Empresário iniciou trajetória em uma pequena loja de tecidos no centro de Cuiabá e construiu uma rede que ganhou dimensão nacional Morreu nesta quarta-feira (30), em São Paulo, o empresário Ailton Caseli, fundador das Lojas Avenida e um dos nomes ligados à expansão do varejo em Mato Grosso. A trajetória de Caseli começou de forma modesta. Em 1978, ele abriu no centro de Cuiabá uma pequena loja de aproximadamente 50 metros quadrados, inicialmente voltada à comercialização de tecidos. O empreendimento cresceu, passou por transformações e deu origem às Lojas Avenida, que expandiram sua presença para diferentes regiões do país. A estratégia da empresa foi marcada pela oferta de preços acessíveis, variedade de produtos e expansão para cidades do interior, consolidando a marca no segmento de varejo popular. DE UMA PEQUENA LOJA A UM NEGÓCIO BILIONÁRIO Décadas depois de sua fundação em Cuiabá, a empresa passou a atrair grandes investidores. Em 2014, a companhia recebeu um aporte de R$ 250 milhões do fundo Kinea, movimento que contribuiu para uma nova etapa de expansão. Já em 2022, a sul-africana Pepkor assumiu o controle da empresa, em uma operação avaliada em aproximadamente R$ 1,1 bilhão. Os números ajudam a dimensionar o tamanho do negócio construído a partir daquela pequena loja cuiabana. Mas a história de Ailton Caseli vai além dos valores envolvidos nas operações empresariais. LEGADO PARA MATO GROSSO Sua trajetória se confunde com parte da própria transformação do comércio mato-grossense. O que começou em apenas 50 metros quadrados, vendendo tecidos no centro da capital, atravessou décadas, expandiu-se para outras cidades e alcançou dimensão nacional. De Cuiabá para o Brasil. A história de Caseli representa uma geração de empresários que começou pequena, acompanhou o crescimento de Mato Grosso e transformou negócios locais em grandes operações. Com sua morte, fica o legado de um empreendedor que viu uma pequena loja se transformar em uma das marcas mais conhecidas do varejo nas regiões onde passou a atuar. Ailton Caseli deixa a esposa, Elis Mendes, os filhos Cristian, Rodrigo e Giovana, além de netos e um bisneto. O MT Urgente News manifesta solidariedade aos familiares, amigos, colaboradores e a todos que fizeram parte dessa trajetória.
CADEIRA VAZIA NA RETA FINAL: Lula não vai ao último debate da Globo antes do 1º turno
Presidente e candidato à reeleição não participará do confronto desta quinta-feira (1º); Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Augusto Cury e Romeu Zema estarão no palco a apenas três dias das urnas Por: Alex Rabelo | MT Urgente News A reta final da eleição presidencial ganhou um novo componente político nesta quarta-feira (30). A apenas três dias do primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou que não participará do debate presidencial da TV Globo, marcado para esta quinta-feira (1º). Lula chegou a considerar a participação, mas sua assessoria comunicou à emissora que o presidente ficará fora do último grande confronto televisivo antes da votação. Estão confirmados Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo). A ausência ganha ainda mais importância pelo momento da eleição. Na Quaest divulgada na segunda-feira (28), Lula apareceu com 39%, contra 34% de Flávio Bolsonaro no primeiro turno. No cenário de segundo turno, os dois registraram 42%. A pesquisa ouviu 2.004 eleitores e tem margem de erro de dois pontos percentuais. Nesta quarta-feira (30), outro levantamento mostrou fotografia diferente. Na Meio/Ideia, Lula registrou 39,4% e Flávio 38,4%, empate técnico. Em eventual segundo turno, apareceram com 48,5% e 48%, respectivamente. A pesquisa ouviu 2.000 eleitores e tem margem de erro de 2,2 pontos. São pesquisas diferentes, realizadas com metodologias próprias, e nenhuma delas permite antecipar o resultado das urnas. Mas ambas ajudam a dimensionar a importância política dos últimos dias. É