Dos 24 deputados estaduais, 23 disputarão novo mandato; na Câmara Federal, seis dos oito parlamentares tentarão permanecer em Brasília As eleições de 2026 devem provocar poucas alterações na composição das bancadas de Mato Grosso na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. Com as convenções partidárias concluídas e as chapas definidas, a maioria dos atuais parlamentares optou por permanecer na disputa proporcional e buscar a renovação dos mandatos. Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, a tendência de continuidade é ainda mais expressiva. Dos 24 deputados estaduais que atualmente integram a Casa, 23 foram confirmados como candidatos à reeleição, o equivalente a 95,8% da composição. A única exceção é Janaina Riva (MDB), que decidiu deixar a disputa por uma cadeira na Assembleia para concorrer ao Senado. Entre os deputados que tentarão permanecer no Legislativo estadual estão Beto Dois a Um (Podemos), Carlos Avallone (PSDB), Chico Guarnieri (PRD), Diego Guimarães (Republicanos), Dilmar Dal Bosco (União Brasil), Dr. Eugênio (Republicanos), Dr. João (MDB), Eduardo Botelho (MDB), Elizeu Nascimento (PL), Fabinho Tardin (Podemos), Faissal Calil (PL), Gilberto Cattani (PL), Juca do Guaraná (PSDB), Júlio Campos (União Brasil), Lúdio Cabral (PT), Max Russi (Podemos), Nininho (Republicanos), Paulo Araújo (Republicanos), Sebastião Rezende (União Brasil), Thiago Silva (MDB), Valdir Barranco (PT), Valmir Moretto (Republicanos) e Wilson Santos (PSD). Na bancada federal, o movimento também é de manutenção da maior parte dos nomes. Dos oito deputados federais que representam Mato Grosso atualmente, seis confirmaram candidatura à reeleição, correspondendo a 75% da bancada. Nelson Barbudo (PL), Rodrigo da Zaeli (PL), Coronel Fernanda (PL), Coronel Assis (União Brasil), Juarez Costa (Republicanos) e Emanuelzinho (PSD) disputarão novamente uma cadeira na Câmara. As duas exceções são José Medeiros (PL), que migrou da disputa proporcional para a corrida pelo Senado, e Fábio Garcia (União Brasil), confirmado como candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Otaviano Pivetta (Republicanos). Com a saída dos dois da disputa pela Câmara, pelo menos duas das oito cadeiras atualmente ocupadas pela bancada mato-grossense terão necessariamente novos titulares a partir de 2027. O cenário representa uma mudança em relação às projeções feitas no início do ano, quando a expectativa era de que sete dos oito deputados federais buscassem a renovação dos mandatos. A definição das chapas majoritárias alterou a configuração da disputa e levou Fábio Garcia a deixar a corrida proporcional para integrar a chapa ao Governo do Estado. Na Assembleia, entretanto, a renovação obrigatória ficará restrita a apenas uma cadeira, justamente em razão da candidatura de Janaina Riva ao Senado. A elevada taxa de parlamentares que decidiram permanecer na disputa demonstra o peso da experiência e das estruturas políticas já consolidadas na corrida proporcional, embora a definição das futuras bancadas dependa do resultado das urnas. Com as candidaturas formalizadas após as convenções, os parlamentares entram agora na fase decisiva da campanha eleitoral. O primeiro turno das eleições está marcado pelo Tribunal Superior Eleitoral para 4 de outubro de 2026. Na mesma data, os eleitores escolherão presidente da República, governador, dois senadores, deputados federais e deputados estaduais. Se houver necessidade de segundo turno para presidente ou governador, a votação ocorrerá em 25 de outubro.
