Deputados eleitos e reeleitos pelo estado participam de coletiva nesta quarta-feira (7), em Cuiabá O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), lidera nesta quarta-feira (7) uma coletiva de imprensa em apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. A mobilização reunirá deputados eleitos e reeleitos por Mato Grosso que apoiam a candidatura do liberal. Durante o encontro, os parlamentares concederão entrevista coletiva à imprensa para oficializar o posicionamento e falar sobre a mobilização política no estado. SERVIÇO O quê: Coletiva de apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República Quando: Quarta-feira (7), às 14h Onde: Hotel Paiaguás, Sala Rudá.
Do pódio nacional ao mundo: atletas de Mato Grosso representam o Brasil em competições de Kung Fu Wushu
Delegação mato-grossense soma 29 medalhas no Campeonato Brasileiro e terá representantes em disputas internacionais na Argentina e na Itália Mato Grosso ganha espaço no cenário internacional do Kung Fu Wushu neste mês, com atletas convocados para representar o Estado e o Brasil em competições realizadas na Argentina e na Itália. Entre os dias 6 e 12 de outubro, quatro mato-grossenses estarão em Buenos Aires para disputar o 15th Panamerican Wushu Championship e o 5th Panamerican Kungfu & Taijiquan Championship. No mesmo período, entre 7 e 12 de outubro, outro representante do Estado participa do World Shuaijiao Games, em Montesilvano, na Itália. As convocações são resultado do desempenho da Federação Mato-Grossense de Kung Fu Wushu no 36º Campeonato Brasileiro da modalidade, realizado em Maceió (AL), entre os dias 3 e 7 de setembro. A delegação, formada por 19 integrantes, entre atletas, comissão técnica e representantes da entidade, conquistou 29 medalhas, sendo oito de ouro, 13 de prata e oito de bronze. Na Argentina, Brenda Silva dos Santos, de 28 anos, competirá nas categorias Jianshu (espada) Opcional Feminino, Qianshu (lança) Opcional Feminino, Chan Quan Feminino e Shuang Jian (espada dupla) Feminino. A adolescente Júlia Falcão Fernandes Fonseca, de 13 anos, participará das disputas de Hua Quan Feminino e Shan (leque) Feminino. O mestre Bruk Lee, de 57 anos, representará Mato Grosso nas modalidades Mãos do Sul Masculino e Pudao Masculino. Já Gabriel Pedroso de Almeida, de 28 anos, disputará o Sanda Masculino até 65 quilos, modalidade de combate do Kung Fu Wushu. A delegação mato-grossense contará ainda com as acompanhantes técnicas Joseane Alves Falcão e Monique Mielle Silva, que prestarão suporte aos atletas durante os campeonatos. Na Itália, o Estado será representado por Luiz Alberto Soares Maciel Filho, de 32 anos, no World Shuaijiao Games. O atleta disputará a categoria Shuaijiao Adulto Masculino até 65 quilos. Antes de chegar às competições internacionais, os atletas mato-grossenses tiveram desempenho de destaque no Campeonato Brasileiro. Entre os principais resultados estão os de Valeria Valentina Medina Marcano, com duas medalhas de ouro e duas de prata; Angel Gabriel Medina Marcano, com duas pratas e dois bronzes; Brenda Silva dos Santos, com dois ouros; e Bernardo Joaquim Moreira de Amorim, com três ouros. Também subiram ao pódio Joseane Alves Falcão, com uma prata; Yuri de Lima Santos, com uma prata e dois bronzes; Théo Henrique Loureiro Delgado, com uma prata; Júlia Falcão Fernandes Fonseca, com três pratas e dois bronzes; Gabriel Pedroso de Almeida, com uma prata e um bronze; e Allana Lima Oliveira Piaia Pael, com um ouro, duas pratas e um bronze. Maria Clara de Moraes Romão terminou a competição nacional na sexta colocação, enquanto Luiz Alberto Soares Maciel Filho e Bruk Lee ficaram em quinto lugar. O desempenho em Maceió garantiu visibilidade e experiência aos atletas e reforçou a evolução técnica da modalidade no Estado, que agora amplia sua presença em competições internacionais. Além da busca por medalhas, a participação permite aos representantes de Mato Grosso enfrentar competidores de diferentes países e elevar o nível técnico adquirido nas disputas nacionais. A participação nas competições conta com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT), por meio de convênio. Para a Federação Mato-Grossense de Kung Fu Wushu, o resultado é fruto de um trabalho contínuo de preparação e formação esportiva, que fortalece a modalidade e contribui para revelar novos talentos no Estado.
