Governador em exercício destacou a contribuição da Igreja na formação de valores e reconheceu a trajetória de uma das principais lideranças brasileiras no Vaticano.
O governador em exercício de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, concedeu nesta quarta-feira (10) a Medalha da Ordem do Mérito Mato Grosso, no grau Grã-Cruz, ao cardeal Dom João Braz de Aviz. Considerada a mais alta honraria do Estado, a condecoração é destinada a personalidades que se destacam pela prestação de relevantes serviços à sociedade e pela defesa de valores que contribuem para o desenvolvimento humano e social.
Durante a solenidade, Pivetta ressaltou a importância das instituições que colaboram na formação de cidadãos comprometidos com o bem comum e destacou o papel do serviço ao próximo como um dos pilares para a construção de uma sociedade mais justa e solidária.
Segundo o governador em exercício, reconhecer trajetórias marcadas pela dedicação ao próximo representa também uma forma de valorizar princípios que fortalecem a convivência social e promovem o desenvolvimento coletivo.
Ao receber a homenagem, Dom João Braz de Aviz afirmou que a distinção ultrapassa o reconhecimento individual e simboliza igualmente a missão desempenhada pela Igreja Católica ao longo de sua história. O cardeal destacou o trabalho desenvolvido em favor dos valores cristãos, humanos e do Evangelho, ressaltando a relevância dessas ações para a sociedade.
Durante seu pronunciamento, Dom Braz também enalteceu a formação do povo mato-grossense, marcada pela diversidade de origens e pela capacidade de integração. Para ele, Mato Grosso se destaca pela união de pessoas vindas de diferentes regiões do país em torno de um projeto comum de crescimento e geração de oportunidades, inclusive para as populações mais vulneráveis.
Natural de Mafra, em Santa Catarina, Dom João Braz de Aviz é uma das mais importantes lideranças da Igreja Católica brasileira. Ordenado sacerdote em 1972, construiu uma trajetória de destaque em diversas dioceses do país, tendo exercido funções como arcebispo de Maringá, no Paraná, e de Brasília, no Distrito Federal.
Em 2011, foi nomeado pelo papa Bento XVI para dirigir o Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, órgão da Santa Sé responsável pelo acompanhamento das congregações religiosas em todo o mundo. No mesmo ano, recebeu o título de cardeal, consolidando sua atuação entre as principais vozes da Igreja Católica brasileira no Vaticano e participando de importantes decisões da instituição ao longo das últimas décadas.