nesse ambiente que Lula decidiu não participar do debate. Lula não terá que responder aos adversários — mas também não poderá defender seu governo Essa talvez seja a principal consequência da decisão. Lula não é apenas um candidato apresentando propostas para os próximos quatro anos. Ele é o atual presidente e busca a reeleição. Consequentemente, um debate permitiria aos adversários questioná-lo diretamente sobre economia, segurança, saúde, programas sociais, relações internacionais e outras decisões de seu mandato. Ao não comparecer, Lula evita os riscos de um confronto ao vivo. Mas abre mão também da oportunidade de defender pessoalmente seu governo diante das críticas. Segundo a Folha, aliados do presidente avaliavam que Lula poderia se transformar no principal alvo dos demais candidatos e teria pouco tempo para responder a sucessivos questionamentos. Essa é uma avaliação atribuída a aliados e não uma justificativa oficial apresentada pelo presidente. Uma cadeira vazia poderá falar por Lula A ausência não significa que Lula ficará fora do debate. Pelas regras preparadas pela Globo, os candidatos presentes poderão formular perguntas que fariam ao candidato ausente. Além disso, o lugar reservado a quem faltar permanecerá vazio e identificado com seu nome. Quando chegar o momento em que o ausente participaria da dinâmica, a emissora prevê destacar o espaço e informar que o candidato não compareceu. Isso cria uma situação politicamente incomum. Lula poderá ser questionado sem estar presente para responder. E, em tempos de redes sociais, a imagem de uma cadeira vazia pode ultrapassar rapidamente os limites da televisão. Uma pergunta de poucos segundos poderá virar corte para Instagram, TikTok, YouTube e WhatsApp. Portanto, Lula evita o confronto presencial, mas sua campanha não necessariamente conseguirá controlar a narrativa produzida pela ausência. Flávio estará no palco — e também assumirá os riscos Do outro lado está Flávio Bolsonaro. O candidato do PL também havia evitado debates durante boa parte do primeiro turno. Sua campanha chegou a estabelecer a estratégia de participar de confrontos somente se Lula estivesse presente, para evitar que Flávio se tornasse o principal alvo dos demais candidatos. Desta vez, porém, Flávio confirmou presença mesmo sem Lula. Isso produz um contraste objetivo na quinta-feira: o presidente estará fora; seu principal adversário nas pesquisas estará dentro. Mas isso não significa automaticamente vantagem para Flávio. Sem Lula, Caiado, Cury e Zema poderão concentrar maior atenção justamente no candidato do PL. Flávio terá espaço para criticar o governo sem receber resposta direta de Lula, mas também terá que responder aos demais concorrentes. Campanha presidencial teve poucos confrontos A ausência de Lula ganha outro peso porque a eleição presidencial de 2026 já foi marcada por poucos debates. Até a semana passada, apenas um confronto havia sido realizado, pela Band, em 23 de agosto. Record e outros veículos cancelaram encontros diante da falta de confirmação dos candidatos que lideravam as pesquisas. Isso significa que o eleitor teve poucas oportunidades de assistir aos principais candidatos respondendo uns aos outros diretamente. E o debate da Globo seria justamente a última delas antes do primeiro turno. Agora, Flávio estará. Lula não. Estratégia para evitar desgaste A ausência também pode ser compreendida dentro de uma estratégia de administração de risco. Segundo relatos publicados pela Folha, aliados de Lula consideravam que o presidente poderia receber ataques sucessivos e preferiam postergar um eventual confronto direto com Flávio para um segundo turno, caso essa etapa da eleição aconteça. Isso ajuda a explicar o cálculo político. Se uma campanha entende que seu candidato possui pouco a ganhar e muito a perder em determinado evento, pode optar por reduzir exposição. O problema é que existe uma segunda