Governador avalia decisão dos Estados Unidos como oportunidade para fortalecer o combate ao crime organizado e critica a falta de iniciativa do Brasil diante da atuação das facções.
O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, manifestou apoio à decisão do governo dos Estados Unidos de enquadrar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A declaração foi feita durante agenda pública realizada nesta semana.
Para o governador, a medida representa uma oportunidade para que o Brasil avance no enfrentamento ao crime organizado, que, segundo ele, consolidou uma estrutura paralela de poder em diversas regiões do país. Pivetta afirmou que a classificação adotada pelos norte-americanos não deve ser interpretada como interferência externa, mas como uma reação aos impactos causados por essas organizações, inclusive fora do território brasileiro.
Na avaliação do chefe do Executivo estadual, o Brasil demorou a adotar mecanismos mais rígidos para combater as facções criminosas e agora poderá acompanhar iniciativas já implementadas por outros países. Ele ressaltou que a atuação desses grupos ultrapassa fronteiras e afeta diretamente a segurança pública e a economia.
Pivetta também comentou sobre a possibilidade de sanções econômicas contra pessoas e empresas que mantenham relações financeiras com integrantes ou estruturas ligadas às facções. Para ele, medidas desse tipo são necessárias para enfraquecer a capacidade de atuação do crime organizado.
O governador defendeu que não haja tolerância com quem, de alguma forma, contribui para a sustentação financeira dessas organizações, afirmando que o enfrentamento ao crime exige ações firmes e responsabilização de todos os envolvidos.


