Mobilização em São Paulo reuniu lideranças políticas e apoiadores a uma semana do segundo turno presidencial O senador Wellington Fagundes (PL-MT) participou, neste domingo (18), de uma manifestação em apoio ao candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), na Avenida Paulista, em São Paulo. Batizado de “Bloquinho 22”, o ato reuniu apoiadores e lideranças políticas na reta final da campanha eleitoral. De acordo com as informações divulgadas sobre a participação do senador, Wellington esteve ao lado do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e dos deputados federais Mário Frias e Bia Kicis. A mobilização também contou com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Flávio Bolsonaro chegou ao local por volta das 11h15 e percorreu parte da avenida em um carro de som. A concentração de apoiadores ocorreu na região entre o Museu de Arte de São Paulo (Masp) e o Parque Trianon. Antes da manifestação, o PL havia divulgado uma expectativa de 20 mil participantes. Esse número correspondia à previsão da organização, e não a um levantamento do público presente. Durante o ato, Wellington reafirmou seu apoio à candidatura de Flávio e defendeu a união dos aliados. “Sempre caminhei ao lado de Flávio Bolsonaro e agora, mais do que nunca, seguimos juntos em prol de um Brasil melhor, com mais oportunidades, liberdade e respeito às famílias”, declarou. O senador também comentou a presença dos apoiadores na avenida. “É muito bonito ver tanta gente nas ruas, unida pela fé, pelo amor à nossa pátria e pela esperança de mudança”, afirmou. A manifestação ocorreu no último domingo antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro. A votação será das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, conforme o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). MT Urgente News — com informações do material divulgado sobre o ato.
Erros de Lula, reação contra a Globo e força de aliados de Flávio Bolsonaro acirram reta final da eleição presidencial
Para o estrategista político Alex Rabelo, da ALX Comunicação, declarações polêmicas e confrontos públicos podem aumentar o desgaste do presidente. Do outro lado, Flávio aposta na mobilização de lideranças como Nikolas Ferreira e Tarcísio de Freitas para buscar a vitória no dia 25 de outubro. Por: Alex Rabelo — jornalista e estrategista em marketing político | MT Urgente News A eleição presidencial de 2026 entra em sua última semana com um cenário de polarização, disputa voto a voto e estratégias de comunicação cada vez mais importantes para o resultado das urnas. De um lado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensifica o confronto com seu adversário e enfrenta repercussões negativas de declarações públicas. Do outro, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aposta na mobilização de aliados e na força de lideranças políticas para ampliar sua votação. Na avaliação do estrategista político e marqueteiro Alex Rabelo, CEO da ALX Comunicação, a reta final de uma eleição exige muito mais do que discursos fortes. É o momento em que cada declaração, gesto e decisão estratégica pode influenciar a percepção do eleitor. Para Rabelo, Lula corre o risco de transformar a própria comunicação em um problema de campanha. As críticas à imprensa, as declarações controversas e a ampliação dos ataques ao adversário podem reforçar a imagem de um presidente pressionado pela disputa. Essa é uma interpretação estratégica, não uma comprovação de que Lula esteja em desespero ou de que sua derrota seja inevitável. As pesquisas apontam uma eleição competitiva, ainda aberta. Lula entra em confronto com a Globo e provoca nova polêmica Um dos episódios mais recentes ocorreu na sexta-feira (16), quando Lula criticou a TV Globo após a divulgação de um encontro entre Flávio Bolsonaro e representantes da emissora. O presidente afirmou que a Globo estaria com raiva dele, depois que o adversário participou de um almoço institucional ligado à emissora. O episódio ganhou repercussão justamente na fase em que os candidatos tentam ampliar o diálogo com eleitores que ainda não definiram o voto. Na análise de Alex Rabelo, confrontar veículos de comunicação pode servir para mobilizar apoiadores, mas também representa risco quando a campanha precisa apresentar