Governador foi questionado ao vivo no MT1 sobre benefícios fiscais concedidos à empresa na qual declarou participação societária em 2022; disse que tudo ocorreu “dentro das regras”, mas não explicou como os incentivos chegaram a quase R$ 492 milhões A denúncia feita pelo senador e candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) colocou o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) diante de uma das perguntas mais delicadas desta campanha eleitoral. Nesta quarta-feira (16), durante entrevista ao MT1, da TV Centro América, Pivetta foi questionado diretamente sobre os R$ 491,9 milhões em renúncias fiscais atribuídos à Natural Pork Alimentos S.A. entre 2019 e 2025. A empresa chama atenção porque Pivetta declarou à Justiça Eleitoral, em 2022, quando já ocupava a Vice-Governadoria, possuir participação acionária na companhia. A resposta do governador foi categórica em um ponto: ele negou qualquer irregularidade. Mas deixou outra pergunta sem uma explicação detalhada: como uma empresa historicamente ligada a ele chegou a acumular quase meio bilhão de reais em benefícios fiscais do Estado? PERGUNTA FOI FEITA DIRETAMENTE NO MT1 Durante a entrevista, o apresentador Cleto Kipper colocou os números na mesa. Ele mencionou aproximadamente R$ 492 milhões em renúncias fiscais, lembrou que Pivetta havia declarado participação na Natural Pork e perguntou se existiria alguma irregularidade na concessão desses benefícios. Pivetta iniciou a resposta dizendo que períodos eleitorais costumam trazer acusações contra candidatos. “Em época de política sempre vêm esses assuntos, sempre vêm mentiras, calúnias”, afirmou. O governador então passou a defender sua trajetória empresarial. Segundo ele, seus empreendimentos mantêm mais de 1,5 mil empregos e recolhem cerca de R$ 150 milhões em impostos anualmente. “Eu sou um empreendedor, nós temos negócio no Mato Grosso, temos negócio no Piauí, e o que nós fizemos é legal, é dentro das regras”, declarou. “NENHUMA IRREGULARIDADE” Pivetta também afirmou que não administra suas empresas desde 2016. “Eu não participo de administração de empresa minha nenhuma desde 2016”, disse. Diante da resposta, Cleto Kipper voltou ao ponto central e perguntou se o governador estava afirmando, portanto, que não havia qualquer irregularidade. Pivetta respondeu: “Absolutamente nenhuma irregularidade, nada.” A negativa foi clara. O detalhamento dos R$ 491,9 milhões, entretanto, não apareceu na resposta. Pivetta não explicou durante a entrevista quais critérios específicos levaram a Natural Pork a receber os benefícios, quais contrapartidas foram exigidas ou como os valores evoluíram até alcançar o montante apresentado. DE ONDE SURGIU O NÚMERO DE R$ 491,9 MILHÕES? A cifra foi colocada no centro da campanha um dia antes. Na terça-feira (15), Wellington Fagundes participou da mesma rodada de entrevistas do MT1 e apresentou o caso. Segundo Wellington, os números seriam oficiais. O candidato foi além e lançou um desafio público: “Isso são dados oficiais. Pegue esses dados e confirme. Se isso não for verdade, eu renuncio a minha candidatura.” Levantamento publicado pelo Deixa Que Eu Te Conto, com base em dados atribuídos à Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso, identificou 29 registros de benefícios fiscais relacionados à Natural Pork. Os registros envolveriam incentivos associados ao Prodeic e reduções da base de cálculo do ICMS. A soma apresentada chega a R$ 491,9 milhões entre 2019 e 2025. Somente em 2025, segundo o levantamento, sete registros atingiriam aproximadamente R$ 94,2 milhões. MAS O QUE SIGNIFICA RENÚNCIA FISCAL? Esse ponto é fundamental para entender o caso. Renúncia fiscal não significa que o Governo do Estado transferiu R$ 491,9 milhões diretamente para a conta da empresa. O termo se refere a impostos ou receitas que o Estado deixa de arrecadar integralmente em razão de incentivos previstos em políticas tributárias. Programas como o