conta: o custo da ausência. E esse custo será testado justamente quando faltam poucos dias para a votação. ANÁLISE | Alex Rabelo — jornalista e estrategista em marketing político A decisão de Lula precisa ser observada além da simples discussão sobre “ir ou não ir” ao debate. Em marketing político, toda escolha comunica. A presença comunica segurança para enfrentar o contraditório; a ausência pode ser apresentada pela campanha como estratégia de redução de risco, mas também abre espaço para que adversários construam sua própria interpretação. E o momento torna essa decisão ainda mais relevante. Lula busca a reeleição e pesquisas recentes mostram uma disputa competitiva. A Quaest registrou 39% a 34% para Lula sobre Flávio no primeiro turno, enquanto a Meio/Ideia divulgada nesta quarta apontou 39,4% a 38,4%, empate técnico. Isso significa que estamos falando dos últimos dias de uma eleição ainda disputada, não de uma campanha sem adversário competitivo. Do ponto de vista estratégico, é possível compreender o cálculo: um debate ao
UFMT oferece 967 vagas remanescentes para cursos de graduação; inscrições terminam domingo
Oportunidades são para quatro campi e podem ser disputadas por candidatos que fizeram o Enem entre 2016 e 2025 A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) está com inscrições abertas para o preenchimento de 967 vagas remanescentes em cursos de graduação presenciais. O prazo para participar do processo seletivo termina neste domingo (4). As oportunidades são destinadas ao segundo semestre letivo de 2026, mas os candidatos aprovados deverão iniciar as atividades acadêmicas somente no primeiro semestre de 2027. Do total de vagas disponíveis, 823 são destinadas à ampla concorrência e 144 a candidatos que concluíram o ensino médio integralmente em escolas públicas. As oportunidades estão distribuídas entre os campi de Cuiabá, Várzea Grande, Sinop e Araguaia. O campus do Araguaia concentra a maior quantidade de vagas, com 323 oportunidades, sendo 286 para ampla concorrência e 37 para estudantes da rede pública. Em Cuiabá, são 320 vagas, das quais 248 são de ampla concorrência e 72 destinadas a candidatos de escolas públicas. Em Sinop, estão disponíveis 245 vagas, sendo 213 para ampla concorrência e 32 para estudantes da rede pública. Já o campus de Várzea Grande conta com 79 oportunidades, sendo 76 para ampla concorrência e três reservadas a candidatos que cursaram o ensino médio em escolas públicas. Podem participar do processo seletivo candidatos que tenham realizado pelo menos uma das dez edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) realizadas entre 2016 e 2025. Para concorrer, é necessário ter obtido pontuação superior a zero em todas as áreas de conhecimento e na redação. No momento da inscrição, o candidato não precisa indicar qual edição do Enem deseja utilizar. O sistema da UFMT consulta automaticamente as notas disponibilizadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e considera, para fins de classificação, a edição em que o participante obteve a maior pontuação global. A inscrição é gratuita e deve ser realizada exclusivamente pela internet. Para participar, é necessário possuir uma conta ativa no sistema Gov.br. A previsão da universidade é divulgar a relação de inscrições deferidas e indeferidas no dia 5 de outubro. Os candidatos que tiverem a inscrição indeferida poderão apresentar recurso nos dias 6 e 7 de outubro. Os aprovados que tiverem a matrícula deferida permanecerão com o vínculo acadêmico trancado em caráter especial durante o período letivo de 2026/2. A medida ocorre em razão do calendário acadêmico vigente na universidade. Dessa forma, o início efetivo das atividades acadêmicas está previsto para o primeiro semestre de 2027. A relação completa dos cursos, bem como a distribuição detalhada das vagas e as orientações para inscrição, está disponível no portal de ingresso da UFMT.
