Convenção estadual homologa candidaturas por unanimidade e define chapas para Câmara Federal e Assembleia Legislativa, consolidando estratégia do partido para as eleições. O União Brasil oficializou, nesta quinta-feira (30), durante convenção estadual, as candidaturas do ex-governador Mauro Mendes ao Senado Federal e da ex-primeira-dama Virginia Mendes à Câmara dos Deputados. As homologações ocorreram por unanimidade entre os convencionais e marcam o início da campanha da legenda para as eleições deste ano. Além dos dois principais nomes da chapa, o partido também confirmou outros cinco candidatos à Câmara Federal e nove candidatos à Assembleia Legislativa de Mato Grosso, reforçando a composição da sigla para a disputa eleitoral. Ao ter a candidatura homologada, Mauro Mendes destacou que pretende levar ao Senado a experiência acumulada ao longo de sua trajetória na administração pública. Ex-prefeito de Cuiabá e governador de Mato Grosso por dois mandatos, ele afirmou que seu objetivo é representar o Estado em Brasília defendendo os interesses da população mato-grossense. Segundo Mendes, a intenção é dar continuidade ao trabalho desenvolvido no Executivo, agora no Legislativo Federal, mantendo o compromisso com projetos voltados ao desenvolvimento de Mato Grosso e à defesa das pautas de interesse do Estado. Já Virginia Mendes disputa, pela primeira vez, um cargo eletivo. Em seu discurso, afirmou que pretende ampliar, na Câmara dos Deputados, o trabalho social desenvolvido durante o período em que atuou como primeira-dama de Mato Grosso. Entre as prioridades citadas estão ações voltadas à proteção das mulheres, crianças, idosos e das famílias em situação de vulnerabilidade social. A convenção também consolidou a estratégia do União Brasil para a eleição, com a definição dos candidatos que representarão a legenda nas disputas proporcionais, encerrando a etapa de homologações e abrindo oficialmente o período de campanha dos nomes escolhidos pelo partido.
União Brasil decide rumo para 2026, mas Mauro Mendes reforça: palavra final será da federação
Convenção estadual analisa duas propostas — candidatura de Jayme Campos ou apoio a Otaviano Pivetta —, porém decisão definitiva caberá à União Progressista. O União Brasil deu início, nesta quinta-feira (30), ao processo de definição de seu posicionamento para a disputa pelo Governo de Mato Grosso nas eleições de 2026. Durante a convenção estadual da legenda, os 51 convencionais analisam duas propostas formalmente registradas: o lançamento da candidatura própria do senador Jayme Campos ou o apoio ao projeto político do pré-candidato Otaviano Pivetta (Republicanos). Presidente estadual do partido, o ex-governador Mauro Mendes explicou que a votação interna tem caráter deliberativo para a legenda, mas destacou que o resultado não encerra o processo de definição da candidatura apoiada pelo grupo político. Segundo ele, a decisão aprovada pelos convencionais será encaminhada à União Progressista, federação formada pelo União Brasil e pelo Progressistas (PP), responsável por deliberar oficialmente sobre o posicionamento conjunto na eleição estadual. Mauro Mendes ressaltou que a federação possui autonomia prevista em estatuto para definir a estratégia eleitoral, levando em consideração as deliberações dos dois partidos que a integram. Assim, além da decisão tomada pelo União Brasil, também será considerada a posição do Progressistas antes da definição oficial do apoio ao Governo de Mato Grosso. A convenção ocorre com votação aberta pelo período de cinco horas, conforme determina o estatuto da legenda. O resultado deverá ser conhecido no fim da tarde desta quinta-feira, quando o partido concluirá a apuração e formalizará o encaminhamento à direção da União Progressista. A definição representa mais um passo nas articulações políticas para a sucessão estadual de 2026, mas o desfecho dependerá da decisão conjunta da federação, que terá a palavra final sobre qual projeto político será oficialmente respaldado.