Prodeic existem justamente para estimular industrialização, investimentos e geração de empregos. Portanto, receber incentivo fiscal, por si só, não caracteriza irregularidade. A questão levantada agora é outra: Por que o benefício alcançou esse volume? Quais investimentos foram realizados em contrapartida? Quantos empregos foram gerados? Quanto a empresa recolheu aos cofres públicos durante o mesmo período? Quais critérios foram utilizados para calcular os incentivos? São essas respostas que ajudam a população a avaliar o tamanho e a justificativa econômica da renúncia. A LIGAÇÃO DE PIVETTA COM A NATURAL PORK A relação de Pivetta com o empreendimento não surgiu nesta eleição. Na declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral em 2022, ele informou possuir R$ 1 mil em ações da Natural Pork. Naquele momento, Pivetta já era vice-governador. O material consultado, porém, não permite afirmar que ele continue acionista da empresa em 2026. A ligação empresarial é ainda mais antiga. Em 2013, Pivetta presidia a Intercoop, cooperativa envolvida em operação de transferência de ativos produtivos para a Natural Pork, incluindo passivos e obrigações. Esse histórico é o que tornou a discussão politicamente sensível. WELLINGTON FEZ ACUSAÇÃO MAIS GRAVE Durante sua sabatina, Wellington não se limitou a questionar o volume dos incentivos. Ele utilizou a expressão “tráfico de influência” ao tratar do episódio. Até o momento, contudo, essa acusação não está comprovada. Não há, no material apresentado, demonstração de que Pivetta tenha interferido pessoalmente na concessão dos benefícios. O próprio governador rejeitou categoricamente qualquer irregularidade. Essa distinção é importante. Uma coisa é a existência dos incentivos fiscais. Outra, completamente diferente, seria comprovar interferência indevida na concessão. O PONTO QUE FICOU SEM RESPOSTA DETALHADA A entrevista desta quarta-feira respondeu uma questão: Pivetta afirma que considera os benefícios legais. Mas não esclareceu outra: por que a Natural Pork acumulou R$ 491,9 milhões em renúncias fiscais e quais contrapartidas justificaram esse volume? E esse é exatamente o ponto que mantém o assunto vivo na campanha. Porque quando se fala em quase meio bilhão de reais em impostos que deixaram de ser integralmente arrecadados, a discussão não precisa se limitar a saber se algo era permitido por lei. Também envolve transparência sobre o retorno entregue à sociedade. QUASE MEIO BILHÃO VAI VIRAR TEMA DE CAMPANHA? Tudo indica que sim. Wellington transformou o assunto em linha de confronto direto com o governador. Pivetta respondeu negando irregularidade e defendendo sua trajetória empresarial. Agora, os próximos debates podem migrar da simples acusação para uma discussão mais
CÂMARA ESCAPA DAS MÃOS? Abílio admite temor com avanço de Ilde Taques
Prefeito admite preocupação com eventual vitória de Ilde Taques; dificuldade para manter Paula Calil no comando muda correlação de forças no Legislativo cuiabano A disputa pelo comando da Câmara Municipal de Cuiabá ganhou novos contornos e começa a expor uma dificuldade política para o prefeito Abilio Brunini (PL). Nesta quarta-feira (16), Abilio voltou a demonstrar preocupação com uma eventual vitória do vereador Ilde Taques (Podemos) na eleição da próxima Mesa Diretora. O prefeito afirmou que não considera Ilde, isoladamente, uma ameaça, mas classificou como problemático o grupo político que sustenta sua candidatura. “Não acredito que seja ele a ameaça. O grupo que está com ele é um problema, porque é um grupo de oposição”, declarou Abilio. Na sequência, o prefeito reforçou a avaliação: “Um grupo de oposição tomando a presidência da Câmara é um prejuízo para a nossa gestão, com certeza.” A declaração mostra que a eleição da Mesa deixou de ser apenas uma disputa interna do Legislativo e passou a representar uma preocupação direta para o Palácio Alencastro. Revés no TJMT dificultou plano governista O principal problema para o grupo de Abilio está na tentativa de manter a atual presidente da Câmara, Paula Calil (PL), no comando da Casa. