Tarifas de importação, acesso aos mercados e o comércio de açúcar voltam a ser pontos de tensão entre os dois maiores produtores mundiais de etanol. O etanol voltou a ocupar posição de destaque nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos após o governo norte-americano citar o combustível como um dos argumentos para justificar novas medidas tarifárias contra produtos brasileiros. A discussão reacende um impasse histórico envolvendo tarifas de importação, reciprocidade comercial e acesso aos mercados dos dois países. Atualmente, o Brasil aplica uma tarifa de 18% sobre o etanol de milho importado dos Estados Unidos, enquanto os norte-americanos cobram 12,5% sobre o etanol brasileiro, percentual que antecede as novas tarifas anunciadas recentemente. Para o governo dos EUA, o Brasil deixou de oferecer um tratamento considerado equilibrado às exportações americanas do produto. A origem desse cenário remonta a 2010, quando o Brasil eliminou a tarifa de importação do etanol norte-americano como estratégia para ampliar as negociações em torno do açúcar brasileiro no mercado dos Estados Unidos. A medida favoreceu o aumento das importações, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, onde os custos logísticos eram mais competitivos. Anos depois, diante da pressão de produtores nacionais, especialmente do setor sucroenergético, o Brasil retomou a cobrança de tarifas sobre o etanol importado. Inicialmente, foi criada uma cota de importação isenta de impostos, mecanismo que deixou de existir em 2021, quando passou a valer a cobrança integral. Enquanto os Estados Unidos defendem a redução das barreiras ao etanol americano, o governo brasileiro condiciona qualquer avanço nas negociações à ampliação do acesso do açúcar nacional ao mercado norte-americano. Hoje, o Brasil pode exportar apenas uma quantidade limitada de açúcar dentro das cotas com tarifas reduzidas, volume considerado insuficiente pelo governo federal. Especialistas avaliam que o cenário mudou significativamente nos últimos anos. O crescimento da produção brasileira, impulsionado principalmente pelo avanço do etanol de milho, reduziu a necessidade de importações do combustível americano. Além disso, representantes do setor apontam que as principais dificuldades para ampliar as exportações brasileiras aos Estados Unidos não estão apenas nas tarifas, mas também em barreiras técnicas e nos subsídios concedidos aos produtores norte-americanos. Com interesses distintos de ambos os lados, o etanol permanece como um dos principais temas da agenda comercial entre Brasil e Estados Unidos, tendo o açúcar como peça fundamental para um eventual acordo que atenda às demandas das duas maiores potências mundiais na produção do biocombustível.
Prefeitura convoca 20 médicos aprovados em seletivo da Saúde para contratação temporária em Cuiabá
Profissionais atuarão na Atenção Primária à Saúde (APS) e têm prazo de 15 dias para apresentar a documentação exigida pela Secretaria Municipal de Saúde. Vinte médicos clínicos gerais aprovados no processo seletivo da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) foram convocados para contratação temporária e formação de cadastro reserva em Cuiabá. Conforme publicação na Gazeta Municipal desta quarta-feira (22), os convocados têm prazo de 15 dias para apresentar a documentação exigida. No último dia 13, a Prefeitura de Cuiabá divulgou o resultado preliminar do processo seletivo da Saúde, com mais de 800 candidatos classificados. De acordo com o edital de convocação, os profissionais ocuparão o cargo de médico clínico geral para atuação na Atenção Primária à Saúde (APS), com carga horária de 40 horas semanais, reforçando o atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município. Documentação A partir desta quinta-feira (23), os candidatos convocados devem apresentar a documentação por meio do Protocolo Virtual (SIGED) da Secretaria Municipal de Saúde ou presencialmente na Diretoria de Gestão de Pessoas, localizada na Avenida Vereador Juliano Costa Marques, no bairro Bosque da Saúde. Após a conclusão da etapa de entrega dos documentos e a assinatura do contrato, os profissionais terão até 48 horas para se apresentar na unidade de saúde designada pela Secretaria e iniciar as atividades.
