Candidato a deputado federal pelo Podemos, o delegado Frederico Murta defende mudanças no modelo de aplicação das audiências de custódia no Brasil. Para ele, o mecanismo é importante para garantir a legalidade das prisões, mas vem sendo utilizado, em alguns casos, de maneira distorcida, com excesso de preocupação em relação ao preso. Em vídeo recentemente publicado nas redes sociais, o delegado utilizou como exemplo o caso do homem preso após manter a ex-companheira em cárcere privado durante quatro dias, situação que ganhou repercussão após imagens do caso mostrarem a vítima acorrentada. Ao comentar o episódio, Murta questionou o que considera uma atenção excessiva dada à situação do preso durante a audiência de custódia diante da gravidade dos crimes atribuídos a ele. Segundo o candidato, a audiência de custódia tem como finalidade garantir que uma prisão tenha ocorrido dentro da legalidade e evitar que pessoas permaneçam presas indevidamente por longos períodos sem análise judicial. Ele defende, porém, que o mecanismo seja utilizado dentro de sua finalidade original. “A audiência de custódia deveria existir, mas com outro condão. Antigamente nós tínhamos muitos problemas de pessoas que eram presas, às vezes por engano, e ficavam meses, até anos, sem ter contato com um juiz para analisar o caso. Um erro simples às vezes passava batido”, afirmou. Murta também questiona a ênfase dada, durante algumas audiências, à investigação de possíveis abusos cometidos no momento da prisão. Embora reconheça a importância de apurar eventuais agressões ou ilegalidades praticadas por agentes públicos, ele afirma que, em determinados casos, a dinâmica pode transmitir a impressão de que existe uma preocupação excessiva com a situação do preso. “Às vezes, em alguns casos, dá a impressão de que estão procurando motivos para que o cara saia, para deixá-lo fora da cadeia e utilizar o desencarceramento para resolver um problema do Estado. Resolve-se um problema do Estado com uma medida que não foi criada para isso”, afirmou. Para o delegado, o problema não está na existência da audiência de custódia, mas na forma como ela vem sendo aplicada. “O problema, na minha visão, não é a audiência existir. Pode ser, inclusive, salutar, desde que seja utilizada de forma adequada e não como subterfúgio para gerar uma política de desencarceramento”, disse. Como delegado e candidato à Câmara Federal, Murta defende que o Congresso Nacional participe do debate sobre a aplicação das audiências de custódia e das políticas de segurança pública, buscando conciliar garantias individuais, respeito à legalidade e proteção da sociedade.
STF restringe contas de apostas para beneficiários de programas sociais
Medida alcança beneficiários do Bolsa Família e do BPC, além de participantes do Desenrola Brasil e estudantes com financiamento pelo Fies; bloqueio é feito automaticamente pelo CPF Beneficiários de programas sociais e pessoas atendidas por iniciativas de recuperação financeira passaram a ter restrições para abrir ou manter contas em plataformas de apostas autorizadas a operar no Brasil. A medida, determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), busca impedir que recursos destinados à proteção social ou ao equilíbrio financeiro das famílias sejam utilizados em apostas de quota fixa. A restrição alcança beneficiários do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de pessoas que aderiram ao Desenrola Brasil ou possuem financiamento estudantil pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Desde o início da implantação do sistema, em outubro de 2025, mais de 3 milhões de pessoas já tiveram o acesso às plataformas bloqueado. O controle é realizado por meio do CPF. Para cumprir a determinação, o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) desenvolveu o módulo Impedidos, integrado ao Sistema de Gestão de Apostas (Sigap), utilizado pelo governo na fiscalização do setor. As empresas autorizadas precisam consultar a base de dados antes de concluir um novo cadastro e também no primeiro acesso do usuário a cada dia. O CPF é automaticamente confrontado com as informações dos programas abrangidos pela decisão. Quando há algum impedimento, a plataforma recebe a indicação e fica impossibilitada de criar ou manter a conta. A regra também se aplica a pessoas que já possuíam cadastro em sites de apostas antes de entrarem na lista de impedidos. Nesses casos, a operadora tem prazo de até três dias para encerrar a conta. Se houver saldo disponível, o valor deve ser devolvido ao titular. O encerramento ocorre de forma automática pelas próprias empresas, com base nas informações fornecidas pelo sistema, sem necessidade de análise individual ou intervenção manual do governo. A restrição está vinculada ao CPF e, portanto, não depende da origem do dinheiro utilizado nas apostas. Mesmo que os recursos empregados não sejam provenientes diretamente de benefícios ou programas públicos, o usuário permanece impedido de abrir ou manter uma conta enquanto estiver enquadrado nas condições estabelecidas. O bloqueio, por si só, não representa aplicação de multa ou outra penalidade ao beneficiário. Cabe às plataformas autorizadas cumprir as regras de consulta, impedimento de novos cadastros e encerramento das contas existentes.
