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Wellington defende quebra de sigilo e cobrança de provas durante avanço da CPI sobre denúncias em Mato Grosso

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado Federal avançou, nesta quarta-feira (25), nas investigações sobre possíveis irregularidades envolvendo o sistema de crédito consignado em Mato Grosso, além de operações relacionadas ao Banco Master e a um acordo de aproximadamente R$ 308 milhões firmado entre o Governo do Estado e a empresa Oi.

Durante a oitiva, o ex-governador Pedro Taques foi ouvido como testemunha e apresentou denúncias baseadas, segundo ele, em dados públicos e movimentações financeiras. Entre os pontos levantados, Taques apontou a possível circulação de recursos por meio de fundos de investimento ligados ao Banco Master, com destino a empresas associadas a pessoas do entorno político estadual.

O ex-governador também citou suspeitas envolvendo o funcionamento de operações de crédito consignado, afirmando que milhares de servidores públicos podem ter contratos vinculados a empresas ligadas ao grupo investigado, com possíveis irregularidades no acesso às informações e na formalização dos contratos.

Outro ponto abordado foi o acordo firmado com a empresa Oi, que, de acordo com Taques, pode ter envolvido repasses financeiros por meio de fundos administrados por instituições como Banco Master, Royal Capital e Lotte Word, levantando questionamentos sobre a destinação final dos recursos.

Diante da gravidade das declarações, o senador Wellington Fagundes (PL-MT) destacou a necessidade de cautela e responsabilidade na condução das investigações, principalmente em um contexto pré-eleitoral. Segundo ele, é fundamental que todas as denúncias sejam acompanhadas de provas concretas.

“Isso não pode ficar apenas na fala. É preciso apresentar documentos e esclarecer os fatos”, afirmou o senador.

Wellington também defendeu a quebra de sigilo dos envolvidos como medida essencial para o avanço das investigações e para garantir transparência à sociedade. Para o parlamentar, somente com acesso a dados e documentos será possível confirmar ou descartar as suspeitas levantadas.

“Não há outro caminho que não seja a quebra de sigilo, para que possamos mostrar a verdade, doa a quem doer”, reforçou.

A CPI segue com os trabalhos e deve analisar novos requerimentos nos próximos dias, com o objetivo de aprofundar as apurações e apresentar respostas à população.


Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News

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