Mesa técnica reunirá instituições para construir alternativas que reduzam o impacto de mais de R$ 1 bilhão em precatórios sobre as finanças do município e garantam a continuidade dos serviços públicos. A Prefeitura de Várzea Grande deu mais um passo na busca por soluções para o passivo histórico de precatórios que compromete as finanças municipais. Em reunião realizada nesta terça-feira (28), a prefeita Flávia Moretti (PL) garantiu o apoio do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para a instalação de uma mesa técnica que irá reunir órgãos de controle, Poder Judiciário e representantes do Município na construção de alternativas para enfrentar uma dívida superior a R$ 1 bilhão. A proposta é elaborar medidas que permitam reduzir os impactos financeiros da dívida sem comprometer a capacidade de investimento da Prefeitura nem a prestação de serviços essenciais à população. Entre os temas que estarão na pauta da mesa técnica estão a criação de mecanismos para acordos diretos com credores de precatórios e a discussão sobre mudanças na legislação relacionada à distribuição do ICMS, que reduziram significativamente a arrecadação do município. Segundo a prefeita Flávia Moretti, a atual administração assumiu um passivo acumulado ao longo de várias décadas e tem buscado apoio institucional para enfrentar o problema com responsabilidade fiscal e segurança jurídica. A gestora destacou que, em apenas um ano e meio de governo, mais de R$ 80 milhões já foram destinados ao pagamento de precatórios. Atualmente, o Município desembolsa aproximadamente R$ 6 milhões por mês para cumprir o cronograma judicial de quitação, valor muito superior ao praticado em administrações anteriores. Grande parte da dívida é composta por precatórios de natureza alimentar, ligados a direitos de servidores, indenizações e ações trabalhistas. Outro volume expressivo está relacionado a débitos históricos do Departamento de Água e Esgoto (DAE), especialmente referentes ao pagamento de contas de energia elétrica acumuladas ao longo de décadas. O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, afirmou que a situação financeira enfrentada por Várzea Grande é resultado de problemas herdados de gestões passadas e ressaltou o compromisso do Tribunal em colaborar na construção de soluções que permitam ao município recuperar sua capacidade financeira. Já o conselheiro Antônio Joaquim defendeu prioridade para a aprovação do projeto de lei que autoriza acordos diretos entre o Município e os credores de precatórios, medida considerada fundamental para acelerar a redução do passivo. Ele também destacou a necessidade de discutir alterações nos critérios estaduais de distribuição do ICMS, apontando que a mudança provocou perdas expressivas de receita para Várzea Grande. Além da Prefeitura e do Tribunal de Contas, a mesa técnica contará com representantes do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), da Câmara Municipal, do Departamento de Água e Esgoto (DAE), da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) e de outras instituições envolvidas na busca de alternativas para enfrentar o histórico endividamento. A criação do grupo de trabalho ocorre em um cenário de forte pressão sobre as contas públicas, marcado pelo elevado volume de precatórios, bloqueios judiciais de recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), redução das receitas provenientes do ICMS e incorporação das dívidas do DAE ao passivo municipal, fatores que levaram a administração a decretar estado de calamidade financeira.