Quaest mostra Lula à frente de Flávio Bolsonaro no 2º turno, mas disputa segue acirrada em segmentos estratégicos
Levantamento revela vantagem do presidente na simulação nacional, enquanto candidato do PL lidera entre eleitores de direita, evangélicos, moradores do Sul e pessoas com ensino superior A nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta semana reforça que a disputa pela Presidência da República continua altamente polarizada. Em um eventual segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 44% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 39%. A diferença é de cinco pontos percentuais, dentro de um cenário que ainda promete muita disputa até outubro. O levantamento, encomendado pela Genial Investimentos, ouviu 2.004 eleitores entre os dias 31 de julho e 3 de agosto, possui margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06591/2026. Apesar da liderança de Lula no cenário nacional, os números mostram que a corrida presidencial permanece dividida entre diferentes perfis do eleitorado. Onde Lula é mais forte A pesquisa aponta que o presidente mantém vantagem principalmente entre: Mulheres; Eleitores com mais de 60 anos; Católicos; Moradores da Região Nordeste, onde registra sua maior vantagem. No Nordeste, Lula alcança 64% das intenções de voto, contra 25% de Flávio Bolsonaro, confirmando a região como seu principal reduto eleitoral. Entre os eleitores acima de 60 anos, Lula também lidera com folga, registrando 48%, contra 34% do adversário. Onde Flávio Bolsonaro lidera Já o senador Flávio Bolsonaro apresenta melhor desempenho em segmentos específicos do eleitorado. Segundo a Quaest, o candidato do PL aparece numericamente à frente entre: Eleitores que se identificam com a direita; Evangélicos; Moradores da Região Sul; Eleitores com ensino superior. Na Região Sul, Flávio Bolsonaro registra 56%, enquanto Lula aparece com 29%, consolidando sua principal vantagem regional. Entre os evangélicos, o candidato do PL soma 48% das intenções de voto, superando Lula nesse segmento. Empates técnicos permanecem Em algumas regiões e perfis do eleitorado, a disputa continua completamente aberta. No Sudeste e nas regiões Centro-Oeste/Norte, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados dentro da margem de erro. O mesmo acontece entre os eleitores independentes e em parte das faixas etárias mais jovens, indicando que esses grupos poderão ser decisivos na reta final da campanha. ANÁLISE | A eleição continua polarizada e os votos do centro devem decidir o resultado Por Alex Rabelo – Jornalista e Estrategista Político A pesquisa Quaest confirma aquilo que o cenário político já vinha demonstrando nos últimos meses: a eleição presidencial de 2026 continua extremamente polarizada entre Lula e Flávio Bolsonaro. Embora Lula apareça na liderança da simulação de segundo turno, a vantagem ainda está longe de representar uma eleição definida. O levantamento revela que cada candidato possui redutos eleitorais muito bem consolidados. Lula mantém ampla vantagem no Nordeste, entre mulheres, católicos e eleitores mais idosos. Flávio Bolsonaro, por outro lado, lidera entre os eleitores identificados com a direita, entre evangélicos, moradores da Região Sul e parte do eleitorado com maior escolaridade. Na prática, isso significa que ambos chegam à reta final com bases eleitorais consolidadas. O fator decisivo tende a ser outro. Os eleitores que ainda não possuem posição ideológica definida, os chamados independentes, e aqueles que permanecem indecisos poderão definir o resultado da eleição. Outro aspecto importante é que a disputa permanece equilibrada em regiões estratégicas, como Sudeste, Centro-Oeste e Norte, onde pequenas oscilações podem alterar significativamente o resultado nacional. Faltando poucas semanas para o início oficial da campanha, a tendência é que debates, programas eleitorais, redes sociais e os principais fatos políticos passem a influenciar diretamente esse eleitor que ainda não decidiu seu voto. Se os números atuais forem mantidos, o Brasil caminha para uma eleição decidida voto a voto, em uma das disputas presidenciais mais equilibradas dos últimos anos. Por: Alex Rabelo Jornalista e Estrategista Político
Corrida pelo Senado esquenta em Mato Grosso: dez candidatos disputam duas vagas e eleição promete ser uma das mais acirradas da história