“Tem palavra e trabalha”, diz Samuel Maggi ao declarar apoio a Max em Sapezal
O empresário do agronegócio Samuel Maggi Locks declarou apoio à reeleição do deputado estadual Max Russi (Podemos) e destacou a atuação do parlamentar em demandas do setor produtivo de Mato Grosso. A declaração ocorreu durante agenda em Sapezal, nesta terça-feira (29), após Max percorrer empresas, propriedades rurais e participar de reuniões na região. Ao explicar o apoio, Samuel afirmou que conheceu mais de perto o trabalho de Max nos últimos anos, principalmente depois de apresentar ao parlamentar pautas relacionadas ao agronegócio. “Levamos para ele algumas demandas que tínhamos como entidade agrícola e como produtores rurais, como a questão da Moratória da Soja. O Max sempre prontamente se colocou à disposição para ajudar porque viu que era de interesse de toda uma sociedade, não apenas de uma pessoa ou de uma empresa”, afirmou. Samuel disse que, a partir desse contato, passou a acompanhar outras ações desenvolvidas por Max na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). “Fui vendo outras ações que ele vinha desenvolvendo na Assembleia, como deputado e depois como presidente. Eu falei: esse cara tem palavra, esse cara trabalha, esse cara não tem preguiça”, declarou.
Dilemário fecha aliança e busca 14º voto para vencer disputa pela Câmara de Cuiabá
Vereador reúne 13 apoios após acordo com grupo de Paula Calil; Ilde Taques afirma já ter votos suficientes para conquistar a presidência A disputa pela presidência da Câmara Municipal de Cuiabá ganhou um novo capítulo após o vereador Dilemário Alencar (União) consolidar uma aliança com o grupo da atual presidente, Paula Calil (PL). Com 13 apoios declarados, o parlamentar agora trabalha para conquistar mais um voto e atingir os 14 necessários para vencer a eleição. Do outro lado, o vereador Ilde Taques (Podemos) afirma já contar com pelo menos 14 votos. O acordo foi firmado depois de novas rodadas de negociação e da decisão do grupo de Paula Calil de desistir da proposta de alteração do regimento interno que permitiria a ela disputar a reeleição para a presidência. A mudança acabou sendo retirada diante do aumento das divergências internas e da disputa entre os grupos governista e de oposição. Pelo entendimento firmado, o vereador Mário Nadaf (PV) deverá integrar a chapa de Dilemário como candidato à vice-presidência. O grupo também reúne Demilson Nogueira (PP), Wilson Kero Kero (Democratas), Kassio Coelho (Podemos), Rafael Ranalli (PL), Samantha Íris (PL), Marcus Brito (PV), Cezinha Nascimento (União), Ten. Cel. Dias (Cidadania), Marcrean Santos (MDB) e Antônio Lemes (PSD), além de Paula Calil. Dilemário afirmou que pretende ampliar as articulações até a data da votação e destacou a relação mantida com os demais parlamentares. “Estou confiante de que podemos vencer, pois tenho bom relacionamento com todos os meus colegas vereadores”, declarou. Integrante da aliança, Demilson Nogueira também manifestou apoio à candidatura e destacou a experiência de Dilemário como um dos fatores para a escolha do grupo. A composição também envolve uma mudança na representação de uma das cadeiras da Casa. Antônio Lemes ocupa atualmente a vaga de Jefferson Siqueira, que está licenciado para tratar de assuntos pessoais e pretende retornar ao Legislativo para apoiar Ilde Taques. Na terça-feira (29), porém, a Câmara rejeitou o pedido de retorno do titular com base nas normas internas. Lemes, que permanece no cargo, declarou apoio à candidatura adversária. A eleição para definir o novo presidente e os demais integrantes da Mesa Diretora está prevista para terça-feira (6). A chapa vencedora ficará responsável pelo comando da Câmara de Cuiabá durante o biênio 2027–2028.