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso manteve a exigência de dois terços dos votos dos vereadores para alterações no Regimento Interno. Na prática, são necessários 18 dos 27 votos para modificar a regra que atualmente impede a recondução consecutiva ao mesmo cargo da Mesa Diretora. O Órgão Especial do TJMT também formou maioria contra a liminar buscada pela Prefeitura. Reportagem recente registrou placar de 11 a 0 pela manutenção da rejeição do pedido. Com isso, a candidatura de Paula continua cercada de incerteza jurídica. Aliados trabalham com a possibilidade de ela disputar sub judice e afirmam contar atualmente com 13 votos, tentando chegar ao 14º apoio. Ilde cresce no espaço aberto pela indefinição É nesse cenário que a candidatura de Ilde Taques passa a ganhar maior importância. Com Paula enfrentando um obstáculo jurídico e o grupo governista ainda buscando consolidar maioria, o bloco independente e de oposição encontrou espaço para ampliar articulações. Abilio reconhece publicamente que uma vitória desse grupo mudaria a relação política entre Executivo e Legislativo. A fala do prefeito, portanto, reforça a percepção de que a eleição da Mesa pode alterar a correlação de forças dentro da Câmara. Contradição sobre interferência também pesa Outro elemento entrou nessa disputa nesta semana. O vereador Kassio Coelho (Podemos) afirmou ter conversado diretamente com Abilio sobre a eleição e declarou que o grupo iria “montar uma estratégia” para o processo. A declaração chamou atenção porque Abilio vinha afirmando publicamente que não pretendia interferir diretamente na escolha da Mesa. Agora, além das articulações reveladas por Kassio, o próprio prefeito admite que pretende apoiar a permanência de Paula e reconhece preocupação com uma eventual vitória da oposição. Isso aumenta o peso político da disputa e coloca o Executivo ainda mais próximo do processo. Plano B já aparece nos bastidores Diante da dificuldade para viabilizar Paula, nomes alternativos passaram a circular entre os governistas. Kassio Coelho, Kero Kero, Marcus Brito Jr. e Eduardo Magalhães aparecem nas articulações como possíveis alternativas, caso a atual presidente não consiga permanecer na corrida. Ao mesmo tempo, Ilde Taques mantém sua candidatura, enquanto Dilemário Alencar (União Brasil) também se coloca na disputa. O cenário, portanto, permanece aberto. Abilio está perdendo força? Ainda é cedo para afirmar que o prefeito perdeu o controle político da Câmara. Abilio continua contando com uma base relevante e seus aliados afirmam possuir 13 votos. Mas é possível dizer que o cenário ficou mais difícil. O grupo governista sofreu um revés no Judiciário, sua principal candidata enfrenta obstáculos para disputar novamente e a oposição passou a ocupar um espaço político que antes parecia mais restrito. Mais do que uma derrota consolidada, o que aparece neste momento é uma redução da margem de conforto do prefeito dentro da Câmara. ANÁLISE | Alex Rabelo — jornalista e estrategista em marketing político A eleição da Mesa Diretora pode se transformar em um dos primeiros grandes testes políticos da gestão Abilio Brunini. Até agora, o prefeito vinha construindo uma imagem de força e capacidade de articulação dentro do Legislativo. O problema é que a disputa pela presidência começa a mostrar que essa base não é completamente homogênea. O revés no TJMT é importante porque retirou do grupo governista uma solução que poderia simplificar o processo: manter Paula Calil no comando com uma alteração regimental. Sem essa saída, a disputa volta para a matemática política. E matemática na Câmara significa voto por voto. Se o grupo de Abilio realmente possui 13 vereadores, está muito perto da maioria, mas ainda não chegou lá. É justamente essa diferença que abre espaço para