Várzea Grande amplia arborização com distribuição gratuita de mudas para moradores
Ação da Prefeitura oferece até cinco mudas por pessoa e orientações técnicas para estimular o plantio de árvores e fortalecer a preservação ambiental no município. A Prefeitura de Várzea Grande está incentivando a população a participar da construção de uma cidade mais verde por meio da distribuição gratuita de mudas de árvores nativas e ornamentais. A iniciativa, coordenada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, busca ampliar a cobertura vegetal urbana, melhorar a qualidade ambiental e despertar a consciência ecológica dos moradores. Cada cidadão pode retirar gratuitamente até cinco mudas, entre elas espécies como o ipê, bastante indicado para arborização de vias públicas e áreas residenciais. Além do fornecimento das plantas, a equipe técnica da secretaria orienta os moradores sobre a escolha do local adequado e os cuidados necessários para garantir o desenvolvimento saudável das árvores. De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, o programa alia preservação ambiental e qualidade de vida, incentivando a participação da comunidade na transformação dos espaços urbanos. O gestor ressalta que a ampliação da arborização traz benefícios diretos para a cidade, como a redução da temperatura, melhoria da qualidade do ar, formação de áreas de sombra e fortalecimento da biodiversidade, especialmente em regiões com maior concentração urbana. As mudas podem ser retiradas gratuitamente de segunda a sexta-feira, em horário comercial, na sede da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, localizada na Avenida da FEB, nº 2.138, no bairro Ponte Nova, em Várzea Grande. A expectativa é que a ação contribua para tornar o município cada vez mais arborizado, sustentável e ambientalmente equilibrado.
Incêndio ameaça residências em Sinop e bombeiros evitam avanço das chamas sobre área de mata
Fogo consumiu vegetação nos fundos de um bairro residencial, mobilizou equipe por duas horas e reforça alerta sobre o descarte irregular de lixo e a proibição do uso do fogo durante a estiagem. Uma rápida atuação do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso evitou que um incêndio em vegetação atingisse uma área de mata nativa nos fundos do Residencial Villa Verde, em Sinop, na noite de terça-feira (28). O fogo teve início em um terreno com capim alto localizado ao final de uma rua sem saída e mobilizou militares do 4º Batalhão de Bombeiros Militar por cerca de duas horas. Ao chegarem ao local, os bombeiros encontraram grande quantidade de lixo e entulho descartados de forma irregular, além de constatarem que as chamas já haviam consumido a vegetação próxima aos muros das residências. Com o avanço do incêndio em direção ao fragmento de mata existente na área, a equipe iniciou imediatamente o combate direto ao fogo, percorrendo toda a frente das chamas para impedir sua propagação. Durante a operação, foram utilizados aproximadamente três mil litros de água. Ao final do trabalho, permaneceram apenas pequenos focos em troncos de árvores dentro da área já atingida, sem risco de reacendimento ou de novos focos. Ninguém ficou ferido. O Corpo de Bombeiros aproveitou a ocorrência para reforçar o alerta sobre os riscos provocados pelo descarte irregular de resíduos em terrenos baldios, prática que contribui para o surgimento e a propagação de incêndios, especialmente durante o período de estiagem. A corporação também lembra que o uso do fogo em áreas urbanas é proibido durante todo o ano. Nas áreas rurais de Mato Grosso, o período proibitivo para queimadas segue em vigor até 30 de novembro nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal. O descumprimento da norma pode configurar crime ambiental, além de colocar em risco a população, o patrimônio e o meio ambiente. Denúncias sobre queimadas irregulares podem ser feitas pelo telefone 193, do Corpo de Bombeiros, ou pelo 190, da Polícia Militar.