ráfico de pessoas faz mais vítimas em Mato Grosso e Defensoria alerta para falsas promessas de emprego e vida melhor
Estado lidera resgates de trabalhadores em condições análogas à escravidão no país; Defensoria reforça orientação jurídica, acolhimento e canais de denúncia no Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. Uma oportunidade de trabalho aparentemente irresistível, uma viagem custeada por terceiros ou a promessa de uma vida melhor podem esconder uma das mais graves violações dos direitos humanos: o tráfico de pessoas. No Dia Mundial e Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, celebrado nesta quinta-feira (30), a Defensoria Pública de Mato Grosso (DPEMT) reforçou o alerta sobre os mecanismos utilizados por criminosos para atrair vítimas e destacou a importância da informação como ferramenta de prevenção. Segundo a instituição, o tráfico de pessoas vai muito além do deslocamento de vítimas entre cidades ou países. O crime tem como objetivo a exploração humana e pode ocorrer para fins de trabalho em condições análogas à escravidão, exploração sexual, servidão, adoção ilegal ou remoção de órgãos, atingindo principalmente pessoas em situação de vulnerabilidade social. Integrante do Comitê Estadual de Prevenção e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, o defensor público David Brandão explica que os aliciadores utilizam falsas promessas de altos salários, oportunidades de emprego e melhores condições de vida para conquistar a confiança das vítimas. Com o avanço das redes sociais e dos aplicativos de mensagens, o recrutamento passou a ocorrer também no ambiente digital, ampliando os riscos. Os números reforçam a gravidade do problema. Mato Grosso liderou o ranking nacional de trabalhadores resgatados de condições análogas à escravidão em 2025, com 607 pessoas libertadas durante fiscalizações do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O estado superou Bahia, com 482 resgates, e Minas Gerais, com 393. Em âmbito nacional, o Relatório Nacional sobre Tráfico de Pessoas aponta crescimento das notificações. No ano passado, o Disque 100 registrou 479 denúncias envolvendo possíveis vítimas, enquanto o Sistema Único de Saúde contabilizou 433 notificações, aumento de 27,4% em relação ao ano anterior. A Defensoria Pública da União também identificou mais de 600 vítimas, sendo a maioria relacionada à exploração por trabalho análogo à escravidão. A Defensoria destaca que o controle exercido pelos criminosos nem sempre ocorre por violência física. A retenção de documentos, ameaças contra familiares, isolamento, dependência financeira e cobranças de supostas dívidas são estratégias frequentemente utilizadas para impedir que as vítimas deixem a situação de exploração. Embora mulheres, crianças, adolescentes, migrantes, refugiados e pessoas em situação de pobreza estejam entre os grupos mais vulneráveis, qualquer pessoa pode ser alvo desse tipo de crime. Para fortalecer o enfrentamento ao problema, Mato Grosso aprovou neste ano o II Plano Estadual de Prevenção e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, que reúne ações voltadas à prevenção, repressão, responsabilização dos criminosos e atendimento humanizado às vítimas. O plano prevê capacitação de profissionais, campanhas educativas e integração entre órgãos públicos e entidades responsáveis pela proteção das vítimas. A Defensoria Pública atua na orientação jurídica gratuita, na defesa dos direitos das vítimas e de seus familiares, além de facilitar o acesso aos serviços de saúde e assistência social. A instituição também trabalha para garantir que pessoas exploradas não sejam criminalizadas por atos praticados sob coação durante o período de exploração. Casos suspeitos podem ser denunciados de forma anônima pelo Disque 100. Situações de violência contra a mulher também podem ser comunicadas pelo Ligue 180 e, em casos de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190. A Defensoria Pública de Mato Grosso também oferece atendimento presencial, pelo WhatsApp e por seus canais digitais para acolher vítimas e orientar quem precisa de assistência.