MT Hemocentro amplia coletas e percorre cidades de MT para reforçar estoques em outubro
Ações serão realizadas em Cuiabá e em cinco municípios do interior; unidade também terá atendimento especial no sábado (17) O MT Hemocentro, único banco de sangue público de Mato Grosso, amplia durante o mês de outubro as ações de coleta para reforçar os estoques e garantir o atendimento às demandas dos hospitais públicos de todo o Estado. As campanhas serão realizadas em Cuiabá, Campo Verde, Alto Paraguai, Nova Brasilândia, Brasnorte e Pedra Preta. De acordo com o diretor do MT Hemocentro, Fernando Henrique Modolo, a manutenção dos estoques depende da participação contínua dos doadores. “É importante que as pessoas se solidarizem e realizem a doação de sangue para que o MT Hemocentro consiga atender as demandas dos hospitais públicos de todo o Estado. Por isso, convido a população a participar das nossas campanhas tanto em Cuiabá quanto no interior”, destacou. Na Capital, a sede do MT Hemocentro funciona na Rua 13 de Junho, nº 1.055, no Centro, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h. Para facilitar o acesso de quem não consegue comparecer durante a semana, a unidade terá atendimento excepcional no sábado (17), das 7h30 às 12h. Confira o calendário de coletas Cuiabá 06 e 07/10 – Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT); 13 e 14/10 – Escritório Bom Futuro; 16/10 – Chácara 3 Irmãos, do grupo Bom Futuro; 17/10 – Coleta interna no MT Hemocentro, das 7h30 às 12h; 26 e 27/10 – Coleta interna da Rota Oeste no MT Hemocentro; 27/10 – Transportadora Bom Futuro; 29/10 – Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT). Campo Verde 06 a 08/10 – Coleta externa. Alto Paraguai 14 e 15/10 – Coleta externa. Nova Brasilândia 14 e 15/10 – Coleta externa. Brasnorte 20 a 22/10 – Coleta externa. Pedra Preta 27 a 29/10 – Coleta externa. Quem pode doar Para doar sangue, é necessário apresentar documento oficial com foto, pesar 50 quilos ou mais, estar em boas condições de saúde e ter feito uma alimentação equilibrada antes da doação. Podem doar pessoas de 16 a 69 anos, 11 meses e 29 dias. Entre 60 e 69 anos, a doação é permitida apenas para quem já tenha doado sangue antes dos 60 anos. Doadores regulares também podem continuar doando após os 70 anos, desde que estejam saudáveis e sejam considerados aptos após avaliação médica. Adolescentes de 16 e 17 anos precisam apresentar autorização dos pais ou responsável legal. No período de 12 meses, homens podem realizar até quatro doações, enquanto mulheres podem doar até três vezes. Em cada procedimento são coletados aproximadamente 450 ml de sangue. Após a doação, a recomendação é evitar atividades físicas intensas e o consumo de bebidas alcoólicas. Agendamento Quem quiser doar sangue na sede do MT Hemocentro pode realizar o agendamento pelo Sistema de Agendamento. Também é possível entrar em contato pelo WhatsApp (65) 98433-0624, exclusivamente por mensagem, ou pelo telefone (65) 3623-0044, nos ramais 2024, 2025 e 2026. O MT Hemocentro fornece comprovante de comparecimento aos voluntários. Nos casos em que a pessoa comparece, mas não consegue realizar a doação, também é emitido comprovante. Para quem efetivamente doa, é fornecido atestado de doação de sangue para justificativa de ausência no trabalho.
