No Agosto Lilás, aniversário de uma das principais leis de proteção às mulheres do país reforça um debate que também chega às Eleições 2026: conhecer o histórico, as propostas e a atuação de quem pretende representar a população Vinte anos depois, uma pergunta ainda precisa ser feita: quanto o Brasil avançou — e quanto ainda falta avançar — para que uma mulher esteja realmente protegida da violência? Nesta sexta-feira, 7 de agosto, a Lei Maria da Penha completa exatamente 20 anos. Sancionada em 7 de agosto de 2006, a Lei nº 11.340 tornou-se um divisor de águas no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher no Brasil. Duas décadas depois, porém, os números mostram por que a pauta continua urgente. Dados divulgados pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 mostram que 1.571 mulheres foram vítimas de feminicídio no Brasil em 2025, maior número registrado desde o início da série histórica e crescimento de 4% em relação ao ano anterior. Também foram registradas 4.189 tentativas de feminicídio e 132.025 ocorrências de descumprimento de medidas protetivas de urgência. Outro dado chama atenção: 62,5% das vítimas de feminicídio foram mortas dentro de casa. Entre os casos com autoria identificada, parceiros íntimos foram responsáveis por 60,9% e ex-parceiros por outros 18,9%. Os números ajudam a explicar por que, mesmo aos 20 anos, a Lei Maria da Penha permanece no centro do debate sobre segurança e proteção das mulheres. Agosto Lilás: um mês inteiro para falar sobre violência contra a mulher O aniversário da Lei Maria da Penha acontece justamente durante o Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher. A campanha foi instituída nacionalmente pela Lei nº 14.448/2022 e transformou agosto em um período de intensificação das ações de conscientização sobre as diferentes formas de violência contra as mulheres. É um mês para informar, prevenir, conscientizar e ampliar o conhecimento da sociedade sobre os mecanismos existentes para romper o ciclo da violência. E falar sobre violência contra a mulher não significa tratar apenas da agressão física. A Lei Maria da Penha reconhece diferentes formas de violência doméstica e familiar, incluindo violência física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. Reconhecer essas situações é uma das etapas fundamentais para enfrentá-las. O que a Lei Maria da Penha mudou no Brasil? A Lei nº 11.340/2006 recebeu o nome de Maria da Penha Maia Fernandes, cuja história se tornou símbolo da luta contra a violência doméstica no país. A legislação criou mecanismos específicos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher e estabeleceu instrumentos de assistência e proteção às vítimas. Entre os mecanismos mais conhecidos estão as medidas protetivas de urgência, que podem estabelecer restrições ao agressor e buscar interromper situações de risco. Ao longo desses 20 anos, a legislação também passou por mudanças e aperfeiçoamentos. E isso revela algo importante: a criação da Lei Maria da Penha não encerrou o debate. Ao contrário, abriu caminho para que novas situações fossem identificadas e novos mecanismos de proteção fossem incorporados ao ordenamento jurídico. Quando a medida protetiva existe, mas o agressor não respeita? Esse é justamente um dos pontos que permanecem no centro das discussões. Em 2025, o Brasil registrou 132.025 ocorrências de descumprimento de medidas protetivas de urgência, crescimento de 16,7%. É nesse contexto que propostas atualmente em discussão no Congresso Nacional buscam acrescentar novas ferramentas à estrutura criada pela Lei Maria da Penha. Entre os parlamentares de Mato Grosso com projetos relacionados diretamente ao enfrentamento à violência contra a mulher está o senador Wellington Fagundes (PL). As propostas estão em diferentes estágios de tramitação e não devem ser confundidas com leis já em vigor, mas ajudam a mostrar algumas das discussões que hoje acontecem no Legislativo. Tecnologia para impedir a aproximação do agressor Uma das iniciativas é o Projeto de Lei 1.320/2026, apresentado por Wellington Fagundes no Senado em 23 de março deste ano. O projeto propõe alterar a Lei Maria da Penha para criar o Perímetro de Exclusão Eletrônica (PEE). A ideia é estabelecer uma área de segurança em torno da mulher beneficiada por medida protetiva que não poderá ser ultrapassada pelo agressor submetido à monitoração eletrônica. Caso haja aproximação ou entrada na área estabelecida, o sistema poderá gerar alertas, possibilitando uma resposta mais rápida diante da situação de risco. A proposta também prevê a criação do Sistema Nacional de Monitoração e Resposta às Medidas Protetivas de Urgência (SINAR-MPU). O objetivo é integrar informações e mecanismos de monitoramento relacionados ao cumprimento das medidas protetivas. A proposta ganha relevância dentro de uma realidade nacional na qual os registros de descumprimento dessas medidas cresceram nos últimos anos. Combater a reincidência