Cuiabá entra no circuito mundial da montaria em touros com etapa da PBR no Mato Grosso AgroFestival
Presidente da PBR Brasil, Adriano Moraes, confirma participação da liga internacional no evento que promete unir esporte, agronegócio e cultura entre os dias 7 e 9 de agosto, no Parque Novo Mato Grosso Cuiabá passa a integrar oficialmente o circuito mundial da montaria em touros com a realização de uma etapa da Professional Bull Riders (PBR) Brasil durante a primeira edição do Mato Grosso AgroFestival. A confirmação ocorreu nesta terça-feira (28), durante reunião entre o presidente da organização e tricampeão mundial da modalidade, Adriano Moraes, representantes da PBR e o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini. O encontro contou ainda com a participação do secretário municipal de Cultura, Johnny Everson, e teve como objetivo alinhar a presença da principal liga de montaria em touros do mundo no festival, que será realizado de 7 a 9 de agosto, no Parque Novo Mato Grosso, com entrada gratuita na pista e uma programação que reúne rodeio internacional, shows nacionais, cultura, gastronomia e atrações voltadas ao agronegócio. Para Adriano Moraes, a escolha de Cuiabá reforça a importância da capital mato-grossense no cenário nacional e internacional. Segundo ele, a cidade reúne características únicas por estar inserida no estado líder da produção agropecuária brasileira. “Cuiabá é a capital mundial do agro. Nada mais justo do que trazer o maior evento para a capital mundial do agro. Cuiabá hoje faz parte do circuito mundial de montaria em touros”, afirmou. A PBR está presente em países como Estados Unidos, Brasil, México, Austrália e Canadá. Na temporada brasileira de 2026, a organização prevê cerca de 50 eventos e aproximadamente R$ 5,5 milhões em premiações. Os competidores acumulam pontos nos rankings nacional e mundial, com possibilidade de classificação para grandes disputas internacionais, incluindo a tradicional etapa de Las Vegas, nos Estados Unidos. O prefeito Abilio Brunini destacou que a chegada da PBR fortalece a estratégia de consolidar Cuiabá como destino de grandes eventos ligados ao agronegócio, ao esporte e à cultura. “Cuiabá é a capital do estado que lidera a produção agropecuária brasileira e precisa ser reconhecida também como o centro dos grandes eventos do setor. O AgroFestival movimenta a economia, fortalece o turismo e mostra ao Brasil e ao mundo a força da nossa cultura e da nossa gente”, declarou. A competição marca o retorno da PBR a Cuiabá após dez anos e deve reunir alguns dos principais atletas da modalidade, que disputarão pontos importantes para os rankings brasileiro e internacional. “O agro é o maior potencial econômico de Mato Grosso e também faz parte da nossa identidade. Por isso, reunimos esporte, rodeio, música sertaneja e tradições populares em um único evento”, afirmou Johnny Everson. Além da etapa internacional da PBR, o Mato Grosso AgroFestival terá uma programação musical com grandes nomes da música sertaneja. No dia 7 de agosto, sobem ao palco Cezar & Paulinho e João Bosco & Vinícius. No dia 8, será a vez de George Henrique & Rodrigo. O encerramento, no dia 9, contará com Di Paullo & Paulino e a dupla mato-grossense Bison & Comasseto. O evento também contará com praça gastronômica, espaço dedicado ao agronegócio, apresentações culturais e estrutura preparada para atender pessoas com deficiência e pessoas neurodivergentes. A Prefeitura de Cuiabá informou ainda que haverá reforço no transporte público, segurança e infraestrutura durante os três dias de programação. A programação de encerramento será integrada à tradicional Festa de São Cristóvão, padroeiro dos motoristas e viajantes, com procissão motorizada, cavalgada, bênção de veículos e cavaleiros, missa campal e almoço comunitário. O Mato Grosso AgroFestival é realizado pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, em parceria com o Governo de Mato Grosso, através da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), Instituto Cordemato e Ministério do Esporte.
