
Nova coordenadoria criada pelo Governo de Mato Grosso vai analisar casos de agentes que respondem a processos por atos praticados no exercício da função, garantindo defesa institucional a quem atuou dentro da legalidade. O delegado aposentado da Polícia Federal Alexandre Bustamante está de volta ao núcleo estratégico do Governo de Mato Grosso. Ex-secretário de Estado de Segurança Pública, ele foi escolhido pelo governador Otaviano Pivetta para comandar a Coordenadoria Especializada de Defesa das Atribuições da Segurança Pública (CDASP), estrutura recém-criada e vinculada ao Gabinete Militar da Casa Civil. A nova unidade nasce com a missão de oferecer respaldo institucional aos profissionais da segurança pública que enfrentam processos judiciais decorrentes da atuação regular no exercício da função. A criação da coordenadoria representa um novo modelo de proteção aos agentes das forças de segurança. Caberá ao órgão analisar, de forma técnica e individualizada, as ocorrências envolvendo policiais militares, policiais civis, bombeiros, peritos e demais servidores da área. Os casos que atenderem aos requisitos previstos em lei serão encaminhados à Procuradoria-Geral do Estado (PGE), responsável por prestar a assistência jurídica. A iniciativa busca assegurar que profissionais que atuaram dentro dos limites legais e no estrito cumprimento do dever não precisem enfrentar sozinhos ações judiciais originadas de operações policiais, confrontos, prisões ou outras atividades inerentes ao combate à criminalidade. Ao mesmo tempo, o modelo prevê critérios para distinguir situações em que houve atuação legítima daquelas em que possam existir indícios de abuso ou desvio de conduta. Durante o anúncio da medida, o governador Otaviano Pivetta destacou que a coordenadoria integra uma política permanente de fortalecimento das instituições de segurança pública e de valorização dos servidores que atuam na linha de frente. Segundo ele, a proposta segue experiências já adotadas em outros estados e tem como objetivo proporcionar maior segurança jurídica aos profissionais responsáveis pela proteção da população. A escolha de Alexandre Bustamante para liderar a nova estrutura também reforça o perfil técnico da iniciativa. À frente da Secretaria de Estado de Segurança Pública entre 2019 e 2022, o delegado participou da implementação de políticas voltadas ao enfrentamento das facções criminosas, à integração das forças policiais e ao fortalecimento das ações de inteligência. Posteriormente, presidiu a Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Mato Grosso (Arsec). Ao assumir o novo cargo, Bustamante afirmou que o trabalho será pautado pela responsabilidade técnica e pela defesa dos agentes que exerceram suas atribuições dentro da legalidade. Segundo ele, a coordenadoria atuará para garantir proteção institucional aos bons servidores, sem comprometer a responsabilização de eventuais condutas irregulares. Nos bastidores, a criação da CDASP é vista como uma resposta ao aumento do número de profissionais da segurança envolvidos em processos judiciais em razão da própria atividade policial, especialmente em operações contra organizações criminosas. A expectativa é que a nova estrutura fortaleça o respaldo jurídico oferecido pelo Estado e contribua para ampliar a segurança institucional das corporações. A oficialização da coordenadoria reuniu representantes do Tribunal de Justiça, Casa Civil, Procuradoria-Geral do Estado, Secretaria de Segurança Pública, Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Politec e Secretaria de Justiça, evidenciando o alinhamento entre os órgãos envolvidos. Com a nova estrutura e o retorno de Alexandre Bustamante ao Executivo estadual, o Governo de Mato Grosso busca consolidar um mecanismo permanente de proteção jurídica aos profissionais que atuam em defesa da sociedade, preservando o equilíbrio entre a valorização dos agentes públicos e o cumprimento da legislação.