Mauro Mendes lidera disputa pelo Senado em Cuiabá com 30,9%, aponta pesquisa
Levantamento da Percent Brasil mostra Janaina Riva em segundo, com 18,8%, em cenário que reúne os dois votos para o Senado O ex-governador Mauro Mendes (União) aparece na liderança da disputa pelo Senado em Cuiabá, com 30,9% das intenções de voto, segundo nova pesquisa do instituto Percent Brasil divulgada nesta quarta-feira (30). A deputada estadual Janaina Riva (MDB) ocupa a segunda posição, com 18,8%. Os números correspondem ao cenário estimulado consolidado, que considera a combinação das duas escolhas feitas pelos entrevistados. Em 2026, cada eleitor poderá votar em dois candidatos ao Senado. Na sequência aparecem o ex-governador Pedro Taques (PSB), com 9,2%; o senador Carlos Fávaro (PSD), candidato à reeleição, com 7%; e o deputado federal José Medeiros (PL), com 6,2%. Também foram citados Margareth Buzetti (PP), com 1,9%; Coronel Darwin (Democrata), com 1,6%; Galvan (Avante), com 1,5%; Beny Godoy (Agir), com 0,4%; e Professor Nelson Ferreira (Agir), com 0,3%. Votos brancos e nulos somam 5%, enquanto 17,6% dos entrevistados não souberam ou não quiseram indicar um nome. Primeiro voto Considerando apenas a primeira escolha apresentada pelos eleitores, Mauro Mendes registra 46,5%, seguido por Janaina Riva, com 19,8%. José Medeiros aparece com 6,3%, Carlos Fávaro com 6,2% e Pedro Taques com 5,8%. Coronel Darwin soma 1,7%; Galvan, 1%; e Margareth Buzetti, 0,7%. Brancos e nulos representam 4,7%, enquanto 7,3% não souberam ou não responderam. Na segunda opção de voto, Janaina Riva aparece com 17,8%, seguida por Mauro Mendes, com 15,3%, e Pedro Taques, com 12,5%. Carlos Fávaro registra 7,7% e José Medeiros, 6%. Cenário espontâneo Quando os nomes dos candidatos não são apresentados, Mauro Mendes registra 21,2% das intenções de voto. Janaina Riva aparece com 7,2%, seguida por Carlos Fávaro, com 4,2%; José Medeiros, com 3,7%; e Pedro Taques, com 2,5%. Galvan tem 0,5% e Margareth Buzetti, 0,2%. Brancos e nulos representam 1%, enquanto 59,5% dos entrevistados não souberam ou ainda não definiram o voto. Pesquisa A Percent Brasil entrevistou 600 eleitores de Cuiabá entre os dias 15 e 18 de setembro. A margem de erro informada é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números MT-02166/2026 e BR-08302/2026.
STF aciona Polícia Federal para investigar ataque a imagem de Nossa Senhora Aparecida em Cuiabá
Decisão de Flávio Dino inclui caso da Cruz do Chilão em investigação nacional sobre possíveis episódios de intolerância religiosa e vandalismo contra símbolos de diferentes crenças. O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a abertura de investigação pela Polícia Federal sobre a destruição da imagem de Nossa Senhora Aparecida instalada no monumento da Cruz do Chilão, no bairro Santa Helena, em Cuiabá. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (30) pelo ministro Flávio Dino, dentro de uma apuração mais ampla sobre ataques contra símbolos e espaços religiosos registrados em diferentes regiões do país. A imagem foi encontrada quebrada e decapitada no último dia 25 de setembro. O episódio provocou reação da Arquidiocese de Cuiabá, que classificou o ato como manifestação de intolerância religiosa e defendeu a identificação e responsabilização dos envolvidos. No despacho, Flávio Dino afirmou que chegaram ao Supremo relatos de uma possível sequência de ataques contra imagens e símbolos religiosos. Segundo o ministro, os casos relatados podem envolver diferentes tipos de crimes, entre eles vilipêndio, preconceito religioso, violência contra práticas religiosas, injúria qualificada por elemento religioso, ameaça, furto, dano, incêndio e violação de domicílio. A Polícia Federal foi acionada em razão da dimensão interestadual dos episódios e da necessidade de apuração conjunta. A medida tem como fundamento o artigo 144 da Constituição Federal. Uma cópia da decisão também foi encaminhada à Procuradoria-Geral da República (PGR). Em Cuiabá, o caso ganhou repercussão por envolver um dos pontos tradicionais da memória e da religiosidade popular da capital. A Cruz do Chilão, localizada no bairro Santa Helena, reúne referências ligadas à devoção católica e às tradições de matriz africana, mantendo forte significado cultural para a comunidade. Em nota, a Arquidiocese de Cuiabá afirmou que a liberdade de consciência, de crença e o livre exercício dos cultos são garantidos pela Constituição Federal. A instituição destacou ainda que atos de intolerância, discriminação ou violência motivados por questões religiosas podem configurar crimes e devem ser investigados pelas autoridades competentes. A decisão do STF ocorre em meio a relatos de outros episódios envolvendo ataques a templos e símbolos religiosos em estados como Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Alagoas e Minas Gerais. Entre os locais mencionados estão igrejas, estabelecimentos que comercializam artigos religiosos e espaços destinados a cultos de umbanda e candomblé. A investigação deverá apurar as circunstâncias dos ataques, identificar eventuais responsáveis e verificar se existe relação entre os diferentes episódios registrados no país.