propostas e conquistar a confiança de quem está fora de sua base eleitoral. A estratégia de enfrentamento pode acabar desviando a atenção de temas como economia, saúde, emprego e custo de vida — assuntos com impacto direto na decisão do eleitor. Além disso, a reação de Lula expõe um contraste: enquanto o presidente critica a aproximação institucional do adversário com a emissora, Flávio procura ampliar seus espaços de exposição pública. Declarações polêmicas voltam a pesar sobre a imagem do presidente Outro episódio que ajuda a compreender os riscos da comunicação presidencial ocorreu em abril de 2023, quando Lula utilizou a expressão “desequilíbrio de parafuso” ao falar de pessoas com questões de saúde mental. A fala foi criticada por entidades da área de saúde mental e por representantes de pessoas com deficiência, que consideraram a declaração inadequada e estigmatizante. Após a repercussão, Lula reconheceu o erro e pediu desculpas publicamente, afirmando que não se deve associar violência a pessoas com deficiência ou transtornos mentais. Embora a declaração não seja recente, o episódio ilustra um dos desafios de comunicação do presidente: falas improvisadas podem produzir desgaste, exigir retratações e deslocar o debate político para controvérsias que poderiam ser evitadas. Na visão estratégica de Rabelo, há uma diferença importante entre falar com espontaneidade e perder o controle da mensagem. Quanto mais acirrada a eleição, maior o custo potencial de uma declaração mal formulada. Redes sociais mostram Lula mais ofensivo e Flávio concentrado no pedido de voto Um levantamento do g1, divulgado neste domingo (18), analisou 2.129 publicações dos perfis oficiais de Lula e Flávio Bolsonaro no Instagram, entre janeiro e 14 de outubro. Os dados mostram uma mudança significativa na comunicação dos dois candidatos. No período de pré-campanha, Lula praticamente não mencionava seu adversário nas legendas. Já no segundo turno, o nome Bolsonaro passou a aparecer em 26% das publicações do presidente, enquanto Flávio foi mencionado em 20%. No caso de Flávio Bolsonaro, o movimento foi diferente. A proporção de postagens que citam Lula diminuiu em relação à pré-campanha, enquanto as mensagens com pedidos de voto e referências à vitória permaneceram entre as mais frequentes. ESTRATÉGIAS NO INSTAGRAM — SEGUNDO TURNO Lula 26% das publicações citam “Bolsonaro” Flávio Bolsonaro 54% das publicações usam “vote” O levantamento também mostrou que Lula lidera em volume e engajamento total durante a campanha, enquanto Flávio mantém forte desempenho de visualizações por vídeo. Fonte: levantamento do g1 com publicações até 14 de outubro de 2026, presente no material de referência. Para o estrategista, os dados mostram uma diferença relevante de posicionamento: Lula ampliou a estratégia de confronto, enquanto Flávio mantém o pedido de voto como elemento central de suas publicações. Isso não significa que Flávio tenha abandonado os ataques. Algumas de suas publicações de maior alcance também adotam linguagem agressiva contra o presidente. O contraste está principalmente na frequência das referências ao adversário e no foco das mensagens digitais. Nikolas Ferreira se consolida como uma das principais forças de mobilização da direita O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) se tornou uma peça estratégica para a campanha de Flávio Bolsonaro, especialmente pela capacidade de mobilizar eleitores jovens e transformar discursos políticos em conteúdos de grande circulação nas redes sociais. Reeleito com a maior votação para deputado federal em Minas Gerais, Nikolas representa um importante reforço para a campanha no segundo maior colégio eleitoral do país. Na avaliação de Alex Rabelo, a presença de Nikolas vai além de um simples apoio político. Sua comunicação direta, o domínio dos vídeos curtos e a facilidade de repercussão digital permitem que mensagens de campanha alcancem públicos que nem sempre acompanham a propaganda eleitoral tradicional. A participação do parlamentar também contribui para manter a militância engajada nas ruas e nas plataformas digitais, especialmente em uma disputa na qual a mobilização pode fazer diferença. Tarcísio de Freitas amplia força política da campanha de Flávio Outro nome importante na
