Mudanças ampliam atuação em áreas como desenvolvimento econômico, trânsito e finanças, com foco em agilizar serviços e melhorar o atendimento à população. A Prefeitura de Juscimeira promoveu mudanças em áreas estratégicas da administração municipal com a chegada de novos gestores e a redistribuição de funções em setores considerados essenciais para o atendimento à população. Entre os destaques está a nomeação de Benitis Almeida para a Secretaria de Indústria e Comércio, área que terá como uma das prioridades fortalecer o relacionamento com empresários, comerciantes e empreendedores e ampliar as ações voltadas à geração de emprego e renda. Com experiência e conhecimento sobre as demandas do município, Benites passa a conduzir a pasta em um momento de busca por novas oportunidades de negócios e pelo fortalecimento da atividade econômica local. A proposta é aproximar ainda mais o poder público do setor produtivo, identificar demandas e criar condições para estimular investimentos e o crescimento dos empreendimentos instalados em Juscimeira. Na mesma secretaria, José Carlos, o professor Carlão, assume a Diretoria de Indústria e Comércio. A presença do novo diretor deve contribuir para ampliar o diálogo com comerciantes e empreendedores e dar maior suporte às ações desenvolvidas pela pasta. As mudanças também alcançam o setor de trânsito e mobilidade. Márcio Sinésio passa a responder pela Gerência de Frota, com atuação em demandas relacionadas à organização do trânsito, sinalização viária, avaliação e implantação de quebra-molas, além do acompanhamento de outras necessidades identificadas nas ruas do município. Entre os desafios está ainda o aumento da circulação de veículos elétricos de duas rodas, que tem provocado questionamentos entre moradores. A administração pretende ampliar as orientações aos usuários sobre circulação segura e regras aplicáveis, além de avaliar medidas para organizar esse novo cenário no trânsito municipal. Na área financeira, Jéssica assume a Gerência de Finanças, ampliando sua responsabilidade dentro da estrutura administrativa. A mudança busca fortalecer o acompanhamento das rotinas do setor e garantir maior agilidade na condução das demandas financeiras da Prefeitura. Segundo a administração municipal, a reorganização tem como finalidade aproveitar a experiência dos profissionais em funções estratégicas, fortalecer a estrutura interna e melhorar a capacidade de resposta às necessidades da população. Com as alterações, a Prefeitura aposta em uma equipe mais alinhada às demandas atuais do município, especialmente em áreas que impactam diretamente o desenvolvimento econômico, a mobilidade urbana e o funcionamento da máquina pública.
Tomate dispara quase 30% e puxa alta da cesta básica em Cuiabá
Preço do quilo chegou a R$ 9,01 nesta semana; batata também registrou forte valorização e está 50% mais cara que há um ano O preço do tomate disparou e foi o principal responsável pela alta da cesta básica em Cuiabá nesta semana. Segundo levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), o produto ficou 29,19% mais caro, atingindo preço médio de R$ 9,01 o quilo. A alta do tomate representou uma variação de R$ 18,33 na composição da cesta, valor superior ao aumento de R$ 18,22 registrado no custo total dos alimentos. Com isso, a cesta básica passou de R$ 841,12 para R$ 859,34, alta de 2,17% em apenas uma semana. O impacto do tomate foi parcialmente compensado pela queda nos preços de outros itens. Ainda assim, na comparação com o mesmo período de 2025, a cesta acumula alta de 7,88%, quando custava R$ 796,58. O tomate também apresentou forte valorização no intervalo de um ano, com preço 32% superior ao registrado anteriormente. Conforme a análise do IPF-MT, as chuvas em algumas regiões produtoras podem ter prejudicado a colheita e afetado a oferta e a qualidade dos frutos, contribuindo para a elevação dos preços. Outro produto que pesou no bolso dos consumidores foi a batata. O quilo chegou a R$ 5,55 após aumento de 10,04% em uma semana. Na comparação anual, a alta é ainda mais expressiva: 50,08%. De acordo com o instituto, problemas no cronograma de colheita e a consequente redução da oferta podem estar entre os fatores que explicam a valorização da batata.