IBGM inaugura diretoria em Mato Grosso e reúne especialistas para debater futuro da mineração de ouro
Nova unidade regional fortalece articulação do setor de joias, gemas e metais preciosos no Estado e promove seminário sobre inovação, sustentabilidade e valorização da produção mineral O Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM) inaugura nesta quinta-feira (30) sua Diretoria Regional em Mato Grosso (IBGM-MT), ampliando a atuação institucional da entidade no Estado e criando um novo espaço de diálogo para fortalecer a cadeia produtiva de joias, gemas e metais preciosos. A abertura da nova unidade será marcada pelo seminário “Desafios e Oportunidades para a Mineração de Ouro no Estado de Mato Grosso”, realizado no Centro Sebrae de Sustentabilidade, em Cuiabá. O encontro reunirá especialistas, representantes do setor mineral, instituições de apoio e autoridades públicas para discutir caminhos voltados ao desenvolvimento sustentável da atividade. Entre os temas que estarão em debate estão a produção de ouro sem o uso de mercúrio na Baixada Cuiabana, a rastreabilidade mineral, o uso da inteligência artificial aplicada à mineração, a agregação de valor à produção local e os avanços do marco regulatório da política mineral no Estado. A criação da diretoria regional representa um passo estratégico para aproximar o IBGM dos empreendedores, produtores e demais agentes envolvidos na cadeia de minerais preciosos em Mato Grosso, estado com relevância nacional na produção de ouro e potencial para ampliar a geração de negócios e inovação no setor. A programação contará com a participação de dirigentes nacionais do Instituto, como Roseli Duque, presidente do Conselho de Administração do IBGM; Carla Pinheiro, vice-presidente de Relações Institucionais; Ecio Morais, diretor executivo; e o diretor regional do IBGM-MT, Dr. Roberto Cavalcanti. Também devem participar da solenidade o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi, representantes do Sebrae-MT e do Governo do Estado. O seminário será realizado das 8h às 12h e busca estimular o debate sobre práticas modernas de mineração, responsabilidade ambiental e novas oportunidades para agregar valor aos recursos minerais produzidos em Mato Grosso.
Convenção do União Brasil será decisiva para definir cenário eleitoral em MT, avalia Max Russi
Presidente da Assembleia Legislativa afirma que candidatura de Jayme Campos pode alterar alianças, estratégia dos partidos e até o rumo da disputa pelo Governo do Estado O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e dirigente estadual do Podemos, deputado Max Russi, afirmou nesta quarta-feira (29) que a convenção do União Brasil será um dos principais momentos para definir o cenário da eleição estadual deste ano. Segundo ele, a confirmação ou não da candidatura do senador Jayme Campos ao Governo de Mato Grosso poderá provocar mudanças significativas nas articulações partidárias, nas alianças e na configuração da disputa majoritária. Para Max Russi, o atual cenário ainda é de indefinição e qualquer projeção sobre o desenho final da eleição seria precipitada. Na avaliação do parlamentar, a presença de um novo nome competitivo na corrida pelo Palácio Paiaguás poderá modificar o equilíbrio de forças entre os grupos políticos. “A convenção mais importante será a do União Brasil. Depois dela, teremos uma visão mais clara de como será a eleição. Podemos ter um candidato a mais ou não. Essa definição vai dar o norte para a disputa”, afirmou. O deputado destacou que uma eventual candidatura de Jayme Campos teria reflexos diretos nas composições partidárias, no tempo de propaganda eleitoral e na formação das chapas proporcionais e majoritárias. Para ele, a diferença entre uma eleição com três ou quatro candidatos competitivos pode ser determinante para definir se a disputa será encerrada no primeiro turno ou seguirá para uma segunda etapa. Max avaliou ainda que Jayme Campos, caso confirme sua participação, entra na disputa com condições de competir pela vitória, mas ressaltou que o resultado eleitoral envolve fatores que vão além das alianças políticas. “Política não é matemática. Muitas vezes a gente imagina que uma soma vai resultar em dois, mas acaba sendo diferente. A eleição envolve sentimento, pessoas e circunstâncias”, declarou. Podemos mantém diálogo e prioriza fortalecimento das chapas Sobre o posicionamento do Podemos, Max Russi afirmou que o partido ainda não definiu apoio a nenhuma candidatura ao Governo