Ilde Taques reúne os 27 votos e assume comando da Câmara de Cuiabá em 2027
Vereador do Podemos foi escolhido nesta terça-feira (6) para presidir o Legislativo no biênio 2027/2028, após semanas de articulações e mudanças no cenário político da Casa Depois de semanas de articulações, mudanças de alianças e desistências, a eleição para a Mesa Diretora da Câmara Municipal de Cuiabá terminou com unanimidade. Ilde Taques (Podemos) recebeu os votos dos 27 vereadores e foi escolhido, nesta terça-feira (6), para presidir o Legislativo municipal durante o biênio 2027/2028. Ilde chegou à votação como candidato único, resultado de uma série de movimentações internas que alteraram o cenário da disputa nas últimas semanas. As tentativas de formação de uma chapa concorrente perderam força até que os adversários deixaram a corrida pela presidência. Antes da votação, Ilde destacou a intensidade das articulações e classificou o processo como uma das eleições mais disputadas para a formação da Mesa Diretora da Câmara. Em seu discurso, defendeu a construção de um pacto voltado aos interesses da população cuiabana, com atenção às áreas de saúde e educação. O vereador também afirmou que pretende conduzir o Legislativo com independência, transparência e harmonia entre os parlamentares, colocando o interesse público como prioridade. A nova Mesa Diretora terá Eduardo Magalhães (Republicanos) como primeiro vice-presidente, Maria Avalone (PSDB) como segunda vice-presidente, Adevair Cabral (Solidariedade) como primeiro-secretário e Michelly Alencar (União Brasil) como segunda-secretária. A composição já havia sido definida durante as articulações que antecederam a votação. A futura direção da Câmara também estará à frente de uma estrutura com previsão orçamentária de R$ 117,5 milhões para 2027, conforme proposta da Lei Orçamentária Anual (LOA) encaminhada pelo prefeito Abilio Brunini (PL). O valor é cerca de R$ 5,6 milhões superior aos recursos previstos para o Legislativo neste ano. A proposta ainda será analisada e votada pelos vereadores. A unanimidade registrada no plenário contrasta com o cenário que marcou o início da disputa. Uma das primeiras alternativas avaliadas era a permanência da atual presidente, Paula Calil (PL), mas a possibilidade dependia de alteração do Regimento Interno para permitir a recondução ao mesmo cargo. A mudança não avançou diante da resistência interna. Na sequência, Dilemário Alencar (União) passou a ser articulado como candidato à presidência, com Mário Nadaf (PV) na vice. O grupo chegou a reunir 13 vereadores, mas perdeu espaço à medida que Ilde ampliou sua articulação e passou a receber adesões de parlamentares que inicialmente estavam alinhados à candidatura adversária. Com a redução das possibilidades de uma chapa concorrente, Dilemário deixou a disputa. Na segunda-feira (5), véspera da eleição, os vereadores da base do prefeito Abilio Brunini decidiram não apresentar outro nome e foram liberados para apoiar Ilde. O movimento transformou a maioria construída nas articulações dos bastidores em unanimidade no plenário. Dos 27 vereadores da Câmara de Cuiabá, todos votaram pela composição liderada por Ilde Taques, que assumirá a presidência da Casa a partir de 2027.