Ex-governadores, senadores, deputados e novas lideranças entram na disputa por duas cadeiras no Congresso Nacional; cenário coloca Mato Grosso no centro das atenções políticas do país As eleições de 2026 prometem uma das disputas mais concorridas da história de Mato Grosso para o Senado Federal. Com o encerramento das convenções partidárias, dez candidatos foram definidos para disputar duas vagas que estarão em jogo no Estado. A corrida reúne nomes experientes da política mato-grossense, como ex-governadores, senadores, deputados e representantes do agronegócio, tornando a eleição uma das mais imprevisíveis dos últimos anos. Como o eleitor poderá votar em dois candidatos ao Senado, a campanha tende a ser marcada por alianças, estratégias regionais e pela busca do chamado “segundo voto”, fator que costuma ser decisivo na definição dos eleitos. Conheça quem disputa o Senado por Mato Grosso Janaina Riva (MDB) Deputada estadual e uma das principais lideranças do MDB, Janaina Riva disputa pela primeira vez uma vaga ao Senado. Após mais de uma década de atuação na Assembleia Legislativa, aposta na capilaridade construída no interior do Estado e na força política do MDB. Suplentes: Ana Cristina Feldner (MDB) Ibrahim Zaher (MDB) Mauro Mendes (União Brasil) Após dois mandatos consecutivos no Governo de Mato Grosso, Mauro Mendes entra na disputa pelo Senado levando para a campanha a experiência de oito anos à frente do Executivo estadual e a estrutura política construída durante sua gestão. Suplentes: Cidinho Santos Segunda suplência indicada pelo Podemos. José Medeiros (PL) Deputado federal e uma das principais lideranças do PL em Mato Grosso, José Medeiros busca retornar ao Senado, onde exerceu mandato entre 2015 e 2019. Sua candidatura representa o campo conservador e conta com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro e do Partido Liberal. Suplentes: Odílio Balbinotti Filho Ederson Dal Molin (Xuxu Dal Molin) Carlos Fávaro (PSD) Atual senador da República, Carlos Fávaro tenta renovar o mandato. Ex-vice-governador de Mato Grosso e ex-ministro da Agricultura, aposta na experiência adquirida no Congresso Nacional e no governo federal. Suplentes: Alexandre Schenkel Carmen Silvia Campos Machado Antônio Galvan (Avante) Ex-presidente da Aprosoja Brasil, Galvan retorna à disputa defendendo pautas ligadas ao agronegócio e ao setor produtivo. Suplentes: Aline Franciele de Rezende Duarte Saulo Breda Gizelini Pedro Taques (PSB) Ex-governador e ex-senador, Pedro Taques retorna à disputa eleitoral buscando voltar ao Congresso Nacional. Nos últimos meses, tem ampliado sua presença no debate político estadual com críticas públicas envolvendo temas da gestão anterior e assuntos de grande repercussão, tornando-se novamente um dos personagens mais presentes no cenário eleitoral. Suplentes: Carlos Ernesto Augustin Guelda Cristina de Oliveira Andrade Coronel Darwin (Democrata) Darwin Salgado Germano disputa uma vaga ao Senado representando o Democrata. Suplentes: Célio Selestrino dos Santos Sargento Leopoldo Nelson Carlos Ferreira Júnior (AGIR) O AGIR também participa da disputa com Nelson Carlos Ferreira Júnior. Até o momento, os suplentes não foram divulgados. Beny Godoy (AGIR) Segundo nome do AGIR na disputa pelas vagas ao Senado. Até o momento, os suplentes também não foram informados. Margareth Buzetti (PP) Ex-senadora, Margareth Buzetti tenta retornar ao Senado após exercer mandato na Casa. Empresária, aposta na experiência adquirida no Congresso e na construção de sua atuação política nos últimos anos. Suplentes: Coronel Grasielle Paes Silva Bugalho (PP) Paulo Lucion (Podemos) ANÁLISE | Quatro nomes largam como protagonistas da disputa, mas a segunda vaga continua completamente aberta Por Alex Rabelo – Jornalista e Estrategista Político A disputa pelo Senado em Mato Grosso reúne um dos cenários mais competitivos das últimas eleições. Embora dez candidatos estejam oficialmente na corrida, o debate político e as pesquisas divulgadas até o momento concentram maior atenção sobre quatro nomes: Mauro Mendes (União Brasil), Janaina Riva (MDB), José Medeiros (PL) e Carlos Fávaro (PSD). Em levantamentos recentes, Mauro Mendes aparece na liderança, enquanto a disputa pela segunda vaga permanece bastante equilibrada entre Janaina, Medeiros, Fávaro e Pedro Taques. Mauro Mendes chega com o peso de ter governado Mato Grosso por dois mandatos e de liderar pesquisas divulgadas até agora. Janaina Riva entra na disputa levando a força construída ao longo de vários mandatos na Assembleia Legislativa e uma ampla presença política no interior do Estado. José Medeiros representa o eleitorado identificado com a direita e o bolsonarismo, buscando retornar ao Senado com o apoio do PL. Já Carlos Fávaro aposta na experiência como senador e ex-ministro da Agricultura, além da estrutura política construída junto ao PSD e aos partidos aliados. Mas existe um quinto personagem que merece atenção especial nesta eleição: Pedro Taques (PSB). Ex-governador e ex-senador, Taques voltou ao centro do debate político estadual ao intensificar críticas públicas sobre temas ligados à gestão anterior, incluindo manifestações relacionadas ao caso da Oi. Essa atuação recolocou seu nome no noticiário político e tende a aumentar sua exposição durante a campanha, tornando-o um dos protagonistas da disputa, independentemente do resultado eleitoral. Outro aspecto que torna essa eleição diferente é o fato de o eleitor escolher dois senadores. Esse modelo faz com que alianças, transferências de voto e o chamado “segundo voto” tenham grande peso no resultado final. Por isso, embora alguns candidatos iniciem a campanha em posição mais favorável nas pesquisas, a disputa permanece aberta e deve ser uma das mais estratégicas e imprevisíveis da história recente de Mato Grosso. Por: Alex Rabelo Jornalista e Estrategista Político