Houve um tempo em que esperar fazia parte da vida. As coisas não aconteciam na mesma velocidade, e isso não era visto como defeito. Uma resposta demorava. Um processo seguia seu ritmo. Uma decisão exigia tempo. E, curiosamente, as pessoas pareciam entender isso melhor. Hoje, esperar virou sinônimo de erro. Vivemos em um presente que nos cobra pressa o tempo todo. Tudo é urgente. Tudo é agora. Se demora, incomoda. Se não responde rápido, frustra. Se exige paciência, gera ansiedade. A vida ganhou ritmo acelerado, mas o ser humano continua o mesmo, com limites emocionais, físicos e mentais. Esse choque entre o tempo humano e o tempo do mundo tem consequências. O cidadão comum sente isso diariamente. Na fila do banco, no aplicativo que não funciona, no pedido que não é analisado, no processo que não anda, na resposta automática que não resolve. O passado ensinou a esperar. O presente cobra correr. E, no meio disso, muita gente se sente perdida. O Direito, que deveria ajudar a organizar a vida em sociedade, também sofre com esse descompasso. Exige prazos curtos do cidadão, mas muitas vezes responde lentamente. Cobra documentos, mas não explica procedimentos. Impõe regras, mas nem sempre oferece clareza. Essa relação gera frustração e sensação de abandono. O problema não é a tecnologia. Ela trouxe avanços importantes e facilitou o acesso a serviços que antes eram impensáveis. O problema é quando a tecnologia acelera tudo, menos a sensibilidade. Quando o sistema ganha eficiência, mas perde humanidade. O passado nos ensinou a lidar com o tempo. O presente nos treinou para a pressa. E o futuro, se não for pensado com cuidado, pode nos cobrar um preço alto. Uma sociedade cansada, ansiosa e impaciente consigo mesma. É preciso desacelerar a forma como olhamos para as pessoas. Humanizar procedimentos. Simplificar exigências. Explicar decisões. Respeitar o tempo de quem está do outro lado do balcão, da tela ou do processo. Esperar não é fraqueza. É parte da vida. Correr o tempo todo, sim, adoece. O desafio do nosso tempo não é apenas fazer tudo mais rápido. É fazer melhor. É encontrar equilíbrio entre eficiência e cuidado, entre tecnologia e humanidade, entre o ontem que ensinava paciência e o amanhã que precisa aprender a respeitar o agora. Talvez o futuro não precise correr tanto. Talvez precise, antes, aprender a esperar de novo. Diogo Fernandes Colunista em Justiça & Sociedade, MT Urgente News Advogado, fundador do escritório Diogo Fernandes Advocacia
“Nossa obrigação é defender MT”, diz Max sobre ameaça de ‘tarifaço’ americano contra lei estadual
Em entrevista nesta quarta-feira (3), o deputado Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa, comentou as recentes pressões internacionais envolvendo uma legislação de Mato Grosso. A lei estadual aprovada pela ALMT, que impede a concessão de incentivos fiscais ou terrenos públicos para empresas que aderirem à Moratória da Soja, foi citada em uma investigação da “Seção 301” nos Estados Unidos, que sugeriu um novo ‘tarifaço’ de 25% sobre produtos brasileiros importados pelos americanos. Longe de se mostrar intimidado com a reação estrangeira, o parlamentar celebrou o alcance e o impacto da medida adotada pelo Poder Legislativo mato-grossense. “Essa discussão com os Estados Unidos, eu confesso que fiquei feliz por ter uma lei da Assembleia em referência mundial. Uma lei nossa aqui, aprovada por esse parlamento, que deu fim à moratória da soja, incomodando o presidente dos Estados Unidos. Eles dizem que a gente não quer preservar, que tem que taxar. Mas a Assembleia Legislativa vai defender sempre o Mato Grosso e o seu povo. Essa é a nossa obrigação”, afirmou Max Russi. Defesa do produtor e soberania econômica A Moratória da Soja vinha sendo criticada por lideranças políticas e do setor produtivo por travar a produção no estado, se sobrepondo às leis nacionais mesmo quando os agricultores cumpriam rigorosamente o Código Florestal brasileiro. A tese defendida pela Assembleia ganhou força jurídica e resultou em uma vitória no Supremo