TCE-MT alerta municípios para recuperar ISSQN antes do fim de 2026
Tribunal destaca que arrecadação do exercício será considerada na formação da receita de referência para distribuição do IBS e recomenda ações imediatas de cobrança e regularização O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) orienta os municípios do Estado a reforçarem, até o fim de 2026, as medidas de identificação, cobrança e recuperação de créditos do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN). A recomendação considera o impacto da arrecadação deste ano na transição para o novo sistema tributário. Isso porque 2026 será o último exercício utilizado na composição da receita média de referência que servirá de base para a distribuição do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) aos municípios. Diante desse cenário, o Tribunal alerta para a necessidade de transformar créditos tributários ainda recuperáveis em receita efetivamente arrecadada. Segundo o presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, os municípios precisam aproveitar o período restante do ano para identificar valores que podem ser recuperados, observando os critérios legais e a segurança jurídica. A orientação foi elaborada pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), presidida pelo conselheiro Valter Albano, a partir de uma demanda apresentada pela Prefeitura de Sorriso. O documento apresenta alternativas para ampliar a recuperação de valores relacionados a ISSQN omitidos, subdeclarados ou considerados de difícil recebimento. Entre os pontos destacados está a necessidade de avaliar não apenas o valor nominal dos débitos, mas também a possibilidade real de recuperação. Para isso, os municípios devem considerar fatores como os custos envolvidos na cobrança, o tempo de existência dos créditos, a capacidade econômica dos contribuintes e as chances concretas de pagamento. Autorregularização Uma das medidas recomendadas pelo TCE-MT é a adoção de mecanismos de autorregularização, permitindo que contribuintes identifiquem e solucionem espontaneamente eventuais pendências tributárias, com o pagamento dos valores devidos ainda em 2026. O Tribunal também aponta que municípios podem adotar, quando houver previsão legal e justificativa técnica, condições diferenciadas para a recuperação de créditos cuja cobrança apresente baixa ou incerta possibilidade de retorno aos cofres públicos. A orientação considera as alterações promovidas pela Lei Complementar nº 236/2026, que ampliou mecanismos consensuais para prevenção e solução de controvérsias tributárias. Nesse contexto, uma eventual redução do valor nominal de um crédito não configura necessariamente renúncia de receita quando a medida estiver fundamentada na possibilidade efetiva de recuperar valores que dificilmente seriam recebidos pelos meios tradicionais. Prazo até dezembro A preocupação do TCE-MT também está relacionada ao risco de perda de créditos pela decadência e ao encerramento, em 31 de dezembro, do período considerado para a composição da receita média de referência utilizada na transição para o IBS. De acordo com a Lei Complementar nº 227/2026, a arrecadação do ISSQN registrada entre 2019 e 2026 será considerada na formação dessa média. Por isso, o Tribunal reforça que as administrações municipais devem intensificar as ações ainda neste exercício. Entre as estratégias recomendadas estão o cruzamento de informações, a identificação de inconsistências, a cobrança administrativa, a autorregularização e a adoção de mecanismos que aumentem a efetividade da recuperação dos créditos. A COPSFID já havia orientado os municípios sobre essas medidas por meio da Nota Recomendatória COPSFID nº 1/2026. O novo parecer reforça a necessidade de que cada município avalie suas próprias condições de arrecadação e priorize medidas com maior potencial de retorno financeiro. O documento possui caráter orientativo e não interfere nas competências legais dos municípios nem substitui as atribuições de controle externo exercidas pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso.