Lula negava conhecer lobista e duvidava de reuniões do filho com ministros; agora, investigada ameaça fazer delação premiada
Roberta Luchsinger afirma que Lulinha frequentava reuniões com integrantes do alto escalão do governo e diz que presidente tinha conhecimento dos encontros. Planalto nega qualquer proximidade com a empresária e contesta as acusações. Por: Alex Rabelo — jornalista e estrategista político | MT Urgente News As declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre sua relação com a lobista Roberta Luchsinger e os contatos de seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, com integrantes do governo federal voltaram ao centro de uma polêmica neste sábado (17). Em entrevista à CNN Brasil, Roberta, investigada por suspeitas de tráfico de influência, contestou publicamente o presidente, afirmou que Lulinha mantinha encontros frequentes com ministros e declarou estar disposta a realizar uma delação premiada, sem poupar pessoas próximas ao poder. A controvérsia ganhou força porque Lula vinha afastando qualquer relação pessoal com a empresária e havia declarado publicamente que duvidava que seu filho tivesse feito lobby ou tratado de contratos com ministros de seu governo. Agora, a versão apresentada por Roberta coloca essas declarações sob questionamento. Ela afirma que os encontros aconteciam com frequência e que o presidente tinha conhecimento deles. As alegações, entretanto, ainda precisam ser comprovadas pelas investigações. Lula negou proximidade com lobista e disse duvidar que filho fizesse lobby Em entrevista ao podcast Flow, no dia 1º de outubro, Lula foi questionado sobre as suspeitas envolvendo Lulinha e sua possível atuação em negócios com órgãos federais. Na ocasião, o presidente afirmou não acreditar que seu filho tivesse procurado ministros para tratar de contratos públicos. “Eu duvido que meu filho tenha feito lobby com qualquer ministro meu. Duvido que meu filho tenha conversado com alguém a respeito disso.” A declaração passou a ser confrontada com o relato apresentado pela empresária, que afirma ter presenciado Lulinha reunido com integrantes do primeiro escalão do governo em diversas ocasiões. Em relação à própria Roberta, Lula também negou manter interlocução com a lobista e afirmou desconhecer as supostas tratativas relatadas por ela. É importante distinguir os dois pontos: Lula negou ter relacionamento ou envolvimento com Roberta e disse duvidar de encontros do filho para tratar de negócios. Ele não afirmou categoricamente que Lulinha jamais tivesse conversado com ministros. Segundo Roberta, porém, os encontros não apenas aconteciam como seriam conhecidos pelo presidente. Lobista afirma que Lulinha se reunia semanalmente com ministros Durante a entrevista, Roberta declarou que o filho do presidente participava regularmente de encontros com integrantes do governo federal. “O filho dele sentava semanalmente com ministro, seja para trocar figurinhas, seja para trocar qualquer outro tipo de diálogo.” A empresária também afirmou que Lulinha teria viajado ao Ceará e visitado a residência de Camilo Santana, ex-ministro da Educação e atual senador. Camilo, por sua vez, negou ter se encontrado com Lulinha para tratar de assuntos de governo ou negócios. Também afirmou não possuir qualquer relação com Roberta Luchsinger. A lobista não apresentou, nessa parte da entrevista, comprovação de que as reuniões relatadas envolvessem práticas ilegais. Questionada sobre eventuais negociações relacionadas ao fornecimento de canabidiol ao Ministério da Saúde, disse não ter presenciado conversas desse tipo. Apesar disso, sustentou que o presidente não estaria dizendo a verdade ao minimizar os contatos de seu filho com integrantes do governo. Investigada anuncia intenção de fazer delação e diz que não poupará ninguém Um dos momentos mais contundentes da entrevista ocorreu quando Roberta declarou que pretende buscar um acordo de colaboração premiada com as autoridades. “Eu quero fazer uma delação premiada. Sabe por quê? Porque eu não tenho pai presidente. Eu não tenho mãe presidente.” A empresária disse estar disposta a apresentar informações além das mensagens de WhatsApp já obtidas nas investigações. A declaração amplia a repercussão do caso, especialmente porque Roberta afirma conhecer a