antes que aconteça uma nova violência Outra frente apresentada pelo senador mato-grossense busca atuar na prevenção da reincidência. O PL 4.147/2021 prevê programas de atendimento a homens como instrumento de prevenção à violência contra as mulheres. A proposta trabalha com a ideia de que, além da responsabilização do autor da violência, também é necessário desenvolver mecanismos capazes de enfrentar comportamentos relacionados ao ciclo de agressões e reduzir a possibilidade de novos episódios. O texto não elimina nem substitui a responsabilização criminal. O projeto foi aprovado pelo Plenário do Senado em 2022 e posteriormente encaminhado à Câmara dos Deputados, onde continua sua tramitação legislativa. É uma abordagem diferente, mas inserida no mesmo objetivo: impedir que uma violência seja seguida por outra. Rigor para presos que continuam representando risco Uma terceira iniciativa de Wellington Fagundes foi apresentada recentemente. O PL 3.769/2026, protocolado no Senado em 16 de julho, propõe mudanças na Lei de Execução Penal para permitir a aplicação do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) em determinadas situações envolvendo autores de crimes de extrema gravidade contra mulheres. A proposta alcança casos de feminicídio, estupro com resultado morte e estupro de vulnerável com resultado morte, além de determinadas situações envolvendo violência doméstica e familiar. O texto também considera situações nas quais o preso continue representando risco concreto, inclusive por ameaça ou violência contra vítima sobrevivente, familiares, amigos ou testemunhas, ou
Liderança Humanizada criada por policial penal em Mato Grosso pode inspirar projeto de lei estadual e alcançar todo o Brasil
Filosofia de gestão desenvolvida por Jair Pereira Pinto ao longo de quase 20 anos no sistema penitenciário poderá se tornar referência para a administração pública e iniciativa privada RONDONÓPOLIS (MT) – Uma filosofia de liderança construída dentro de um dos ambientes mais desafiadores da administração pública poderá ganhar reconhecimento além dos muros do sistema prisional de Mato Grosso. Desenvolvida pelo policial penal Jair Pereira Pinto ao longo de quase duas décadas de atuação na Penitenciária Major Eldo de Sá Corrêa, em Rondonópolis, a chamada Liderança Humanizada começa a despertar o interesse de lideranças políticas e poderá inspirar um projeto de lei estadual voltado ao fortalecimento de uma cultura de gestão baseada no respeito, na ética, na valorização das pessoas e na liderança pelo exemplo. A proposta, que está em fase de articulação, poderá ser apresentada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso e, posteriormente, servir como base para uma iniciativa de alcance nacional na Câmara dos Deputados. Mais do que criar uma homenagem, a ideia é transformar uma experiência prática de gestão em um modelo capaz de inspirar órgãos públicos, instituições e empresas privadas. Uma liderança construída no dia a dia A história da Liderança Humanizada não nasceu em salas de aula ou em livros sobre gestão. Ela foi construída diariamente dentro do sistema penitenciário, em um ambiente marcado por alta responsabilidade, pressão constante, riscos operacionais e decisões complexas. Durante aproximadamente vinte anos, Jair Pereira Pinto desenvolveu uma forma própria de conduzir equipes, baseada na convicção de que autoridade e disciplina podem caminhar ao lado do respeito, da escuta e da valorização das pessoas. Sem abrir mão da firmeza necessária para a função, sua atuação passou a ser reconhecida pela capacidade de formar equipes comprometidas, resolver conflitos pelo diálogo, incentivar o desenvolvimento profissional dos servidores e fortalecer o espírito de cooperação. Ao longo desse período, colegas de trabalho passaram a enxergar nesse modelo uma liderança exercida pelo exemplo, pela coerência entre discurso e prática e pela construção diária da confiança. Da experiência à política pública É justamente essa trajetória que inspira a proposta da futura Lei Jair Pereira Pinto. O projeto pretende incentivar órgãos públicos a adotarem princípios da Liderança Humanizada na formação e capacitação de gestores, promovendo ambientes de trabalho mais colaborativos, éticos e eficientes. Entre os princípios que poderão orientar a iniciativa estão: liderança pelo exemplo; respeito à dignidade da pessoa humana; valorização do diálogo; ética e imparcialidade; responsabilidade institucional; fortalecimento do trabalho em equipe; desenvolvimento humano e profissional; promoção da cultura do respeito e da cooperação. A proposta parte do entendimento de que resultados consistentes não dependem apenas de processos e normas, mas principalmente da qualidade das pessoas que lideram equipes. Uma filosofia que ultrapassa os muros do sistema prisional Embora tenha sido desenvolvida no sistema penitenciário, os idealizadores da proposta acreditam que os princípios da Liderança Humanizada