Tribunal Federal (STF). Max Russi pontuou que os governantes estrangeiros estão cumprindo o papel de proteger seus próprios mercados, mas reforçou que Mato Grosso não aceitará intervenções externas que prejudiquem sua economia. “O presidente dos Estados Unidos está certo em defender o país e os negócios dele. Mas nós precisamos defender Mato Grosso contra os EUA, contra a União Europeia ou contra qualquer país do mundo que queira intervir na nossa economia e prejudicar o agro, a indústria ou o comércio. Essa moratória inibia a nossa produção”, avaliou o deputado. Por fim, Russi adiantou que o corpo jurídico do Parlamento já se prepara para novos embates em defesa dos interesses do estado na esfera federal. “Agora estamos entrando nessa outra pauta contra o Pará. É uma disputa difícil, assim como foi a da moratória, mas nós acreditamos na nossa Procuradoria, acreditamos no nosso direito e vamos fazer essa defesa com muita tranquilidade em Brasília”, concluiu.
Cuiabá realiza mutirão inédito para reconstruir vidas de vítimas de queimaduras elétricas
Hospital Municipal de Cuiabá abrirá 20 vagas para cirurgias reparadoras voltadas a pacientes com sequelas graves causadas por acidentes de trabalho. A Prefeitura de Cuiabá promoverá, nos dias 6 e 7 de julho, a segunda edição do Mutirão de Queimados no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC). A ação será dedicada à realização de cirurgias reparadoras em pacientes que ficaram com sequelas provocadas por queimaduras elétricas decorrentes de acidentes de trabalho, tornando a capital mato-grossense pioneira no país na realização de um mutirão com esse perfil específico. A iniciativa é coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, e contará com a participação de especialistas de diversas instituições de referência, entre elas a Sociedade Brasileira de Queimaduras, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e o Conselho Regional de Medicina. O objetivo é oferecer atendimento especializado a pessoas que convivem há anos com limitações físicas, dores crônicas, retrações da pele e dificuldades funcionais causadas pelas lesões. Serão disponibilizadas 20 vagas para os procedimentos cirúrgicos. Os interessados devem procurar o ambulatório do HMC para avaliação médica. As triagens ocorrem todas as terças-feiras de junho, das 13h às 17h, no hospital localizado no bairro Ribeirão do Lipa. As cirurgias têm como finalidade restaurar funções comprometidas, corrigir deformidades e ampliar a mobilidade dos pacientes, além de contribuir para a redução de dores e melhorar a qualidade de vida. Em muitos casos, as sequelas afetam atividades básicas do cotidiano e comprometem a reinserção social e profissional dos trabalhadores atingidos. As queimaduras elétricas estão entre as lesões mais severas relacionadas ao ambiente de trabalho, principalmente em setores como construção civil, manutenção elétrica, indústria e serviços ligados à rede de energia. Além dos danos imediatos, os acidentes podem deixar marcas permanentes e provocar impactos emocionais significativos. Para a gestão municipal, o mutirão representa um avanço na oferta de serviços especializados dentro da rede pública de saúde. A expectativa é proporcionar atendimento qualificado e ampliar as oportunidades de recuperação para pacientes que aguardam há anos por procedimentos reconstrutivos. A força-tarefa reunirá cirurgiões do Hospital Municipal de Cuiabá, profissionais da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e especialistas do Complexo Hospitalar Municipal Souza Aguiar, reconhecido nacionalmente por seu trabalho em cirurgias reconstrutivas. Durante os dois dias de ação, equipes multidisciplinares reforçarão os atendimentos para garantir assistência integral aos pacientes selecionados. Referência no tratamento de queimados, o Hospital Municipal de Cuiabá mantém atendimento especializado para casos de média e alta complexidade e, com o mutirão, reforça seu papel como centro de excelência no cuidado e reabilitação de pessoas vítimas desse tipo de trauma.