do Estado. Segundo ele, a legenda mantém diálogo com diferentes grupos políticos e pretende avaliar propostas e compromissos para os próximos quatro anos. “O Podemos não tem nenhuma amarração com ninguém. Estamos conversando com todos, discutindo plano de governo e o que queremos para Mato Grosso continuar avançando, mas também com um olhar social maior para áreas prioritárias”, explicou. O presidente partidário afirmou que a decisão final caberá aos integrantes da legenda durante as convenções, mas destacou que sua responsabilidade é buscar o melhor encaminhamento para o partido e seus filiados. A convenção estadual do Podemos está prevista para o dia 4 de agosto. A expectativa é que o encontro confirme as candidaturas proporcionais e deixe para a executiva partidária a definição sobre eventual composição na disputa majoritária. Apesar das conversas envolvendo possíveis espaços em chapas majoritárias, Max Russi reforçou que a principal meta do Podemos será ampliar sua representação no Legislativo. A sigla trabalha com a expectativa de eleger pelo menos seis deputados estaduais e conquistar uma vaga na Câmara Federal. “Essa é a prioridade do Podemos: fortalecer a chapa estadual e federal. Queremos eleger pelo menos seis deputados na Assembleia e um deputado federal em Brasília”, afirmou. O parlamentar disse que o partido possui nomes qualificados para contribuir em eventuais composições como vice-governador ou suplência ao Senado, mas que esses espaços não serão tratados como condição para alianças. Janaina Riva e as articulações para o Senado Max Russi também comentou as conversas com a deputada estadual Janaina Riva, do MDB. Segundo ele, a parlamentar procurou o Podemos para tratar de uma possível candidatura ao Senado, e não para discutir uma composição como vice-governadora. “A Janaina me procurou para ser candidata ao Senado. A conversa foi nesse sentido, para caminharmos juntos em torno dessa candidatura”, afirmou. O presidente do Podemos explicou que uma eventual participação de Janaina como vice em uma chapa liderada pelo governador Otaviano Pivetta envolve negociações entre o MDB e o Republicanos, sem participação direta do Podemos. Na avaliação pessoal do deputado, a tendência é que Janaina mantenha o projeto de disputar uma vaga no Senado. Desenvolvimento econômico também esteve em pauta Antes de abordar o cenário eleitoral, Max Russi participou do Fórum LIDE Mato Grosso, em Cuiabá, e destacou a importância da aproximação entre o setor público e a iniciativa privada para ampliar o desenvolvimento econômico do Estado. Segundo ele, o encontro contribui para o debate sobre investimentos, oportunidades e o potencial produtivo de Mato Grosso. O deputado ressaltou que o Estado tem apresentado crescimento econômico expressivo e despertado o interesse de investidores nacionais e internacionais. Para ele, o papel do poder público é criar condições para fortalecer a economia e ampliar oportunidades. “Mato Grosso tem números positivos e um grande potencial. Precisamos trabalhar para fortalecer ainda mais o desenvolvimento e gerar oportunidades”, concluiu.
A MINHA CASA É MEU ESPAÇO. MAS ATÉ ONDE VAI O MEU DIREITO?
Depois de um longo dia de trabalho, chegar em casa representa descanso. É o lugar onde buscamos tranquilidade, segurança e privacidade. A nossa casa, para muitos, é uma das maiores conquistas da vida. É onde construímos histórias, recebemos a família, criamos lembranças e encontramos refúgio diante das dificuldades do dia a dia. Mas existe uma pergunta que muitas pessoas só fazem quando surge um problema: Até onde vai o meu direito dentro da minha própria casa? A resposta do Direito é simples, mas muitas vezes esquecida: a propriedade é um direito garantido, mas nenhum direito é absoluto. Ter uma casa significa ter liberdade para utilizá-la. Significa poder viver, organizar o espaço e desfrutar do patrimônio construído com esforço. Porém, essa liberdade encontra limites quando começa a prejudicar o direito de outras pessoas. É nesse ponto que surgem muitos conflitos de vizinhança. O som que ultrapassa os limites. A obra que causa transtornos. O animal que incomoda constantemente. A fumaça, a sujeira, a invasão de espaço, o uso inadequado de uma propriedade. No início, geralmente parece algo pequeno. Uma reclamação que não foi feita. Uma conversa que não aconteceu. Um incômodo que foi ignorado. Com o passar do tempo, aquilo que era apenas uma diferença de convivência pode se transformar em um