podem ser aplicados em qualquer área da administração pública e também na iniciativa privada. A experiência demonstra que ambientes organizacionais baseados no respeito, na comunicação e na confiança tendem a fortalecer equipes, reduzir conflitos e melhorar a qualidade dos serviços prestados à sociedade. Nesse contexto, a proposta legislativa pretende estimular uma nova cultura de liderança, centrada nas pessoas e na construção de ambientes de trabalho mais saudáveis e produtivos. Um reconhecimento que vai além da homenagem Os defensores da iniciativa destacam que o objetivo não é apenas reconhecer a trajetória profissional de Jair Pereira Pinto. A proposta busca registrar como política pública uma filosofia construída ao longo de anos de dedicação ao serviço público, demonstrando que é possível alcançar resultados expressivos sem abrir mão da ética, da humanidade e do respeito às pessoas. Caso avance no Legislativo, Mato Grosso poderá se tornar pioneiro ao discutir uma legislação voltada ao incentivo da Liderança Humanizada como ferramenta de gestão pública. A expectativa é que a iniciativa inspire outros estados e, futuramente, possa servir de referência para um projeto de alcance nacional, ampliando o debate sobre modelos de liderança capazes de fortalecer instituições, desenvolver pessoas e promover uma administração pública mais eficiente e humanizada. Mais do que uma lei, a proposta representa o reconhecimento de que grandes transformações começam na forma como as pessoas são lideradas. E que a verdadeira liderança não se impõe pela autoridade do cargo, mas se conquista pelo exemplo, pela ética, pela confiança e pelo respeito que inspira nas pessoas ao seu redor.
Local de prova do Encceja 2026 já pode ser consultado; exame será no dia 23
Cartão de confirmação está disponível na Página do Participante e informa endereço, horários e orientações para o exame. Os candidatos inscritos no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) 2026 já podem consultar o local onde farão as provas, marcadas para o dia 23 de agosto. A informação está disponível no Sistema Encceja. Na Página do Participante, também é possível conferir a situação da inscrição, a data e os horários do exame. Os dados constam no cartão de confirmação, acessado por meio da conta Gov.br. O documento reúne ainda orientações para o dia da prova e informa, quando for o caso, o uso de nome social ou a concessão de atendimento especializado solicitado pelo participante e aprovado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Aluno segurando caderno do Encceja (Foto: Divulgação) Não é obrigatório apresentar o cartão de confirmação no dia do exame, mas o Inep recomenda que o participante leve o documento para facilitar a consulta às informações. O Encceja é destinado a jovens e adultos que não concluíram os estudos na idade considerada adequada para cada etapa de ensino. Para participar da prova do ensino fundamental, é necessário ter pelo menos 15 anos completos na data do exame. Para o ensino médio, a idade mínima é de 18 anos. Os resultados podem ser utilizados para obter a certificação de conclusão do ensino fundamental ou médio. Provas serão aplicadas de manhã e à tarde Conforme o edital do Encceja 2026, as provas serão realizadas no domingo, 23 de agosto, em todos os estados e no Distrito Federal. No período da manhã, os portões serão abertos às 8h e fechados às 8h45, pelo horário de Brasília. As provas começam às 9h e terminam às 13h. À tarde, os portões abrem às 14h30 e fecham às 15h15. A aplicação começa às 15h30 e termina às 20h30. Participantes que tiveram direito a tempo adicional aprovado terão 60 minutos a mais para concluir as provas. Local de prova do Encceja 2026 já pode ser consultado | (Foto: Ilustrativa) Para o ensino fundamental, o exame terá quatro provas objetivas, além da redação. Serão avaliados conhecimentos em ciências naturais; matemática; língua portuguesa, língua estrangeira moderna, artes e educação física; e história e geografia. Já no ensino médio, as provas abrangem ciências da natureza, com conteúdos de química, física e biologia; matemática; linguagens, incluindo língua portuguesa, língua estrangeira, artes e educação física; e ciências humanas, com história, geografia, filosofia e sociologia. Também haverá redação. Como funciona a certificação Realizado pelo Inep desde 2002, o Encceja avalia conhecimentos, competências e habilidades adquiridos por jovens e adultos tanto no ambiente escolar quanto fora dele. Secretarias de Educação e institutos federais utilizam os resultados do exame como referência para a emissão dos certificados de conclusão do ensino fundamental e médio. A participação no Encceja, no entanto, não garante automaticamente o certificado. Após a divulgação dos resultados, quem alcançar o desempenho necessário deverá solicitar o documento diretamente à instituição certificadora indicada no sistema de inscrição. Com informações da Agência Brasil.