Wellington questiona apoio de prefeitos a Pivetta e aponta contradições nas pesquisas
Senador afirma ter recebido relatos de gestores que teriam sido pressionados a declarar apoio ao governador e questiona desempenho eleitoral diante da ampla adesão de prefeitos. O candidato ao Governo de Mato Grosso, senador Wellington Fagundes (PL), colocou em dúvida o apoio declarado por 133 dos 142 prefeitos do Estado à candidatura de reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Durante entrevista à imprensa nesta quinta-feira (3), o parlamentar afirmou ter recebido relatos de gestores que teriam sofrido pressão para aderir publicamente ao projeto eleitoral do adversário. Segundo Wellington, alguns prefeitos teriam manifestado apoio a ele anteriormente, mas posteriormente mudado de posição em razão de supostas pressões políticas. O senador afirmou que recebeu ligações de gestores relatando a situação e sustentou que parte dessas declarações de apoio poderia não representar a preferência pessoal dos prefeitos. Entre os prefeitos do PL que recentemente declararam apoio a Pivetta estão Flávia Moretti, de Várzea Grande; Cláudio Ferreira, de Rondonópolis; Sérgio Machnic, de Primavera do Leste; Edilson Piaia, de Campo Novo do Parecis; Carlão Borchardt, de Tabaporã; e Emerson Sabatine, de Itanhangá. Wellington também questionou a influência do apoio dos prefeitos sobre o cenário eleitoral. O senador destacou que algumas pesquisas de intenção de voto o colocam à frente de Pivetta e questionou como o governador pode reunir uma ampla maioria de apoios entre os gestores municipais sem apresentar crescimento proporcional nas sondagens. Na avaliação do candidato, o eleitorado estaria cada vez mais independente na definição do voto e menos suscetível à influência de lideranças políticas. Wellington afirmou ainda que o eleitor sabe que o voto é secreto e pessoal, razão pela qual considera possível que o resultado das urnas seja diferente do cenário apresentado pelas alianças políticas. “Hoje, as pessoas estão muito bem informadas”, afirmou o senador, ao demonstrar confiança em seu desempenho na disputa pelo Palácio Paiaguás.
Setembro Verde: nova captação de órgãos em MT pode beneficiar cinco pacientes na fila por transplante
Procedimento realizado no Hospital Municipal de Cuiabá resultou na retirada de fígado, rins e córneas; ação reforça a importância da autorização familiar para a doação A Central Estadual de Transplantes (CET), vinculada à Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), realizou nesta quarta-feira (2.9) a décima captação de múltiplos órgãos do ano no Estado. O procedimento foi realizado no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) e resultou na retirada de um fígado, dois rins e duas córneas, que poderão beneficiar cinco pessoas que aguardam por um transplante. A ação ocorreu durante o Setembro Verde, campanha que busca ampliar a conscientização sobre a importância da doação de órgãos e tecidos e estimular o diálogo entre familiares sobre a decisão de ser doador. A cirurgia teve início às 11h59 e foi finalizada às 14h08. A operação contou com a participação de equipes da CET, do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e de profissionais especializados na captação de órgãos de Mato Grosso e de outros estados. O processo de doação envolve diferentes etapas, desde a identificação e avaliação dos órgãos até a definição dos possíveis receptores, seguindo critérios técnicos de compatibilidade e a ordem estabelecida pela lista nacional de transplantes. Para o secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo, a realização da décima captação no ano evidencia a importância de manter a sociedade mobilizada em torno do tema. Segundo ele, a doação pode representar uma nova oportunidade para pessoas que enfrentam longos períodos de espera por um órgão. “Em um momento de grande dor, a família que autoriza a doação possibilita que outras pessoas tenham a chance de continuar suas histórias. Nosso trabalho é acolher, orientar e conduzir todo o processo com respeito, responsabilidade e cuidado”, destacou a coordenadora da Central Estadual de Transplantes, Anita Ricarda. A autorização familiar é indispensável para que a doação de órgãos seja realizada no Brasil. Por isso, a orientação dos profissionais de saúde é que as pessoas manifestem aos familiares, ainda em vida, o desejo de serem doadoras. Dessa forma, a família estará ciente da vontade do potencial doador e poderá tomar a decisão no momento adequado. O Setembro Verde reforça justamente essa necessidade de diálogo. A campanha busca levar informação à população e mostrar que uma decisão tomada pela família pode representar esperança e uma nova chance de vida para pacientes que dependem de um transplante.