Ilde Taques e para os demais grupos. Outro aspecto importante é o discurso. Quando o próprio prefeito afirma que uma vitória do grupo de oposição seria “prejuízo” para sua administração, ele reconhece publicamente o peso político da eleição. Isso também aumenta a responsabilidade sobre o resultado. Se um nome ligado ao bloco independente ou oposicionista vencer, a leitura política será inevitável: Abilio terá perdido uma disputa considerada estratégica para a governabilidade. Se conseguir manter um aliado no comando, mostrará capacidade de reorganizar sua base mesmo depois de um revés judicial. Por isso, o que está em jogo não é apenas quem ocupará a presidência da Câmara. Está em jogo quem demonstra maior capacidade de articulação política dentro do Legislativo de Cuiabá. E, neste momento, a oposição percebe que existe espaço para disputar. A eleição da Mesa ainda está aberta, mas uma coisa já mudou: o grupo de Abilio deixou de aparentar domínio absoluto do cenário. A pergunta agora é: o prefeito conseguirá recompor sua base e manter o comando da Câmara próximo ao Executivo, ou essa disputa marcará o início de uma oposição mais forte em Cuiabá? Por: Alex Rabelo — jornalista e estrategista político | MT Urgente News
Max mobiliza profissionais da saúde e servidores em mega reuniões por Cuiabá
O deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e candidato à reeleição, reuniu cerca de 2 mil pessoas durante encontros realizados em diferentes regiões de Cuiabá, na noite desta terça-feira (15). As reuniões ocorreram no Boa Esperança, Jardim Florianópolis, Bela Vista e no Comitê 20000, na Avenida Jurumirim. Entre os participantes estavam profissionais da saúde, servidores públicos, trabalhadores da iniciativa privada e moradores da capital. Durante os encontros, Max destacou ações construídas a partir da participação direta da população na Assembleia. Entre elas, ganhou destaque o trabalho da Câmara Setorial Temática (CST) da Enfermagem, criada para transformar as demandas da categoria em propostas e políticas públicas. “Quando você monta uma CST, você dá visibilidade, traz para dentro da Assembleia os profissionais, os jovens e a população de maneira geral. Você dá voz”, afirmou Max. Max destacou que a CST da Enfermagem ampliou o debate sobre algumas das principais reivindicações da categoria em Mato Grosso. Entre as pautas estão a aplicação do piso salarial, o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV), a jornada de 30 horas semanais, a saúde mental e melhores condições de trabalho. Outra frente foi a segurança dos profissionais. A CST participou das articulações para ampliar o Vigia Mais Saúde MT, iniciativa que integra unidades de saúde aos sistemas de monitoramento e resposta da Segurança Pública. Max também é autor da legislação que instituiu o Maio Verde Esmeralda, iniciativa que nasceu das discussões da CST e busca fortalecer a valorização de enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem. “Quando a gente começa a escutar, surgem propostas e projetos de lei. A enfermagem tem papel fundamental na saúde pública e precisa ser valorizada e ouvida. Suas pautas precisam ser priorizadas”, destacou o deputado. No encontro realizado no Boa Esperança, a enfermeira Kellen Cristina dos Santos Maria destacou essa atuação. “O Max é muito confiável e tem ação por nós da enfermagem. Eu vejo que o povo sente isso também. A enfermagem sempre foi muito desvalorizada, e ele é uma das pessoas que abraçou essa causa e nos ajudou”, afirmou. Max também citou outras Câmaras Setoriais Temáticas criadas para aproximar segmentos da sociedade do Parlamento. Entre os exemplos estão os trabalhos voltados aos agentes comunitários de saúde e de combate às endemias, à mineração e à saúde indígena. As reuniões também contaram com a participação dos candidatos a deputado federal Neri Geller e Katiuscia Mantelli, além do candidato a suplente de senador Elson Ramos, todos do Podemos.