conflito maior, envolvendo discussões, desgaste emocional e, em alguns casos, até uma disputa judicial. O Direito reconhece a importância da propriedade privada, mas também protege a convivência em sociedade. A nossa legislação estabelece que o uso de um imóvel não pode comprometer a segurança, o sossego e a saúde dos vizinhos. Isso significa que ninguém precisa abrir mão da sua liberdade dentro da própria casa, mas também não pode exercer esse direito causando prejuízo aos demais. Viver em comunidade exige equilíbrio. Muitas pessoas acreditam que, por estarem dentro da própria residência, podem fazer qualquer coisa. Mas a verdade é que morar em sociedade significa compreender que nossas escolhas produzem efeitos além dos nossos muros. O meu direito existe. O direito do outro também. E quando surge um conflito, a primeira solução nem sempre precisa ser uma ação judicial. O diálogo, a compreensão e o bom senso ainda são ferramentas importantes para preservar relações. Porém, quando a tentativa de resolver a situação não funciona, é importante buscar orientação adequada. O papel do advogado, nesses casos, não é criar uma guerra entre vizinhos. É justamente o contrário: é analisar a situação, orientar sobre os direitos existentes, buscar uma solução equilibrada e evitar que um problema simples se transforme em algo muito maior. Muitas disputas poderiam ser evitadas se as pessoas conhecessem seus direitos e seus limites antes que o conflito chegasse ao extremo. A propriedade é uma conquista que merece proteção. Mas a convivência também merece respeito. Afinal, uma casa deve ser um lugar de paz. E essa paz não depende apenas das paredes que construímos, mas também da forma como respeitamos aqueles que vivem ao nosso redor. Ter direitos é importante. Saber exercê-los com responsabilidade é essencial. Porque viver bem não significa apenas ter um espaço para chamar de seu. Significa entender que, ao lado da nossa casa, existem outras histórias, outras famílias e outros direitos que também precisam ser respeitados. Diogo Fernandes Colunista em Justiça & Sociedade, MT Urgente News Advogado, fundador do escritório Diogo Fernandes Advocacia
Samantha Iris condiciona apoio à campanha de Wellington Fagundes à definição das alianças do PL
Pré-candidata a deputada estadual afirma que seguirá a orientação do partido, mas aguarda a definição das coligações para decidir como atuará na campanha ao Governo do Estado. A vereadora de Cuiabá e pré-candidata a deputada estadual, Samantha Iris (PL), afirmou nesta terça-feira (28) que só definirá como atuará na campanha do senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo do Estado após o partido concluir as negociações para a formação da chapa majoritária. Embora tenha afirmado que seguirá a orientação da legenda, ela condicionou o pedido de votos ao desfecho das alianças políticas. “Tenho aguardado para ver se vai haver uma junção com algum outro partido, como vai ser, antes de dar esse ultimato. O que preciso saber é como serão essas negociações e essas coligações”, disse à imprensa. “É um entendimento do partido. Mas e aí, vai ter coligação? O MDB vai estar junto? São essas as questões que estou aguardando”, acrescentou. Na sequência, ao ser questionada se caminharia com Wellington caso o MDB integrasse a chapa, respondeu: “Eu vou ter muita dificuldade”. A declaração ocorre em meio à resistência que a pré-candidatura de Wellington enfrenta dentro do próprio PL. Nos bastidores, parte das lideranças da sigla, incluindo prefeitos e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, tem demonstrado distanciamento do projeto do senador ao Palácio Paiaguás. O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), é um dos que têm evitado cravar apoio a Wellington. Ao falar sobre a campanha de 2026, afirmou que pretende priorizar a eleição do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), da própria Samantha Iris e do deputado federal José Medeiros (PL), sem mencionar o nome do pré-candidato ao Governo. Apesar da ressalva, Samantha negou que exista a possibilidade de romper com a orientação partidária. “Não corre esse risco. Se a gente tem um partido, vai seguir o partido. O que está acontecendo é uma insistência em tentar polarizar ou dizer que a gente vai pedir voto para um ou para outro”, afirmou. “Nós somos PL, nós somos direita e vamos caminhar com a direita. O que preciso saber é com quem o PL em Mato Grosso vai caminhar para que haja um cenário mais claro.”