Janaina Riva defende reforço do Funpen e revisão da Constituição para ampliar penas contra crimes graves
A candidata ao Senado Janaina Riva (MDB) defendeu o fortalecimento do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) como medida necessária para ampliar a estrutura do sistema prisional e viabilizar a adoção de penas mais rigorosas para crimes de extrema gravidade. A proposta foi apresentada durante entrevista ao Jornal Primeira Página, da TV Centro América, na manhã desta segunda-feira (31). Na avaliação da candidata, o debate sobre o endurecimento das punições precisa estar associado à capacidade financeira do Estado para manter condenados de alta periculosidade afastados da sociedade. Janaina afirmou que pretende, caso eleita, levar ao Senado a discussão sobre novas fontes de recursos para o Funpen, incluindo a possibilidade de destinar valores provenientes de bens e recursos retirados de organizações criminosas ao próprio sistema penitenciário. Defensora da prisão perpétua para crimes como feminicídio, estupro e pedofilia, Janaina considera insuficiente o atual volume de recursos disponíveis para sustentar uma mudança dessa dimensão. Segundo ela, o Funpen conta atualmente com cerca de R$ 800 milhões. “O Funpen tem cerca de R$ 800 milhões, o que é insuficiente para prisão perpétua de crimes dessa natureza. Mas nós precisamos, lá no Senado Federal, criar alternativas, porque eu não vejo mais como você soltar criminosos que cometem crimes dessa gravidade”, afirmou. A candidata também criticou o modelo atual de enfrentamento da criminalidade e avaliou que a discussão sobre penas mais severas não pode ser adiada em razão das limitações financeiras. Para Janaina, o Estado precisa ampliar sua capacidade de custódia e impedir que criminosos considerados de alta periculosidade retornem às ruas. “Desde a minha última eleição, em 2022, eu estou dizendo na Assembleia que hoje já existe a pena de morte no Brasil. Ela só não é feita pelo Estado, é feita pelas facções”, declarou. Apesar de defender punições mais rigorosas, Janaina ressaltou que a repressão, isoladamente, não resolve o problema da violência. A candidata também destacou a necessidade de ampliar políticas de prevenção e proteção, principalmente para mulheres, crianças e adolescentes. “Agora, eu não acredito que essa seja a única solução, precisa-se fazer um trabalho de prevenção”, afirmou. Janaina citou ainda iniciativas desenvolvidas durante sua atuação na Assembleia Legislativa, incluindo campanhas de conscientização, ações realizadas em escolas e trabalhos direcionados a agressores em parceria com o Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública. Na avaliação dela, o enfrentamento à violência exige uma atuação integrada dos diferentes órgãos responsáveis pela rede de proteção. Como a Constituição Federal atualmente não permite penas de caráter perpétuo, a candidata afirmou que pretende levar ao Congresso Nacional a discussão sobre uma possível revisão constitucional. Ela defendeu a abertura de um debate para avaliar mudanças na Carta Magna e afirmou que pretende propor a realização de uma nova Constituinte. “Eu pretendo fazer essa discussão, sim, e pedir ao Congresso Nacional que nós façamos uma nova Constituinte e uma revisão da nossa Constituição”, afirmou.
Operação Lei Seca termina com 54 veículos removidos e 92 infrações registradas em Cuiabá
Fiscalização abordou 170 veículos na Avenida Parque do Barbado; duas pessoas foram presas e 12 motoristas autuados por conduzir sob influência de álcool A Operação Lei Seca realizada na noite desta quarta-feira (2.9), em Cuiabá, resultou na prisão de duas pessoas, na remoção de 54 veículos e na emissão de 92 Autos de Infração de Trânsito (AITs). A fiscalização ocorreu na Avenida Parque do Barbado, no Jardim das Américas, nas proximidades do Centro Olímpico de Treinamento (COT) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Durante a ação integrada, as equipes abordaram 170 veículos e realizaram 172 testes de alcoolemia. Ao todo, 65 veículos foram autuados por diferentes irregularidades. Entre as ocorrências registradas, 36 condutores foram autuados por circularem com veículos sem registro ou não licenciados. Outros 12 motoristas foram flagrados dirigindo sob influência de álcool, enquanto cinco se recusaram a realizar o teste do bafômetro. Também foram emitidas 15 autuações para condutores que dirigiam sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Dos 54 veículos encaminhados ao pátio, 34 eram carros e 20 motocicletas, retirados de circulação em razão das irregularidades constatadas durante a fiscalização. A operação reuniu forças de segurança e órgãos de trânsito, sob coordenação do Gabinete de Gestão Integrada da Secretaria de Estado de Segurança Pública (GGI/SESP). Participaram equipes do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPMTran), Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), Polícia Judiciária Civil, Polícia Penal, Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Corpo de Bombeiros Militar e Sistema Socioeducativo. A ação teve como objetivo reforçar a fiscalização e coibir condutas que comprometem a segurança viária, especialmente a combinação entre consumo de álcool e direção, além de retirar de circulação veículos em situação irregular.