Wellington adia definição de vice e confirma homologação da candidatura ao Governo sem chapa completa
Convenção estadual do PL, marcada para o dia 22 de julho, oficializará Wellington Fagundes ao Governo e José Medeiros ao Senado, enquanto escolha do vice e fechamento das chapas proporcionais ficarão para agosto. O senador Wellington Fagundes confirmou que a convenção estadual do Partido Liberal (PL), prevista para o próximo dia 22 de julho, homologará sua candidatura ao Governo de Mato Grosso sem a definição do candidato a vice-governador. A escolha será adiada para o último prazo permitido pela Justiça Eleitoral, em 5 de agosto, quando também serão concluídas as chapas proporcionais da legenda. Segundo Wellington, a decisão permitirá que o partido amplie as conversas com possíveis aliados e defina o perfil mais adequado para compor a chapa majoritária. Até a data limite, as articulações serão conduzidas em conjunto com o presidente estadual do PL, Ananias Filho. Entre os nomes cotados para ocupar a vaga de vice está o empresário Marcelo Maluf, indicado pelo Partido Novo, legenda que mantém negociações avançadas para uma aliança com o PL. Outra possibilidade envolve o MDB, que teria sugerido a ex-prefeita de Sinop, Rosana Martinelli, aliada de longa data do senador. Além da composição da chapa majoritária, Wellington afirmou que o partido também deixará para agosto a definição completa dos candidatos a deputado estadual e federal. A estratégia considera o prazo legal para que militares interessados em disputar as eleições possam se desincompatibilizar de suas funções e formalizar a participação no pleito. Com a homologação da candidatura ao Governo e de José Medeiros ao Senado na convenção estadual, Wellington Fagundes participará da convenção nacional do PL já na condição de candidato oficializado pelo partido em Mato Grosso. O senador também destacou que a antecipação da convenção estadual busca demonstrar organização interna e transmitir segurança aos filiados e pré-candidatos da legenda. Segundo ele, a medida reforça o compromisso do partido com a disputa eleitoral e afasta especulações sobre uma eventual desistência de sua candidatura, ressaltando ainda que o diretório estadual conta com respaldo da direção nacional do PL.
Lei Seca prende oito pessoas e remove 44 veículos durante fiscalização em Cuiabá
Ação realizada na Avenida Carmindo de Campos flagrou motoristas alcoolizados, condutores sem habilitação e veículos irregulares, resultando em dezenas de autuações. A Operação Lei Seca realizada entre a noite de quinta-feira (16) e a madrugada desta sexta-feira (17), em Cuiabá, terminou com oito pessoas presas e um amplo balanço de infrações de trânsito. A fiscalização ocorreu na Avenida Carmindo de Campos, no bairro Grande Terceiro, onde equipes integradas abordaram 171 veículos e realizaram 176 testes de alcoolemia. Entre os presos, cinco foram flagrados dirigindo sob efeito de álcool. Também houve uma prisão por embriaguez ao volante associada à direção perigosa, outra por permitir que uma pessoa sem habilitação conduzisse um veículo e uma em cumprimento de mandado de prisão. Durante a operação, foram lavrados 88 Autos de Infração de Trânsito. As principais irregularidades identificadas foram condução sob efeito de álcool, recusa em realizar o teste do bafômetro, direção sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e circulação de veículos com documentação irregular ou sem licenciamento. Outras infrações também foram registradas pelas equipes de fiscalização. Ao todo, 63 veículos receberam autuação e 44 foram removidos ao pátio, sendo 33 automóveis e 11 motocicletas. A Operação Lei Seca é coordenada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), por meio do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), e reúne forças de segurança e órgãos de fiscalização, como Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Detran, Politec, Polícia Penal, Sistema Socioeducativo e Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob). O objetivo é reforçar a segurança viária, coibir a combinação de álcool e direção e reduzir a ocorrência de acidentes no trânsito.