Após os 50, ainda dá tempo: planejamento financeiro pode garantir uma terceira idade mais tranquila
Especialista orienta sobre organização das finanças, investimentos e formação de renda para quem está perto ou ainda distante da aposentadoria O envelhecimento da população mato-grossense reforça a importância de pensar desde cedo no futuro financeiro. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2022, apontam que as pessoas com 60 anos ou mais representam 12% da população de Mato Grosso. Para quem já chegou à maturidade e ainda não conseguiu construir uma reserva suficiente, especialistas afirmam que ainda é possível reorganizar a vida financeira e buscar uma aposentadoria mais confortável. A proximidade do Dia do Idoso, celebrado em 1º de outubro, também chama atenção para a necessidade de transformar o planejamento financeiro em uma estratégia de longo prazo. Segundo Gilvania Rufino, líder da XP em Mato Grosso, o aumento da expectativa de vida torna cada vez mais necessário pensar em como garantir recursos para os anos posteriores à carreira profissional. Para quem já passou dos 50 anos, o primeiro passo é conhecer com clareza a própria realidade financeira. Isso envolve colocar na ponta do lápis a renda mensal, os gastos, o patrimônio acumulado, eventuais dívidas e as fontes de recursos que estarão disponíveis durante a aposentadoria. Com esse diagnóstico, é possível estabelecer quanto pode ser destinado aos investimentos e definir uma estratégia compatível com o período que ainda resta até a aposentadoria. A especialista ressalta que começar mais tarde não significa abandonar o planejamento, mas adequá-lo às condições atuais. Outro ponto importante nessa fase é preservar o patrimônio e manter recursos disponíveis para situações inesperadas. O planejamento também deve considerar despesas com saúde, proteção dos bens e sucessão patrimonial. Mais do que acumular dinheiro, a proposta é definir como os recursos poderão ser transformados em renda no futuro e como serão destinados aos herdeiros. Entre as alternativas que podem integrar esse planejamento estão os planos de previdência privada, como o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), desde que avaliados de acordo com o perfil e os objetivos de cada investidor. Para quem ainda está no início da vida profissional, o fator tempo pode ser um importante aliado. Não é necessário começar com grandes quantias: a regularidade dos aportes ao longo dos anos permite aproveitar o efeito dos juros compostos e ampliar gradualmente o patrimônio. A orientação também é não depender exclusivamente da aposentadoria pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ou dos benefícios oferecidos pelo empregador. A construção de uma reserva própria pode ampliar as possibilidades de escolha no futuro, inclusive sobre quando reduzir o ritmo de trabalho ou se aposentar. A organização financeira, portanto, pode ser iniciada em diferentes momentos da vida. Para quem está acima dos 50 anos, o foco deve estar em avaliar recursos e necessidades atuais e traçar uma estratégia possível. Para os mais jovens, começar cedo e manter a disciplina pode ampliar o tempo disponível para a formação de patrimônio. Em ambos os casos, o planejamento busca transformar os recursos acumulados ao longo da vida em maior segurança financeira na terceira idade.