Margareth Buzetti expõe racha na base e reafirma apoio a Pivetta em meio ao impasse no União Brasil
Senadora diz que abriu mão da disputa ao Senado para acomodar Jayme Campos, lamenta desgaste interno e afirma que seguirá o projeto político liderado por Mauro Mendes. A poucas horas da definição sobre a candidatura do União Brasil ao Governo de Mato Grosso, a senadora Margareth Buzetti (PP) tornou público o clima de divisão que marca as articulações da base governista. Embora reconheça que a decisão final cabe à convenção estadual do partido, a parlamentar deixou claro que sua posição política permanece alinhada ao projeto do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), apoiado pelo ex-governador Mauro Mendes. Buzetti revelou que tentou construir uma alternativa para evitar o impasse envolvendo o senador Jayme Campos (União Brasil). Segundo ela, chegou a oferecer o próprio mandato no Senado para que Jayme permanecesse na disputa pela reeleição, mas a proposta foi recusada porque o parlamentar já havia decidido disputar o Governo do Estado. A senadora afirmou que, até o momento, o União Brasil ainda não oficializou um candidato e que as negociações seguem em andamento. Apesar de destacar que respeitará a decisão da convenção partidária, sinalizou que pretende manter apoio ao projeto político encabeçado por Pivetta, caso haja liberdade para esse posicionamento. Ao comentar a possibilidade de o partido escolher Jayme Campos como candidato, Buzetti ressaltou que a definição precisará ser respeitada, mas ponderou que a condução política dependerá das orientações da legenda. Para ela, a unidade entre os aliados será fundamental durante o processo eleitoral. A parlamentar também reforçou que sua trajetória política sempre esteve vinculada ao grupo liderado por Mauro Mendes, motivo pelo qual considera natural permanecer ao lado do projeto defendido pelo ex-governador e por Otaviano Pivetta. Apesar da disputa interna, Buzetti avalia que Jayme Campos não sai enfraquecido politicamente. Na sua avaliação, o maior prejuízo foi o prolongamento das discussões, que expôs divergências dentro da base governista e poderia ter sido evitado caso as lideranças tivessem debatido a sucessão estadual com maior antecedência. Segundo a senadora, a falta de diálogo antecipado contribuiu para o desgaste entre os aliados e criou um ambiente de incerteza às vésperas da definição da candidatura ao Palácio Paiaguás. Ainda assim, ela acredita que o grupo precisa superar as divergências para preservar a unidade política na disputa eleitoral de 2026.
“O mundo está olhando para Mato Grosso”, afirma Max Russi ao defender parceria entre setor produtivo e poder público
O deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), afirmou que “o mundo está olhando para Mato Grosso.” A avaliação do parlamentar resumiu o momento vivido pelo estado durante o Fórum LIDE Mato Grosso – Liderança e Empreendedorismo 2026, realizado nesta quarta-feira (29), em Cuiabá. O evento reuniu empresários, investidores, autoridades públicas e lideranças nacionais para discutir o potencial econômico de Mato Grosso, os desafios para sustentar o crescimento e o papel da liderança na atração de investimentos. Segundo Max, o crescimento acima da média nacional e a força do setor produtivo colocaram Mato Grosso no radar de investidores brasileiros e internacionais. Por isso, o poder público precisa continuar criando um ambiente favorável ao empreendedorismo e à geração de empregos. “O mundo está olhando para Mato Grosso. Nosso estado cresce acima da média nacional, desperta interesse internacional e reúne um enorme potencial. Cabe ao poder público criar as condições para que esse crescimento continue gerando oportunidades para a nossa população”, afirmou. Durante o encontro, Max Russi ressaltou que aproximar o setor público da iniciativa privada é essencial para transformar crescimento econômico em desenvolvimento social. Segundo ele, ouvir empresários, investidores e representantes dos diferentes segmentos produtivos permite construir políticas públicas mais eficientes e alinhadas às necessidades de quem gera emprego e renda. “Estamos aproximando o poder público do setor produtivo. É ouvindo quem empreende, gera empregos e investe em Mato Grosso que conseguimos construir políticas públicas mais eficientes e criar um ambiente favorável ao desenvolvimento”, destacou. Max também defendeu o papel da Assembleia Legislativa na construção de um ambiente de segurança jurídica para os investidores. Conforme explicou, projetos com impacto econômico são amplamente debatidos pelo Parlamento antes da votação, garantindo previsibilidade para quem empreende. “Quando chega uma proposta que afeta a economia ou aumenta a carga tributária, a Assembleia debate, aperfeiçoa o texto e busca soluções equilibradas. Nosso compromisso é garantir estabilidade para quem produz e gera oportunidades”, disse. O deputado destacou ainda que Mato Grosso vive um ciclo histórico de investimentos em infraestrutura. Entre os exemplos, citou a implantação da primeira ferrovia estadual do Brasil, viabilizada por mudanças legislativas aprovadas pela Assembleia Legislativa. “A ferrovia representa um marco para Mato Grosso. É uma obra estruturante que reduz custos logísticos, fortalece o agronegócio e cria condições para o estado continuar crescendo”, afirmou.