Operação Libertas mira grupo que extorquia comerciantes e cumpre prisões em MT
Investigação aponta que facção criminosa cobrava “taxa” de comerciantes sob ameaça em Nova Mutum; Justiça determinou prisões, bloqueio de bens e sequestro de um veículo avaliado em R$ 159,9 mil. A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (29), a Operação Libertas para cumprir cinco mandados de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão contra integrantes de um grupo criminoso investigado por extorquir comerciantes de Nova Mutum, município localizado a 264 quilômetros ao norte de Cuiabá. A operação é conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Nova Mutum e apura a atuação de uma organização criminosa estruturada, com divisão de funções entre seus integrantes. Segundo as investigações, membros de uma facção criminosa exigiam pagamentos periódicos de comerciantes da cidade sob ameaça. A cobrança funcionava como uma espécie de “taxa” para que os empresários pudessem manter normalmente suas atividades comerciais. Os valores exigidos variavam entre R$ 150 e R$ 300 por estabelecimento. As ameaças eram feitas de diferentes formas. Em alguns casos, os criminosos entravam em contato por telefone para cobrar os valores. Em outras situações, integrantes do grupo compareciam pessoalmente aos estabelecimentos para intimidar as vítimas e reforçar as cobranças. De acordo com a Polícia Civil, a prática criou um ambiente de medo entre os comerciantes, que eram constrangidos a realizar os pagamentos para evitar possíveis represálias. Prisões e buscas Ao todo, são cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão domiciliar em Cuiabá e Nova Mutum. Na Capital, os trabalhos contam com o apoio da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core). Além das medidas cautelares, a Justiça determinou o bloqueio de ativos financeiros dos investigados e o sequestro de um veículo Honda HR-V EX, ano/modelo 2025/2026, avaliado em aproximadamente R$ 159,9 mil. O automóvel é apontado como possível produto ou proveito das atividades criminosas investigadas. Patrimônio incompatível Durante as investigações, um dos principais alvos chamou a atenção dos policiais pelo rápido crescimento patrimonial. Segundo a Polícia Civil, o investigado possui extenso histórico criminal e havia obtido progressão de regime em agosto de 2025. No entanto, não foram identificadas fontes formais de renda compatíveis com a aquisição do veículo Honda HR-V. A situação levantou suspeitas de que o automóvel tenha sido adquirido com recursos provenientes das atividades criminosas, reforçando os indícios de lavagem de capitais. Por esse motivo, a Justiça determinou o sequestro do veículo. As medidas adotadas nesta quarta-feira têm como objetivo interromper a atuação do grupo criminoso, impedir a continuidade das extorsões e preservar a ordem pública. A operação também busca descapitalizar a organização criminosa, retirando recursos e bens que possam ter sido obtidos por meio das atividades ilícitas. Nome da operação O nome Libertas vem do latim e significa “liberdade”. Segundo a Polícia Civil, a denominação faz referência ao principal objetivo da investigação: devolver aos comerciantes de Nova Mutum a liberdade para exercer suas atividades econômicas sem sofrer ameaças, intimidações ou cobranças impostas por organizações criminosas.