Corpus Christi: Estado suspende atendimento administrativo por dois dias e mantém serviços essenciais em plantão
Repartições estaduais fecham nesta quinta e sexta-feira; saúde, segurança pública e atendimentos de urgência seguem funcionando normalmente em Mato Grosso. Os órgãos e entidades do Poder Executivo de Mato Grosso terão o atendimento administrativo suspenso nos dias 4 e 5 de junho, em razão do feriado de Corpus Christi e do ponto facultativo decretado pelo Governo do Estado. Durante o período, apenas os serviços considerados essenciais permanecerão em funcionamento, em regime de plantão, para garantir o atendimento à população. A medida segue o calendário oficial de feriados e pontos facultativos de 2026. As atividades administrativas serão retomadas normalmente na próxima segunda-feira, dia 8 de junho. Entre os serviços que terão atendimento interrompido estão as unidades do Ganha Tempo, o Centro Estadual de Cidadania, localizado no Várzea Grande Shopping, além de setores administrativos da área da saúde e da segurança pública. Na saúde, permanecem fechados apenas os setores administrativos, o Cridac, o Ceope, o Cermac, o MT Hemocentro e a Farmácia Especializada de Alto Custo. Já o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) atuará em regime de plantão. Os hospitais estaduais, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a Central Estadual de Transplantes manterão os atendimentos normalmente. Na área da segurança pública, os serviços operacionais seguirão ativos. Batalhões da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar, Instituto Médico Legal (IML), Perícia Oficial e unidades da Polícia Civil continuarão atendendo a população durante todo o feriado. As centrais de flagrantes de Cuiabá e Várzea Grande funcionarão normalmente, assim como as delegacias especializadas que atuarão em esquema de plantão para ocorrências emergenciais. Também serão mantidos os atendimentos especializados para casos de violência doméstica e sexual contra mulheres, crianças e adolescentes. A população ainda poderá registrar diversas ocorrências por meio da Delegacia Digital, serviço online disponível durante todo o período. Com a manutenção dos serviços essenciais, o Governo do Estado busca assegurar a continuidade dos atendimentos de urgência e emergência, mesmo durante o feriado prolongado.
“Preocupante porque está acontecendo uma CPI neste momento”, diz Max Russi sobre ataque hacker na SES
Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (3), o deputado Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa, demonstrou forte apreensão com o ataque hacker que atingiu o sistema da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), que veio a público nesta semana. O parlamentar demonstrou preocupação com o momento em que a invasão ocorreu e com a segurança digital de outras áreas estratégicas do Executivo. “Preocupante porque está acontecendo uma CPI neste momento, com informações que essa comissão precisa, e agora esse hacker invade. É muito alarmante porque, se conseguem invadir a Secretaria de Saúde e apagar tudo, imagine se entrarem na Secretaria de Fazenda. Olha o caos que nós vamos ter”, alertou Russi. Diante do questionamento sobre a coincidência do ataque ocorrer justamente no período de instalação da CPI da Saúde, Russi afirmou que cabe à própria comissão investigar se há alguma correlação, embora, pessoalmente, acredite que ela não exista. “Respeito a posição do deputado Wilson Santos (PSD), e acho que a CPI precisa levantar isso. Mas o fato é que o Estado precisa ter backup dessas informações”, pontuou. O presidente da Casa de Leis garantiu ainda que a possível falta de dados digitais não vai travar as investigações. Cobrança por tecnologia e exemplo da ALMT Max Russi cobrou um posicionamento mais firme do governo do estado na proteção de dados digitais e defendeu investimentos robustos em segurança cibernética. Ele lembrou que Mato Grosso possui uma empresa pública de tecnologia da informação (MTI) com profissionais qualificados que precisam de respaldo para blindar o Estado. Como exemplo de gestão preventiva, o deputado destacou que a AL mantém uma estrutura sólida e descentralizada para evitar apagões de dados. “O governo tem que investir em tecnologia, nós temos uma empresa pública do estado, que tem bons profissionais lá, e nós não podemos aceitar isso. A ALMT está preparada para esse tipo de problema, com backups mantidos em outros locais para evitar a perda de dados em incidentes”, explicou. O parlamentar finalizou reforçando o impacto social da vulnerabilidade digital. “Nós vamos acompanhar isso de perto, ver esse desdobramento e entender como minimizar a situação. São muitas informações em jogo. Preocupa bastante, porque o Estado possui outras secretarias que, se perderem seus bancos de dados, vão impactar diretamente o dia a dia e a vida do cidadão mato-grossense”, concluiu.