Eleições 2026: MT Urgente inicia série sobre os nomes que começam a ganhar espaço no interior de Mato Grosso
Reportagem acompanha a movimentação da pré-campanha e apresenta lideranças regionais que entram no radar da disputa pela Assembleia Legislativa Com a aproximação das eleições de 2026, o MT Urgente News inicia uma série de reportagens especiais para acompanhar a movimentação política nas diferentes regiões de Mato Grosso e apresentar os nomes que começam a surgir como possíveis protagonistas da disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa. Ainda antes do início oficial da campanha, lideranças ligadas ao agronegócio, ao empreendedorismo, à saúde, à segurança pública e à gestão municipal intensificam agendas, ampliam articulações e passam a ser observadas com mais atenção nos bastidores da política estadual. No Médio-Norte mato-grossense, um dos nomes que aparece com frequência nas conversas entre lideranças políticas e representantes do setor produtivo é o do empresário e produtor rural Diógenes Jacobsen (Podemos), de Nova Mutum. Quem é Diógenes Jacobsen? Empresário e produtor rural, Diógenes Jacobsen iniciou sua trajetória política em Nova Mutum, onde foi eleito vereador por dois mandatos consecutivos, entre 2001 e 2004 e 2005 e 2008. Nos dois mandatos, presidiu a Câmara Municipal, conduzindo o Legislativo local durante um período de expansão econômica do município. Após deixar a vida parlamentar, voltou a dedicar-se às atividades empresariais e ao agronegócio, setor no qual atua até hoje. Agora, retorna ao cenário político como pré-candidato a deputado estadual pelo Podemos. O que dizem os produtores da região? Durante a apuração desta reportagem, o MT Urgente News conversou com produtores rurais da região do Médio-Norte sobre quais perfis gostariam de ver representando o setor na Assembleia Legislativa. Entre os entrevistados está o produtor rural Marcelo, de Diamantino, que afirmou enxergar na experiência de quem vive o campo um diferencial para representar o agronegócio. “Quem produz conhece as dificuldades do dia a dia. São desafios com custos, logística, armazenagem e infraestrutura. Precisamos de representantes que entendam essa realidade porque vivem isso. Conheço o Diógenes há muitos anos e acredito que ele reúne esse perfil”, afirmou. Na avaliação do produtor, a Assembleia Legislativa precisa ampliar o debate sobre pautas relacionadas ao desenvolvimento regional e ao fortalecimento do agronegócio. Movimento observado em outras regiões A reportagem também identificou uma tendência que vem sendo observada em diferentes partes do Estado. Em vez de apostar apenas em nomes tradicionais da política, parte do eleitorado tem demonstrado interesse em candidatos cuja trajetória profissional esteja diretamente ligada aos segmentos que representam. Esse movimento aparece entre produtores rurais, profissionais da saúde, integrantes das forças de segurança, empresários e lideranças municipais, que começam a construir projetos políticos com forte identidade regional. Série especial Nas próximas semanas, o MT Urgente News continuará percorrendo Mato Grosso para ouvir lideranças, especialistas, representantes de diferentes setores e eleitores, apresentando os principais nomes que surgem na disputa pelas eleições de 2026. O objetivo da série é mostrar quem são esses pré-candidatos, suas trajetórias, experiências e as pautas que defendem, acompanhando a evolução do cenário político até o início oficial da campanha.