Max defende reforço aos Bombeiros e brigadas municipais para combater queimadas
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), defendeu o fortalecimento do Corpo de Bombeiros e das brigadas municipais para ampliar a capacidade de prevenção e combate às queimadas no estado. A declaração foi feita em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (2), ao comentar os incêndios registrados nesta semana, entre eles o que atingiu Santo Antônio de Leverger, na Região Metropolitana de Cuiabá. Diante da gravidade da situação, Max relatou que conversou com a prefeita Francieli Magalhães e acionou o comando do Corpo de Bombeiros para reforçar o atendimento no município. A operação contou com aeronaves, viaturas e equipes mobilizadas para conter as chamas e reduzir os prejuízos. Para o deputado, o enfrentamento às queimadas exige investimentos permanentes tanto na estrutura da corporação, quanto no fortalecimento das brigadas municipais como estratégia para aumentar a capacidade de resposta ainda nos primeiros focos de incêndio, antes que as chamas atinjam maiores proporções. “Precisamos estruturar os municípios para que o fogo possa ser combatido onde ele começa”, defendeu. Apoio aos municípios A atuação de Max no enfrentamento aos incêndios também inclui investimentos destinados aos municípios. O parlamentar já viabilizou três caminhões-pipa para Barão de Melgaço, também na Região Metropolitana de Cuiabá, utilizados no atendimento às demandas locais e no combate a incêndios, especialmente durante o período crítico de queimadas no Pantanal. Na Assembleia, Max também apresentou uma proposta para ampliar a estrutura de prevenção e resposta ao fogo nas rodovias estaduais. O Projeto de Lei nº 188/2023 prevê a implantação de bases de controle de queimadas nas estradas de Mato Grosso. Pela proposta, as bases deverão contar com equipamentos adequados, profissionais qualificados de plantão, veículo de apoio e estrutura para atendimento às ocorrências.
WELLINGTON MANTÉM LIDERANÇA E ABRE 12 PONTOS SOBRE PIVETTA EM EVENTUAL SEGUNDO TURNO
Senador registra 34% no primeiro turno e confirma posição de liderança na disputa pelo Governo de Mato Grosso O senador Wellington Fagundes (PL) permanece na liderança da corrida pelo Governo de Mato Grosso. Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quinta-feira (3) mostra o candidato com 34% das intenções de voto no cenário estimulado. O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ocupa a segunda colocação, com 27%. A diferença entre os dois é de sete pontos percentuais. Na sequência aparecem Natasha Slhessarenko (PSD), com 13%; Rafaell Milas (Missão), com 4%; e Sargento Laudicério (Agir), com 1%. Maurício Coelho (Mobiliza) não pontuou. Os eleitores que disseram votar em branco ou anular o voto representam 10%. Outros 11% não souberam ou preferiram não responder. Os números reforçam uma tendência observada ao longo da disputa: mesmo após o início oficial das campanhas, a ampliação da propaganda eleitoral e a maior exposição dos adversários, Wellington preserva sua base e continua ocupando a primeira posição. No levantamento anterior do mesmo instituto, divulgado em agosto, Wellington também aparecia com 34%, enquanto Pivetta tinha 26%. Agora, o governador registra 27%, oscilação de apenas um ponto percentual e dentro da margem de erro. WELLINGTON ABRE 12 PONTOS NO SEGUNDO TURNO A vantagem do senador torna-se ainda mais expressiva nas simulações de segundo turno. Em um confronto direto contra Otaviano Pivetta, Wellington venceria por 45% a 33%, abrindo 12 pontos percentuais sobre o atual governador. Brancos e nulos somariam 11%, mesmo percentual daqueles que não souberam ou não responderam. Contra Natasha Slhessarenko, Wellington chegaria a 53%, diante de 27% da candidata do PSD — uma diferença de 26 pontos. Nesse cenário, brancos e nulos representariam 10%, e outros 10% não souberam responder. Em uma eventual disputa entre Pivetta e Natasha, o governador teria 45%, contra 31% da candidata. Brancos e nulos somariam 13%, enquanto 11% permaneceriam indecisos. Os cenários de segundo turno mostram que Wellington não apenas lidera a