Globo inicia série de entrevistas com presidenciáveis; veja calendário e onde assistir
Seis candidatos à Presidência participam das entrevistas entre os dias 24 e 29 de agosto. Série será exibida pela TV Globo, GloboNews e plataformas digitais do g1. A Globo inicia nesta segunda-feira (24) uma série de entrevistas ao vivo com candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026. A programação segue até sábado (29) e contará com a participação de seis presidenciáveis. Segundo informações divulgadas pelo g1, foram convidados os seis candidatos mais bem colocados na pesquisa Quaest divulgada em 14 de agosto. A ordem das entrevistas foi definida por sorteio, realizado com a presença de representantes dos partidos. As entrevistas serão conduzidas pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli, diretamente dos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro. Veja o calendário das entrevistas 24 de agosto, segunda-feira: Romeu Zema (Novo) 25 de agosto, terça-feira: Ronaldo Caiado (PSD) 26 de agosto, quarta-feira: Renan Santos (Missão) 27 de agosto, quinta-feira: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) 28 de agosto, sexta-feira: Flávio Bolsonaro (PL) 29 de agosto, sábado: Augusto Cury (Avante) Onde assistir As entrevistas serão exibidas após o Jornal Nacional e poderão ser acompanhadas pela TV Globo, GloboNews e g1. Após a transmissão, o conteúdo também ficará disponível na íntegra no Globoplay e no g1. Logo depois de cada entrevista, a GloboNews exibirá a Central das Eleições, com análises e repercussões das declarações e propostas apresentadas pelos candidatos. Novo formato Esta será a primeira vez que a Globo realizará as entrevistas com os candidatos à Presidência após o Jornal Nacional, fora do espaço tradicional do telejornal. Durante os dias da série, o Jornal Nacional será apresentado por Ana Paula Araújo e Márcio Bomfim, diretamente dos estúdios da emissora no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro. A série começa nesta segunda-feira com Romeu Zema, do Novo. Na sexta-feira (28), será a vez de Flávio Bolsonaro (PL), enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa na quinta-feira (27). Fonte: g1
Operação Lei Seca prende cinco condutores por embriaguez e remove 36 veículos em Cuiabá
Fiscalização realizada na Avenida Miguel Sutil abordou 150 veículos e registrou 48 autos de infração durante a madrugada deste domingo (23) A Operação Lei Seca prendeu cinco condutores durante uma fiscalização realizada na madrugada deste domingo (23), na Avenida Miguel Sutil, no bairro Porto, em Cuiabá. A ação teve como foco o combate à condução de veículos sob efeito de álcool e outras irregularidades no trânsito. Ao todo, 150 veículos foram abordados e 152 testes de alcoolemia realizados pelas equipes. A fiscalização resultou na emissão de 48 Autos de Infração de Trânsito (AITs). Entre as infrações registradas, 17 foram motivadas pela condução de veículos após o consumo de álcool, enquanto seis ocorreram pela recusa ao teste do etilômetro. Também foram contabilizadas 14 autuações por condução de veículo por pessoas sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e 21 por falta de registro ou licenciamento. A operação também resultou na remoção de 36 veículos, sendo 21 carros e 15 motocicletas. Das cinco prisões efetuadas, quatro ocorreram com base no artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que trata da condução de veículo automotor com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool ou outra substância psicoativa. A quinta prisão foi realizada por porte de drogas. A Operação Lei Seca é coordenada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), por meio da Superintendência de Gestão Integrada (Sugi), e conta com a atuação conjunta da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Polícia Penal e Sistema Socioeducativo.