De Cuiabá ao pódio mundial: mato-grossense conquista prata em Tecnologia da Moda na China
Aos 21 anos, Myllena Nogueira superou competidores de diferentes países na WorldSkills Shanghai 2026 e levou o nome de Mato Grosso ao segundo lugar em uma das maiores competições de educação profissional do mundo. Do primeiro contato com uma máquina de costura, aos 14 anos, ao pódio de uma competição mundial na China. A trajetória da mato-grossense Myllena Nogueira ganhou um novo capítulo neste domingo (27), quando a jovem, de 21 anos, conquistou a medalha de prata em Tecnologia da Moda na WorldSkills Shanghai 2026. O resultado veio após quatro dias de provas práticas, disputadas por jovens profissionais de diferentes países. Representando Mato Grosso e o Brasil, Myllena chegou à competição depois de uma preparação intensa, marcada por treinamentos, avaliações e simulações dos desafios que encontraria em Shanghai. No palco internacional, precisou colocar à prova não apenas a habilidade com a costura, mas também precisão, criatividade, planejamento, produtividade e controle do tempo. A paixão pelo ofício começou dentro de casa. Aos 14 anos, ela ganhou dos pais a primeira máquina de costura e aprendeu com o pai os fundamentos da profissão. Anos depois, o conhecimento adquirido na adolescência a levou a competir entre os melhores jovens profissionais do mundo.
Operação mira grupo suspeito de caça e comércio ilegal de tartarugas em área de preservação em MT
Polícia Civil cumpre oito mandados em Mato Grosso e Goiás contra investigados por ataques sistemáticos a quelônios durante período de desova A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira (30.9), a Operação Iurará para combater a caça, o abate e o comércio clandestino de tartarugas e outras espécies de quelônios no leste de Mato Grosso. Ao todo, são cumpridos oito mandados de busca e apreensão em propriedades rurais e endereços residenciais e comerciais nos estados de Mato Grosso e Goiás. As ordens judiciais foram cumpridas em cinco propriedades rurais de Ribeirão Cascalheira, dois endereços residenciais em Goiânia e um estabelecimento comercial em Aparecida de Goiânia. As medidas foram autorizadas pela Vara Única da Comarca de Ribeirão Cascalheira após representação da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), responsável pelas investigações. Os alvos são investigados por crimes contra a fauna silvestre, incluindo venda e comércio ilegal, caça e abate de animais, dano ambiental e associação criminosa. Segundo as apurações, o grupo teria realizado ataques sistemáticos contra animais do Refúgio de Vida Silvestre (RVS) Quelônios do Araguaia, unidade de conservação localizada na região do Rio das Mortes. As investigações apontam um fazendeiro e empresário do ramo de cosméticos como suposto líder do esquema. Ele seria proprietário de uma fazenda situada às margens do Rio das Mortes, em Ribeirão Cascalheira, em frente à área protegida. Entre os demais investigados estão pessoas ligadas ao empresário, incluindo a esposa e funcionários. A suspeita é de que os animais abatidos fossem destinados à comercialização clandestina. O período da operação coincide com a época de desova da tartaruga-da-Amazônia. Entre setembro e outubro, durante a seca, os animais deixam os rios e seguem para as praias que surgem às margens dos cursos d’água para depositar os ovos. A concentração dos quelônios torna a região mais visada por caçadores ilegais. Outras espécies, como o cágado, também são alvo da caça. A área investigada integra o conjunto de unidades de conservação do Vale do Araguaia, incluindo o Parque Estadual do Araguaia, que possui mais de 223 mil hectares. A região abriga diversas espécies da fauna silvestre e funciona como corredor ecológico entre áreas protegidas e terras indígenas. A Operação Iurará contou com apoio da Delegacia de Polícia de Água Boa, da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Polícia Civil de Goiás. O nome da operação faz referência ao termo de origem tupi antiga “iurará”, utilizado para designar tartaruga de rio.