Ação simultânea em 16 países teve desdobramentos em Cuiabá e Lucas do Rio Verde; Polícia Civil investiga produção, compartilhamento e armazenamento de material ilegal envolvendo exploração infantil.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta terça-feira (28) uma nova fase da Operação Cesin, voltada ao combate de crimes cibernéticos relacionados à exploração sexual de crianças e adolescentes. Em Cuiabá e Lucas do Rio Verde, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e medidas judiciais para quebra de sigilo telemático contra investigados suspeitos de produzir, compartilhar e armazenar arquivos digitais ilícitos.
A ofensiva estadual integra a Operação Nacional Proteção Integral IV, coordenada pela Polícia Federal, e também faz parte da Operação Internacional Aliados pela Infância VI, mobilização simultânea realizada em 16 países para reprimir crimes transnacionais que violam a dignidade sexual infantojuvenil.
No Brasil, a ação nacional cumpriu 172 mandados judiciais, entre buscas e prisões preventivas, além de prisões em flagrante e resgate de vítimas. Ao todo, 738 agentes participaram da operação, entre policiais federais e civis, mobilizados em todos os estados.
Em Mato Grosso, foram quatro mandados de busca e apreensão. As diligências foram conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), com apoio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Lucas do Rio Verde.
Segundo as investigações, os suspeitos utilizavam aparelhos como celulares, tablets, computadores e notebooks para armazenar e disseminar arquivos ilegais por meio da internet. Parte do material analisado pela polícia também aponta indícios de produção de conteúdo criminoso. Os equipamentos apreendidos serão periciados para aprofundar as investigações e identificar possíveis vítimas e envolvidos. 
O delegado titular da DRCI, Sued Dias da Silva Junior, afirmou que o enfrentamento a esse tipo de crime é prioridade permanente da especializada. Segundo ele, a falsa sensação de anonimato na internet não impede a atuação policial e novas ações continuarão sendo realizadas.
Os investigados poderão responder por crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), cujas penas incluem reclusão e multa, conforme a conduta apurada. A operação também reforça as ações do Maio Laranja, campanha nacional de conscientização e combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.