Carne bovina de Mato Grosso conquista mercados e exportações avançam 51% em receita
Embarques para Espanha, Estados Unidos e Chile cresceram em julho, enquanto o Estado já soma 457,1 mil toneladas de carne bovina exportadas em 2026 Os frigoríficos de Mato Grosso ampliaram as exportações de carne bovina para importantes mercados internacionais em julho, com destaque para Espanha, Estados Unidos e Chile. O avanço reforça a presença da produção mato-grossense no comércio exterior e contribui para o crescimento da receita obtida pelo setor ao longo do ano. Segundo dados do Comex Stat, entre janeiro e julho de 2026, Mato Grosso exportou 457,1 mil toneladas de carne bovina, movimentando US$ 2,8 bilhões. Na comparação com o mesmo período de 2025, o volume embarcado aumentou 29,6%, o equivalente a 104,4 mil toneladas a mais. A receita também apresentou forte crescimento, com alta de 51,2%, ou US$ 951,5 milhões adicionais. Entre os mercados que mais ampliaram as compras está a Espanha. Em junho, os espanhóis receberam 549,7 toneladas de carne bovina mato-grossense. Já em julho, o volume chegou a 1,4 mil toneladas, crescimento de 172%. No acumulado dos sete primeiros meses do ano, foram exportadas 5,1 mil toneladas para o país, aumento de 10,2% em relação ao mesmo período de 2025. Os Estados Unidos também elevaram significativamente as compras. O volume passou de 3,1 mil toneladas em junho para 5,3 mil toneladas em julho, avanço de 66,6%. De janeiro a julho, os norte-americanos importaram 36,8 mil toneladas de carne bovina de Mato Grosso, crescimento de 69,6% na comparação anual. No Chile, os embarques aumentaram de 4,9 mil toneladas em junho para 6,8 mil toneladas em julho, alta de 37,4%. No acumulado do ano, o país já comprou 30,8 mil toneladas da proteína produzida em Mato Grosso, volume 76% superior ao registrado nos primeiros sete meses de 2025. Para o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, o desempenho é resultado da combinação de fatores ao longo da cadeia produtiva e da capacidade do Estado de atender às diferentes exigências dos compradores internacionais. O cenário demonstra a crescente inserção da carne bovina mato-grossense no mercado externo e a diversificação dos destinos da produção, ampliando as oportunidades para a cadeia pecuária do Estado e fortalecendo a participação de Mato Grosso no comércio internacional de proteína animal.