Bombeiros controlam incêndio em carreta carregada com algodão em Cuiabá
Equipe combateu as chamas e realizou o rescaldo; não houve registro de feridos O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu, na manhã desta quarta-feira (16.09), um incêndio em uma carreta carregada com algodão, no Distrito Industrial, em Cuiabá. A equipe foi acionada por volta das 6h15 para atender à ocorrência de incêndio no veículo, na Avenida Fernando Corrêa da Costa. Ao chegar ao local, os bombeiros iniciaram o combate às chamas. Segundo informações, populares tentaram retirar o cavalo mecânico, e o condutor do veículo não foi localizado. Após controlar o incêndio, a equipe realizou o trabalho de rescaldo, eliminando os focos remanescentes e evitando uma possível reignição. Até o momento, não há informações sobre as causas do incêndio. Não houve registro de feridos.
Operação nacional prende dois suspeitos e mira organização criminosa em Diamantino
Ação coordenada em 19 estados cumpre mais de 270 ordens judiciais e determina bloqueio de patrimônio superior a R$ 508 milhões Dois suspeitos de integrar uma organização criminosa foram presos temporariamente nesta quarta-feira (16.09), em Diamantino, a 208 quilômetros de Cuiabá, durante a Operação Palladium. A ação, realizada em Mato Grosso, também cumpre três mandados de busca e apreensão no município e integra uma mobilização nacional de combate ao crime organizado, deflagrada simultaneamente em 19 estados brasileiros. Em todo o país, as forças de segurança cumprem 173 mandados de busca e apreensão e 106 ordens de prisão. A Justiça também autorizou medidas de caráter patrimonial e investigativo, incluindo bloqueio, sequestro e restrição de bens e valores que, somados, ultrapassam R$ 508 milhões. O patrimônio atingido pelas medidas inclui imóveis, veículos, recursos financeiros e outros bens que, segundo as investigações, possuem relação com as organizações criminosas investigadas. A ofensiva nacional busca atingir estruturas envolvidas em crimes como tráfico de drogas e armas, lavagem de dinheiro e atuação de grupos criminosos violentos. Em Mato Grosso, a operação foi denominada Palladium e tem como foco uma organização criminosa com atuação em Diamantino. Além das duas prisões temporárias, equipes de segurança cumprem três mandados de busca e apreensão para reunir novos elementos que possam contribuir para o avanço das investigações. A Operação Força Integrada IV é coordenada pelas Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs), que reúnem diferentes instituições de segurança pública e penitenciária em ações conjuntas contra organizações criminosas. A ofensiva conta com a participação da Polícia Federal, Polícias Civis e Militares, Polícias Penais, Guardas Municipais, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais e Secretarias Estaduais de Segurança Pública. As instituições atuam de forma integrada, compartilhando informações de inteligência e coordenando as ações operacionais, sem relação de hierarquia entre os órgãos participantes.
Cármen Lúcia pede desculpas ao povo brasileiro após tensão no STF durante sessão sobre Banco Master
Ministra reconhece que comportamento dos integrantes da Corte provocou insegurança e afirma estar constrangida com a exposição do Supremo durante o período eleitoral A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu desculpas ao povo brasileiro nesta terça-feira (15.09) após a sessão da Corte ser marcada por um clima de tensão durante as discussões relacionadas aos desdobramentos do caso Banco Master. Durante sua manifestação, a ministra afirmou que o Poder Judiciário deve transmitir segurança e tranquilidade à sociedade, mas reconheceu que a postura adotada pelos integrantes do Supremo acabou provocando o efeito contrário. Segundo Cármen Lúcia, a situação gerou um ambiente de intranquilidade justamente em um momento de grande atenção pública sobre a atuação da Corte. A ministra também declarou estar constrangida com o fato de o STF ter assumido o centro das atenções do país em meio ao período eleitoral. Para ela, a exposição provocada pelos acontecimentos recentes não contribui para a imagem de serenidade que, em sua avaliação, deve orientar a atuação do Judiciário. A declaração ocorreu durante uma sessão que tratou de questões relacionadas ao caso Banco Master, que tem gerado repercussão nacional e colocado diferentes instituições públicas sob escrutínio. Cármen Lúcia defendeu que o Supremo mantenha uma postura compatível com a responsabilidade institucional da Corte e com a necessidade de preservar a confiança da população nas instituições.