Gisela defende atualização das leis para enfrentar golpes digitais, fraudes bancárias e apostas on-line
Pré-candidata à Câmara Federal afirma que o avanço das fraudes financeiras e das bets exige novas regras para proteger consumidores e responsabilizar empresas. O crescimento dos golpes digitais, das fraudes financeiras e das plataformas de apostas on-line ampliou os desafios da defesa do consumidor no Brasil e, na avaliação da pré-candidata à Câmara dos Deputados Gisela Simona, tornou urgente a atualização da legislação federal. O tema esteve no centro das discussões durante participações da dirigente do União Brasil em Cuiabá nos podcasts Hoje & Sempre e Professor Palomares. Com mais de duas décadas de atuação na área de defesa do consumidor, Gisela afirmou que a experiência acumulada no Procon mostrou que muitas das dificuldades enfrentadas pela população dependem de mudanças na legislação nacional. Segundo ela, é no Congresso que podem ser criados mecanismos mais eficazes para proteger os consumidores diante das novas modalidades de fraude. A pré-candidata destacou que a transformação digital trouxe benefícios, mas também abriu espaço para golpes cada vez mais sofisticados, atingindo principalmente idosos, pessoas de baixa renda e consumidores com pouca familiaridade com serviços financeiros digitais. Para ela, as instituições financeiras precisam assumir maior responsabilidade quando falhas de segurança permitem o uso indevido de dados pessoais. Entre os problemas apontados está o cartão de crédito consignado, modalidade que, segundo Gisela, tem gerado elevado número de reclamações em órgãos de defesa do consumidor. Durante seu mandato parlamentar, ela apresentou proposta para extinguir esse tipo de contratação, defendendo maior transparência nas operações de crédito e proteção aos consumidores mais vulneráveis. Outro tema abordado foi a expansão das plataformas de apostas esportivas. Gisela defendeu o aperfeiçoamento da regulamentação do setor, com regras mais rígidas para publicidade, medidas de prevenção ao jogo compulsivo e responsabilização de empresas e influenciadores que promovem apostas sem alertar sobre os riscos envolvidos. Ao recordar sua atuação na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados, ela afirmou que buscou transformar em propostas legislativas as demandas observadas durante anos de atendimento à população. Para a parlamentar, a defesa do consumidor deixou de estar restrita às relações comerciais e passou a envolver questões ligadas à segurança digital, inclusão financeira, tecnologia e saúde pública, temas que devem ganhar ainda mais relevância no debate nacional nos próximos anos.
Tarifa dos EUA pressiona setores exportadores, mas impacto na economia brasileira deve ser limitado
Especialistas avaliam que a ampliação da lista de produtos isentos reduz os efeitos do tarifaço americano sobre o PIB, a balança comercial e a inflação, concentrando os prejuízos em segmentos específicos da indústria e do agronegócio. A nova tarifa de 25% aplicada pelos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras deve gerar dificuldades para alguns segmentos da economia, mas não deve provocar impactos significativos sobre o desempenho econômico do país. A avaliação de especialistas é de que a medida afetará principalmente empresas e cadeias produtivas diretamente dependentes do mercado norte-americano, enquanto os reflexos sobre o crescimento, a balança comercial e os preços internos tendem a ser reduzidos. A manutenção e a ampliação da lista de produtos isentos contribuíram para amenizar os efeitos da decisão americana. Como o Brasil possui uma economia relativamente pouco dependente do comércio exterior em comparação com outras nações, mudanças nas regras de exportação costumam ter alcance limitado sobre os principais indicadores macroeconômicos. Os maiores desafios devem ser enfrentados por setores que concentram grande parte das vendas nos Estados Unidos, como madeira, calçados e ferro-gusa. Nessas atividades, a dificuldade para redirecionar a produção a outros mercados pode reduzir margens de lucro, aumentar a oferta no mercado interno e pressionar os preços recebidos pelos produtores. Já empresas com maior capacidade de diversificar seus destinos de exportação tendem a absorver melhor os efeitos das novas tarifas, reduzindo perdas financeiras por meio da abertura de novos mercados ou da redistribuição de sua produção. No agronegócio, especialistas avaliam que o consumidor brasileiro dificilmente perceberá impactos relevantes nos preços dos alimentos. Embora parte da produção possa permanecer no mercado interno, fatores como variações cambiais, custos do crédito rural, condições climáticas e oscilações nos preços dos fertilizantes continuam exercendo influência muito maior sobre a inflação do setor. Além disso, o cenário internacional segue marcado por diferentes fatores que afetam os custos de produção agrícola, tornando difícil atribuir eventuais mudanças de preços exclusivamente às tarifas impostas pelos Estados Unidos. Na avaliação de economistas, o tarifaço possui maior peso político do que econômico. Apesar da preocupação para empresas diretamente atingidas, a expectativa é de que os efeitos sobre a economia brasileira permaneçam pontuais, sem provocar mudanças expressivas no ritmo de crescimento ou no desempenho das exportações do país como um todo.