Intermat poderá emitir escrituras digitais com QR Code para ampliar segurança e facilitar regularização de imóveis
Nova lei altera o Código de Terras de Mato Grosso, mantém validade de títulos antigos e prevê integração tecnológica com cartórios O Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat) poderá emitir escrituras e títulos definitivos de imóveis em formato digital, com QR Code ou outro mecanismo eletrônico capaz de permitir a verificação da autenticidade dos documentos. A medida está prevista na Lei nº 13.566, sancionada em 22 de setembro, que altera dispositivos do Código de Terras de Mato Grosso, em vigor desde 1977. A nova sistemática busca ampliar a segurança dos documentos e facilitar a conferência das informações, mas a utilização de recursos digitais não será requisito para a validade jurídica dos títulos. Com isso, documentos emitidos anteriormente, sem QR Code ou assinatura digital, continuam plenamente válidos e não poderão ter registro ou averbação recusados pelos cartórios exclusivamente pela ausência desses mecanismos. Os proprietários também não serão obrigados a substituir, reemitir ou atualizar títulos antigos para adequá-los ao novo formato. A legislação estabelece ainda que a adoção do documento digital não representa, por si só, quitação de débitos, baixa automática de ônus ou consolidação do domínio sobre o imóvel. Nas regras de regularização fundiária, o pagamento integral do valor da terra permite a retirada da cláusula resolutiva relacionada à dívida. As demais obrigações, condições e restrições administrativas permanecem em vigor até que sejam cumpridas ou formalmente canceladas, conforme as normas aplicáveis. A disponibilização definitiva dos documentos também dependerá do cumprimento dos requisitos técnicos, administrativos, financeiros, jurídicos e registrais previstos. Nos casos em que o registro imobiliário prévio for necessário, a emissão definitiva ocorrerá somente após o registro no cartório competente e a atualização dos dados nos sistemas do Estado. A legislação prevê ainda a adoção de mecanismos de segurança cibernética e integração entre o Intermat e os cartórios de registro de imóveis, com o objetivo de reduzir riscos de fraude e garantir maior confiabilidade aos documentos. Eventuais falhas ou instabilidades nos sistemas utilizados para a emissão digital não comprometem a eficácia dos títulos que já tenham sido regularmente emitidos. A norma também estabelece que problemas técnicos não geram direito a indenização ou a emissões extraordinárias. Mesmo com a modernização dos procedimentos, o Estado mantém a possibilidade de revisar, anular ou cancelar títulos nas situações previstas pela legislação. A implantação do novo modelo será gradual, de acordo com a capacidade técnica e orçamentária do Intermat. A Lei nº 13.566 entrou em vigor na data de sua publicação e estabelece prazo de até um ano para que o Poder Executivo regulamente os procedimentos da nova sistemática. A proposta que deu origem à legislação é de autoria do deputado estadual Nininho.
Flávio Bolsonaro e Lula avançam ao 2º turno; sete estados ainda definem governador
Disputa presidencial será decidida em 25 de outubro; Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Tocantins também terão nova votação para governador A eleição para a Presidência da República será decidida em segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A nova votação está marcada para 25 de outubro, quando os eleitores voltarão às urnas para escolher o próximo presidente do Brasil. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro terminou na liderança, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45,16%. Com nenhum dos candidatos atingindo mais da metade dos votos válidos, a disputa presidencial foi encaminhada para uma nova rodada. O segundo turno também definirá os governadores de sete unidades da Federação. A nova votação ocorrerá no mesmo dia da disputa presidencial no Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Tocantins. No Acre, a disputa será entre Mailza Assis (PP) e Alan Rick (Republicanos). No Amazonas, os eleitores escolherão entre Omar Aziz (PSD) e Professora Maria do Carmo (PL). No Distrito Federal, Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT) seguem para o segundo turno. No Espírito Santo, a disputa será entre Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Ricardo Ferraço (MDB). Já no Rio de Janeiro, os candidatos são Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD). No Rio Grande do Norte, a definição ficará entre Allyson (União) e Cadu de Lula (PT). No Tocantins, Professora Dorinha (União) e Vicentinho Júnior (PSDB) disputam o segundo turno. Com a conclusão do primeiro turno, as campanhas presidenciais e estaduais entram agora em uma nova etapa, com os candidatos concentrando esforços na busca pelos votos dos eleitores que não definiram sua escolha na primeira votação. A decisão final ocorrerá em 25 de outubro.