Renúncia de Chico Curvo mexe na chapa do PSD e altera estratégia por vagas na Câmara
A chapa do PSD para deputado federal em Mato Grosso sofreu uma mudança durante a campanha eleitoral com a renúncia do ex-presidente da Câmara de Várzea Grande, Benedito Francisco Curvo, o Chico Curvo. O pedido de desistência foi homologado pela Justiça Eleitoral, retirando o candidato da disputa. Os motivos da renúncia não foram informados no pedido. A saída modifica a composição do partido em uma das principais bases eleitorais do Estado. Chico Curvo tinha trajetória política em Várzea Grande e já havia disputado eleições para vereador e deputado federal em diferentes ocasiões, além de ter exercido a presidência do Legislativo municipal. Na disputa proporcional, a retirada de um candidato também interfere na composição de votos da legenda, já que as cadeiras são distribuídas considerando o desempenho eleitoral dos partidos ou federações e os critérios definidos pela legislação. Com a saída de Curvo, o PSD passa a concentrar sua estratégia nos demais candidatos da chapa, entre eles Emanuelzinho e Irajá Lacerda. A mudança ocorre após o registro de Chico Curvo ter sido deferido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso. Em agosto, o Ministério Público Eleitoral havia questionado inicialmente a candidatura, mas posteriormente se manifestou pelo deferimento, e o TRE-MT autorizou a participação do candidato na eleição. Agora, com a renúncia, o PSD segue na corrida pela Câmara dos Deputados com uma composição diferente da registrada inicialmente. A saída de Curvo reduz o número de nomes da legenda na disputa e redistribui entre os demais candidatos a busca pelos votos necessários para o desempenho partidário nas eleições proporcionais.
Arena Pantanal ganha novo espaço de lazer para crianças, adultos e idosos
Estrutura recebeu investimento de R$ 690 mil e reúne playground, academias, mesas esportivas e área de convivência para toda a família A Arena Pantanal, em Cuiabá, está prestes a ganhar um novo espaço de lazer, esporte e convivência destinado a diferentes gerações. A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), está concluindo nesta semana a instalação da estrutura, que recebeu investimento de R$ 690 mil e foi planejada para ampliar as opções de permanência e atividades no complexo. O novo espaço é resultado de uma parceria com o Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), com acompanhamento da secretária adjunta de Cidades, Rafaela Damiani. A estrutura reúne equipamentos para crianças, adultos e idosos, criando um ambiente integrado de lazer e convivência familiar. Entre os equipamentos instalados estão um playground infantil, uma academia voltada ao público da terceira idade, área para prática de calistenia, três mesas de fute-mesa, três mesas de pingue-pongue e nove mesas destinadas a piqueniques. O playground foi desenvolvido especialmente para a Arena Pantanal e segue o conceito “Fauna do Parquinho”, com elementos inspirados em animais da fauna regional. A proposta busca valorizar as características locais e dar ao espaço uma identidade relacionada à biodiversidade mato-grossense. A escolha dos equipamentos também levou em consideração as diferentes faixas etárias que utilizam os espaços públicos. Enquanto o playground atende às crianças, a academia da terceira idade foi pensada para o público idoso e a área de calistenia para adultos. Já as mesas esportivas e de piquenique ampliam as alternativas de atividades e favorecem a convivência entre familiares e amigos. Segundo o diretor-geral da Limpurb, Felipe Wellaton, a proposta é oferecer um espaço capaz de atender toda a família, com equipamentos preparados para o uso frequente característico de áreas públicas. “É um espaço pensado para toda a família, desde as crianças até os idosos. A ideia é justamente proporcionar um ambiente de lazer, esporte e convivência para diferentes gerações. Além disso, estamos utilizando equipamentos mais robustos, feitos para suportar o uso intenso dos espaços públicos e garantir maior durabilidade”, destacou. A resistência também é um dos diferenciais da nova estrutura. Os equipamentos são confeccionados em inox e aço galvanizado, materiais escolhidos pela robustez e maior durabilidade, especialmente diante da utilização contínua em espaços de uso coletivo. A implantação integra as ações do município voltadas à ampliação e qualificação das áreas públicas de lazer. Em junho, a Prefeitura entregou o primeiro playground do projeto “Brincar com Raízes”, instalado na Orla do Porto, em uma área integrada ao complexo do Museu do Rio e do Aquário Municipal. O equipamento recebeu investimento de R$ 544.733,66, proveniente do Banco de Projetos e Entidades (BAPRE), do Ministério Público do Estado de Mato Grosso. O playground foi estruturado para oferecer um ambiente seguro às crianças, com piso emborrachado produzido a partir de borracha reciclada EPDM, material com capacidade de absorção de impactos. Com a conclusão da instalação na Arena Pantanal, Cuiabá passa a contar com mais uma área estruturada para atividades esportivas, recreativas e de convivência, reunindo em um único espaço opções de lazer para crianças, adultos, idosos e famílias.