Idoso é resgatado de cativeiro em Várzea Grande; operação da Força Tática termina com sete envolvidos localizados
Vítima de 65 anos foi mantida em cárcere privado, obrigada a fazer transferências via PIX e saques. Cinco suspeitos foram presos e outros dois morreram após confronto com policiais em Cuiabá. A rápida atuação da Força Tática do 1º Comando Regional resultou no resgate de um idoso de 65 anos que era mantido em cárcere privado em Várzea Grande e na desarticulação de um grupo criminoso envolvido no sequestro. A ocorrência, registrada na quinta-feira (16), terminou com cinco suspeitos presos em flagrante e outros dois mortos após confronto com equipes da Polícia Militar em Cuiabá. A ação teve início durante patrulhamento na Avenida Filinto Muller, quando os policiais receberam informações sobre um veículo com placas adulteradas. O automóvel foi localizado no bairro Nova Várzea Grande, onde dois homens foram abordados. Durante a revista, os militares encontraram cerca de R$ 3,1 mil em dinheiro. Questionados, os suspeitos revelaram detalhes sobre o sequestro e indicaram o local onde a vítima era mantida, em uma área de mata na região da Capela Piçarrão, em Várzea Grande. No endereço, os policiais encontraram o idoso e prenderam mais dois integrantes da quadrilha. Um deles estava armado com um revólver calibre .38 carregado. Segundo relato da vítima, ela permaneceu sob ameaças constantes e foi obrigada pelos criminosos a realizar transferências bancárias via PIX e efetuar saques durante o período em que esteve em poder do grupo. As diligências continuaram e levaram à prisão de um quinto suspeito no bairro Milton Figueiredo. Durante a checagem, os policiais constataram que ele possuía um mandado de prisão em aberto. Com novas informações obtidas ao longo da investigação, as equipes seguiram até um imóvel no bairro Novo Horizonte, em Cuiabá, onde localizaram outros dois suspeitos. Conforme a Polícia Militar, os homens reagiram à abordagem atirando contra os policiais, que revidaram. Ambos foram baleados, receberam atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas morreram no local. Na residência foram apreendidos um revólver calibre .22, uma pistola calibre 9 milímetros, um facão, rádio comunicador, câmera de vigilância, braçadeiras plásticas utilizadas para imobilização de vítimas, seis aparelhos celulares e diversos objetos que, segundo a polícia, eram utilizados nas ações criminosas. Os cinco presos e todo o material apreendido foram encaminhados à delegacia, onde a ocorrência foi registrada e as investigações terão continuidade.
Max critica previsão de pedágio entre os municípios de Poconé e Nossa Senhora do Livramento
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Pode), criticou a possibilidade de o governo do Estado implantar a cobrança de pedágio entre os municípios de Nossa Senhora do Livramento (40 km de Cuiabá) e Poconé (104 km de Cuiabá). Após manifestações de deputados contrários à medida durante a sessão plenária desta quarta-feira (15), Max afirmou que a proposta “não tem lógica” e que a cobrança prejudicaria os agricultores familiares e o turismo na região. “De Livramento a Poconé é uma região de pequenos agricultores, região de Pantanal, do turismo. Não tem lógica esse pedágio, não irá agregar para o Estado, só irá prejudicar a população e criar um transtorno muito grande. O prefeito de Livramento me ligou preocupado com isso”, declarou, ao citar conversa com o chefe do Executivo municipal, Dr. Thiago (União). O governo havia anunciado a inclusão de 124,83 quilômetros das rodovias MT-060 e MT-451 no Lote F da segunda etapa do Programa de Concessões Rodoviárias 2023-2026. A proposta previa a transferência da administração dos trechos à iniciativa privada, abrindo caminho para uma futura cobrança de pedágio. “Nós temos que nos posicionar enquanto Assembleia Legislativa porque realmente não podemos aceitar. Nós precisamos fazer asfalto para atender uma região que precisa ser desenvolvida. Região de pequenos produtores que não têm condições de arcar com o custo de pedágio. Então vamos, o Fábio, o Júlio, outros deputados que estão se manifestando, vamos enquanto Assembleia Legislativa estar ao lado da população para não aceitar que esse pedágio se instale naquela rodovia”, finalizou Max. Após as manifestações contrárias dos parlamentares e a pressão da população, o deputado da base governista Diego Guimarães (Republicanos) afirmou que o governo deve suspender, ao menos por enquanto, o andamento da proposta. A gestão estadual também cancelou a audiência pública virtual prevista para o dia 21 de julho, que discutiria a concessão dos trechos e a possibilidade de implantação de pedágios. Além de impactar diretamente Nossa Senhora do Livramento e Poconé, a medida também afetaria moradores e produtores das comunidades de Cangas, Chumbo, Campina de Pedra e Figueira.