Mato Grosso volta a liderar ranking nacional de feminicídios e acende alerta para violência contra a mulher
Estado registra a maior taxa proporcional de feminicídios do Brasil pelo segundo ano consecutivo; crimes deixam dezenas de crianças órfãs e reforçam a necessidade de ampliar ações de prevenção e proteção às mulheres. O Mato Grosso voltou a ocupar a primeira posição no ranking nacional de feminicídios, registrando a maior taxa proporcional do país pelo segundo ano consecutivo. Os dados constam na 19ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, e revelam que, ao longo de 2024, 47 mulheres foram assassinadas em razão da condição de gênero no estado, o equivalente a uma taxa de 2,5 vítimas para cada 100 mil habitantes. O cenário estadual acompanha um momento preocupante em todo o país. Em 2024, o Brasil contabilizou 1.492 feminicídios, o maior número desde que o crime passou a ser tipificado na legislação brasileira, em 2015. O total representa um aumento em relação ao ano anterior, demonstrando que a violência letal contra mulheres continua sendo um dos principais desafios da segurança pública. Depois de Mato Grosso, os estados com as maiores taxas proporcionais são Mato Grosso do Sul, Piauí e Roraima. Já Amapá, Sergipe e Ceará aparecem entre os estados com os menores índices registrados. Outro dado que chama atenção é o número de feminicídios seguidos pelo suicídio do agressor. Mato Grosso divide a liderança nacional nesse tipo de ocorrência com Santa Catarina e Piauí, tendo registrado oito casos durante o ano passado. Apesar da gravidade dos números, o levantamento aponta uma redução na quantidade de vítimas que possuíam medida protetiva de urgência. Em 2023, oito mulheres assassinadas estavam amparadas por esse instrumento judicial, enquanto em 2024 foi registrado apenas um caso. Informações do Observatório Caliandra, do Ministério Público de Mato Grosso, mostram que a residência da vítima continua sendo o principal cenário dos crimes, evidenciando que a violência ocorre, na maioria das vezes, dentro do ambiente familiar. As mulheres mais atingidas pertencem às faixas etárias entre 18 e 24 anos e entre 35 e 39 anos. Os impactos da violência vão além da perda das vítimas. Somente em 2024, os feminicídios registrados no estado deixaram 49 crianças e adolescentes órfãos, ampliando as consequências sociais e emocionais provocadas por esse tipo de crime. Os números também indicam que o problema permanece atual. Até julho de 2025, Mato Grosso já havia contabilizado 30 casos de feminicídio, reforçando a necessidade de fortalecer políticas públicas de prevenção, acolhimento às vítimas e responsabilização dos agressores. Em nota, o Governo de Mato Grosso informou que vem ampliando investimentos em ações de enfrentamento à violência contra a mulher, com foco na prevenção, proteção das vítimas e fortalecimento da rede de atendimento especializada.
Lei Seca intensifica fiscalização em Várzea Grande e flagra motoristas alcoolizados durante operação com motocicletas
Ação integrada abordou quase 200 motociclistas, resultou em três prisões por embriaguez ao volante, 68 autuações e na remoção de 44 motocicletas. A Operação Lei Seca realizada na noite de segunda-feira (21), em Várzea Grande, reforçou o combate à combinação de álcool e direção e às demais irregularidades no trânsito. A fiscalização, voltada exclusivamente para motocicletas, resultou em três autuações por embriaguez ao volante, além da emissão de 68 Autos de Infração de Trânsito (AITs). A ação ocorreu na Avenida Prefeito Murilo Domingos, antiga Avenida 31 de Março, na região do Parque Via 31, no bairro Manga. Durante a operação, as equipes abordaram 193 motocicletas e realizaram 195 testes de alcoolemia, intensificando o controle preventivo para reduzir acidentes e aumentar a segurança viária. Entre as principais irregularidades constatadas estão 22 autuações por condução de veículo sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH), 28 por circulação de motocicletas sem registro ou licenciamento e três por dirigir sob efeito de álcool. Também foram registradas outras 15 infrações relacionadas ao descumprimento da legislação de trânsito. Ao todo, 51 veículos foram autuados e 44 motocicletas removidas durante a fiscalização, demonstrando o rigor da operação no enfrentamento às irregularidades que colocam em risco a segurança de motoristas, passageiros e pedestres. A Operação Lei Seca é coordenada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), por meio do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), e reúne forças de segurança e fiscalização em uma atuação integrada. Participam da ação equipes da Polícia Militar, Polícia Civil, Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), Guarda Municipal de Várzea Grande, Corpo de Bombeiros Militar, Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Polícia Penal, Sistema Socioeducativo e demais órgãos parceiros.