Polícia Militar mobiliza efetivo em todo o Estado com operações voltadas à proteção das mulheres e segurança nos centros urbanos
Ações simultâneas alcançam os 142 municípios de Mato Grosso, reforçando o policiamento preventivo, o combate à violência contra a mulher e a repressão aos crimes patrimoniais. A Polícia Militar de Mato Grosso iniciou, na manhã desta quinta-feira (30), uma grande mobilização operacional em todo o Estado com a realização simultânea da 2ª edição da Operação Escudo Feminino e da 7ª edição da Operação Centro Seguro. As ações ocorrem nos 142 municípios mato-grossenses e integram a estratégia permanente da corporação para ampliar a presença policial, fortalecer a prevenção e intensificar o enfrentamento à criminalidade. Voltada à proteção das mulheres, a Operação Escudo Feminino concentra esforços no combate à violência doméstica e familiar, com equipes realizando o acompanhamento de medidas protetivas, visitas às vítimas, ações preventivas e fiscalizações. A iniciativa também busca fortalecer a rede de apoio às mulheres em situação de vulnerabilidade, promovendo maior segurança e resposta rápida em casos de risco. Paralelamente, a Operação Centro Seguro intensifica o policiamento em regiões comerciais e áreas de grande circulação de pessoas. O objetivo é inibir furtos, roubos e outros delitos patrimoniais por meio de patrulhamento ostensivo, abordagens a pessoas e veículos, instalação de bloqueios e fiscalização em pontos considerados estratégicos. Segundo a Polícia Militar, as operações fazem parte do planejamento contínuo de segurança pública desenvolvido pela corporação, que aposta na presença ostensiva e na atuação integrada das equipes para aumentar a sensação de segurança da população e reduzir os índices de criminalidade em Mato Grosso. As ações seguem ao longo do dia em diferentes regiões do Estado, com efetivos distribuídos de forma estratégica conforme as necessidades de cada município.
Pivetta promete ofensiva contra pobreza urbana e diz que Estado não deixará Várzea Grande antes de transformar realidade social
Governador reage ao alerta do presidente do TCE sobre o avanço da favelização na Baixada Cuiabana, defende reforma urbana, construção de 60 mil moradias e reforça compromisso com investimentos estruturantes em Várzea Grande e Cuiabá. O governador Otaviano Pivetta afirmou que o combate aos bolsões de pobreza e à expansão da favelização em Cuiabá e Várzea Grande será uma das prioridades da gestão estadual. A declaração foi feita após o presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo, chamar atenção para o crescimento da vulnerabilidade social na região metropolitana e defender uma mobilização conjunta dos poderes públicos para enfrentar o problema. Ao comentar o cenário, Pivetta destacou que não aceita tratar a precariedade vivida por milhares de famílias como uma situação normal. Segundo ele, o Governo do Estado decidiu ampliar de forma definitiva sua atuação em Várzea Grande, com investimentos voltados à melhoria da infraestrutura urbana, habitação e qualidade de vida da população. O governador ressaltou que a realidade encontrada em bairros periféricos reforça a necessidade de ações permanentes capazes de reduzir as desigualdades históricas e garantir melhores condições de moradia e acesso aos serviços públicos essenciais. Para ele, o desenvolvimento econômico de Mato Grosso precisa ser acompanhado por avanços sociais que alcancem as famílias em situação de vulnerabilidade. Como uma das principais estratégias para enfrentar esse cenário, Pivetta destacou o projeto encaminhado à Assembleia Legislativa que prevê a construção de 60 mil