Acionistas do BRB aprovam medidas para buscar ressarcimento por prejuízos ligados ao caso Master
Os acionistas do Banco de Brasília (BRB) aprovaram, nesta segunda-feira (24), a adoção de medidas de responsabilização civil contra ex-gestores que venham a ser apontados como responsáveis por prejuízos causados à instituição em operações relacionadas ao Banco Master e à Reag. A decisão foi tomada por maioria dos votos durante uma Assembleia Geral Extraordinária realizada de forma on-line. Na prática, a autorização permite que o BRB adote medidas judiciais para tentar recuperar eventuais perdas financeiras, caso as investigações identifiquem responsabilidades na condução dos negócios envolvendo essas instituições. Segundo o próprio banco, a decisão não significa que ex-administradores já tenham sido considerados culpados. Trata-se de uma etapa necessária para que a instituição possa buscar o ressarcimento de possíveis danos ao patrimônio, dependendo do resultado das apurações em andamento. Entenda o caso As operações envolvendo o BRB passaram a ser investigadas após suspeitas relacionadas à compra de carteiras de crédito ligadas ao Banco Master. A Polícia Federal apura negócios que teriam movimentado cerca de R$ 12 bilhões e investiga a possibilidade de que parte dessas carteiras apresentasse irregularidades. Desde então, ex-integrantes da administração do banco passaram a ser alvo de investigações, afastamentos e medidas judiciais. BRB enfrenta crise financeira O caso ocorre em meio a uma das situações financeiras mais delicadas da história do banco. O BRB busca alternativas para reforçar seu capital e garantir a estabilidade da instituição. Uma das possibilidades discutidas é a obtenção de crédito com apoio do Governo do Distrito Federal, principal acionista do banco. A questão também chegou ao Supremo Tribunal Federal, onde são discutidas medidas relacionadas à capitalização da instituição. O que acontece agora Com a autorização dos acionistas, o BRB passa a ter respaldo para ingressar com ações de responsabilização civil contra ex-administradores, caso as investigações apontem que decisões tomadas durante a gestão provocaram prejuízos ao banco. O objetivo é tentar recuperar valores eventualmente perdidos e proteger o patrimônio da instituição. As investigações continuam e ainda não há uma definição final sobre quem poderá ser responsabilizado ou quais valores poderão ser cobrados. Fonte: Metrópoles e informações divulgadas pelo BRB.
Agosto Lilás leva informação e acolhimento ao Vovô Zeid para fortalecer o combate à violência contra a mulher
Ação da Prefeitura de Várzea Grande reuniu a desembargadora Maria Erotides Kneip e a Van Rosa em uma programação voltada à conscientização, orientação e acesso à rede de proteção. O Centro de Convivência da Pessoa Idosa Vovô Zeid foi palco, nesta segunda-feira (24), de uma ação do Agosto Lilás voltada à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher. A programação contou com a presença da desembargadora Maria Erotides Kneip e da Van Rosa, da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), que levou atendimento, informação e acolhimento ao público. Durante a atividade, Maria Erotides participou de uma roda de conversa com os frequentadores do centro e destacou a importância de ampliar o conhecimento da população sobre os diferentes tipos de violência e os caminhos disponíveis para buscar ajuda. Segundo ela, a violência contra a mulher vai muito além da agressão física e também pode se manifestar de forma psicológica, moral e patrimonial. A desembargadora também orientou os participantes sobre os canais de denúncia. Casos de violência doméstica podem ser denunciados pelo telefone 180, enquanto situações de emergência devem ser comunicadas imediatamente pelo 190. “É fundamental orientar a população sobre direitos, deveres e demais assuntos relacionados ao enfrentamento da violência contra a mulher. Estou muito feliz em participar de uma ação como essa, compartilhando um pouco das experiências da minha trajetória como juíza e desembargadora, mas também ouvindo os relatos da população e esclarecendo dúvidas”, afirmou. A secretária de Assistência Social, Taynara Morais, ressaltou que a iniciativa faz parte de uma mobilização que busca levar o debate para diferentes espaços públicos do município. Para ela, criar ambientes de diálogo e escuta contribui para que as mulheres reconheçam situações de violência, conheçam seus direitos e saibam onde encontrar apoio. “É uma ação de conscientização que reforça a importância da informação e da busca por ajuda. Também apresentamos os serviços da rede de proteção e assistência social disponíveis no Município, criando espaços seguros de escuta e diálogo e fortalecendo os vínculos”, explicou. Além das orientações, a programação busca aproximar os serviços públicos da população e ampliar o acesso às políticas de proteção. A gerente do Centro de Convivência Vovô Zeid, Leda Márcia, destacou ainda a importância de trabalhar a prevenção dentro das famílias e incentivar os idosos a compartilharem essas orientações com as novas gerações. “Devemos orientar desde a infância, para que as crianças não se tornem futuros agressores. Essa é uma orientação que passo aos nossos idosos, para que também conversem com seus netos, bisnetos e tataranetos”, afirmou. A programação reforça a proposta do Agosto Lilás de transformar informação em instrumento de prevenção e proteção, estimulando a sociedade a identificar os diferentes tipos de violência e a romper o silêncio diante de situações de agressão. A iniciativa também fortalece a integração entre os serviços públicos e a rede de atendimento às mulheres em situação de vulnerabilidade.