Justiça autoriza compra da Santa Casa e Estado garante patrimônio histórico por R$ 30 milhões
Sem concorrentes e sem manifestação da União, Governo de Mato Grosso recebe aval judicial para concluir aquisição do imóvel e manter atendimento na unidade. A Justiça homologou nesta quarta-feira (3) a proposta apresentada pelo Governo de Mato Grosso para a aquisição do prédio da antiga Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá. A decisão, assinada pela juíza Eliane Xavier de Alcantara, autoriza a conclusão da venda do imóvel ao Estado pelo valor de R$ 30 milhões, que deverá ser pago à vista. Na decisão, a magistrada destacou que a oferta do Governo foi considerada a mais vantajosa entre as apresentadas durante o processo de alienação do patrimônio. Após a divulgação da proposta, foi aberto prazo para que outros interessados apresentassem ofertas superiores, o que não ocorreu. A União também foi notificada para exercer eventual direito de preferência na compra do imóvel, mas não se manifestou dentro do período estabelecido. Com isso, a Justiça autorizou o prosseguimento da venda em favor do Estado, que terá 48 horas para efetuar o depósito do valor acordado e formalizar a aquisição. O despacho judicial estabelece que a negociação contempla exclusivamente o imóvel, sem incluir bens móveis existentes no local ou eventuais créditos que a instituição beneficente tenha a receber. A decisão também assegura que o Governo do Estado não assumirá dívidas da Santa Casa, uma vez que a compra ocorre por meio de arrematação judicial. Segundo o entendimento da magistrada, a modalidade de aquisição garante que o imóvel seja transferido livre de débitos tributários constituídos até a data da venda, oferecendo segurança jurídica ao comprador. A efetivação da compra representa um passo importante para a consolidação dos serviços de saúde já desenvolvidos no local pelo Governo de Mato Grosso, além de assegurar a preservação de um dos patrimônios mais tradicionais da área da saúde na capital mato-grossense.
