Estado registra crescimento industrial de 3,5% nos cinco primeiros meses de 2026, mais que o dobro da média brasileira, com destaque para materiais de construção, biocombustíveis e indústria alimentícia.
O bom desempenho do agronegócio segue impulsionando a economia de Mato Grosso e fortalecendo outro importante segmento: a indústria. Entre janeiro e maio de 2026, a produção industrial do estado avançou 3,5%, desempenho superior ao dobro da média nacional, que ficou em 1,4%, colocando Mato Grosso entre os cinco estados com maior crescimento industrial do país.
Os números, divulgados pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do IBGE e analisados pelo Observatório da Indústria da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), refletem o aumento da demanda por insumos, alimentos industrializados, biocombustíveis e materiais destinados às obras de infraestrutura e ao setor da construção civil.
No ranking nacional, Mato Grosso aparece entre os estados com melhor desempenho da indústria em 2026, resultado que evidencia a diversificação da economia estadual e a capacidade do setor produtivo de agregar valor às matérias-primas geradas no campo.
O segmento de produtos minerais não metálicos foi o principal responsável pelo avanço da atividade industrial, registrando crescimento de 23,9% no período. A expansão está diretamente ligada ao aquecimento da construção civil e ao volume de investimentos em infraestrutura, elevando a produção de itens como cimento, concreto, argamassa e asfalto.
O reflexo desse cenário já é percebido nas empresas do setor, que operam com elevada demanda para atender obras públicas, empreendimentos imobiliários e projetos de pavimentação em diversas regiões do estado.
Além do aumento da produção, a expansão industrial também fortalece o mercado de trabalho. O crescimento da atividade amplia a oferta de vagas para profissionais qualificados em diferentes áreas, desde operadores de máquinas até motoristas especializados e trabalhadores da construção civil, contribuindo para geração de renda e movimentação da economia local.
Outro destaque é o avanço da produção de refino e biocombustíveis, que cresceu 10% nos primeiros cinco meses do ano. O resultado acompanha a expansão das usinas de etanol de milho e o aumento da procura por combustíveis renováveis. Já a indústria de alimentos registrou alta de 2,6%, reforçando a importância da agroindústria na transformação da produção agrícola em produtos destinados ao consumo interno e ao mercado externo.
Para o Observatório da Indústria da Fiemt, a tendência é de continuidade desse ciclo de crescimento ao longo de 2026, especialmente no segmento de biocombustíveis, impulsionado pela ampliação da participação do etanol na matriz energética brasileira e pelo fortalecimento da cadeia produtiva mato-grossense.


