Estrutura criada por iniciativa do presidente da ALMT fortaleceu o combate ao crime organizado nas rotas do agronegócio e trouxe mais segurança ao transporte de cargas no estado
Publicado em 10 de março de 2026
Uma iniciativa idealizada pelo deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi, vem transformando o combate ao crime nas rodovias do estado. A Lei Complementar nº 691/2021, que criou a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Cargas, completa cinco anos com resultados expressivos: redução de 41% nos roubos de cargas em Mato Grosso, segundo relatório da Polícia Civil referente a 2025.
Os dados mostram que a criação da delegacia especializada foi fundamental para enfrentar o crime organizado nas rotas de escoamento da produção mato-grossense, trazendo mais segurança para caminhoneiros, transportadoras e produtores rurais. No mesmo período, o estado registrou também queda geral de 11% nos crimes relacionados ao transporte de cargas.
Para Max Russi, a proposta nasceu da necessidade de oferecer uma resposta rápida e eficiente a um tipo de crime que impacta diretamente a economia do estado.
“Nosso objetivo era dar uma resposta técnica e rápida para um crime que encarece o frete e prejudica o produtor. Os números mostram que a especialização da investigação foi o caminho certo”, destacou o presidente da ALMT.
A estrutura criada pela lei permitiu ampliar a capacidade de investigação da Polícia Judiciária Civil, concentrando inteligência, tecnologia e equipes especializadas no enfrentamento desse tipo de crime.
Segundo o delegado Mário Santiago, responsável pela divisão desde 2023, a criação da delegacia representou um avanço estratégico para o trabalho policial.
“O fortalecimento da atuação especializada no combate aos crimes que afetam toda a cadeia produtiva do agronegócio permite desenvolver metodologias específicas para enfrentar essa modalidade criminosa. A cada ano observamos uma redução significativa desses índices no estado.”
Raio-X do crime em 2025
O levantamento da Polícia Civil aponta que o setor agropecuário continua sendo o principal alvo das quadrilhas, com 52% das cargas roubadas sendo de grãos, principalmente soja, milho e algodão. Em seguida aparecem adubos e fertilizantes.
A maioria dos crimes ocorre em vias públicas (50,5%), enquanto cerca de 5% são registrados em postos de combustíveis.
Entre os municípios com maior número de ocorrências estão Rondonópolis, Cuiabá, Sinop, Primavera do Leste e Barra do Garças, regiões que concentram importantes corredores logísticos do estado.
O período de maior incidência de crimes ocorre entre a tarde e a noite, segundo o relatório.
Inteligência e investigação
A Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Cargas atua como braço da Divisão de Investigações Especiais da Polícia Civil, tendo atribuição para investigar também crimes conexos, como ataques a bancos e roubos de defensivos agrícolas.
A legislação proposta por Max Russi garantiu que a unidade tenha atuação em todo o território estadual, permitindo cruzamento de informações, monitoramento de rotas e identificação de quadrilhas antes mesmo da abordagem aos caminhoneiros.
Apesar da queda significativa nos roubos — que envolvem violência — o relatório aponta que os furtos ainda representam a maior parte das ocorrências, o que mantém as forças de segurança em alerta.
“A redução é real e importante, mas o trabalho continua. Precisamos avançar em tecnologias de monitoramento para combater os furtos, que muitas vezes ocorrem quando o caminhoneiro está parado ou em descanso”, ressaltou Max Russi.
A lei criada pelo parlamentar se consolidou como uma das principais ferramentas de proteção da logística do agronegócio mato-grossense, contribuindo diretamente para reduzir prejuízos e aumentar a segurança nas rodovias do estado.