Projeto de Max busca garantir autonomia financeira a mulheres vítimas de violência e em vulnerabilidade social
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), avançou com uma proposta voltada à ampliação da autonomia financeira de mulheres em situação de vulnerabilidade social e vítimas de violência. O Projeto de Lei nº 107/2025, de autoria do parlamentar, foi aprovado em primeira votação na quarta-feira (19) e prevê a reserva de vagas de trabalho para esse público em empresas contratadas pelo Estado. A matéria estabelece que pessoas jurídicas contratadas por órgãos e instituições estaduais para a execução de obras ou serviços deverão destinar pelo menos 5% dos postos de trabalho criados a mulheres vítimas de violência ou em situação de vulnerabilidade. A proposta ganha ainda mais peso diante do cenário de violência contra a mulher em Mato Grosso. Em 2026, 31 mulheres já foram vítimas de feminicídio no estado. Somente em agosto, mês marcado pela campanha Agosto Lilás, de enfrentamento à violência contra a mulher, quatro casos foram registrados, conforme dados do Observatório Caliandra, do Ministério Público de Mato Grosso. Para Max Russi, criar condições para que essas mulheres tenham acesso ao mercado de trabalho também é uma forma de oferecer caminhos para que consigam reconstruir suas vidas. “Quando falamos em combater a violência contra a mulher, precisamos pensar também no que acontece depois que ela consegue pedir ajuda e sair daquele ambiente. Muitas vezes existe uma dependência financeira que dificulta o rompimento desse ciclo. O emprego representa renda, independência e a possibilidade de começar uma nova vida com mais segurança e dignidade”, afirmou. De acordo com o texto, serão consideradas aptas às vagas as mulheres identificadas pela rede socioassistencial como vítimas de violência ou em situação de vulnerabilidade. O descumprimento da reserva pelas empresas poderá ser considerado violação contratual e resultar até mesmo na rescisão do contrato pela administração pública. A quantidade de vagas varia conforme o número de contratações: entre seis e 19 postos de trabalho, deverá ser garantida uma vaga; a partir de 20, o percentual mínimo será de 5%. A exigência deverá constar nos editais e contratos firmados pelo poder público. Na justificativa, o projeto destaca que as dificuldades de acesso ao mercado de trabalho são ainda maiores para mulheres vítimas de violência ou submetidas a outros fatores de vulnerabilidade. A proposta busca ampliar a autonomia financeira, seja como caminho para romper a dependência em relação ao agressor, seja como instrumento para superar condições de exclusão e vulnerabilidade. Após a aprovação em primeira votação, o projeto segue tramitando na Assembleia Legislativa antes de ser encaminhado para sanção.