IFMT abre concurso com 43 vagas e salários de até R$ 14,9 mil; inscrições começam dia 20
Seleção contempla cargos para professores e técnicos-administrativos em diversas áreas. Inscrições serão feitas exclusivamente pela internet, com provas previstas entre agosto e setembro. O Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) abriu concurso público para contratação de 43 novos servidores efetivos, distribuídos entre cargos de professor do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico e técnico-administrativo em educação. Os editais publicados pela instituição oferecem salários iniciais que podem chegar a R$ 14.945,96, conforme a titulação exigida para o cargo. Ao todo, são 21 vagas destinadas à carreira docente e outras 22 para técnicos-administrativos, contemplando diferentes áreas de atuação. As inscrições serão realizadas exclusivamente pela internet, no portal de seleção do IFMT, com início em 20 de julho. O prazo segue até 3 de agosto para os cargos de professor e até 10 de agosto para os técnicos-administrativos. A taxa de inscrição é de R$ 160 para candidatos aos cargos de professor e às funções de Classe E, enquanto as vagas das Classes C e D terão taxa de R$ 140. Os interessados que se enquadrarem nos critérios estabelecidos em edital poderão solicitar isenção entre os dias 20 e 22 de julho. Os profissionais aprovados cumprirão jornada de 40 horas semanais. Para os docentes, o regime será de dedicação exclusiva. A remuneração inicial varia de R$ 7.589,19 para professores graduados e pode alcançar R$ 14.945,96 para candidatos com título de doutorado. Já os técnicos-administrativos terão vencimentos iniciais de R$ 3.799,70 (Classe C), R$ 4.373,39 (Classe D) e R$ 6.407,39 (Classe E), valores que já incluem o auxílio-alimentação. Entre os cargos disponíveis para técnicos-administrativos estão assistente de alunos, técnico de laboratório, administrador, auditor, contador, enfermeiro, engenheiro agrônomo, nutricionista, pedagogo, psicólogo e zootecnista. Para a carreira docente, as oportunidades abrangem áreas como Administração, Informática, Física, Matemática, Manutenção de Aeronaves, Medicina Veterinária, Português/Espanhol, Química e Zootecnia. O processo seletivo para os técnicos será composto por prova objetiva e avaliação de títulos. A aplicação da prova objetiva está prevista para o dia 13 de setembro, em Cuiabá e, caso necessário, em municípios da região. O resultado final deverá ser divulgado em 30 de novembro, com homologação em dezembro. Já os candidatos às vagas de professor serão avaliados por meio de prova objetiva, prova de desempenho didático e análise de títulos. A primeira etapa ocorrerá em 30 de agosto, nas cidades de Cuiabá e Colniza. Apenas os candidatos que alcançarem, no mínimo, 70 pontos na prova objetiva serão convocados para a etapa didática, prevista entre o fim de outubro e o final de novembro. A divulgação do resultado final está programada para 23 de dezembro. Os editais também garantem reserva de vagas para pessoas negras, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência, conforme prevê a legislação vigente. As regras completas, cronograma e inscrições estão disponíveis no portal oficial de seleção do IFMT.