ELEIÇÕES 2026: Mato Grosso entra na disputa mais acirrada dos últimos anos com três grandes grupos políticos e quase toda a Assembleia buscando reeleição
Convenções definem chapas e revelam um cenário de forte polarização para o Governo do Estado, Senado e eleições proporcionais As convenções partidárias encerraram uma das etapas mais importantes do processo eleitoral e definiram o desenho inicial das eleições de 2026 em Mato Grosso. O cenário mostra uma disputa marcada por três grandes grupos políticos, que disputarão o Governo do Estado, o Senado e terão influência direta na formação das futuras bancadas da Assembleia Legislativa e da Câmara dos Deputados. Além da disputa majoritária, a eleição proporcional chama atenção pelos números. Dos atuais 24 deputados estaduais, 23 disputarão a reeleição, o equivalente a 95,8% da composição da Assembleia Legislativa. Na Câmara Federal, dos oito deputados que representam Mato Grosso, seis tentarão renovar seus mandatos, enquanto dois disputarão outros cargos. Os três grandes grupos políticos Grupo 1 – Direita O primeiro bloco é liderado pelo senador Wellington Fagundes (PL), candidato ao Governo de Mato Grosso. Com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro, da direção nacional do Partido Liberal e de partidos aliados, Wellington inicia oficialmente a campanha como um dos principais protagonistas da disputa estadual. Composição do grupo: Governador Wellington Fagundes (PL) Senado José Medeiros (PL) O grupo aposta em uma forte bancada de deputados estaduais e federais, buscando ampliar a representação da direita em Mato Grosso. Grupo 2 – Base governista O segundo grupo representa a continuidade da atual gestão estadual. A chapa é encabeçada por Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo do Estado, tendo como vice o deputado federal Fábio Garcia (União Brasil). Composição do grupo: Governador Otaviano Pivetta (Republicanos) Vice-Governador Fábio Garcia (União Brasil) Senado Mauro Mendes (União Brasil) Câmara Federal Virginia Mendes (União Brasil) Nos últimos dias, esse grupo passou a enfrentar um ambiente político mais delicado após os desdobramentos envolvendo investigação da Polícia Federal relacionada ao ex-governador Mauro Mendes. Nos bastidores da política, surgiram especulações sobre possíveis ajustes na estratégia eleitoral da chapa, inclusive em relação às candidaturas homologadas durante as convenções. Até o momento, porém, não existe anúncio oficial de alteração na composição do grupo, e todos os nomes permanecem como foram definidos nas convenções. Grupo 3 – Base do Governo Federal O terceiro bloco reúne partidos alinhados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O grupo aposta na candidatura da médica Natasha Slhessarenko (PSD) ao Governo do Estado e na reeleição do senador Carlos Fávaro (PSD). Composição do grupo: Governadora Natasha Slhessarenko (PSD) Vice-Governador Diogo Botelho (PDT) Senado Carlos Fávaro (PSD) Pedro Taques (Solidariedade) A expectativa desse grupo é ampliar sua participação na política estadual e conquistar maior espaço nas eleições proporcionais. Assembleia Legislativa terá uma das eleições mais difíceis da história A eleição para deputado estadual promete ser uma das mais disputadas já registradas em Mato Grosso. Dos atuais parlamentares, apenas Janaina Riva (MDB) não disputará a reeleição. Ela foi homologada como candidata ao Senado. Os demais deputados buscarão permanecer na Assembleia Legislativa. Deputados que disputam a reeleição Beto Dois a Um (Podemos) Carlos Avallone (PSDB) Chico Guarnieri (PRD) Diego Guimarães (Republicanos) Dilmar Dal Bosco (União Brasil) Dr. Eugênio (Republicanos) Dr. João (MDB) Eduardo Botelho (MDB) Elizeu Nascimento (PL) Fabinho Tardin (Podemos) Faissal Calil (PL) Gilberto Cattani (PL) Juca do Guaraná (PSDB) Júlio Campos (União Brasil) Lúdio Cabral (PT) Max Russi (Podemos) Nininho (Republicanos) Paulo Araújo (Republicanos) Sebastião Rezende (União Brasil) Thiago Silva (MDB) Valdir Barranco (PT) Valmir Moretto (Republicanos) Wilson Santos (PSD) Câmara Federal também terá disputa intensa Dos oito deputados federais de Mato Grosso: Buscam a reeleição Nelson Barbudo (PL) Rodrigo da Zaeli (PL) Coronel Fernanda (PL) Coronel Assis (União Brasil) Juarez Costa (Republicanos) Emanuelzinho (PSD) Disputam outros cargos José Medeiros (PL) — Senado Fábio Garcia (União Brasil) — Vice-Governador ANÁLISE | 2026 será uma eleição entre grupos políticos, não apenas entre candidatos Por Alex Rabelo – Jornalista e Estrategista Político As convenções deixaram uma mensagem muito clara: Mato Grosso chega dividido em três grandes grupos políticos, que disputarão não apenas o Governo do Estado, mas também a formação das futuras bancadas da Assembleia Legislativa e da Câmara Federal. Na minha avaliação, 2026 tem tudo para ser uma das eleições mais difíceis da história recente de Mato Grosso. O primeiro fator é a força dos atuais mandatários. São 23 deputados estaduais buscando permanecer no cargo, além de seis deputados federais tentando renovar seus mandatos. Isso reduz significativamente o espaço para novos candidatos. O segundo fator é a consolidação dos três grandes blocos políticos. O grupo liderado por Wellington Fagundes inicia a campanha fortalecido. Além de liderar as pesquisas divulgadas até o momento, conta com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro e do PL nacional. Se conseguir manter esse desempenho, tende a impulsionar também os candidatos proporcionais ligados ao seu grupo. O grupo de Otaviano Pivetta terá como principal desafio manter a unidade da base governista em um momento de maior pressão política. Toda eleição é dinâmica, e qualquer mudança no cenário pode refletir diretamente na estratégia dos candidatos proporcionais. Já o grupo liderado por Carlos Fávaro aposta em crescer durante a campanha e consolidar uma terceira via competitiva, buscando espaço entre dois blocos que começam a disputa com maior visibilidade. Na eleição para deputado estadual, um nome merece atenção especial: Max Russi. Além de disputar a reeleição, ele entra na campanha como presidente da Assembleia Legislativa e presidente estadual do Podemos. Sua missão vai muito além da própria votação. Max será um dos principais responsáveis por coordenar a estratégia do partido e buscar a ampliação da bancada do Podemos. Na prática, o desempenho de Max Russi poderá influenciar diretamente a composição da próxima Assembleia Legislativa. Outro ponto importante é que esta eleição não será decidida apenas pelos candidatos mais conhecidos. Ela será definida pela força das chapas, pela distribuição dos votos entre os partidos e pela capacidade de cada grupo político transformar sua candidatura majoritária em votos para deputados estaduais e federais. É exatamente por isso que 2026 promete entrar para a história como uma das eleições mais disputadas e estratégicas que Mato Grosso já viveu. Por: Alex Rabelo Jornalista e Estrategista
Cavalaria da PM apreende 2 kg de cocaína, prende suspeito e desarticula ponto de tráfico em Colíder
Uma ação da Cavalaria da Polícia Militar resultou na apreensão de aproximadamente 2 quilos de cocaína, porções de maconha e na prisão de um homem suspeito de tráfico de drogas e associação para o tráfico, na noite desta quinta-feira (7), em Colíder, a cerca de 650 quilômetros de Cuiabá. A ocorrência teve início durante patrulhamento em uma estrada vicinal na saída da cidade, quando os policiais abordaram uma caminhonete Chevrolet S10. Durante a revista no veículo, a equipe encontrou cerca de 1 quilo de cocaína escondido. Ao perceber que seria preso, o suspeito abandonou o veículo e tentou fugir correndo em direção a uma área de mata. Após acompanhamento, ele foi alcançado pela equipe policial. Durante a tentativa de fuga, caiu ao solo, sofreu escoriações e acabou detido. Já sob custódia, o homem revelou aos policiais onde escondia o restante da droga. Na residência dele, os militares localizaram mais 1 quilo de cocaína, aproximadamente 200 gramas de maconha, dois invólucros da mesma droga, uma balança de precisão, três máquinas de cartão, um aparelho celular e diversas embalagens do tipo zip lock, utilizadas para fracionar os entorpecentes. Todo o material apreendido, juntamente com a caminhonete utilizada no transporte da droga, foi encaminhado à Delegacia da Polícia Civil de Colíder, onde o suspeito foi autuado em flagrante por tráfico de drogas e associação para o tráfico. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos no esquema criminoso.