Fogo mobiliza força-tarefa perto do Aeroporto Marechal Rondon e consome 95 mil litros de água
Incêndio em área de vegetação mobilizou 31 bombeiros, cinco viaturas e equipes da Guarda Municipal, Defesa Civil e do aeroporto; não houve feridos Um incêndio em uma área de vegetação próxima ao Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, mobilizou uma força-tarefa do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) na manhã deste domingo (23). A ocorrência exigiu a atuação conjunta de equipes de diferentes órgãos para conter as chamas e evitar que o fogo avançasse pela região. Os bombeiros foram acionados por volta das 9h22 e, ao chegarem ao local, encontraram uma área com vegetação alta atingida pelo incêndio. O combate começou imediatamente e contou com 31 militares e cinco viaturas do 1º e 2º Batalhões Bombeiro Militar. A operação também teve o apoio da Guarda Municipal, responsável pelo controle do trânsito nas proximidades, da Defesa Civil e da equipe especializada de combate a incêndios do Aeroporto Marechal Rondon. A atuação integrada foi necessária diante da proximidade da ocorrência com a área aeroportuária. Depois de controlar as chamas, os bombeiros realizaram o trabalho de rescaldo, etapa destinada a eliminar possíveis focos de calor e reduzir o risco de reignição. Durante o combate e o resfriamento da área, foram utilizados aproximadamente 95 mil litros de água. Ao final da ocorrência, o coordenador de Emergências do aeroporto foi orientado a manter rondas periódicas na região atingida, com atenção a possíveis pontos de calor, focos remanescentes ou novos sinais de incêndio. As causas do fogo ainda não foram identificadas. Não houve registro de pessoas feridas. Alerta sobre o uso do fogo O Corpo de Bombeiros reforça que o uso do fogo é proibido durante todo o ano nas áreas urbanas. Na zona rural dos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, a proibição do uso e manejo do fogo segue de 1º de julho a 30 de novembro de 2026. Além de representar riscos para a população, o uso irregular do fogo pode causar danos ao meio ambiente e configurar crime ambiental, sujeito às penalidades previstas na legislação. Situações de incêndio ou uso irregular do fogo podem ser comunicadas pelo telefone 193, do Corpo de Bombeiros Militar, ou pelo 190, da Polícia Militar.
Mauro Mendes lidera disputa ao Senado em Mato Grosso, aponta Paraná Pesquisas
Ex-go governador aparece com 52,3% das intenções de voto na pesquisa estimulada, enquanto Janaina Riva tem 33,7%; dois senadores serão eleitos em 2026 O ex-governador de Mato Grosso Mauro Mendes (União Brasil) lidera a corrida por uma das duas vagas ao Senado que estarão em disputa nas eleições de 2026. É o que aponta levantamento do instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta segunda-feira (24). Na modalidade estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Mendes aparece com 52,3% das intenções de voto. A deputada estadual Janaina Riva (MDB) ocupa a segunda colocação, com 33,7%. Como Mato Grosso elegerá dois senadores neste ano, os dois aparecem, neste momento, à frente dos demais concorrentes na pesquisa. Na sequência, o deputado federal José Medeiros (PL) registra 18,8%, seguido pelo ex-governador Pedro Taques (PSB), com 16,5%, e pelo senador Carlos Fávaro (PSD), que soma 14,6%. Os três estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de 2,6 pontos percentuais para mais ou para menos. Entre os demais nomes apresentados, Coronel Darwin (Democrata) aparece com 4,7%, Professor Nelson Ferreira (Agir) tem 4,1% e Antônio Galvan (Avante), 4%. Margareth Buzetti (PP) registra 1,8%, enquanto Beny Godoy (Agir) tem 1,1%. Ainda na pesquisa estimulada, 6% dos entrevistados afirmaram que pretendem votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos. Outros 5,1% não souberam ou não quiseram opinar. Cenário espontâneo Quando os nomes dos candidatos não são apresentados, Mauro Mendes também aparece na liderança, mas com percentual bem menor: 15,8%. Janaina Riva é citada por 7,3% dos entrevistados, enquanto José Medeiros soma 6,6%. Os dois estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro. Carlos Fávaro aparece com 3,6% e Pedro Taques com 1,9%, também em situação de empate técnico. Antônio Galvan registra 0,9%, seguido por Coronel Darwin e Margareth Buzetti, com 0,3% cada. Professor Nelson Ferreira e Beny Godoy aparecem com 0,1% cada. Outros nomes citados pelos entrevistados somaram 0,3%. O dado que mais chama atenção no cenário espontâneo é o elevado índice de indecisos: 62,4% dos eleitores ainda não souberam ou não quiseram indicar um nome para o Senado. Outros 5% declararam voto em branco, nulo ou em nenhum candidato. Pesquisa O levantamento do Paraná Pesquisas ouviu 1.504 eleitores em 56 municípios de Mato Grosso entre os dias 21 e 23 de agosto. A pesquisa tem margem de erro de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MT-02157/2026.