rotina de encontros de Lulinha com integrantes do governo. Contudo, a intenção manifestada publicamente não significa que uma delação tenha sido formalizada ou aceita. Um eventual acordo dependerá da avaliação das autoridades competentes, de informações verificáveis e dos requisitos legais aplicáveis à colaboração premiada. Até o momento, não há comprovação pública de que as acusações feitas por Roberta na entrevista demonstrem a prática de crimes por Lula ou pelos ministros citados. Chamada de “pilantra” por Lula, Roberta relata ameaças contra ela e as filhas A relação entre o presidente e a empresária também ganhou um novo capítulo depois que Lula a chamou de “pilantra” ao comentar as investigações envolvendo seu filho. Em entrevista à TV Globo, em agosto, o presidente questionou a credibilidade de informações encontradas no celular da lobista, apreendido pela Polícia Federal. Roberta reagiu às declarações e disse que passou a enfrentar ameaças de morte e ataques direcionados às duas filhas. Segundo a empresária, a manifestação pública do presidente contribuiu para ampliar a exposição e os ataques contra sua família. Ela também criticou o que considera uma diferença de tratamento entre ela e Lulinha, afirmando que estaria sendo responsabilizada publicamente enquanto o filho do presidente recebe sua defesa. As ameaças relatadas são alegações da própria empresária e precisam ser apuradas pelas autoridades. O que está sendo investigado pela Polícia Federal? Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva são investigados em três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), que apuram suspeitas de corrupção e tráfico de influência. As investigações buscam esclarecer se houve utilização de relações pessoais e políticas para favorecer interesses empresariais em órgãos do governo federal. Entre os pontos investigados estão possíveis articulações envolvendo contratos públicos e setores da administração federal. A existência dos inquéritos não significa que os investigados tenham cometido crimes. As responsabilidades dependerão das provas reunidas, das conclusões das investigações e de eventuais decisões judiciais. Planalto nega acusações e questiona momento da entrevista Após as declarações de Roberta, a equipe de comunicação do presidente informou à CNN Brasil que Lula desconhece as acusações apresentadas pela empresária. O Planalto afirmou que o presidente nunca manteve interlocução com a lobista nem recebeu demandas dela. Em nota, Lula também questionou o momento em que as denúncias foram divulgadas, a poucos dias do segundo turno da eleição
Motociclista morre após ser atingido por ônibus em cruzamento de avenida em Cuiabá
Vítima ficou presa sob a parte traseira do coletivo e morreu no local; circunstâncias do acidente serão investigadas pela Polícia Civil. Um motociclista morreu após se envolver em um grave acidente com um ônibus do transporte coletivo na noite deste sábado (17), na Avenida Dante Martins de Oliveira, em Cuiabá. A colisão ocorreu no cruzamento com a Rua Amazonas. De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Civil foi acionada por volta das 23h50 para atender a uma ocorrência de acidente de trânsito com vítima fatal. Conforme as informações preliminares, o motociclista trafegava pela Avenida Dante Martins de Oliveira, enquanto o ônibus seguia pela Rua Amazonas. Ao chegar ao cruzamento, o motorista do coletivo realizou uma manobra para acessar a avenida, momento em que ocorreu a colisão com a motocicleta. Com a força do impacto, o motociclista acabou ficando sob a parte traseira do ônibus. A vítima sofreu ferimentos graves e morreu ainda no local. A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foi acionada para realizar os procedimentos periciais e levantar informações que possam contribuir para o esclarecimento das circunstâncias do acidente. O caso será investigado pela Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), que deverá apurar a dinâmica da colisão e identificar eventuais responsabilidades. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a existência de passageiros feridos no coletivo. As circunstâncias exatas do acidente ainda serão esclarecidas pelas autoridades responsáveis pela investigação. Fonte: Boletim de ocorrência da Polícia Civil.