Operação Asfixia mira facção e desmonta esquema de tráfico em Rondonópolis e Poxoréu
Ação da Polícia Civil cumpriu mandados de prisão e busca, apreendeu drogas, dinheiro e equipamentos usados no comércio ilegal de entorpecentes e avança nas investigações para identificar novos envolvidos. A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (23), a Operação Asfixia, com o objetivo de enfraquecer a atuação de uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas nos municípios de Rondonópolis e Poxoréu. A ofensiva resultou no cumprimento de oito ordens judiciais, entre elas três mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão, expedidos pelo Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo) – Polo Rondonópolis. Durante o cumprimento das determinações judiciais, os policiais apreenderam entorpecentes, aparelhos celulares, dinheiro em espécie, balanças de precisão e outros materiais considerados relevantes para a continuidade das investigações. Todo o material será submetido à perícia e passará a integrar o inquérito policial. A operação integra a estratégia da Polícia Civil de intensificar o combate ao tráfico de drogas e às facções criminosas que atuam na região sul de Mato Grosso. O foco é desarticular a estrutura do grupo investigado, interromper suas atividades ilícitas e responsabilizar criminalmente os envolvidos. As diligências contaram com o apoio de equipes das Delegacias de Polícia de Primavera do Leste e Poxoréu, reforçando a atuação integrada das forças policiais no enfrentamento ao crime organizado. As investigações tiveram início após a prisão em flagrante de um suspeito por tráfico de drogas em Rondonópolis. Na ocasião, a apreensão de celulares permitiu aos investigadores identificar uma rede de pessoas supostamente envolvidas na comercialização de entorpecentes, com atuação concentrada no bairro Bom Pastor. A análise do conteúdo dos aparelhos, aliada às demais diligências realizadas pela equipe de investigação, possibilitou a reunião de provas que embasaram os pedidos de medidas cautelares autorizadas pela Justiça. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros integrantes da organização criminosa e aprofundar a apuração sobre a atuação do grupo na região.