Moraes dá 48 horas para defesa explicar vídeo de Bolsonaro criado por Inteligência Artificial exibido em convenção do PL
Ministro do STF quer saber se ex-presidente autorizou o uso de sua imagem e voz em vídeo produzido por IA; decisão pode ter reflexos na prisão domiciliar e na esfera eleitoral O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresente, no prazo de 48 horas, esclarecimentos sobre um vídeo produzido por Inteligência Artificial (IA) que utilizou sua imagem e sua voz durante a convenção nacional do Partido Liberal (PL), realizada no último sábado (25). O objetivo da decisão é esclarecer uma questão central: Bolsonaro autorizou ou não a produção e a divulgação do vídeo? A resposta poderá ter consequências diferentes para o ex-presidente, para o senador Flávio Bolsonaro e para o próprio Partido Liberal. O que mostrou o vídeo? A gravação exibida na convenção utilizou recursos de Inteligência Artificial para recriar a imagem e a voz de Jair Bolsonaro. No vídeo, o ex-presidente aparece afirmando estar “preso e calado por uma decisão arbitrária”, declara que seu movimento político continuará vivo e pede que os apoiadores recebam Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência da República. Embora tenha sido produzido por IA, o material foi exibido durante um evento oficial do partido e rapidamente repercutiu nas redes sociais. Por que Moraes pediu explicações? A decisão do ministro parte de duas hipóteses. Se Bolsonaro autorizou o vídeo Caso a defesa confirme que o ex-presidente autorizou a utilização de sua imagem e de sua voz, Moraes avalia que poderá ter ocorrido descumprimento das medidas cautelares impostas na prisão domiciliar humanitária. Bolsonaro está proibido de realizar manifestações político-eleitorais, inclusive de forma indireta ou por intermédio de terceiros. Assim, a autorização do vídeo poderia ser interpretada como uma nova violação das restrições determinadas pelo STF. Na decisão, Moraes afirma que um eventual descumprimento pode levar até mesmo à reversão da prisão domiciliar para o regime fechado, caso fique comprovada a violação das medidas impostas. Se Bolsonaro não autorizou Por outro lado, caso a defesa informe que o ex-presidente não autorizou a utilização de sua imagem, a situação muda de foco. Segundo Moraes, o uso da imagem e da voz de Bolsonaro sem autorização poderá caracterizar desrespeito às determinações judiciais por parte dos responsáveis pela divulgação do material. Além disso, a utilização de conteúdo criado por Inteligência Artificial poderá ser analisada também sob a ótica da legislação eleitoral, que estabelece regras específicas para o uso desse tipo de tecnologia durante campanhas. Entenda o que é uma “deepfake” O caso também trouxe para o centro do debate o uso das chamadas deepfakes. Deepfake é um conteúdo criado ou alterado por Inteligência Artificial para reproduzir, com aparência de autenticidade, a imagem, a voz ou os movimentos de uma pessoa. A tecnologia permite simular falas que nunca aconteceram ou criar vídeos extremamente realistas. Nas eleições brasileiras, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabeleceu regras específicas para o uso de conteúdos produzidos por IA, justamente para reduzir riscos de manipulação do eleitorado e de desinformação. PT acionou o TSE Após a divulgação do vídeo, o Partido dos Trabalhadores (PT) apresentou representação ao Tribunal Superior Eleitoral contra o PL e contra Flávio Bolsonaro. A legenda sustenta que o material pode configurar propaganda eleitoral antecipada e questiona a utilização da Inteligência Artificial durante a convenção partidária. Já a defesa de Flávio Bolsonaro afirma que o vídeo foi uma manifestação realizada durante um evento partidário e sustenta que não houve pedido explícito de voto nem violação das regras eleitorais. Caso pode abrir precedente O episódio se tornou um dos primeiros grandes testes envolvendo Inteligência Artificial nas eleições de 2026. Além da discussão sobre propaganda eleitoral, o STF deverá analisar até que ponto o uso de imagens geradas por IA pode ser considerado uma manifestação política do próprio retratado quando existe — ou não — autorização para sua utilização. A resposta apresentada pela defesa de Jair Bolsonaro nas próximas 48 horas poderá definir os próximos desdobramentos do caso, tanto no âmbito criminal quanto no eleitoral.