moradias populares em todo o Estado. A proposta, segundo ele, busca oferecer habitação digna a milhares de famílias e contribuir para a redução do déficit habitacional, considerado um dos fatores que impulsionam a ocupação irregular e a formação de áreas de risco. Durante a entrevista, o governador também evitou responsabilizar exclusivamente as administrações municipais pelos desafios enfrentados nas cidades. Na avaliação dele, o modelo de distribuição dos recursos públicos no país limita a capacidade de investimento de estados e municípios, comprometendo a oferta de serviços e a execução de obras estruturantes. Pivetta lembrou ainda que Mato Grosso mantém uma política de apoio financeiro aos municípios, com repasses anuais destinados à execução de obras e melhorias urbanas. Apesar disso, defendeu que o enfrentamento da pobreza exige uma atuação integrada entre os entes federativos, aliando investimentos em habitação, infraestrutura, educação, saúde e geração de oportunidades. As declarações reforçam o debate iniciado pelo presidente do TCE-MT sobre a necessidade de políticas públicas estruturantes para conter o avanço da pobreza urbana na Baixada Cuiabana. Com pouco mais de um milhão de habitantes, Cuiabá e Várzea Grande concentram a maior região metropolitana de Mato Grosso e figuram entre os principais desafios da agenda de desenvolvimento social do Estado. Ao reafirmar o compromisso de ampliar a presença do Governo em Várzea Grande, Pivetta sinalizou que a redução das desigualdades sociais deverá ocupar posição central nas ações estaduais, com foco na transformação das condições de vida das famílias mais vulneráveis e na promoção de um crescimento econômico mais inclusivo.
Garimpo ilegal é fechado em Poconé e suspeito acaba preso após ameaçar fiscais durante operação
Ação do Batalhão Ambiental identificou exploração mineral fora da área licenciada, apreendeu escavadeira e terminou com a prisão em flagrante do responsável por ameaças contra agentes públicos. A Polícia Militar, por meio do Batalhão Ambiental, desativou um garimpo que operava de forma irregular na zona rural de Poconé durante uma fiscalização realizada na quarta-feira (29). A operação foi desencadeada após denúncias sobre atividades de extração mineral em desacordo com a legislação ambiental e resultou na apreensão de uma escavadeira hidráulica utilizada no empreendimento. Com apoio de sistemas de monitoramento e informações técnicas, os policiais localizaram a área e confirmaram a existência de uma estrutura destinada à lavagem de minério. Embora a planta estivesse temporariamente parada para manutenção, as equipes verificaram que a atividade de lavra era executada fora dos limites autorizados pelo licenciamento ambiental, configurando exploração irregular. Diante da infração, foi determinada a apreensão administrativa da escavadeira empregada nas operações. O equipamento permaneceu sob a guarda da Prefeitura de Poconé, responsável por sua custódia como fiel depositária, conforme prevê a legislação. Durante a retirada da máquina, um homem apontado como responsável pelo garimpo reagiu à fiscalização e passou a ameaçar os agentes envolvidos na operação, afirmando que colocaria fogo no equipamento apreendido. Em razão das ameaças, ele recebeu voz de prisão em flagrante. O suspeito foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Poconé, onde foram adotadas as medidas legais cabíveis. A ação reforça o trabalho de combate aos crimes ambientais e à exploração mineral irregular, prática que provoca impactos significativos ao meio ambiente e pode gerar responsabilização administrativa, civil e criminal dos envolvidos.