Wellington Fagundes consolida candidatura ao Governo de MT após homologação pelo PL e lidera todos os cenários em pesquisa
Convenção estadual realizada no dia 22 confirma senador como candidato oficial da direita em Mato Grosso; levantamento da Percent Brasil aponta liderança isolada e vantagem superior a 30 pontos em alguns cenários Por Alex Rabelo | MT Urgente News A convenção estadual do Partido Liberal (PL), realizada no último dia 22 de julho, encerrou as especulações sobre quem representará a legenda na disputa pelo Governo de Mato Grosso nas eleições de 2026. O senador Wellington Fagundes teve sua candidatura homologada oficialmente e passa a liderar, de forma definitiva, o projeto político do partido no Estado. A definição também consolida Wellington como o candidato do campo da direita em Mato Grosso, contando com o apoio do Partido Liberal, presidido nacionalmente por Valdemar Costa Neto, além do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, principal liderança nacional da legenda. A oficialização acontece em um momento favorável ao senador. Pesquisa realizada pelo Instituto Percent Brasil aponta Wellington na liderança em todos os cenários testados para o Governo do Estado, tanto na pesquisa espontânea quanto nas simulações estimuladas e de segundo turno. Wellington lidera desde a pesquisa espontânea Na modalidade espontânea — quando o entrevistado responde sem receber uma lista de candidatos — Wellington aparece isolado na primeira colocação. Pesquisa espontânea Candidato Intenção de voto Wellington Fagundes (PL) 22,4% Otaviano Pivetta (Republicanos) 4,5% Jayme Campos (União Brasil) 4,2% Sargento Laudicério 0,4% Rafael Millas 0,2% Branco/Nulo 1,4% Indecisos 66,8% O levantamento mostra que, mesmo antes da apresentação dos nomes aos entrevistados, Wellington possui lembrança espontânea bastante superior à dos demais concorrentes. Ao mesmo tempo, o elevado índice de indecisos demonstra que boa parte do eleitorado ainda deverá formar sua opinião ao longo da campanha. Liderança cresce quando os nomes são apresentados Quando o eleitor recebe uma lista de possíveis candidatos, a vantagem do senador aumenta significativamente. Cenário Estimulado 1 Candidato Percentual Wellington Fagundes (PL) 45,0% Otaviano Pivetta 10,8% Jayme Campos 9,0% Sargento Laudicério 4,2% Emanuel Pinheiro 2,1% Marcelo Maluf 2,0% Rafael Millas 0,4% Branco/Nulo 6,2% Indecisos 20,3% Neste cenário, Wellington abre 34,2 pontos percentuais sobre o segundo colocado. Outros cenários mantêm liderança A pesquisa simulou diferentes composições da disputa, alterando os nomes dos adversários. Os resultados permaneceram praticamente estáveis. Cenário Wellington Segundo colocado Estimulado 2 45,0% Pivetta – 11,2% Estimulado 3 49,2% Pivetta – 11,4% Estimulado 4 49,8% Pivetta – 11,4% Estimulado 5 50,6% Pivetta – 12,2% Estimulado 6 51,0% Pivetta – 12,6% Em duas simulações, Wellington ultrapassa os 50% das intenções de voto, percentual suficiente para vencer uma eleição em primeiro turno, caso esse cenário se confirmasse nas urnas. Vale ressaltar que pesquisas retratam o momento da coleta e não representam resultado eleitoral. Segundo turno A pesquisa também simulou confrontos diretos. Wellington x Natasha Slhessarenko Wellington Fagundes — 54,0% Natasha Slhessarenko — 4,6% Branco/Nulo — 10,0% Indecisos — 30,4% Wellington x Jayme Campos Wellington Fagundes — 52,8% Jayme Campos — 11,4% Branco/Nulo — 9,8% Indecisos — 26,0% Wellington x Otaviano Pivetta Wellington Fagundes — 51,2% Otaviano Pivetta — 12,8% Branco/Nulo — 9,2% Indecisos — 26,4% Os três cenários indicam vantagem confortável para o senador nas simulações de segundo turno. Rejeição permanece baixa Outro indicador importante avaliado foi a rejeição dos possíveis candidatos. No primeiro cenário estimulado, Wellington registra 8,2%, enquanto Emanuel Pinheiro lidera esse índice com 12,4%. Embora a rejeição ainda possa variar durante a campanha, o dado mostra que o senador apresenta espaço para crescimento entre os eleitores que ainda não definiram seu voto. Homologação fortalece projeto político Além dos números, a convenção do PL representa um marco político importante. Com a homologação da candidatura, Wellington passa oficialmente da condição de pré-candidato para candidato homologado pelo partido, encerrando dúvidas sobre quem comandará o projeto eleitoral da legenda em Mato Grosso. A definição também facilita a organização da campanha, amplia a mobilização das lideranças regionais e fortalece a construção das alianças que deverão sustentar a disputa até outubro. Como foi realizada a pesquisa O levantamento foi conduzido