Envolvidos em roubo contra idosa em Várzea Grande são presos
Três homens foram presos e um adolescente foi apreendido pela Polícia Civil, nesta segunda-feira (5.10), após investigações dos policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf-VG) constatarem o envolvimento dos suspeitos e um crime de roubo a residência tendo como vítimas uma idosa e a sua filha. Um dos suspeitos, de 45 anos, foi autuado em flagrante pelos crimes de roubo majorado e corrupção de menores. Outro suspeito, de 18 anos, flagrado em posse do aparelho celular da vítima, responderá por receptação dolosa. Já o adolescente, de 17 anos, responderá pelo ato infracional de roubo majorado. Assim que tomou conhecimento dos fatos, a equipe de policiais da Derf-VG iniciou diligências para identificar e prender os autores do crime. Segundo as investigações, o suspeito de 45 anos, é vizinho da vítima e foi o responsável por arrombar a porta da casa para praticar o roubo. Com base na informação, os policiais conseguiram localizar o suspeito que confessou a participação no roubo, revelando a participação do adolescente e ponto de receptação do aparelho celular da vítima. Na residência indicada, os policiais encontraram o celular da vítima e também diversos aparelhos sem comprovação da origem. Dois jovens que estavam no local foram presos em flagrante pela receptação dos equipamentos apreendidos. O adolescente envolvido no roubo também estava na residência e foi apreendido. Diante dos fatos, todo material ilícito foi apreendido e os quatro suspeitos foram conduzidos à Derf-VG para as providências cabíveis. O aparelho recuperado passou pelos trâmites legais e foi devidamente restituído à proprietária. Após serem interrogados pelo delegado Sérgio Luís de Henrique de Almeida, os maiores de idade foram autuados em flagrante sendo posteriormente encaminhados para audiência de custódia, ficando à disposição da Justiça.
FIM DE UM CICLO? Família Campos fica sem mandato em 2027 e futuro político entra em discussão
Derrota de Kalil Baracat em Várzea Grande foi primeiro grande sinal; dois anos depois, Jayme deixa o Senado e Júlio não consegue se reeleger para a Assembleia. Afinal, para onde vai um dos grupos políticos mais tradicionais de Mato Grosso? Por: Alex Rabelo — jornalista e estrategista em marketing político | MT Urgente News Durante décadas, falar de política em Mato Grosso — e principalmente em Várzea Grande — quase sempre significou, em algum momento, falar da família Campos. Jayme Campos e Júlio Campos atravessaram gerações, ocuparam alguns dos principais cargos públicos do estado e construíram um grupo com presença política que ultrapassou meio século. Mas as urnas parecem ter enviado um recado diferente nos últimos anos. A partir de 2027, pela primeira vez em décadas, os irmãos Jayme e Júlio Campos estarão fora de cargos eletivos, abrindo uma pergunta que até pouco tempo atrás parecia improvável: o que aconteceu com a força política da família Campos e para onde o grupo vai agora? O PRIMEIRO GRANDE ALERTA VEIO DE VÁRZEA GRANDE Para entender o momento atual, é preciso voltar a 6 de outubro de 2024. Kalil Baracat (MDB) buscava a reeleição para prefeito de Várzea Grande e tinha o apoio da família Campos, além de uma ampla base política. Do outro lado estava Flávia Moretti (PL), estreante em disputas eleitorais majoritárias e candidata de oposição. O resultado contrariou as pesquisas da época. Flávia venceu com 68.760 votos, 50,54% dos votos válidos, contra 61.005 votos, ou 44,84%, de Kalil. Foram 7.755 votos de diferença. Não foi apenas a derrota de um prefeito tentando a reeleição. Politicamente, aquele resultado mostrou que o apoio da família Campos já não era suficiente, sozinho, para garantir uma vitória em seu principal reduto eleitoral. A própria cobertura da eleição destacou que Kalil disputou com uma grande base política liderada pelos Campos e, ainda assim, acabou derrotado pela oposição. JÚLIO RECONHECEU O DESGASTE Talvez uma das análises mais importantes sobre aquela derrota tenha vindo de dentro da própria família. Poucos dias depois da eleição, Júlio Campos reconheceu publicamente o desgaste do grupo. Ele relacionou o resultado a problemas