Operação desmonta esquema de pesca predatória no Rio Cuiabá e apreende mais de 900 quilos de pescado irregular
Ação conjunta da Polícia Civil, Sema e Juvam resultou na prisão de três pessoas, apreensão de espécies proibidas e identificação de uma rede de armazenamento e comercialização ilegal na região metropolitana. Uma operação conjunta da Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), com apoio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e do Juizado Volante Ambiental (Juvam), desarticulou um esquema de pesca predatória e comércio ilegal de pescado na região do Rio Cuiabá. A ação resultou na apreensão de aproximadamente 911 quilos de peixes de diversas espécies, na prisão de três pessoas e na coleta de provas que poderão ampliar as investigações sobre a atuação da organização criminosa. As diligências tiveram início após uma série de denúncias apontarem a prática frequente de pesca ilegal nas proximidades da Ponte Sérgio Motta, incluindo o uso de redes e a comercialização clandestina de espécies nativas. A repercussão de imagens e vídeos nas redes sociais reforçou os indícios e levou as autoridades a intensificarem o monitoramento da área. Durante a investigação, os policiais identificaram uma residência no bairro Praeirinho que funcionava como ponto de armazenamento e distribuição de pescado oriundo da pesca predatória. No local, foram encontrados dois suspeitos e mais de 232 quilos de peixes armazenados em freezers e tambores. Entre as espécies apreendidas estavam pintado, dourado, piraputanga, pacupeva, pacu e piranha, sendo que várias delas estão protegidas pela legislação estadual conhecida como Transporte Zero. Além do pescado, as equipes recolheram equipamentos utilizados no beneficiamento dos produtos, balanças, materiais para confecção de redes de pesca, celulares e documentos com registros de compra e venda. As anotações encontradas indicavam uma movimentação comercial constante, sugerindo a existência de um esquema estruturado de comercialização ilegal. A investigação avançou após a localização de notas fiscais em branco vinculadas a uma peixaria da Feira do Praeirinho. Com base nas evidências, as equipes realizaram fiscalização no estabelecimento, onde encontraram mais 678 quilos de pescado sem comprovação de origem e em desacordo com as normas ambientais. Entre os produtos apreendidos estavam exemplares de espécies protegidas, cortes diversos e bandas de pintado salgado. As apurações apontaram que um pescador fornecia o pescado ao operador do esquema, responsável pela compra e revenda dos produtos para estabelecimentos comerciais. O proprietário da peixaria também foi preso em flagrante por envolvimento na comercialização dos peixes irregulares. Os três suspeitos foram encaminhados à Delegacia Especializada do Meio Ambiente, onde foram autuados por pesca predatória. A autoridade policial arbitrou fiança de R$ 10 mil para o investigado apontado como responsável pela revenda habitual do pescado e de R$ 3 mil para os outros dois envolvidos. Segundo a Polícia Civil, as investigações continuam para identificar possíveis participantes da cadeia ilegal de transporte, armazenamento e comercialização de pescado proveniente da pesca predatória na região metropolitana de Cuiabá.
Hospital Central amplia uso da cirurgia robótica e realiza primeiros procedimentos ginecológicos pelo SUS em Mato Grosso
Tecnologia de alta precisão já beneficiou 22 pacientes na rede pública e passa a atender também mulheres com indicação cirúrgica ginecológica. O Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso deu mais um passo na modernização da saúde pública ao iniciar a realização de cirurgias ginecológicas com auxílio de robótica pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A nova etapa amplia o acesso da população a procedimentos de alta tecnologia, que até pouco tempo estavam restritos a poucos centros especializados do país. Entre os dias 30 de maio e 1º de junho, a unidade promoveu um mutirão de cirurgias ginecológicas robóticas, acompanhado por especialistas do Programa de Cirurgia Robótica do Einstein Hospital Israelita, instituição responsável pela gestão do hospital em Cuiabá. Ao todo, 11 pacientes passaram pelos procedimentos durante os três dias de ação. A tecnologia robótica oferece maior precisão durante as intervenções cirúrgicas, especialmente em regiões delicadas como a pelve, contribuindo para uma recuperação mais rápida, menor dor pós-operatória e redução de complicações. Entre os procedimentos realizados esteve a retirada de útero e trompas, com pacientes já recebendo alta e seguindo o acompanhamento médico programado. Segundo o coordenador do centro cirúrgico, Iuri Tamasauskas, a plataforma robótica permite movimentos mais precisos e controle ampliado durante as operações, trazendo benefícios tanto para os profissionais quanto para os pacientes. Esta é a segunda etapa de expansão da cirurgia robótica no Hospital Central. Em abril, a unidade realizou o primeiro mutirão voltado ao tratamento de câncer de próstata. Desde o início das atividades, o hospital já contabiliza 22 cirurgias robóticas realizadas pelo SUS. Para a diretora da unidade, Alessandra Bokor, o avanço reforça o perfil de alta complexidade do hospital e demonstra os resultados da parceria com o Einstein. Além da assistência, a cooperação tem contribuído para a qualificação de equipes e para a ampliação do acesso da população mato-grossense a tratamentos de ponta. Inaugurado neste ano, o Hospital Central opera integralmente pelo SUS e é voltado ao atendimento de casos de alta complexidade, especialmente na área cirúrgica. A previsão é que, até agosto, a unidade esteja em pleno funcionamento com 12 especialidades, incluindo neurocirurgia, cirurgia cardiovascular, oncologia, ortopedia, ginecologia e cirurgia pediátrica. Os atendimentos são realizados exclusivamente por meio de encaminhamento da Central Estadual de Regulação, garantindo acesso organizado aos serviços especializados oferecidos pela unidade.