etapa inicial da eleição, como também demonstra capacidade de ampliar sua votação em confrontos diretos. PIVETTA TEM A MAIOR REJEIÇÃO A rejeição representa outro alerta para a campanha governista. Otaviano Pivetta apresenta o maior índice entre os candidatos: 38% dos entrevistados afirmam que não votariam nele de forma alguma. Natasha Slhessarenko aparece com 34%, seguida por Wellington Fagundes, com 31%. Rafaell Milas registra 23%; Sargento Laudicério, 20%; e Maurício Coelho, 19%. Para Pivetta, portanto, o desafio não se resume a diminuir a diferença para Wellington. O governador também precisa reduzir a resistência ao seu nome, especialmente porque a rejeição elevada pode limitar seu crescimento na reta final e dificultar a conquista de novos eleitores em um eventual segundo turno. ANÁLISE DE ALEX RABELO — A LIDERANÇA DE WELLINGTON DEIXOU DE SER CIRCUNSTANCIAL Por Alex Rabelo — jornalista e estrategista político Na minha avaliação, o dado mais importante desta pesquisa não está somente nos 34% registrados por Wellington Fagundes. Está na regularidade de seu desempenho. Uma liderança pode ser tratada como circunstancial quando aparece isoladamente ou desaparece assim que a campanha começa. Não é o que os números vêm mostrando em Mato Grosso. Wellington iniciou a disputa na frente, atravessou diferentes momentos do processo eleitoral e continua liderando mesmo após as campanhas chegarem às ruas, a propaganda eleitoral ampliar a exposição dos candidatos e os adversários intensificarem suas estratégias. Essa estabilidade indica que existe uma base de voto mais consistente em torno de seu nome. Uma base construída por sua trajetória política, pela presença nos municípios e pela identificação com uma parcela expressiva do eleitorado mato-grossense. Também é importante observar que Wellington não apenas conserva a liderança. Ele demonstra competitividade para além do primeiro turno. Contra Pivetta, abre 12 pontos. Contra Natasha, a diferença chega a 26. Isso significa que, segundo o levantamento, Wellington apresenta capacidade de manter sua base e, ao mesmo tempo, atrair parte dos eleitores que hoje apoiam outros candidatos. Pivetta enfrenta uma situação mais complexa. Mesmo ocupando o Governo do Estado e contando com a visibilidade proporcionada pelo cargo, ainda não conseguiu produzir uma mudança significativa no cenário. Além de estar sete pontos atrás no primeiro turno, aparece com a maior rejeição da disputa e perde por 12 pontos em uma simulação direta contra Wellington. Rejeição não é um número secundário. Durante a campanha, ela funciona como uma espécie de teto eleitoral: quanto maior a resistência ao candidato, mais difícil se torna ampliar sua votação, principalmente quando a disputa se aproxima do momento decisivo. Isso não significa que a eleição esteja definida. Pesquisa é um retrato do momento, não uma antecipação do resultado das urnas. Ainda existem 21% dos eleitores entre brancos, nulos e indecisos no cenário estimulado — um contingente suficiente para produzir movimentações importantes. Também é necessário considerar que levantamentos realizados por institutos diferentes utilizam metodologias, amostras e períodos distintos. Por isso, não devem ser comparados como se fossem uma única série histórica. Entretanto, quando pesquisas sucessivas apontam o mesmo candidato à frente, temos uma tendência política que não pode ser ignorada. Neste momento, Wellington Fagundes é o candidato a ser alcançado. Pivetta precisa crescer, diminuir a rejeição e apresentar ao eleitor uma razão suficientemente forte para alterar o quadro atual. Os demais candidatos precisam romper a polarização que começa a se desenhar entre os dois primeiros colocados. A campanha ainda terá capítulos decisivos, mas a fotografia apresentada agora é objetiva: Wellington começou na frente, resistiu ao avanço da campanha e permanece liderando a disputa pelo Governo de Mato Grosso. SOBRE A PESQUISA O Real Time Big Data entrevistou 1.600 eleitores de Mato Grosso. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número MT-07156/2026. Por Alex Rabelo Jornalista e estrategista político | MT Urgente News