enfrentados pela administração municipal, entre eles a falta de água e as denúncias envolvendo o Departamento de Água e Esgoto (DAE), e reconheceu que, depois de anos de um mesmo grupo no comando municipal, havia sentimento de renovação entre parte do eleitorado. Jayme, por outro lado, rejeitou naquele momento a interpretação de que tivesse saído politicamente enfraquecido. Argumentou que não era candidato, mas apoiador de Kalil, e destacou o desempenho do União Brasil em outros municípios do estado. As duas declarações mostravam leituras diferentes sobre o mesmo resultado. Mas, olhando agora em perspectiva, a eleição de 2024 pode ser considerada um importante sinal de mudança no ambiente político de Várzea Grande. DOIS ANOS DEPOIS, NOVO REVÉS Chegamos então às eleições de 2026. Júlio Campos buscava permanecer na Assembleia Legislativa, onde havia conquistado uma cadeira em 2022 com 33.800 votos. Desta vez, não conseguiu a reeleição. É um resultado significativo principalmente quando colocado diante da trajetória de Júlio. Ele já foi prefeito de Várzea Grande, deputado federal, governador de Mato Grosso e senador. Em diferentes momentos de sua carreira, conseguiu retornar às urnas mesmo depois de períodos longe dos cargos eletivos. Agora, aos 79 anos, termina 2026 sem conseguir renovar o mandato estadual. JAYME TAMBÉM DEIXA O SENADO Ao mesmo tempo, Jayme Campos encerra seu atual mandato no Senado em 31 de janeiro de 2027, segundo a matéria-base fornecida ao MT Urgente. Durante a construção da eleição de 2026, Jayme buscou espaço para disputar novamente o Governo de Mato Grosso. O projeto não avançou. A convenção do União Brasil optou por outro caminho e o partido entrou na composição em torno da reeleição de Otaviano Pivetta, frustrando a possibilidade de Jayme retornar naquele momento à disputa pelo Palácio Paiaguás. Assim, ocorre uma combinação política rara para a família: Júlio sem mandato na Assembleia e Jayme deixando o Senado. O QUE REALMENTE ACONTECEU COM OS CAMPOS? Não existe uma única resposta. A derrota de Kalil em 2024 não pode ser tratada como responsável, sozinha, pelo cenário de 2026. Mas ela pode ser interpretada como um primeiro grande sinal eleitoral de que a força histórica do grupo estava sendo testada até mesmo dentro de Várzea Grande. E isso é particularmente relevante. Durante décadas, o poder político dos Campos não esteve baseado apenas nos mandatos de Jayme e Júlio. Ele também passou pela capacidade de formar grupos, eleger aliados, participar de composições e influenciar sucessões. Quando um grupo político começa a encontrar dificuldade justamente na transferência desse capital eleitoral, surge um problema maior do que simplesmente perder uma eleição. Surge a necessidade de renovação. E AGORA, PARA ONDE VAI A FAMÍLIA CAMPOS? Essa talvez seja a principal pergunta depois das eleições de 2026. Ficar sem mandato não significa desaparecer da política. Jayme e Júlio ainda carregam décadas de relacionamentos, experiência, aliados, bases municipais e influência partidária. Uma derrota eleitoral não apaga essa construção. Mas o cenário a partir de 2027 é diferente. O desafio agora será saber se o grupo conseguirá transformar influência histórica em uma nova geração de lideranças. Quem será preparado para ocupar esse espaço? A família conseguirá construir um novo nome competitivo? Ou continuará dependendo politicamente de Jayme e Júlio? Essas perguntas se tornam ainda mais importantes porque a política mudou. Redes sociais ganharam peso, novos grupos cresceram, o eleitorado passou por transformações e Várzea Grande mostrou, em 2024, que até estruturas tradicionais podem ser derrotadas. FIM OU RECOMEÇO? Seria precipitado decretar o “fim” político da família Campos. Grupos com décadas de história não desaparecem necessariamente porque passam um período sem mandato. Mas também seria difícil ignorar a sequência recente. 2024: o grupo apoia Kalil Baracat, mas Flávia Moretti vence a Prefeitura de Várzea Grande. 2026: Jayme não consegue viabilizar sua candidatura ao Governo e se aproxima do fim do mandato no Senado. 2026: Júlio tenta a reeleição para deputado estadual e não conquista uma das cadeiras. São