Grupo é alvo de operação por extorsão com ameaça de divulgação de conteúdo íntimo
Investigação aponta que criminosos abordavam vítimas em plataforma de relacionamento e exigiam dinheiro para não expor imagens e vídeos pessoais A Polícia Civil de Mato Grosso participa, nesta quarta-feira (16.9), da Operação Arcanum, coordenada pela Polícia Civil do Distrito Federal, para desarticular um grupo investigado por praticar extorsões de forma reiterada, utilizando ameaças de divulgação de fotos e vídeos íntimos das vítimas. Em Mato Grosso, as ações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), com o cumprimento de três mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão nos municípios de Tangará da Serra, Barra do Bugres e Cáceres. As diligências contam com apoio das delegacias locais. Também é cumprido um mandado de busca e apreensão em Santa Catarina, com participação da Polícia Civil daquele Estado. De acordo com as investigações, os suspeitos utilizavam uma plataforma de relacionamento destinada a casais liberais para estabelecer contato com possíveis vítimas. Após a aproximação, os criminosos passavam a exigir dinheiro sob a ameaça de compartilhar conteúdos íntimos com familiares, amigos, colegas de trabalho e outras pessoas do círculo social das vítimas. As investigações começaram após registros de ocorrências no Distrito Federal. A partir dos relatos e da análise de informações digitais e financeiras, a Polícia Civil identificou indícios de que os casos faziam parte de uma atuação organizada e não se tratavam de episódios isolados. O trabalho de inteligência também permitiu localizar outras possíveis vítimas em diferentes estados brasileiros, que teriam sido submetidas a um padrão semelhante de abordagem, intimidação, cobrança de valores e ameaça de exposição de material íntimo. Segundo a investigação, o grupo utilizava contas bancárias digitais e intermediários para movimentar os valores obtidos com as extorsões. A estratégia, conforme os investigadores, dificultava o rastreamento do dinheiro e a identificação de todos os envolvidos. Os elementos reunidos durante a apuração indicaram ainda que a atividade criminosa permanecia em andamento, o que levou à adoção das medidas judiciais para interromper as ações e impedir novas vítimas. Os equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos durante a operação serão submetidos à análise técnica, podendo contribuir para a identificação de novos envolvidos, vítimas e outros crimes relacionados à atuação do grupo. Os investigados são apurados pelos crimes de extorsão, associação criminosa e divulgação ou transmissão de cena de nudez ou conteúdo íntimo sem consentimento. As penas máximas previstas para esses crimes, somadas, podem chegar a 18 anos de reclusão, sem considerar eventuais outras infrações que possam ser identificadas no decorrer da investigação. A Operação Arcanum recebeu esse nome em referência ao caráter oculto da atuação investigada e ao uso do medo da exposição da intimidade como instrumento para pressionar as vítimas a realizar pagamentos.