Lúdio, Max, Botelho e Beto despontam na corrida pela Assembleia Legislativa, aponta levantamento
Pesquisa realizada com 1.200 eleitores revela vantagem de parlamentares que já exercem mandato e mostra elevado índice de indecisos, indicando um cenário ainda aberto para a disputa de 2026. Os primeiros movimentos da disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso começam a ganhar contornos mais definidos. Levantamento realizado pelo instituto Percent Brasil aponta que deputados estaduais em exercício concentram as maiores intenções de voto na modalidade espontânea, quando o eleitor responde sem receber uma lista prévia de candidatos. Na liderança aparece o deputado estadual Lúdio Cabral (PT), com 3,1% das citações. Em seguida, surgem Max Russi (Podemos) e Eduardo Botelho (MDB), ambos com 3%, enquanto Beto Dois a Um (Podemos) registra 2,9%, consolidando o grupo dos parlamentares mais lembrados pelo eleitorado neste momento da pré-campanha. Logo atrás figuram Elizeu Nascimento (Novo), com 2,6%, Paulo Araújo (Republicanos) e Thiago Silva (MDB), ambos com 2,5%. Entre os nomes sem mandato, o ex-prefeito de Primavera do Leste, Léo Bortolin (MDB), aparece como o mais citado, alcançando 2,4% das intenções de voto. Outros nomes lembrados pelos entrevistados incluem Valmir Moretto, Juca do Guaraná, Fábio Tardin, Dr. Eugênio, Moacir Couto, Wilson Santos, Dr. João, Chico Guarnieri, Júlio Campos, Mauro Savi e Gilberto Figueiredo, além de diversas outras lideranças políticas do Estado. Apesar da vantagem dos parlamentares que já ocupam cargos na Assembleia Legislativa, o levantamento revela que o cenário eleitoral permanece indefinido. Isso porque 45,2% dos entrevistados afirmaram não saber em quem votar, enquanto 1% declarou intenção de votar em branco ou anular o voto. O elevado percentual de indecisos indica que a disputa ainda deverá passar por mudanças ao longo dos próximos meses, especialmente com o avanço das articulações partidárias e o início mais intenso da pré-campanha. A pesquisa foi realizada entre os dias 23 e 27 de julho, com 1.200 eleitores entrevistados presencialmente em Mato Grosso. O levantamento possui margem de erro de 2,83 pontos percentuais, para um nível de confiança de 95%, e está registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-00822/2026 e MT-02251/2026.
Operação Efeito Colateral desarticula quadrilha especializada em furtos de canetas emagrecedoras em Várzea Grande
Ação da Polícia Civil cumpriu 12 ordens judiciais e revelou que parte dos crimes era coordenada de dentro da Penitenciária Central do Estado. A Polícia Civil realizou, na manhã desta quinta-feira (30), a Operação Efeito Colateral, uma ofensiva voltada ao combate de uma organização criminosa suspeita de praticar uma série de furtos qualificados contra estabelecimentos comerciais em Várzea Grande. O foco principal da quadrilha era o furto de canetas emagrecedoras, medicamentos de alto valor comercial, subtraídos principalmente de farmácias e drogarias. A ação foi coordenada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Várzea Grande, que cumpriu 12 ordens judiciais, entre mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, contra investigados apontados como integrantes do grupo criminoso. As investigações tiveram início após um furto registrado em maio de 2025, quando criminosos invadiram uma farmácia localizada na região central de Várzea Grande. Na ocasião, os suspeitos abriram um buraco na parede do estabelecimento, arrombaram o cofre e levaram diversas canetas utilizadas em tratamentos para emagrecimento. Com o avanço das apurações, os policiais identificaram um grupo estruturado, composto por mais de dez integrantes, responsável por ataques semelhantes em Várzea Grande e municípios vizinhos. Segundo a investigação, as farmácias eram escolhidas devido ao alto valor de revenda dos medicamentos furtados. A operação também revelou que um dos líderes da organização continuava comandando as ações criminosas mesmo estando preso na Penitenciária Central do Estado (PCE). De acordo com a Polícia Civil, ele coordenava a atuação dos comparsas e definia a divisão dos lucros obtidos com os furtos. Em razão dessas evidências, foram cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca na cela ocupada pelo investigado, com o objetivo de localizar aparelhos celulares que pudessem comprovar a comunicação entre ele e os demais integrantes da quadrilha. As diligências contaram ainda com o apoio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Rondonópolis, responsável pelo cumprimento de mandados contra um dos principais alvos da investigação, localizado naquele município. Segundo a Polícia Civil, a Operação Efeito Colateral reforça o enfrentamento às organizações criminosas especializadas em crimes patrimoniais e busca reduzir os prejuízos causados ao comércio da região, especialmente ao setor farmacêutico.