pelo Instituto Percent Brasil. Ficha técnica Instituto: Percent Brasil Coleta: 11 a 14 de julho de 2026 Amostra: 500 entrevistas Método: entrevistas domiciliares presenciais (Face to Face) Público pesquisado: eleitores de Mato Grosso com 15 anos ou mais Margem de erro: 4,38 pontos percentuais Nível de confiança: 95% Base estatística: IBGE (Censo 2022), PNAD 2025 e TSE 2026. Análise | Alex Rabelo A homologação da candidatura de Wellington Fagundes produz um efeito político que vai além do cumprimento do calendário eleitoral. Ela elimina qualquer dúvida sobre quem representará o Partido Liberal na disputa pelo Governo de Mato Grosso e consolida um único projeto dentro da principal legenda da direita no Estado. Até a convenção, o ambiente político ainda era marcado por especulações sobre possíveis rearranjos partidários e alternativas dentro do campo conservador. Com a decisão oficial do PL, o cenário muda. Wellington passa a concentrar o apoio institucional da legenda e de suas principais lideranças nacionais, permitindo que a campanha avance para uma nova fase, voltada à ampliação das alianças e à consolidação de sua base eleitoral. Sob o ponto de vista dos números, a pesquisa Percent Brasil apresenta um dado relevante: Wellington lidera em todos os cenários avaliados, mantendo vantagem consistente tanto na pesquisa espontânea quanto nas simulações estimuladas e nos cenários de segundo turno. Também chama atenção o fato de superar a marca de 50% em algumas projeções estimuladas, sinalizando um desempenho robusto dentro do universo pesquisado. Ao mesmo tempo, a pesquisa revela um contingente expressivo de eleitores indecisos, especialmente na modalidade espontânea. Isso indica que a disputa ainda está em construção e que o comportamento do eleitor poderá evoluir conforme a campanha se intensifique, novos debates ocorram e os demais candidatos consolidem suas estratégias. Em política, pesquisas são retratos do momento. Elas não definem o resultado da eleição, mas ajudam a compreender o estágio atual da disputa. Neste momento, os dados apontam Wellington Fagundes como o principal nome da corrida ao Governo de Mato Grosso, agora respaldado não apenas pelos números, mas também pela homologação oficial de sua candidatura pelo Partido Liberal.
Mato Grosso amplia rede de proteção às mulheres e chega a 128 municípios com atuação integrada
Nova Monte Verde e Nova Bandeirantes passam a integrar a Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica, fortalecendo a articulação entre instituições e o atendimento às vítimas. A Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher ganhou reforço em Mato Grosso com a adesão dos municípios de Nova Monte Verde e Nova Bandeirantes. A implantação oficial ocorreu na última terça-feira (21), durante cerimônia que reuniu representantes da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT), do Poder Judiciário, das prefeituras, da Polícia Civil e de instituições que atuam na proteção dos direitos das mulheres. Com a inclusão dos dois municípios, Mato Grosso passa a contar com 128 cidades integradas à rede, iniciativa que busca fortalecer a atuação conjunta dos órgãos públicos e ampliar a prevenção, o acolhimento e o combate à violência de gênero por meio de ações coordenadas. A proposta é consolidar um fluxo de atendimento mais eficiente, garantindo que mulheres em situação de violência tenham acesso a uma rede articulada de proteção, com respostas mais rápidas, humanizadas e eficazes. Durante a solenidade, o defensor público responsável pelas comarcas de Nova Monte Verde e Apiacás, Leandro Martins de Oliveira, ressaltou que a integração entre as instituições representa um avanço importante na garantia dos direitos das mulheres. Segundo ele, a atuação conjunta fortalece os mecanismos de proteção e aumenta a capacidade de resposta diante dos casos de violência registrados na região. A diretora do Fórum de Nova Monte Verde, juíza Taynã Cristine Silva Araújo, também destacou a importância da iniciativa. Para a magistrada, a formação da rede aperfeiçoa o trabalho desenvolvido pelas instituições envolvidas, promovendo maior integração entre os órgãos e fortalecendo as estratégias de enfrentamento à violência doméstica. Além da implantação da rede, os participantes receberam uma capacitação promovida pela equipe técnica da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher). A formação foi voltada ao alinhamento de procedimentos, definição de fluxos de atendimento e fortalecimento da comunicação entre os órgãos parceiros, contribuindo para uma atuação mais integrada e eficiente no acolhimento e proteção das vítimas.