Foragido há mais de quatro anos por matar irmãos em crime brutal é preso no norte de Mato Grosso
Investigado por duplo homicídio qualificado cometido em 2021, suspeito foi localizado em Peixoto de Azevedo após trabalho de inteligência da Polícia Civil. Após mais de quatro anos foragido, um homem de 32 anos, acusado de assassinar dois irmãos na zona rural de Matupá, foi preso pela Polícia Civil nesta terça-feira (2), no bairro Industrial, em Peixoto de Azevedo. A captura ocorreu após uma série de investigações conduzidas pela Delegacia de Matupá, que conseguiu localizar o paradeiro do suspeito. O crime aconteceu em abril de 2021, na comunidade Vila São José, em Matupá. Conforme as investigações, o acusado teria matado os dois irmãos por motivo considerado fútil, utilizando fogo para executar o duplo homicídio, circunstância que agravou a acusação e resultou em seu indiciamento por homicídio qualificado. Desde a ocorrência do crime, o investigado teria passado por diversos estados brasileiros na tentativa de escapar da Justiça. No entanto, o trabalho de inteligência realizado pelo Núcleo de Investigação e Captura permitiu identificar o local onde ele estava escondido. De posse das informações, equipes policiais se deslocaram até o endereço em Peixoto de Azevedo e cumpriram o mandado de prisão preventiva expedido pela Comarca de Matupá. Após a confirmação da identidade, o suspeito foi informado sobre a decisão judicial e conduzido à delegacia. Segundo a Polícia Civil, o preso foi apresentado sem lesões corporais e permanece à disposição da Justiça, que dará prosseguimento aos procedimentos relacionados ao caso.
Pivetta apoia classificação de PCC e Comando Vermelho como grupos terroristas e defende punições mais duras
Governador avalia decisão dos Estados Unidos como oportunidade para fortalecer o combate ao crime organizado e critica a falta de iniciativa do Brasil diante da atuação das facções. O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, manifestou apoio à decisão do governo dos Estados Unidos de enquadrar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A declaração foi feita durante agenda pública realizada nesta semana. Para o governador, a medida representa uma oportunidade para que o Brasil avance no enfrentamento ao crime organizado, que, segundo ele, consolidou uma estrutura paralela de poder em diversas regiões do país. Pivetta afirmou que a classificação adotada pelos norte-americanos não deve ser interpretada como interferência externa, mas como uma reação aos impactos causados por essas organizações, inclusive fora do território brasileiro. Na avaliação do chefe do Executivo estadual, o Brasil demorou a adotar mecanismos mais rígidos para combater as facções criminosas e agora poderá acompanhar iniciativas já implementadas por outros países. Ele ressaltou que a atuação desses grupos ultrapassa fronteiras e afeta diretamente a segurança pública e a economia. Pivetta também comentou sobre a possibilidade de sanções econômicas contra pessoas e empresas que mantenham relações financeiras com integrantes ou estruturas ligadas às facções. Para ele, medidas desse tipo são necessárias para enfraquecer a capacidade de atuação do crime organizado. O governador defendeu que não haja tolerância com quem, de alguma forma, contribui para a sustentação financeira dessas organizações, afirmando que o enfrentamento ao crime exige ações firmes e responsabilização de todos os envolvidos.