Governo, Ministério Público, TCE e Prefeitura firmam TAC para resolver problema da água em Várzea Grande
O Governo de Mato Grosso firmou, nesta quarta-feira (22.7), um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com Ministério Público Estado (MPE), Tribunal de Contas (TCE) e Prefeitura de Várzea Grande para resolver o abastecimento de água no município. O TAC, chamado Aliança pela Água, considera que o acesso à água é um direito básico do cidadão e prevê um plano emergencial de obras e melhorias para sanar as fragilidades da infraestrutura e capacidade operacional do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE). “Não tem nada mais prioritário do que levar água para as casas das pessoas. Esse é um problema que existe há décadas no município e, por isso, buscamos uma solução conjunta. Com esse TAC, o Estado vai aportar os recursos necessários para fazer a água chegar na casa de todos os moradores várzea-grandense”, afirmou o governador Otaviano Pivetta. O TAC é fruto de uma parceria entre as instituições, a partir de uma manifestação do Tribunal de Contas do Estado, que considerou que o desabastecimento de água na cidade é um problema crônico que se arrasta há décadas no município, e que o DAE enfrenta uma insolvência. Para garantir as melhorias no Departamento, o Governo de Mato Grosso vai investir até R$ 60 milhões, que deverão ser utilizados para reestruturação do DAE, incluindo a compra de novos equipamentos e máquinas para garantir o funcionamento da instituição. A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, afirmou que o TAC representa uma resposta concreta para enfrentar um problema histórico do município. “A gente só quer entregar água na torneira para o várzea-grandense e esse TAC representa uma virada, uma mudança na realidade de Várzea Grande e nós não iríamos conseguir sem o apoio de todos esses parceiros”, declarou a prefeita. O conselheiro Antônio Joaquim ressaltou a importância da parceria entre as instituições para garantir melhorias para a população. “O cidadão não faz distinção dos órgãos fiscalizadores, ele só quer a água na sua casa, um posto de saúde funcionando, estradas de qualidade. O nosso papel é contribuir para a execução das políticas públicas e é isso que estamos fazendo. Com apoio do Ministério Público, Governo do Estado e Prefeitura, vamos entregar uma solução para essa situação do DAE”, ponderou. O procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca, destacou que as instituições buscaram construir uma solução consensual para enfrentar a crise no abastecimento de água em Várzea Grande e garantir um serviço de qualidade à população. “O problema todo mundo conhece, mas temos que buscar soluções para entregar ao cidadão aquilo que ele merece. Buscamos uma solução consensual, que fosse menos invasiva, e hoje assinamos esse TAC, uma etapa inicial para que o abastecimento de água chegue à população”, afirmou. O TAC também prevê a instalação de um comitê executivo, que deverá estabelecer o plano de trabalho emergencial, com prazo inicial de 12 meses. O comitê vai contar com representantes do Estado e Município, incluindo da Procuradoria Geral do Estado e do Município. Participaram da solenidade de assinatura do TAC os deputados estaduais Carlos Avallone, Fábio Tardim, Paulo Araújo e Dr. Eugênio, os secretários de Estado Mauro Carvalho (Casa Civil), Marcelo de Oliveira (Sinfra), Paulo Farias (CGE), Mariell Antonini (Gabinete de Enfrentamento à Violência Contra Mulher) e o procurador-geral do Estado, Francisco Lopes. Também estiveram presentes o presidente do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande, Rogério Martins, vereadores e outras autoridades.